Connect with us

Atualidade

CEiiA exibe em Londres o seu ASV dedicado a cartografia, vigilância e defesa marítima

Publicado

on

Foi apresentado, ontem, no rio Tamisa, em Londres, o veículo autónomo de superfície ORCA, desenvolvido em Portugal de raiz pelo CEiiA para utilizações como cartografia, monitorização ambiental, vigilância e missões de segurança e defesa marítima, com recolha de dados e controlo de perímetros portuários e estruturas subaquáticas (oleodutos e gasodutos, navios naufragados, submarinos ou minas). É esta, aliás, uma das valências do ORCA que maior atenção está a receber por parte dos visitantes da Oi – Oceanlogy International 2022, o maior evento mundial dedicado ao setor do mar, que decorre até quinta-feira na capital britânica e onde o CEiiA participa.

Com a demonstração de ontem – que se repete hoje e amanhã –, esta foi a primeira vez que Portugal colocou no rio Tamisa um ASV, demonstrando as potencialidades da tecnologia nacional e a mais recente geração de sistemas robóticos para o oceano que o CEiiA tem vindo a desenvolver e a operar. Este sistema já foi, aliás, testado num exercício militar de Sistemas Marítimos Não Tripulados: REP MUS 2021, coorganizado pela Marinha Portuguesa, o Centro da Organização de Ciência e Tecnologia da NATO para a Investigação e Experimentação Marítima (NATO STO CMRE) e a NATO Maritime Unmanned Systems Initiative (NATO MUSI).

O ORCA dispõe, ainda, de uma área de payload desenhada para servir como plataforma multifunções, podendo adaptar-se rapidamente a diferentes cenários e missões, suportando alguns dos sensores batimétricos mais avançado do mercado (SEABAT T50-P ou Imagenex DT101Xi), sendo capaz de integrar outros equipamentos até 100kg de peso máximo. A par disto, o sistema robótico do ORCA oferece um conjunto de serviços para múltiplas aplicações como batimetria, amostragem de parâmetros da água, missões cooperativas com outros veículos e inspeções. No seu desenvolvimento foi integrada a capacidade de conectividade que pode enviar dados para o Data Center do CEiiA, onde podem ser processadas outras camadas de informação de acordo com as necessidades de cada utilizador.

Além do exercício promovido pela Marinha Portuguesa e a NATO, já foram realizados testes de batimetria (Porto de Aveiro e Porto de Leixões, em Portugal) em colaboração com o IPMA, o IH e a IIC Technologies (empresa especializada em serviços de cartografia marinha), e mostrou que pode fornecer dados específicos com precisão, que pode obter conformidade com Standard S-44 da IHO (Organização Hidrográfica Internacional).

A par das demonstrações diárias do ORCA, o CEiiA também está em destaque no interior do ExCEL London, onde decorre a Oi – Ocealonogy International 2022, como um dos expositores do evento. Em destaque está a ‘família’ de produtos MAANTA, um sistema único de marcação não-invasiva, mapeamento e monitorização de animais marinhos. Estas marcas não-invasivas têm como principais características a durabilidade, a confiabilidade e precisão, a possibilidade de recuperação e reutilização e o acesso fácil a dados.

As marcas não-invasivas MAANTA já foram utilizadas por equipas de investigadores de Portugal, Havai, Arábia Saudita, Equador e Escócia para seguir diferentes espécies: mantas, tubarões-azul, tubarões- frade, tubarões-martelo, baleias, entre outros. Os produtos do CEiiA já mergulharam nas águas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e têm, entre outros, clientes como a BBC, que utiliza as MAANTA para recolha de imagens para o programa documental “Animals with Cameras”.

Sobre a área Oceano do CEiiA

A necessidade de desenvolver mais conhecimentos sobre o oceano, para assegurar uma melhor vigilância e uma gestão eficiente e sustentável das atividades humanas no mar, está entre os mais importantes motores de inovação e desenvolvimento tecnológico, sobretudo quando se sabe que 97% do território português é constituído por mar. As soluções desenvolvidas pelo CEiiA nos domínios oceânico abrangem uma vasta gama de aplicações para a Indústria (energias renováveis, aquacultura, petróleo e gás) e para a Ciência Marinha (monitorização ambiental, exploração de águas profundas, vigilância marítima, deteção de poluição).

Sobre o CEiiA

O CEiiA é um Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto que concebe, desenvolve e produtiza novas tecnologias, produtos e serviços para uma sociedade mais sustentável, sendo um dos maiores investidores em I&D em Portugal, e trabalha através da ligação entre cidades, indústria e universidades em setores de alta tecnologia como o automóvel e a mobilidade, aeronáutica, oceano e espaço.

Foto: DR.

Atualidade

Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros

Publicado

on

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.

As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.

“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.

O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.

Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.

O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.

Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.

Continuar a ler

Atualidade

Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas

Publicado

on

A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.

É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.

O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.

Continuar a ler

Atualidade

Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas

Publicado

on

O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.

Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.

“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.

Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.

Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.

“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.

O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.

“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.

Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.

Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.

“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Mais lidas