Atualidade
“Serralves em Festa” é já esta sexta-feira
Música, dança, performance, circo contemporâneo, cinema e teatro e também atividades para crianças e famílias a 02, 03 e 04 de junho em 50 horas non-stop

Passados três anos de ausência forçada, o Serralves em Festa volta para celebrar o espírito que anima Serralves, um espaço inclusivo de cultura contemporânea, aberto a todos.
O Serralves em Festa abre as portas às 18 horas de dia 02 de junho, mas no 01 dia as cidades do Porto e Gaia, serão palco para várias propostas artísticas que aguçarão a curiosidade de todos para irem a Serralves nos dias seguintes. Fora de Serralves também há festa. A Organização conta consigo neste dia na Baixa do Porto e no Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia. No Largo Amor de Perdição, nas Praças de Gomes Teixeira e Carlos Alberto, no Porto, e no Jardim do Morro, em Gaia, o circo contemporâneo do Groupe Acrobatique de Tanger e Maroussia Diaz Verbèke e a peças Approach 18 / Stairs / Olivier / Touch de Yoann Bourgeois e Une partie de Soi de João Paulo Santos animarão estas duas cidades. Por sua vez, a Igreja da Lapa, pelas 21h30, receberá o grupo interdisciplinar gamut inc para um concerto de música eletroacústica.
Em 2023, ao assinalar a sua 17ª edição, a programação do Serralves em Festa volta a oferecer projetos performativos, de música, cinema e de outras artes orientados para públicos mais novos, apresentados em espaços não convencionais e em diálogo com determinados locais da Fundação de Serralves e com um público heterogéneo que aqui se encontrará, durante 50h de atividade ininterrupta, para celebrar a arte e a cultura contemporâneas.
Os destaques de 2023
808 State & Michael England
4 de junho 01:30
Palco Prado 60’
Nascidos em Manchester, em finais dos anos 80, época desde a qual têm vindo a lançar um fluxo constante de música para as pistas de dança e cena rave, os 808 State são, hoje, considerados pioneiros do acid house. Inicialmente formada por Graham Massey, Martin Price e Gerald Simpson – que mais tarde seguiu carreira enquanto A Guy Called Gerald, tendo sido substituído por Andrew Barker e Darren Partington –, a banda revolucionou todo um género de música, sendo o seu primeiro álbum, “Newbuild” (1988) visto como um marco na eletrónica britânica e referência para nomes como Aphex Twin e Autechre. Ao longo do seu vasto percurso, contam-se colaborações com artistas tão diversos como Quincy Jones, David Bowie, Afrika Bambaataa ou Björk.
Nesta atuação fazem-se acompanhar pelo artista visual Michael England, conhecido pelo seu trabalho com editoras históricas de música eletrónica, como a Skam e a Warp Records, e colaborações ao vivo com artistas como Autechre, Bola, Gescom, Graham Massey, Leila ou Demdike Stare.
“AAI”
MOUSE ON MARS Feat. DODO NKISHI & LOUIS CHUDE-SOKEI
3 de junho 00:00
Palco Prado 60’
Mouse on Mars é o nome da dupla formada por Jan St. Werner e Andi Toma. A partir de Berlim, abordam a música eletrónica com uma curiosidade inesgotável e uma ingenuidade sem paralelo. Operando numa órbita única dentro do ecossistema da música de dança, as suas produções são hiper-detalhadas, inventivas e inovadoras. Através do recurso ao uso de tecnologias de ponta, cada lançamento soa surpreendentemente moderno, facto que se torna ainda mais notável se refletido à luz da longevidade do seu percurso musical. No seu mais recente álbum, “AAI” (Anarchic Artificial Intelligence), levam o seu fascínio pela tecnologia e exploração ainda mais longe, colaborando com o escritor e estudioso Louis Chude-Sokei, um coletivo de programadores informáticos e o percussionista/colaborador de longa data Dodo NKishi. Explorando a Inteligência Artificial como quadro narrativo e ferramenta de composição, este é talvez o seu trabalho de ficção científica mais explícito até à data. Desenhando paralelos entre a evolução do humano e da máquina, “AAI” utiliza a tecnologia como lente para examinar questões filosóficas profundas.
