Atualidade
Barcelos: Sessão Solene assinala Feito dos Alcaides
Apresentada a Comissão de Honra
O presidente da Câmara Municipal de Barcelos sublinhou a importância de se refletir sobre a história como forma de contrariar e combater “a tendência para o imediatismo e para o pensamento e opinião etéreos”. Mário Constantino, que falava na abertura da Sessão Solene das Comemorações dos 650 anos do Feito dos Alcaides de Faria, que decorreu no passado sábado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, realçou o facto de que “um dos pilares da programação (das comemorações) deveria consistir num projeto com componente pedagógica, que motivasse reflexões sobre esse episódio da nossa história concelhia e também nacional, reflexões essas capazes de ampliar o conhecimento desse acontecimento e exponenciassem o valor da sua mensagem transposta para os dias de hoje”.
O autarca referiu que se vive hoje “numa sociedade em que os acontecimentos são voláteis, o pensamento produzido é efémero, não há tempo para a reflexão aprofundada, o ter ganhou hegemonia sobre o ser, e grandes valores e princípios, que norteavam a sociedade desde o Iluminismo, são desvalorizados, e até substituídos por atitudes, comportamentos e causas que nos merecem apreensão e perplexidades”, daí que tenha sugerido que as Comemorações do Feito dos Alcaides mobilizassem “a comunidade escolar no sentido da participação, reflexão e mensagem desse episódio histórico passado no nosso território”.
Após a abertura da sessão, foi apresentada a Comissão de Honra das Comemorações que é presidida pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e integra outras altas individualidades, com particular destaque para o mundo académico, e a quem foram entregues medalhas alusivas ao ato.
A Sessão Solene prosseguiu com uma “lição” sobre o feito dos Alcaides, pelo professor Carlos Alberto Brochado de Almeida, que fez uma contextualização histórica do período das guerras fernandinas, onde se inclui a história dos Alcaides de Faria. Proferindo os primeiros versos da “Eneida” de Virgílio, o professor Brochado de Almeida apelou a que “nós devemos aqui cantar os feitos dos Alcaides de Faria”, dizendo que “Barcelos foi ignorado, talvez esquecido, mas merece mais respeito porque faz parte dos capítulos mais importantes da História de Portugal”.
No encerramento da Sessão Solene, a vereadora da Cultura, Elisa Braga, salientou que “é um privilégio presidir à Comissão executiva das Comemorações dos 650 anos dos Alcaides de Faria”, agradecendo aos historiadores e às demais pessoas que com a sua presença “prestigiaram as comemorações”. A responsável pela cultura do Município terminou o seu discurso com um repto: “levem a História à vossa comunidade. As gerações vindouras devem ter conhecimento da história de Barcelos na fundação da nacionalidade”.
Encerrada a sessão, passou-se à visita interpretada à exposição “Era uma Vez…o Castelo de Faria”. Instalada na Sala Gótica da Câmara Municipal, esta exposição estará patente ao público até finais do mês de outubro.
O programa das comemorações prossegue de 6 a 8 de outubro, no Castelo de Faria, onde vão realizar-se diversas oficinas alusivas à época, e haverá recriações e animação temáticas.
Composição da Comissão de Honra:
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Primeiro-Ministro, António Costa
Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes
Presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Fernando Santos Pereira
Presidente da Academia Portuguesa de História, Manuela Rosa Mendonça de Matos Fernandes
Reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira
Reitor da Universidade do Minho, Rui Manuel Costa Vieira Castro
Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Maria José Fernandes
Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, António Augusto Magalhães Cunha
D. Duarte, Duque de Bragança
Arcebispo de Braga, D. José Manuel Garcia Cordeiro
Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar, João Vieira Borges
Diretor-Geral da Direção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Silvestre de Almeida Lacerda
Diretor-Geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos
Diretora-Regional da Cultura Norte, Laura Lucinda de Oliveira Castro
Presidente da Região de Turismo-Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins
Presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Ricardo Rio
Presidente da Fundação da Casa de Bragança, Alberto Ramalheira
Presidente da Sociedade Martins Sarmento, João Antero Ferreira
Teresa Soeiro
Padre António Júlio Trigueiros
Mário Jorge Barroca
Presidente da União de Freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria, Miguel Ângelo Silva Pereira
Presidente da Junta de Freguesia de Gilmonde, João Maurício Campos Barros
Presidente da Junta de Freguesia de Pereira, José Carlos Esteves da Costa
Monsenhor da Paróquia de Barcelos, Abílio Fernando Alves Cardoso
Presidente da Direção do Grupo Alcaides de Faria, Manuel Luís Lomba.
