Atualidade
Castro Marim: 9º Concurso “Odeleite, Aldeia Florida”
Pitoresca e reconhecida pela sua singularidade, no interior do território castromarinense desenha-se a aldeia de Odeleite, considerada uma das aldeias típicas da região e que pretende agora ser também uma das mais floridas! O Concurso “Aldeia Florida” está de volta a Odeleite, nesta que será a sua 9ª edição, uma organização da Junta de Freguesia e da Associação Social da Freguesia de Odeleite.
Ladeada por dois espelhos de água, a Ribeira e a Barragem, com casas brancas e de típicas chaminés algarvias, Odeleite é uma aldeia pautada por detalhes e pormenores, naturais e ou promovidos pelo brio dos seus habitantes, o que a torna aprazível para viver e atrativa à visita. As flores, dispostas nos pátios, nas janelas e nos recantos das casas, já são um uso na aldeia e lança-se agora novo repto e incentivo a quem tiver casa ou estabelecimento na aldeia.
As inscrições decorrem de 1 a 15 de fevereiro, nas instalações da Junta de Freguesia de Odeleite, e serão entregues flores aos participantes, para que possam decorar e dar novas cores aos seus espaços. Os resultados serão conhecidos no dia 1 de maio, nas populares celebrações do Dia do Trabalhador.
Imagem: CMCM.
Atualidade
Socialistas portugueses na Europa criam “grupo informal” e anunciam “Dia do PS na Diáspora”
Foi constituído o “grupo informal” chamado “Socialistas Portugueses na Europa”, na sequência do processo iniciado para reforçar a articulação entre as diferentes secções e núcleos do Partido Socialista (PS) existentes no espaço europeu. A decisão surge depois da II Conferência para a criação de uma Federação da Europa do PS, realizada em Paris, a 27 de junho, e de um trabalho desenvolvido ao longo de quase dois anos por militantes socialistas residentes em diferentes países europeus.
Numa reunião online realizada esta segunda-feira, 14 de setembro, foi igualmente constituído um Secretariado provisório dos Socialistas Portugueses na Europa, estrutura que passa a coordenar os trabalhos do grupo e que é apresentada como o embrião de uma futura direção de uma Federação da Europa do PS, caso a proposta venha a avançar no plano partidário.
O Secretariado provisório integra Alfredo Stoffel, pela Alemanha, António Oliveira e Nathalie Oliveira, por França, Joe Gomes, pelo Luxemburgo, e Pedro Rupio, pela Bélgica. Com a entrada em funções deste núcleo, é dado por concluído o trabalho da Comissão Iniciadora para a criação de uma Federação da Europa do PS, abrindo uma nova fase de articulação entre os socialistas portugueses residentes no continente.
A iniciativa pretende agora aprofundar o contacto com o Departamento de Comunidades Portuguesas do PS, dirigido por Paulo Pisco, estrutura partidária criada para acompanhar, apoiar e dinamizar os núcleos socialistas no estrangeiro e reforçar a relação do partido com os diferentes setores das comunidades portuguesas. Entre as suas áreas de intervenção estão o associativismo, o ensino, a economia, a cultura, os luso-eleitos, os jovens, os investigadores e outros segmentos da diáspora.
O PS mantém atualmente diferentes estruturas partidárias em países europeus, incluindo Alemanha, Bélgica, França, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça. Na informação institucional disponibilizada pelo partido, Pedro Rupio surge associado à coordenação da estrutura de Bruxelas, enquanto António Oliveira aparece ligado à secção de Paris e Nathalie Oliveira à de Metz.
A reorganização surge também num período em que a direção socialista tem procurado reforçar a intervenção política junto da diáspora. O Departamento de Comunidades tem assumido como objetivo estabelecer uma relação permanente entre o partido, os seus militantes no estrangeiro e os portugueses residentes fora do país. Em julho, o Conselho Estratégico da Diáspora do PS reuniu representantes provenientes de vários países europeus e americanos para discutir, entre outros temas, os obstáculos enfrentados pelos emigrantes que pretendem regressar a Portugal.
Segundo o comunicado divulgado pelos Socialistas Portugueses na Europa, o grupo pretende colocar o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos ao serviço de uma maior aproximação entre o PS e os portugueses residentes nos vários países europeus, reforçando simultaneamente a articulação entre as estruturas partidárias existentes.