Rui Reininho – 20.000 Éguas Submarinas
2 de junho 22:30
Palco Prado 60’
Rui Reininho tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. Figura incontornável da música portuguesa, sobretudo enquanto cara e voz dos GNR, uma das mais importantes bandas da pop nacional, depois de lançar, em 2008, “Companhia das Índias”, em 2021, o músico assumiu um percurso mais experimental com a edição de “20.000 Éguas Submarinas”.
Produzido por Paulo Borges, juntos congeminaram uma viagem que durante dois anos os levou pelos confins dos mares já dantes navegados, a passo, trote, galope, mariposa e voo, como escape de corais profundos, mas não tão fundos quanto o exercício de libertação já revelado. Para além de Rui Reininho (vozes, gongos, taças e percussões) e Paulo Borges (piano, sintetizadores, programações e guitarras), “20.000 Éguas Submarinas” conta com a luxuosa participação de Alexandre Soares (Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso), Pedro Jóia, Tiago Maia, Eduardo Lála, Ruca Rebordão, Moisés Fernandes, Daniel Salomé e Jacomina Kistemaker, grande referência para o disco.
BCUC
4 de junho 19:30
Palco Prado 60’
Oriundos de Soweto, uma cidade contígua a Joanesburgo na África do Sul, os B.C.U.C. ou Bantu Continua Uhuru Consciousness têm hipnotizado o público local e mundial com as suas atuações altamente enérgicas. Banda de sete elementos, herdeira artística de Philip “Malombo” Tabane e Batsumi, dão voz contemporânea às tradições ancestrais dos povos indígenas. Os sons do jazz das produções dos anos 70 e 80 foram substituídos por influências do hip-hop e pela energia do punk-rock, transportando-nos numa intrigante viagem épica.
A dois passos da igreja onde Desmond Tutu organizou a fuga dos ativistas anti-Apartheid mais procurados de Soweto, os BCUC ensaiam num contentor de transporte transformado em restaurante comunitário, onde a sua indomável franqueza ecoa de uma forma totalmente nova. Tal como os seus antepassados, a banda vê a sua música como um transe hedonista, mas também como uma arma de libertação política e espiritual.
Partilhando os seus pontos de vista sobre a África moderna, abordam as duras realidades dos que não têm voz, em particular a situação dos trabalhadores sem instrução. Longe de ser pobre, a África retratada pelos BCUC é rica em tradições, rituais e crenças.
Oren Ambarchi & João Pais Filipe
4 de junho 17:30
Palco Ténis 60’
Multi-instrumentista, com especial foco na guitarra elétrica e bateria, Oren Ambarchi orbita entre universos sonoros múltiplos, abarcando elementos de correntes musicais diversas: os tons puros de Alvin Lucier, as formas longas e suspensas de Morton Feldman, a improvisação do free jazz, a corporalidade e as fundações rítmicas da eletrónica e do rock. Fennesz, Sunn 0)), Keiji Haino, John Zorn, Annea Lockwood, Manuel Gottsching/Ash Ra, Merzbow, Jim O’Rourke, Keith Rowe, ou Evan Parker, são apenas alguns dos nomes da sua vasta lista de colaborações.
João Pais Filipe é baterista, percussionista e escultor sonoro. Toral. A sua música surge da construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, onde explora a dimensão escultórica e as suas propriedades acústicas. Enquanto músico, o seu percurso tem sido conduzido pela colisão de uma grande amplitude de estilos e linguagens, tanto a solo, como em bandas como os Sektor 304, HHY & The Macumbas, Unzen Pilot, Paisiel ou CZN ou através da colaboração com nomes como Burnt Friedman, Steve Hubback, Fritz Hauser, Evan Parker, Marcello Magliocchi ou Rafael Toral. Ambarchi e Pais Filipe encontram-se pela primeira vez neste Serralves em Festa.
Sarathy Korwar
3 de junho 20:00
Palco Prado 60’
Nascido nos Estados Unidos da América, Sarathy Korwar cresceu nas cidades de Ahmedabad e Chennai na Índia, onde começou a tocar tabla aos 10 anos. Atraído pela música americana que ouvia na rádio e na sua loja de música jazz local, Ahmad Jamal e John Coltrane foram as suas primeiras descobertas. Aos 17 anos, mudou-se para Pune para estudar Ciências Ambientais, mas acabaria por se dedicar à tabla, transpondo os seus conhecimentos para a bateria ocidental e tocando como músico de sessão.
