Atualidade
Barcelos recebe RallySpirit Altice 2023
Oitava edição vai para a estrada de 2 a 4 de junho
Com partida e chegada à cidade de Barcelos, realiza-se, no decorrer do próximo fim de semana, sexta, sábado e domingo, a oitava edição do RallySpirit Altice. Segundo a organização, esta prova leva para a estrada “máquinas de outros tempos, como os carros de Grupo A, Kit-Car e WRC, os 15 Grupo B, entre outros”, que se juntam “num dos maiores Rally-Legends europeus, que, há muito, se transformou também num dos mais apreciados espetáculos de desportos motorizados, em Portugal”.
A edição deste ano conta com duas espetaculares novas classificativas: Terras de Bouro (com início no centro da vila) e Vila Verde – esta última, também completamente nova, apesar de manter o nome da de 2022.
Outro destaque entre as estreias desta edição é a Assistência Remota em Mixões da Serra, entre as classificativas de Terras de Bouro e Vila Verde, num revivalismo dos ralis “à moda antiga”, em que os carros paravam na berma da estrada de ligação para eventuais reparações.
Logo após a terceira especial, pelas 17h24, há o reagrupamento no Jardim da Praça da República de Vila Verde, para que todos possam desfrutar, mais uma vez, da presença próxima de carros e pilotos.
No programa de sábado, as classificativas são iguais às da edição de 2022, com dupla passagem pelos troços de Barcelos Oeste e Barcelos Sul, antes de a comitiva se dirigir ao Porto, com passagem obrigatória em frente à Câmara Municipal de Famalicão. Segue-se o reagrupamento na Praça do Município da “cidade dos Jesuítas”, antes dos 4,69 km da PE Santo Tirso e do posterior rumo à Foz do Rio Douro para a “Sunset Party”.
No domingo, a partida do Porto (Jardim das Sobreiras) está marcada para as 09h00, antes da disputa, às 11h03, da penúltima especial (SS10-Bacelos Norte). O RallySpirit 2023 volta a encerrar com os 10,23 km da especial Boucles de Barcelos (com início às 11h36), que privilegia, acima de tudo, o espetáculo e que é disputada com várias equipas em perseguição dentro do traçado.
Carros lendários para todos os gostos
O RallySpirit 2023 volta a ser uma autêntica viagem no tempo através da qual vamos poder ver, entre o Grupo B, preciosidades da dimensão de um Lancia Delta S4 e de um Lancia Rally 037, ambos com a famosa decoração da Martini Racing, dos Audi Quattro S1 E2, do Peugeot 205 T16, do MG Metro 6R4, do Toyota Celica Twincam Turbo ou do Porsche 911 SCRS, sem esquecer o Opel Manta 400, os dois últimos também com as famosas cores da Rothmans.
Destaque, ainda, para uma verdadeira montra histórica de carros de ralis míticos de todas as eras, que vão desde os Opel Ascona 400, Ford Escort MK2 RS 1800, Ford Sierra RS Cosworth ou BMW M3 dos anos 1980, passando pelos Grupo A dos anos 1990, como os Lancia Delta Integrale, Subaru Impreza 555, Ford Escort Cosworth e Mitsubishi Lancer Evo, até aos Peugeot 306 Maxi e Renault Megane Maxi ou os sonoros Kit Car como os Seat Ibiza, Fiat Punto ou Citroën Saxo, sem esquecer os impressionantes WRC, como o Toyota Corolla.
Mas não podemos perder de vista as “curiosas” participações do Trabant RS800, do Fiat 127, do belíssimo Volvo P 544 amarelo, do Datsun 1200 e dos Ford Escort MK1.
Condicionamento de trânsito
A realização do RallySpirit vai obrigar a um conjunto de condicionamentos de trânsito, tanto no perímetro urbano da cidade de Barcelos, como em algumas freguesias do concelho. A organização solicita aos automobilistas que sigam as indicações dos comissários da organização e das forças de segurança – PSP e GNR.
Assim, a partir das 17 horas da próxima quinta-feira e até domingo às 17 horas, o Campo da República (Campo da Feira) está integralmente dedicado a receber a acolher a logística e os veículos participantes na prova.
No domingo, dia 4, a partir das 9h00 até às 15h00, para a realização da classificativa “Boucles de Barcelos”, o trânsito vai estar cortado na Rua da Olivença, entre a Rotunda da Estação e a Rotunda das Calçadas e na Variante entre a Rotunda da Central da Camionagem e a Rotunda do Galo.
Fora da Zona Urbana Citadina, vão desenrolar-se 4 classificativas:
Dia 2 – Sexta-feira à tarde – Barcelos Norte (Alvito S. Pedro, Panque, Cossourado e Ardigão, no concelho de Ponte de Lima);
Dia 3 – Sábado ao longo do dia – Barcelos Oeste 1 (Paradela, S. Pedro de Rates, Courel e Macieira de Rates), e Barcelos Sul 1 (Chorente, Carvalhas, Goios, Remelhe e Rio Covo St. ª Eulália);
Dia 4 – Domingo de manhã – Barcelos Norte (Alvito S. Pedro, Panque, Cossourado e Ardigão, no concelho de Ponte de Lima).
Imagem: DR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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