A primeira iniciativa anunciada para esta nova etapa será o “Dia do PS na Diáspora”, marcado para 3 de outubro. A ação pretende mobilizar os socialistas portugueses na Europa, promover contactos entre as diferentes estruturas e criar espaços de auscultação das comunidades. O grupo prevê ainda utilizar a iniciativa para identificar preocupações dos portugueses residentes no estrangeiro e disponibilizar informação e apoio sempre que possível.
Ígor Lopes
Atualidade
Cantautor e produtor português entra no outono com agenda entre prémios, mercados internacionais e novas colaborações
O cantautor-produtor português Eddie, nome artístico de Edgar Pinto, entra nos últimos meses de 2026 com uma agenda que cruza música, indústria, circulação internacional e novos projetos. Com mais de duas décadas de atividade no setor musical e um percurso construído entre Portugal e outros mercados, o artista prepara uma “rentrée” marcada por Espanha, pela participação em dois encontros internacionais da indústria da música e pelo desenvolvimento de colaborações que deverão prolongar a agenda até ao primeiro trimestre de 2027.
Um dos primeiros compromissos acontece já na segunda quinzena de setembro, quando Eddie inicia a preparação da sua digressão de outono e inverno em Espanha. O mercado espanhol tem assumido um lugar central no percurso do músico português, que tem desenvolvido uma estratégia internacional assente na aproximação entre diferentes geografias e linguagens musicais, com particular incidência no espaço ibérico e ibero-americano, mas também com um olhar junto da América Latina.
A 5 de outubro, Eddie estará em Madrid para participar nos “Premios Latino”, onde vai receber uma nova distinção. O artista confirmou que venceu pelo segundo ano consecutivo e regressará à gala depois de, em 2025, ter sido distinguido com o prémio de “Melhor Tratamento Sonoro na Produção Musical” pelo single “El Otro Lado de Mí”. A produção, desenvolvida entre Portugal e Espanha e com inspiração na Andaluzia, integrou uma fase de afirmação internacional de um percurso que já soma reconhecimentos em Madrid, Hollywood, Los Angeles e Nova Iorque.
Depois da passagem pela capital espanhola, a agenda avança para dois dos encontros profissionais previstos para outubro. Entre 21 e 25, Eddie estará na Gran Canaria para participar na WOMEX – Worldwide Music Expo, plataforma internacional dedicada à world music que reúne artistas, profissionais, editoras, agentes, produtores, programadores e outros representantes do setor. A presença insere-se na estratégia de circulação profissional que o músico português tem vindo a desenvolver para além da componente de palco.
O regresso da WOMEX terá ainda uma nova paragem em Madrid. No dia 25 de outubro, Eddie fará escala na capital espanhola para receber outro reconhecimento, a ser divulgado em breve. Dois dias depois, o músico segue para Bilbau, onde participará, entre 27 e 30 de outubro, no “BIME”, encontro dedicado à indústria musical que aproxima profissionais, empresas, artistas e projetos ligados aos mercados europeu e latino-americano.
A sucessão de compromissos mostra uma agenda que não se limita aos concertos. A presença em galas, encontros profissionais e mercados da indústria acompanha a vertente artística de Eddie e a estratégia de estabelecer ligações entre Portugal, Espanha e o espaço ibero-americano. O músico tem assumido uma identidade luso-ibérica no desenvolvimento do seu trabalho, procurando criar pontes entre diferentes mercados sem afastar a produção musical do centro da sua atividade.
Em paralelo, estão em preparação colaborações internacionais com a América Latina e tem concretização prevista para o primeiro trimestre de 2027.
A agenda internacional poderá ganhar novas geografias. Estão em análise deslocações aos Estados Unidos e à América Latina, ainda dependentes da confirmação de datas. Caso avancem, estas viagens darão continuidade a uma trajetória que tem levado Eddie a trabalhar a internacionalização para além do circuito ibérico e a posicionar os próximos lançamentos e colaborações em diferentes mercados.