Já em Londres, onde estudou na The School of Oriental and African Studies, cena jazzística do Reino Unido, liderando o UPAJ Collective e colaborando com músicos de excelência como Jamal Moss (Hieroglyphic Being), Shabaka Hutchings e Arun Ghosh, ou de grupos como Ill Considered e Penya.
Já na sua carreira a solo, se no seu ousado álbum de estreia, “Day To Day” (2016), faz uma fusão de música folclórica tradicional gravada com a comunidade Sidi na Índia com jazz contemporâneo e eletrónica, no seu segundo registo de estúdio, “More Arriving” (2019) dá um passo em frente, incorporando rappers de Mumbai e Nova Deli e spoken word na sua virtuosa performance em torno da música indiana clássica e jazz.
As artes performativas certamente ficarão marcadas pelas exibições de:
Circo contemporâneo
FIQ! (Réveille-toi!)
Groupe Acrobatique de Tanger / Maroussia Diaz Verbèke
01 de junho 10h30 (15 min) Largo Amor de Perdição (Porto)
01 de junho 17h00 (15 min) Praça de Gomes Teixeira (Porto)
03 de junho 22h00 (01h15 min) Parterre Lateral
04 de junho 11h30 (15 min) Espelho de Água
04 de junho 21h00 (01h15 min) Parterre Lateral
Classificação Etária: Maiores de 6 anos
Um grupo de quinze jovens artistas marroquinos vindos de diferentes universos acrobáticos – acrobacia de solo tradicional e contemporânea, dança, breaking, taekwondo e futebol Freestyle –, rodeados pelo universo visual do fotógrafo Hassan Hajjaj e acompanhados por DJ DINO, juntam-se em palco num espetáculo dirigido e “circografado” por Maroussia Diaz Verbèke. FIQ! é um espetáculo feito de alquimias contemporâneas e rodopiantes, entre o DJ set e o rap ardente, entre cores cintilantes e perguntas a preto e branco. Um questionamento luminoso e acrobático, num olhar singular sobre o Marrocos destes jovens.
Criado em 2003 por Sonae El Kamouni, o Groupe Acrobatique de Tanger coloca a cultura popular no centro do seu projeto, trabalhando na conciliação entre tradição e criação contemporânea, e confrontando-nos com os temas extraordinários do mundo atual, em linha com a investigação mais inovadora do circo contemporâneo.
Maroussia Diaz Verbèke é dramaturga e cofundadora do coletivo Ivan Mosjoukine e do Troisième Cirque. Estudou artes circenses no Centro de Artes do Circo Nacional de Châlons-en-Champagne, especializando-se nas técnicas em corda e arame. Nas suas criações, questiona o circo como uma linguagem em si mesma.
Approach 18 / Stairs / Olivier / Touch
Yoann Bourgeois
01 de junho 12h00 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)
01 de junho 16h00 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)
01 de junho 19h30 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)
03 de junho 13h00 (8 min) Parterre Central
03 de junho 17h00 (8 min) Parterre Central
03 de junho 20h00 (8 min) Parterre Central
04 de junho 12h30 (8 min) Parterre Central
04 de junho 15h30 (8 min) Parterre Central
04 de junho 17h00 (8 min) Parterre Central
Classificação etária: Maiores de 3 anos
Inspirada pelo tema “Touch” de Daft Punk, Approach 18 é uma pequena dança espetacular interpretada por Olivier Mathieu ao som da voz fantasmagórica de Paul Williams. Brincando na fronteira entre o vivo e o artificial, Yoann Bourgeois procurou uma corporalidade desarticulada que deu origem a uma criatura híbrida, que flutua entre duas realidades, num questionamento sobre a nossa raça transhumanista.
Artista internacionalmente reconhecido, Yoann Bourgeois tem vindo a desenvolver uma pesquisa singular consubstanciada em dispositivos físicos que expandem fenómenos e lhe permitem investir em espaços extraordinariamente variados e propor variações infinitas, num processo permanente de criação que denomina de “The Unreachable suspension point” [O ponto de suspensão inacessível]. Em 2010, criou a sua própria companhia e, entre 2016 e 2022, foi Diretor do CCN2 – Centre Chorégraphique National de Grenoble, tornando-se o primeiro artista de circo a dirigir uma instituição francesa dedicada à coreografia. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de criações, colaborações e workshops em todo o mundo, sempre empenhado numa arte viva, radicalmente multidisciplinar, inovadora e atenta ao que a rodeia.
