Atualidade
Barcelos: Apresentado o programa da Festa das Cruzes 2024
“Um abraço entre o religioso e o profano” com concertos dos Xutos & Pontapés, Ana Moura, Fernando Daniel e os Quatro e Meia
“Voltamos a ter um cartaz de excelência, que abraça o religioso e o profano, desdobrando-os em imensas atividades etnográficas, culturais, sociais e recreativas, tendo como motivação principal fazer a simbiose entre a tradição, a diversão, o convívio e a fraternidade”. Foi assim que o Presidente da Câmara caracterizou o programa da Festa das Cruzes, no decorrer da cerimónia de apresentação da edição das festividades de 2024.
Ladeado pela Vereadora da Cultura, Elisa Braga, do Provedor da Real Irmandade, Pedro Ferreira, do Pároco Manuel da Rocha, da Paróquia de Santa Maria Maior de Barcelos, e de Jorge Cruz, Presidente da EMEC, Mário Constantino Lopes sublinhou que a Festa das Cruzes visa “proporcionar uma festividade que orgulhe Barcelos e os barcelenses e, simultaneamente, exalte as nossas tradições, a nossa cultura e a nossa hospitalidade, conjugando tudo isso com um programa abrangente, diversificado, e capaz de mobilizar centenas de milhares de pessoas rumo à nossa Cidade. No ano passado, a programação da nossa maior Festa atingiu um tal patamar de excelência que agora nos acarreta a responsabilidade de não baixar essa fasquia”, disse o autarca no decorrer da conferência de imprensa que culminou com a exibição de um vídeo de apresentação do cartaz de espetáculos e concertos deste ano.

Entretanto, a mais de um mês da realização da Festa, já estão a ser colocados os Arcos de Romaria, junto ao Campo da Feira, vindos das 61 freguesias do concelho.
Concertos de Xutos & Pontapés, Ana Moura, Fernando Daniel e Quatro e Meia e seis sessões de fogo de artifício prometem noites memoráveis
A Festa das Cruzes volta a ter um cartaz de excelência. Xutos & Pontapés, Ana Moura, Fernando Daniel e Quatro e Meia prometem quatro noites memoráveis em concertos que vão certamente encher a Frente Ribeirinha. Além destes quatro grandes concertos, está prevista muita mais animação. O programa inclui Bandas no Coreto, Aqui Portugal da RTP, Concerto de Bandas Filarmónicas, Barcelos no Caminho de Santiago com atividades associadas, Festival Luso-Galaico, Desfile Etnográfico pelos Grupos Folclóricos de Barcelos e concerto de encerramento na Avenida da Liberdade.
Grande destaque, também, para os típicos arraiais minhotos e as respetivas sessões de fogo de artifício. São seis grandes sessões de pirotecnia que incluem: Fogo de Romaria; Fogo Piromusical; Fogo de Santiago; Fogo das Cruzes; Fogo da Ponte e, no encerramento da Festa, Fogo Preso Tradicional.
Missa Solene, Procissão da Invenção da Santa Cruz, Tapetes de Pétalas Naturais
Sob o lema: um abraço entre o religioso e profano, o programa deste ano abarca seis dias, numa Festa que só consegue ter a dignidade, a genuinidade, a identidade e a grandeza que tem, porque envolve 89 paróquias, dezenas de ranchos folclóricos, e outras tantas coletividades, bem como o comércio e restauração locais e toda a população barcelense.
No plano religioso, a Grandiosa Procissão da Invenção da Santa Cruz no dia 3 de maio, feriado municipal, é a grande manifestação de culto das festividades. Uma vez mais, a procissão vai contar com as Cruzes das 89 paróquias do concelho. Antes, haverá celebração da Missa Solene no Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz, local onde estarão expostos, a partir do dia 30 de abril, os Tapetes de Pétalas de Florais Naturais, outro ex-líbris das Cruzes.
Organização da Festa envolve Município, EMEC, Real Irmandade e Paróquia
Com uma estimativa orçamental de aproximadamente 575 mil euros, a realização da Festa das Cruzes de 2024 volta a contar com a organização conjunta do Município, da EMEC – Empresa Municipal de Educação e Cultura, da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz, e da paróquia de Santa Maria Maior de Barcelos.
Presentes na conferência de imprensa de apresentação do evento, os representantes destas entidades tiveram a oportunidade de explicar o trabalho e as responsabilidades que competem a cada uma delas.
Segundo o Provedor da Real Irmandade, Pedro Ferreira, a Festa deste ano “reveste-se da maior importância, por se comemorar os 520 anos do surgimento do milagre das cruzes e, portanto, da origem desta grandiosa Festa”. O Provedor anunciou que este ano vai ser homenageado o Sr. Aires Marques, um sacristão que esteve com a Real Irmandade por mais de 50 anos, e que terá sido o pioneiro na criação dos tapetes de pétalas naturais. “A melhor forma de o homenagearmos é inspirarmo-nos num tapete que ele terá feito nos anos 50”, disse Pedro Ferreira, que adiantou que os motes dos outros tapetes serão “O Caminho” e o “5º Congresso Eucarístico.”
Por seu lado, o Padre Manuel da Rocha, da Paróquia de Santa Maria de Maior, anunciou que a procissão da Invenção da Santa Cruz, a realizar no dia no dia 3 de maio, já tem confirmada a presença do Arcebispo D. José Cordeiro, que também presidirá à missa solene que se realiza pelas 11 horas da manhã. Quanto à Procissão, o Padre Manuel da Rocha disse que “gostaria que a procissão tivesse impacto social, porque a Cruz tem uma força de apelo, força e esperança”, estando por isso a trabalhar numa ideia que possa conferir essa intenção.
No que respeita à componente mais operacional da Festa, o Presidente da EMEC, Jorge Cruz, começou por “agradecer a confiança reiterada no Conselho de Administração da Empresa para ser parceiro na organização das festividades”, salientando que “essa confiança vem do fruto do trabalho feito no ano passado”, assente na prossecução do contrato-programa estabelecido para o efeito. Este ano a EMEC é responsável pela organização da Batalha das Flores, da colocação dos Arcos de Romaria, dos lumes-vivos ao longo das margens do nosso rio e, ainda, pela organização do terrado da feira popular e dos serviços de vigilância e limpeza do certame.
Fotos: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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