Entre setembro e o início de 2027, Eddie terá uma “rentrée” dividida entre preparação de digressão, prémios, presença em encontros internacionais e produção de novas parcerias. Espanha continuará a ocupar parte substancial desse calendário, mas América Latina e, eventualmente, Estados Unidos ampliam o mapa de uma agenda que entra no último trimestre de 2026 já com movimentos projetados para o próximo ano.
Esta fase coincide também com um novo passo no percurso internacional de Eddie. Depois de alguns dos seus trabalhos terem recebido distinções em edições anteriores dos “LIT Music Awards”, o cantautor e produtor português passa agora a integrar, enquanto jurado, o “Grand Jury Panel” da competição, participando na avaliação das candidaturas internacionais.
Os “LIT Music Awards” são promovidos pela “International Awards Associate” (IAA), entidade responsável por mais de 30 programas internacionais de prémios ligados às indústrias criativas, ao entretenimento, ao design e à comunicação. O painel reúne cerca de 40 profissionais de vários países e áreas criativas, alguns com ligações à “Recording Academy” e à “World Soundtrack Academy”, bem como com distinções e nomeações nos “Ivor Novello Awards”, “Grammy Awards”, “BAFTA” e “Emmy Awards”.
Recorde-se que Eddie tem acumulado distinções internacionais ligadas à produção musical e ao seu percurso artístico. Em 2025, venceu nos “Premios Latino”, em Madrid, o prémio de “Melhor Tratamento Sonoro na Produção Musica”l pelo tema El Otro Lado de Mí”, trabalho que também lhe valeu o “Best Latin Song” nos “World Entertainment Awards”, em Hollywood, e nos “InterContinental Music Awards”, em Los Angeles. Em Nova Iorque, recebeu ainda duas distinções “Platina” nos “LIT Music Awards”, nas categorias “Best Music Video”, “Original Song” e “Best Original Song”, “Music Video”, associadas a “El Otro Lado de Mí” e “No Puedo Vivir Sin Ti”.
Já em 2026, Eddie recebeu, em Madrid, o “Prémio de Excelência Artística” na categoria Cantautor, no âmbito dos “Premios Europa Multicultural”, e, em julho, foi distinguido em Nova Iorque, nos “Premios Gran Latino”, como “Artista Influente na Música e Cultura Latina”, numa homenagem ao seu percurso de mais de 25 anos.
Eddie venceu ainda os “Premios Costa del Sol”, em Espanha, na categoria “Premio a la excelência en producción e composición musical”, em maio deste ano, e o “Premio a la Excelencia Artística” no âmbito dos “Premios Europa Multicultural 2026”, no mês de abril, em Madrid.
Ígor Lopes
Atualidade
Luso: “IV Fórum Económico das Beiras” colocou em debate estratégias para o desenvolvimento da Região Centro de Portugal
O “IV Fórum Económico das Beiras”, realizado pela Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB), no Grande Hotel de Luso, no concelho da Mealhada, no último dia 12 de setembro, afirmou-se como um “momento maior de reflexão, cumplicidade e construção coletiva para o futuro da Região Centro”. Sob o mote “Diplomacia Económica, Capital e Inovação: O Território do Centro nas Rotas Globais de Investimento”, o encontro colocou no centro do debate o “investimento, o financiamento e a internacionalização”, partindo de uma certeza, segundo os seus organizadores: “as Beiras são o ventre de Portugal e têm de assumir o protagonismo e nunca o papel de meras comparsas nas rotas globais de capital, conhecimento e inovação”.
A condução de todo o Fórum esteve a cargo do Conselheiro da CCRB, Luís de Matos, que acompanhou os trabalhos ao longo do dia. A Sessão de Abertura, sob o tema “Visão Estratégica, Geopolítica de Investimento e Coesão Territorial”, marcou o ponto de partida do programa com as intervenções da presidente da CCRB, Ana Correia, do presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Franco, do Chairman do Grande Hotel de Luso, João Diniz, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), Ribau Esteves.
Na sua intervenção inaugural, transmitida em direto nas plataformas digitais da CCRB, Ana Correia deixou uma mensagem “de ambição, exigência e compromisso absoluto com os 113 municípios que integram a área de intervenção da CCRB”.