Une Partie de Soi
João Paulo Santos / Cia.
01 de junho 18h30 (30 min) Praça Carlos Alberto (Porto)
02 de junho 20h00 (30 min) Parterre Central
04 de junho 19h30 (30 min) Parterre Central
Classificação Etária: Maiores de 8 anos
Une Partie de Soi é uma travessia vertical que relata a viagem de uma vida, mostrando o indivíduo para além do acrobata. Num círculo e em proximidade, num espaço requintado reduzido ao performer, ao mastro chinês e ao círculo, João Paulo Santos oferece-nos uma coreografia densa e poderosa, feita de ritornelos e de tempo alongado. Como se se encontrasse num tapete rolante, e sem nunca tocar o chão, o acrobata testa o mastro chinês e mostra um lado pouco visto do aparelho. Sentem-se, deixem-se levar, o corpo conta-vos a história da alma.
“Com os meus olhos fechados, observo-me, como se estivesse fora do meu corpo. De lá de cima, sinto o borbulhar dentro de mim.” Neste estado criativo vibrante que caracteriza o seu trabalho, João Paulo Santos pretende contar a história de uma vida dedicada a uma arte que moldou a carne e o lugar no mundo de quem a praticou. Contar a história a partir de dentro, levando o seu tempo para os detalhes e a sinceridade. O público, convocado em roda, é convidado para uma cerimónia discreta, cujos gestos, tão poderosos como humildes, falam-nos do tempo vivido e do seu rasto presente em nós.
Dança contemporânea
The Goldberg Variations
Platform-K / Michiel Vandevelde & Philippe Thuriot
02 de junho 22h30 (1h10 min) Auditório
03 de junho 21h00 (1h10 min) Auditório
O título The Goldberg Variations evoca não só a obra-prima de Bach, mas também o solo de Steve Paxton – um momento icónico na história da dança ocidental. Trabalhando a partir destas referências, Michiel Vandevelde acompanhado de Audrey Merilus e Oskar Stalpaert (Plataforma-K) mergulham em quarenta anos de história da dança. Uma reflexão sobre o estado da dança atual, mas também sobre o estado da democracia, o passado e o futuro, e sobre diferentes formas de fisicalidade. No acordeão, Philippe Thuriot junta-se à polifonia dos corpos e às suas múltiplas variações. Como resultado desta fascinante polinização cruzada, The Goldberg Variations é um testemunho do tempo e um recetáculo do mesmo.
Michiel Vandevelde é coreógrafo, curador, escritor e editor. No seu trabalho, investiga os elementos que constituem ou obstruem a esfera pública contemporânea, explorando que alternativas sociais, económicas e culturais podemos imaginar para questionar, desafiar e transformar as lógicas e formas de organização dominantes. Tem vindo a desenvolver uma variedade de projetos tanto no espaço público como em instituições de artes performativas.
Dança /música /improvisação
AQUI, AGORA, NESTE MOMENTO
Vera Mantero, Elizabete Francisca, Mariana Tengner Barros e os convidados Luís Guerra, João dos Santos Martins, Bruno Senune, Santiago Tricot, João Bento, Pedro Melo Alves e Carlota Lagido
04 de junho 21h00 (01h) Auditório
Vera Mantero, Elizabete Francisca e Mariana Tengner Barros são os nomes por detrás deste projeto em torno da improvisação enquanto prática fundamental na área das artes do espetáculo. Improvisadoras experimentadas, propõem-se a aprofundar essa experiência num quadro de pluridisciplinaridade, não só pela prática da improvisação em espetáculo e respetiva pedagogia, mas também pela sua análise teórica, promovendo o pensamento e o debate.
Para além de proporcionar a fruição desta forma específica de criação instantânea, pretendem dá-la a conhecer às gerações mais novas, que eventualmente não terão tido ainda a oportunidade de experienciar esta forma de criação, como espectadoras e também como protagonistas dessa mesma criação, promovendo o desenvolvimento de uma prática regular da improvisação em espetáculo em Portugal.
Performance
Barricada
Marcelo Evelin
Performers: alunos do FAÍCC – Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica da Instável – Centro Coreográfico
02 de junho 21h30 (45 min) Casa de Serralves
03 de junho 13h00 (45 min) Alameda dos Liquidambares
04 de junho 13h00 (45 min) Casa de Serralves
Classificação Etária: Maiores de 6
Criado e desenvolvido pelo coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin e a Plataforma Demolition Incorporada, o projeto Barricada apresenta-se em Serralves com um coletivo de performers em resultado da parceria com a Companhia Instável.
