Atualidade
Barcelos: Câmara vai investir 1,5 milhões de euros em modernização e segurança dos sistemas informáticos
A Câmara Municipal de Barcelos vai investir cerca de 1,5 milhões de euros na modernização e na segurança dos sistemas informáticos. O anúncio foi feito ontem, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara, que deu conta que estava terminado o trabalho de investigação interna, relativamente ao ataque informático de que foi alvo o Município, na noite de 2 de outubro do ano passado.
Mário Constantino, acompanhado pelo vice-presidente da Câmara, Domingos Pereira, pelo vereador do Urbanismo, Carlos Eduardo Reis, e pelo coordenador da investigação interna e da reposição dos sistemas, Ricardo Oliveira, afirmou que o relatório final do incidente já foi remetido às autoridades policiais que investigam este crime, e que, “segundo as informações dos especialistas que coadjuvaram os serviços municipais na análise e investigação do incidente, se tratou de um ataque deliberado e malicioso tendo como objetivo causar danos e perturbações”. O incidente afetou a prestação de vários dos serviços que se suportam em plataformas informáticas, tendo-se materializado de duas formas: a habitual encriptação dos computadores de postos de trabalho, sistemas e dados, e a complementar destruição em massa de alguns suportes de dados.
Fazendo a cronologia do incidente, o autarca assegurou que logo que foi detetado o primeiro sinal de um problema nos sistemas informáticos, o Município agiu de forma imediata para identificar e conter os efeitos e repor a normalidade operativa.
Mário Constantino acrescentou, também, que, segundo os intervenientes envolvidos na investigação do ataque, “a antiguidade de vários dos sistemas existentes (com as correspondentes fragilidades) pode ter contribuído para a extensão dos danos causados”.
Ataque informático afetou mais os serviços do e-Urbanismo
Numa primeira fase, praticamente todos os serviços municipais ficaram afetados pelo ataque informático, mas, entretanto, já foram recuperados e estão em pleno funcionamento, ressalvando-se a situação da plataforma do e-Urbanismo, que foi a que registou mais anomalias, e que só gradualmente poderá voltar à normalidade. Segundo Carlos Eduardo Reis, vereador do Urbanismo, embora o ataque tenha atingido cerca de 3,5 milhões de ficheiros, na prática, e com efeitos perniciosos, o incidente afetou 3.926 processos, muitos deles já quase finalizados. E foi para obviar esta situação que foi comunicado aos técnicos e requerentes a criação de uma plataforma de recuperação, na qual poderiam voltar a descarregar os seus processos. Assumindo que o ciberataque causou atrasos e muitos inconvenientes, o responsável do urbanismo assegura que, neste momento, para os processos novos não existem quaisquer constrangimentos e que nos restantes está a ser feito um enorme esforço de recuperação do tempo perdido, que, calcula, seja de cerca de três meses. Carlos Eduardo Reis agradeceu, nessa tarefa, não só o empenho e esforço dos funcionários municipais, como enalteceu a colaboração e compreensão dos munícipes e outros requerentes face à gravidade da situação vivida.
1,5 milhões de euros para modernizar e reforçar os sistemas informáticos do Município
Aproveitando o encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara lamentou os “transtornos causados na relação do Município com os seus munícipes” e referiu que o Município vai proceder a um plano de “renovação informático que melhore os serviços prestados e reforce significativamente a cibersegurança dos sistemas”. Nesse sentido, avançou que já está a ser preparado um conjunto de medidas a implementar ao longo do ano, e que vão ao encontro das boas-práticas da cibersegurança, que vai implicar um investimento a rondar um milhão e meio de euros (1,5 milhões).
Esse investimento comporta, entre outros, a implementação um “Plano de Cibersegurança”, a substituição da plataforma de gestão documental, a compra de soluções biométricas tanto para os serviços online como para os equipamentos dos trabalhadores, a instalação de dois novos Datacenter – um de produção que aloje todas as soluções do Município, e um segundo Datacenter de backup para que, em caso de algum incidente, a atividade da Câmara possa prosseguir com os seus serviços com a menor entropia possível. Além destes investimentos mais significativos, o Plano incluiu outros como melhorar a ligação dos equipamentos municipais por fibra ótica, adquirir, disponibilizar acesso à informação e serviços do Município através de APPs, aplicações para dispositivos móveis, e adquirir equipamento para o centro de digitalização no Município de Barcelos.
Foto: CMB.
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
Atualidade
TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação
Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.
A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.
Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.
“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.
Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.
“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.
De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.
“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.
Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.
O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.
“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.
“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.
A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.
“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade da Beira Interior cria licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes” para responder aos desafios da transição ecológica e digital
A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar, já no Concurso Nacional de Acesso
ao Ensino Superior deste ano, a nova licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis
Inteligentes”, um curso com 30 vagas que integra a oferta formativa do Departamento de
Engenharia Civil e pretende responder às necessidades emergentes da transformação digital
e ambiental dos territórios.
Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em
particular com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o plano curricular combina
áreas como Engenharia, Ambiente, Urbanismo, Geomática, Ciência de Dados e Inteligência
Artificial.
Ao longo do curso, os estudantes terão contacto com tecnologias como sensores
inteligentes, Internet das Coisas (IoT), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), veículos
aéreos não tripulados, modelação digital e ferramentas avançadas de análise de dados,
desenvolvendo competências para monitorizar infraestruturas, apoiar processos de decisão
técnica, aplicar princípios de economia circular e criar respostas para a adaptação às
alterações climáticas.
A licenciatura privilegia também uma componente prática, promovendo o contacto direto
com problemas reais através da colaboração com empresas, autarquias, instituições públicas
e entidades do sistema científico e tecnológico.
Neste sentido, os futuros diplomados poderão exercer funções em áreas como
administração local e regional, empresas municipais, entidades gestoras dos setores da
água, saneamento, resíduos e energia, empresas tecnológicas, consultoras de ambiente,
sustentabilidade, mobilidade, transportes, geomática, planeamento urbano e ciência de
dados, podendo ainda prosseguir estudos em cursos de mestrado.
O novo ciclo de estudos admite candidatos através de diferentes combinações de provas de
ingresso, todas elas tendo por base a disciplina de Matemática B, complementada por uma
das seguintes provas: Biologia e Geologia, Desenho, Economia, Física e Química, Geometria
Descritiva ou Português.
-
Atualidade4 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade5 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade1 ano atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade5 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