“Falo com a paixão visceral de quem ama as Beiras e os 113 municípios que fazem parte da sua área de intervenção. Queremos afirmar as Beiras como território de coesão, de resiliência e de oportunidade”, sublinhou esta responsável, que sublinhou sete frases-chave que orientaram todo o Fórum e que, na sua opinião, sintetizam o “espírito, a matriz identitária e o roteiro estratégico para o futuro do território”.
“As Beiras são o ventre de Portugal e é deste ventre que queremos fazer nascer uma nova narrativa de desenvolvimento. A identidade das Beiras como centro nevrálgico do país não é apenas geográfica, é económica, cultural e emocional. É tempo de assumir essa centralidade com orgulho e ambição desmedida”, disse.
““Resiliência, Mecenato e Risco: três pilares para transformar desafios em oportunidades”. As gentes das Beiras sempre souberam superar adversidades. O investimento privado alinhado com o interesse público e a coragem de arriscar são motores indispensáveis para a regeneração territorial. Sem risco não há inovação, mas o risco, quando bem enquadrado, transforma-se em progresso. O papel das instituições é criar condições para que o risco seja mitigado e o investimento floresça, especialmente em territórios de baixa densidade. A Câmara de Comércio é a porta que abre e leva as Beiras para o mundo, mas também a porta que traz o mundo às Beiras. A diplomacia económica é uma via de mão dupla. Queremos exportar o melhor que produzimos, mas também atrair capital, conhecimento e parceiros internacionais. Do sucesso macro à prosperidade: queremos traduzir este debate em produtividade, salários, infraestruturas, educação e saúde para as nossas gentes. O crescimento económico só tem sentido se se traduzir em melhorias concretas na vida das populações. O desenvolvimento da Região Centro deve ser inclusivo e sustentável”, reforçou, recordando que o projeto de internacionalização da CCRB, a “BBEX” vai “voar mais alto para a Europa, para as Américas e para todos os destinos onde o nosso potencial possa encontrar eco”.
“O programa de internacionalização das Beiras é uma aposta ganha. No próximo ano, a “BBEX” alargará horizontes, levando as empresas das Beiras a novos mercados. Construam, com este “IV Fórum”, as pontes necessárias para levarmos as Beiras ao mundo e trazer o mundo às Beiras. Este é o propósito que nos une: criar ligações duradouras, fortalecer redes e afirmar as Beiras como território de oportunidades globais”, considerou Ana Correia.
Programa destacou potencialidades da região
Ao longo dos trabalhos, encadearam-se debates de “elevadíssima maturidade técnica e estratégica”. O debate inicial sob o mote “Resiliência, Mecenato e Risco – Guerra ao Risco, Reconstrução e Atração de Capital ESG”, moderado por Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, reuniu Anabela Freitas, vice-presidente do Turismo do Centro de Portugal, Rogério Hilário, vice-presidente do Conselho Empresarial do Centro, e Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, abordando o “financiamento de impacto, mecenato ambiental e a capacidade de captar capital em contextos de risco”.
Seguiu-se a reflexão dedicada a “A Banca e o Financiamento aos Novos Investidores”, com moderação de Raul Marques, co-fundador e diretor da Plataforma Diáspora Lusa, na qual participaram Teresa Fiúza, administradora executiva do Banco Português de Fomento, João Leal, sénior director do Banco Santander Portugal, Nuno Santos, presidente do Conselho de Administração da CCAM da Beira Baixa Sul, e Carlos Gomes Nogueira, CEO da Europartners e presidente da FACAM. Em análise estiveram as “linhas de crédito, garantias mútuas e novos mecanismos para mitigar a perceção de risco nos territórios de baixa densidade, valorizando ativos agroalimentares e tecnológicos”.
No período da tarde, a sessão “Diplomacia Económica e Grandes Mercados – Eixo Atlântico, Diáspora e Lusofonia” teve como Keynote Speaker José Maria Costa, presidente do Conselho Consultivo da CCRB e antigo Secretário de Estado da Economia e do Mar. Moderado por Wilson Bicalho, conselheiro do Conselho Consultivo da CCRB, advogado e CEO da “Next Border”, este espaço contou com os contributos decisivos de Rui Gomes da Silva, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, Y Ping Chow, presidente da Câmara de Comércio Portugal-China, e Mário Simões, presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP, cruzando pontes económicas com a Europa, o mundo Árabe, a Ásia e o espaço Lusófono, “um passo fulcral na preparação da missão Beiras Business Export (BBEX)”.