Barricada é uma prática coletiva que propõe pensar a proximidade como estratégia de defesa e o estar juntos como uma posição política.
Uma figura coreográfica na qual um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula para marcar um momento no tempo e no espaço, e questionar noções de autonomia e resistência. Uma arquitetura de corpos firme e porosa, que interrompe fluxos, desloca identidades e fricciona fronteiras.
O nome – barricada – refere-se às táticas populares de insurreição que surgiram no século XVI, estruturas únicas e improvisadas que são construídas como um movimento de confronto, mas também funcionam como um espaço de proteção para uma determinada comunidade. As barricadas são estruturas essencialmente coletivas, feitas de aglomeração improvisada de qualquer material, que deixam suas funcionalidades para formar um organismo único e plural.
Fio Condutor
Tales Frey e Julia Zuccon
03 de junho 17h00 (50 min) Pátio da Adelina/Foyer do auditório
04 de junho 16h30 (50 min) Pátio da Adelina/Foyer do auditório
Classificação Etária: Maiores de 12
Fio Condutor é uma performance do artista Tales Frey, que se desenrola ao som de um metrónomo analógico numa série de movimentações fluídas entre dois performers vestidos com um mesmo indumento, o qual propicia construções corpóreas híbridas, integrando os seus corpos no espaço.
Nesta ação, vemos reflexões já evocadas em desenhos processuais do artista, em objetos têxteis e escultóricos, para além de trabalhos performáticos por ele realizados anteriormente, havendo um fio condutor ininterrupto que inclui várias construções visuais que apresentam corpos híbridos numa perspetiva queer, cujas expressões se fundem entre a dança, a escultura e o vestuário.
Fio Condutor traz qualidades díspares resolvidas de modo contíguo: distanciamento e aproximação, tempo efémero e tempo duradouro, liberdade e aprisionamento, movimento e estaticidade.
Tales Frey é artista transdisciplinar representado pela Galeria Verve (São Paulo) e Shame Gallery (Bruxelas). As suas criações foram apresentadas no The Kitchen e Judson Memorial Church (EUA), Musée des Abattoirs (França), Museo d’Arte Contemporanea di Roma (Itália), Centro Municipal de Arte Helio Oiticica (Brasil), Akureyri Art Museum (Islândia), TSB Bank Wallace Arts Centre (Nova Zelândia), MIS São Paulo (Brasil), Galeria Labirynt (Polónia), Defibrillator Gallery (EUA). Criação: Tales Frey / Performance: Tales Frey e Julia Zuccon
As famílias e sobretudo os mais novos não sairão desapontados pelas presenças de:
Gnoma
Pea Green Boat
Teatro de Marionetas
03 de junho 12h15 45´ Bosque das Faias
03 de junho 15h00 45´ Bosque das Faias
04 de junho 12h15 45´ Bosque das Faias
04 de junho 15h00 45´ Bosque das Faias
Gwendolyn, o gnomo, e Matilda, o pássaro, são duas amigas. Decidem construir uma casa para viverem. Mas partilhar uma casa não é fácil. Matilda irrita-se com a sua vizinha intolerante e Gwendolyn não aceita a natureza brincalhona do pássaro. Gnoma é um espetáculo de marionetas sobre o desafio da amizade e da tolerância, e sobre as novas estruturas familiares. O cenário e as marionetas são feitos com materiais orgânicos naturais.
Pea Green Boat é uma companhia de teatro de marionetas nascida em Barcelona em 2009, da união de duas paixões: o teatro de marionetas e os livros ilustrados. Criando e produz espetáculos dirigidos ao público familiar, para que as suas peças não se limitem ao palco, transformam-nas em publicações.
Publicado em dois países, Espanha e França, Gnoma recebeu o prémio francês “Prix Petit Angle”, em 2019, e foi apresentado em diferentes festivais.
