Connect with us

Atualidade

Barcelos: Theatro Gil Vicente contemplado com 600 mil euros

Aprovada candidatura à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses

Publicado

on

O Theatro Gil Vicente, em Barcelos, foi contemplado com 600 mil euros para apoio à programação nos próximos quatro anos. Este financiamento resulta da aprovação de uma candidatura no âmbito do Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), exclusivamente elaborada pelos serviços municipais afetos à gestão deste equipamento cultural.

O Presidente do Município sublinha a importância deste apoio, no sentido de que vai ao encontro das intenções da autarquia. Mário Constantino pretende “democratizar o acesso aos equipamentos e bens culturais e colocar Barcelos como centro produtor e emissor de arte e cultura”.

Por seu lado, a vereadora do pelouro da Cultura da Câmara de Barcelos mostrou-se “extremamente feliz” com este apoio. Segundo Elisa Braga, este extraordinário financiamento “vai permitir apresentar ainda melhor programação e libertar meios para melhorar o Theatro em termos técnicos”. A vereadora sublinhou, ainda, a importância deste financiamento no contexto da concretização de diversos projetos culturais que envolvem diversas instituições do concelho.

Relativamente à candidatura do Theatro Gil Vicente, ela baseou-se no projeto – Circuito Criativo TGV, uma candidatura totalmente “dentro de portas”, demonstrando uma articulação programática dedicadas às artes performativas (teatro, música, cinema, dança, circo e ópera) e aos cruzamentos disciplinares, o que levou o júri a atribuir-lhe uma excelente pontuação. A aposta do projeto assentou numa programação para todos, planificada e dividida por 10 círculos temáticos, aplicando na íntegra a classificação + que 0 sem mais limites de idades ou pressupostos culturais.

A relevância artística e o fator comunidade/local são fatores de discriminação positiva que explorando o “fazer o que ainda não foi feito” dimensionaram a programação plural e abrangente pensada para estes 4 anos. A título de exemplo, no ano de 2022, o Theatro Gil Vicente vai realizar 192 atividades, acolher 66 espetáculos, 21 apoiados pela DGArtes e a coproduzir 48 espetáculos. Nas projeções cinematográficas, dos 43 filmes a exibir, 37 são obras nacionais, sendo estes números repercutidos nos anos seguintes.

Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses

O Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), o primeiro a ser promovido no país, recebeu 61 candidaturas; destas foram excluídas 4 em fase de verificação, pelo que a comissão apreciou um total de 57 candidaturas, sendo que os apoios apenas vão chegar a 38 equipamentos culturais, com valores entre os 50 mil e os 200 mil euros anuais, a serem pagos ao longo dos próximos quatro anos.

Nesta linha de apoio, o financiamento do Estado é atribuído de acordo com diferentes patamares e corresponde, no máximo, a metade do orçamento global do plano proposto, sendo os restantes 50% assegurados pela entidade gestora do equipamento. As entidades que concorreram foram avaliadas tendo em conta a apresentação de um plano de programação dedicado às artes performativas (circo, dança, música, ópera e teatro), podendo ainda incluir outras áreas, como o cruzamento disciplinar, artes visuais, cinema, residências e ações de mediação e de formação. A apresentação de, pelo menos, 15% de obras que tenham recebido apoio da DGARTES, no domínio da criação, e a realização de, no mínimo, 10% de coproduções originais, foram outros dos critérios considerados na análise das candidaturas. Segue-se, agora, um período de 10 dias úteis para audiência de interessados.

No caso das regiões de Aveiro, Médio Tejo, Alto Minho, Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Beiras e Serra da Estrela e Viseu Dão Lafões mais de metade dos equipamentos culturais serão apoiados. Destacam-se as regiões de Coimbra, Braga e Cávado, onde todos os equipamentos que concorreram estão propostos para apoio.

Imagem: DR

Recorde-se que a Direção-Geral das Artes é um organismo do Ministério da Cultura da República Portuguesa que tem por missão a coordenação e execução das políticas de apoio às artes em Portugal, com a prioridade de promover e qualificar a criação artística, bem como garantir a universalidade da sua fruição. Entre as suas atribuições, estão propor e coordenar medidas estruturantes nas áreas das artes visuais, artes performativas e cruzamento disciplinar; implementar programas de apoio financeiro dirigidos ao setor das artes, consolidando e renovando o tecido artístico português; promover a igualdade de acesso às artes; fortalecer a projeção internacional dos artistas e outros agentes culturais portugueses; estimular o diálogo interdisciplinar, articulando políticas intersetoriais que cruzem as artes com a ciência, a educação, a economia, o turismo, entre outros; assegurar e fomentar a produção de conhecimento específico sobre o setor; promover e divulgar a criação artística nacional, assegurando o registo, a edição e a divulgação de documentos e obras referentes às artes; realizar projetos e ações que contribuam para a valorização do setor das artes e dos seus profissionais.

Foto: CMB.

Imagem: DR.

Atualidade

Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

Publicado

on

O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

Publicado

on

Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

Publicado

on

O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Mais lidas