A fechar o ciclo de reflexão, o painel “Inovação, IA e Capacitação Exportadora – Internacionalização 4.0”, moderado por Carlos Martinho, vice-presidente do Conselho Fiscal da CCRB e CEO da MdSolutions, contou com as participações estratégicas de Renan Santana, Head de Inovação da ACIEG, Isabel Quintas, diretora de Internacionalização da AICEP, Nuno Gonçalves, vice-presidente do IAPMEI, e Pedro Inácio, vice-reitor para a Estratégia Digital da Universidade da Beira Interior, perspetivando a “aplicação da inteligência artificial, cibersegurança e transição digital” para “alavancar a competitividade exportadora da Região Centro”.
O encerramento dos trabalhos foi conduzido por Miguel Salgueiro Meira, presidente da Mesa da Assembleia Geral da CCRB.
Encontro ficou marcado também pela assinatura de protocolos
Um dos momentos altos do “IV Fórum” foi a assinatura de dois protocolos que “reforçam a dimensão estratégica e internacional da CCRB.
Um dos protocolos foi assinado com o IAPMEI, que visa “firmar uma aliança de cooperação” com a Agência para a Competitividade e Inovação, representada pelo vice-presidente Nuno Gonçalves, destinada a “apoiar as empresas das Beiras na internacionalização, inovação e acesso simplificado a instrumentos de financiamento”.
Outro protocolo foi firmado com a Prefeitura de Urussanga, município localizado em Santa Catarina, Sul do Brasil, que tem como objetivo estabelecer um “acordo transatlântico”. A assinatura foi estabelecida virtualmente durante o evento, sob o olhar atento da prefeita de Urussanga, Stela Maris de Agostin Talamini, e da presidente da direção da CCRB, Ana Correia, diante dos Conselheiros da CCRB que testemunharam presencialmente o ato. A iniciativa, segundo apurámos, “prevê missões empresariais, rodadas de negócios, fóruns, visitas técnicas, ações de capacitação e partilha de boas práticas”.
Segundo a prefeita do município brasileiro, “Urussanga tem potencial em diferentes áreas e precisamos criar conexões para que essas características sejam conhecidas também fora do Brasil. Esse acordo nos aproxima de empresas e instituições portuguesas e abre espaço para a troca de experiências, conhecimento e novas oportunidades de negócios”.
Futuro das ações na região
“Ficou clara, ao longo de todo o Fórum, a vontade e a total disponibilidade dos organismos institucionais, como CCDR Centro, IAPMEI, AICEP, Turismo do Centro de Portugal, Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Conselho Empresarial do Centro, setor bancário, universidades, autarquias e estruturas empresariais para trabalharem em conjunto, de forma articulada, em rede e profundamente consequente”, frisou Ana Correia.
“Do “IV Fórum Económico das Beiras” saem linhas orientadoras claras e compromissos firmes tais com reforçar o financiamento de impacto e criar instrumentos que reduzam o risco em territórios de baixa densidade; atrair capital internacional, incluindo investimento estrangeiro direto (IDE), fundos de investimento alternativos e family offices; promover a diplomacia económica, com foco no Eixo Atlântico, na diáspora e na lusofonia; alargar a iniciativa “BBEX” a novos mercados estratégicos na Europa e nas Américas; consolidar parcerias institucionais que garantam a coesão e o desenvolvimento sustentável; traduzir o crescimento em prosperidade real, com impacto direto na produtividade, salários, infraestruturas, educação e saúde”, recordou a presidente da direção da CCRB, que avaliou ainda que “o “IV Fórum Económico das Beiras” foi mais do que um evento, foi um compromisso coletivo e uma afirmação de coragem com o futuro da Região Centro de Portugal”.
“As Beiras afirmam-se, cada vez mais, como território de coesão, resiliência e oportunidade um lugar onde o investimento, o financiamento e a internacionalização se conjugam para criar valor e prosperidade. A Câmara de Comércio da Região das Beiras continuará a cumprir com orgulho a sua missão: ser a porta que abre e leva as Beiras para o mundo, e a porta que traz o mundo às Beiras”, finalizou Ana Correia.
Ígor Lopes
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