El Gran Final
Bucraá Circus
Circo contemporâneo
03 de junho 11h00 (60min) Bétulas (Palco A)
03 de junho 17h30 (60min) Bétulas (Palco A)
04 de junho 11h00 (60min) Bétulas (Palco A)
04 de junho 17h00 (60min) Bétulas (Palco A)
El Gran Final é uma tragicomédia que baseia a sua essência no reencontro de dois palhaços, separados há muitos anos na sequência da eclosão de uma guerra civil. Esta guerra interrompeu-lhes o último espetáculo, mesmo no grande ato final, obrigando-os a seguir caminhos separados e a não ter contacto um com o outro. Agora, mais de 30 anos depois, infinitos passos, uma luta diária e constante pela sobrevivência e um corpo envelhecido, reencontram-se e decidem terminar o seu grande final. Uma homenagem a um dos ofícios mais bonitos e generosos do mundo: o ofício de ser palhaço. Sentir para criar um diálogo com o espectador desde as emoções, quando falham as palavras. Um imaginário coletivo de palhaços de todos os tempos que nos deixaram na memória. Um espetáculo onde se cria um diálogo com os espectadores a partir das emoções, onde não há palavras, apenas um imaginário coletivo que os palhaços de todos os tempos deixaram nas nossas memórias.
Bucraá Circus é uma companhia de Clown e teatro gestual criada em 2018, ano em que estreou El Gran Final, em coprodução com o Festival Internacional de Clown de Cornellá. A companhia é dirigida pelo ator Fernando Villella (Fer Catastrofer).
Drum Circle
Ritmos
Música
03 de junho 12h00 (60min) Bétulas (Relvado)
03 de junho 19h00 (60min) Bétulas (Relvado)
04 de junho 12h00 (60min) Bétulas (Relvado)
04 de junho 19h30 (60min) Bétulas (Relvado)
O Drum Circle é uma experiência coletiva de ritmo e construção musical. Um evento único onde, através de tambores e outras percussões dispostas em círculo, se cria o ambiente perfeito para que a música surja de forma espontânea. Através de simples desafios, os participantes são conduzidos a descobrir progressivamente o seu ritmo interno e a expressá-lo musicalmente.
O ritmo é uma linguagem universal que ignora títulos, géneros, idades, etnias e qualquer tipo de hierarquia. Dentro de um Drum Circle todos os participantes desempenham um papel essencial na descoberta da identidade musical do grupo. Para participar não é necessário qualquer conhecimento musical. Aliás, a qualidade da música criada não depende da capacidade instrumental de cada um, mas da qualidade da ligação criada entre todos. Talvez seja por isso que cada Drum Circle seja a prova de que a música sabe muito melhor quando é criada e partilhada em grupo. Juntos vamos parar o tempo e sentir a conexão, paixão e alegria de fazer parte de algo maior.
Hugo Wittmann – percussão, facilitação / Dinis Coelho – percussão
Rádio Corpo
Baileia
Oficina
03 de junho 09h00 (10h – 19h00) Parque (recolha de sons)
04 de junho 06h00 (10h – 15h00) Parque (recolha de sons)
04 de junho 15h00 (02h30) Biblioteca da casa (edição)
04 de junho 18h00 (30 min) Janela da biblioteca (apresentação)
A Rádio Corpo – Serralves em Festa nasce com o desejo de incluir adultos e crianças na elaboração e criação de um episódio de rádio que se forma como um puzzle de áudios, conversas, reflexões, músicas, sons que vão sendo coletados durante o evento. O resultado é um documento poético-sonoro, uma criação coletiva que a mão, a voz e sons de todos se fazem sentir. Uma rádio que tem na sua essência um caráter performativo, desde os encontros, às composições, as documentações… Como quem coleta tesouros num passeio e os guarda numa caixinha, que poderá ser revisitada e transformada sempre que desejar.
Baileia é um núcleo de investigação e práticas artísticas dedicado às infâncias e suas singularidades plurais. É composto pelos artistas-educadores Clara Bevilaqua e Gui Calegari, com o objetivo de criar acontecimentos mediados pela arte num acesso horizontal, com convites que se estendem a pessoas de muitas idades, desafiando-as a cocriarem as próprias experiências. Através do cruzamento de linguagens entre a dança, a música, o teatro e as artes manuais, a Baileia tem construído o seu caminho em colaboração com diferentes pessoas, espaços e estruturas artísticas.
O que faz uma festa?