Foto: CMB.
Atualidade
Cônsul-Geral Adjunta de Portugal no Rio de Janeiro recebe “Título de Cidadã Carioca” pelo “reforço das relações entre Portugal e a cidade maravilhosa
A Cônsul-Geral Adjunta de Portugal no Rio de Janeiro, Ana Rita Ferreira, foi distinguida com o “Título de Cidadã Honorária do Município do Rio de Janeiro”, numa cerimónia realizada no Palácio de São Clemente, sede do Consulado-Geral de Portugal na cidade maravilhosa e residência oficial da cônsul-geral portuguesa na cidade, por iniciativa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, através da iniciativa promovida pelo vereador e primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Rafael Aloisio Freitas, em reconhecimento pelo “contributo da diplomata para o fortalecimento das relações entre Portugal, o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro”.
A sessão solene, decorrida na passada quarta-feira, 8 de julho, foi presidida pela Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, embaixadora Joana Gaspar, reunindo representantes do corpo diplomático, autoridades civis, dirigentes associativos, presidentes de Casas Portuguesas, empresários e diversas personalidades ligadas à comunidade luso-brasileira.
Segundo apurámos, a distinção reconhece o “percurso diplomático” de Ana Rita Ferreira e o “trabalho desenvolvido ao longo da sua missão no Rio de Janeiro, marcado pelo reforço da cooperação institucional entre Portugal e o Brasil, pela promoção das relações culturais e pelo acompanhamento permanente da comunidade portuguesa residente na região”.
Esta homenagem foi proposta pelo vereador Rafael Aloisio Freitas, cuja intervenção destacou precisamente o empenho de Ana Rita Ferreira na “criação de pontes de diálogo e cooperação entre os dois lados do Atlântico” e na “consolidação dos laços históricos que unem Portugal e o Rio de Janeiro”.
O processo contou também com a colaboração de Gilberto Moreira Júnior, assessor do vereador, que participou na preparação e desenvolvimento da proposta apresentada à Câmara Municipal.
A atribuição do “Título de Cidadã Honorária do Município do Rio de Janeiro” constitui “uma das mais relevantes distinções concedidas pela autarquia carioca” e simboliza o “reconhecimento oficial da cidade às personalidades que, mesmo não sendo naturais do Rio de Janeiro, prestam contributos relevantes para o seu desenvolvimento institucional, cultural e internacional”.
Num ambiente marcado pela emoção e pelo reconhecimento público, a cerimónia reforçou ainda a profunda ligação histórica entre Portugal e o Rio de Janeiro, celebrando o legado de diálogo, amizade e cooperação que Ana Rita Ferreira ajudou a consolidar durante o exercício das suas funções diplomáticas.
Ígor Lopes
Atualidade
“Encceja Exterior 2026”: Inscrições para exame de certificação de brasileiros residentes no estrangeiro decorrem entre 3 e 14 de agosto
O Governo do Brasil publicou o edital do “Encceja Exterior 2026”, oficialmente conhecido como Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, uma prova gratuita e de participação voluntária destinada a jovens e adultos brasileiros residentes no estrangeiro que não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio na idade regular mas que pretendam obter certificação escolar correspondente ao ensino fundamental ou ao ensino médio. As inscrições decorrem entre 3 e 14 de agosto de 2026, estando a realização das provas marcada para 22 de novembro de 2026, anunciou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Para concorrer ao certificado do ensino fundamental, os candidatos deverão ter 15 anos completos na data da realização da prova; para o ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/1996). A inscrição exige ainda a existência de um número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) válido.
As provas realizam-se num único dia, distribuídas pelos períodos da manhã e da tarde, sendo compostas por quatro provas objetivas, com 30 questões de escolha múltipla cada, e por uma prova de redação.
No caso do ensino fundamental, são avaliadas as áreas de Ciências Naturais, Matemática, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação, bem como História e Geografia.
Já para os candidatos ao ensino médio, o exame incide sobre Ciências da Natureza e as suas Tecnologias (Química, Física e Biologia), Matemática e as suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e as suas Tecnologias e Redação (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física) e Ciências Humanas e as suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).
O INEP recomenda aos interessados a consulta integral do edital, disponível através do site institucional oficial das provas, onde constam todas as regras de participação, os procedimentos de inscrição e as condições para obtenção da certificação escolar.
Ígor Lopes
Atualidade
CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica
A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.
No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.
Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.
Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.
As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.
“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.
O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.
De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.
Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.
Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.
Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.
A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.
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