Oficina Fritta
Oficina
03 de junho 09h00 (10h-19h00) Sala de Serviço Educativo
04 de junho 09h00 (10h-19h00) Sala de Serviço Educativo
Neste fim de semana de celebrações, a Oficina Fritta ocupa uma sala do museu com uma oficina especial, onde se experimenta criar visuais com o retroprojetor para animar a pista de dança e fixar o movimento no papel com carimbos. Para que este evento funcione precisamos de quem pule, de quem passe música e de quem queira projetar imagens e cores num exercício de VJing analógico. Nesta oficina também “piruetam” questões: porque será que gostamos tanto de festas? Será por que o tempo para e podemos dançar? Vestir roupa especial? Saltar? Gritar? Talvez encontremos as respostas entre o chão da pista e a bola de espelho!
Oficina Fritta é um projeto de mediação artística e plástica, criado por Emma Andreetti e Monica Di Eugenio, que propõe questionar o sentido comum das coisas. Emma Andreetti é designer, ilustradora, mediadora e inventora de oficinas. Residente em Lisboa, já colaborou com o Museu Calouste Gulbenkian, Qual Albatroz, Espaço Azul e o Conselho Português para os Refugiados. Monica Di Eugenio é arquiteta, carpinteira e mediadora. Estudou Arquitetura e Urbanismo entre Roma, Buenos Aires e Lisboa, onde trabalha e colabora com o Colectivo Warehouse, Qual Albatroz e Espaço Azul.
Como chegar ao Serralves em Festa
Autocarro
Uma vez mais a STCP acompanha o Serralves em Festa do princípio ao fim e assegura ligações contínuas em autocarro, mesmo durante as madrugadas de sábado e domingo.
Oferta regular
Linha 201 – ligação de/para a Baixa e Casa da Música (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRV3 e SRV4 | oferta entre as 6h00 e as 21h00
Linha 203 – ligação de/para Marquês, Casa da Música (parque Saba) e Castelo do Queijo (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2 | oferta entre as 6h00 e as 21h00
Linha 207 – ligação de/para Campanhã, Baixa, Campo Alegre (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRVM5 e AALB | oferta entre as 6h00 e as 21h00
Linha 502 – ligação de/para a Baixa, Casa da Música (parque Saba), Castelo do Queijo (parque Saba) e Matosinhos | paragens perto de Serralves SRV3 e SRV4 | oferta entre as 6h00 e a 0h30
Linha 504 – ligação de /para Casa da Música (parque Saba) e Norteshopping | paragens perto de Serralves BPTL1 e JRC3 | oferta entre as 6h00 e a 0h30
Oferta especial
Em período diurno (das 9h00 às 21h00), ligação de/para Casa da Música (parque Saba), articulando os horários com os da linha 203 | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2
Em período noturno e madrugada (das 21h00 às 6h00), ligação de/para Casa da Música (parque Saba) e Baixa, para ligação com a rede da madrugada | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2
O parque de estacionamento que será servido pela oferta da STCP 24h será o da Casa da Música, devendo ser o escolhido por quem pretende usufruir dos eventos noturnos.
Metro do Porto
Com destino à Casa da Música utilize as linhas: (A) Azul; (B) Vermelha; (C) Verde; (D) Amarela (transbordo na Estação da Trindade); (E) Violeta e (F) Laranja. Das 06h00 às 01h30.
Comboios Urbanos do Porto
Linhas de Braga, Guimarães, Aveiro e Caíde, com destino à Estação de Campanhã e posterior utilização das linhas de Metro (indicações acima).
Comboios Longo-curso e Regional
Alfa Pendular e Intercidades (Linha do Norte), Inter-Regionais e Regionais (Linhas do Minho e do Douro com destino à Estação de Campanhã e posterior utilização das linhas de Metro (indicações acima).
Condições especiais para grupos.
Contacto para reservas – CP Longo Curso e Regional
A compra do bilhete deve ser feita antecipadamente de forma a usufruir de descontos nos serviços Alfa pendular e Intercidades com destino às estações de Porto Campanhã ou Vila Nova de Gaia, mediante a apresentação do comprovativo de Serralves:
— 25% Desconto na Classe Conforto/1ª Classe
— 20% Desconto na Classe Turística/2ª Classe
Desconto aplicável para o período compreendido entre os 5 dias anteriores e os 5 dias posteriores.
Caso o passageiro não possua o seu bilhete de Serralves no ato de aquisição do título de transporte, poderá igualmente usufruir destas condições. Para o efeito deverá comunicar que pretende viajar ao abrigo de acordo de cooperação entre a Fundação de Serralves e a CP e apresentar o bilhete de Serralves na viagem de regresso. Se não o apresentar no seu regresso, será considerado cliente sem título de transporte válido. Deverá levantar o seu comprovativo na receção de Serralves para este efeito.
Estacionamento:
Os Parques de Estacionamento SABA do Castelo do Queijo e da Casa da Música serão gratuitos para o público do Serralves em Festa nos dias 2, 3 e 4 de junho. Deverá levantar o seu comprovativo na receção de Serralves para apresentação à saída.
O Parque de Estacionamento do Castelo do Queijo faz ligação com os Autocarros: – Linha 203 Marquês – Castelo do Queijo e Linha 502 Bolhão – Matosinhos Mercado
O Parque de Estacionamento da Casa da Música faz ligação com os Autocarros: – Linha 201 Aliados – Viso, Linha 203 Marquês – Castelo do Queijo e Linha 502 Bolhão – Matosinhos Mercado e Linha 504 Boavista – Norteshopping.
Sobre o patrocinador: SUPER BOCK
O Super Bock Group é a maior empresa portuguesa de bebidas refrescantes, com uma estratégia multimarca e multimercado, cuja atividade core assenta nos negócios das Cervejas e das Águas engarrafadas. Estamos, igualmente, presentes nos segmentos dos refrigerantes, dos vinhos, na produção e comercialização de malte e no negócio do turismo, detendo dois ativos de referência na região de Trás-os-Montes: os Parques Lúdico-Termais de Vidago e Pedras Salgadas.
Imagem: DR.
Atualidade
Fortaleza de Valença: Reconstrução do Baluarte de São José Avança para Fase Final

Os trabalhos de reconstrução do pano de muralha do Baluarte de S. José, na Fortaleza de Valença, encontram-se numa fase decisiva, com a reconstrução em curso do segundo troço da estrutura, que ruiu a 1 de janeiro de 2023.
A intervenção decorre sob rigorosa monitorização dos técnicos da Unidade da Cultura da CCDR-Norte e do Município de Valença.
A recuperação desta estrutura histórica chega agora à sua fase final, através de um cuidadoso trabalho de recuperação que respeita integralmente as características originais da construção setecentista.
Os trabalhos avançam com o rigor que um monumento classificado exige. Neste momento, decorre a reconstrução do segundo pano de muralha, localizado no tardoz da cortina, paralelamente aos trabalhos de aterro da vala de fundação, operações técnicas essenciais para garantir a estabilidade e durabilidade da estrutura. Também se está a proceder à recolocação do friso e restante aparelho que remata o topo superior do pano da primeira cortina.
O Presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, tem acompanhado pessoalmente a evolução dos trabalhos, sublinhando a importância desta intervenção: “Estamos comprometidos em devolver à Fortaleza de Valença toda a sua integridade histórica, garantindo que esta obra seja executada com o máximo rigor técnico e respeito pelo património que nos foi legado.”
Esta intervenção irá repor a totalidade da estrutura original, mantendo intacto o valor patrimonial de um dos mais emblemáticos exemplos da arquitetura militar portuguesa. A Fortaleza de Valença, testemunho singular da nossa história, verá assim assegurada a sua preservação e transmissão como legado cultural às gerações futuras.
Foto: CMV.
Atualidade
Barcelos: Conferência sobre Fibromialgia a 30 de maio no IPCA
“Transformando a dor em vida” é o tema da conferência promovida pelo Instituto Renascer

O Instituto Renascer – Fibromialgia em Portugal e Fibromialgia leva a cabo uma conferênciasobre Fibromialgia, no dia 30 de maio, pelas 20h45, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia no IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, em Barcelos.
“Com esta iniciativa, pretendemos sensibilizar e informar sobre a realidade vivida pelas pessoas com fibromialgia, abordando estratégias para enfrentar os desafios físicos, emocionais e sociais associados à doença”, sublinha a organização.
Sob o tema “Transformando a Dor em Vida”, pretende proporcionar um espaço de partilha, esclarecimento e empoderamento para doentes, familiares, cuidadores, publico em geral e profissionais da educação, da saúde, com entrada livre.
Esta formação é certificada para professores, pelo CFAE – Barcelos/Esposende, com o link de inscrição para professores em https://www.cfaebe.pt/course/4171ara .
Serão tratados os seguintes temas:
– Transformando a Dor em Vida – Vencer os Desafios da Fibromialgia;
– Papel da medicina do trabalho…
– Apoios a doentes crónicos pela segurança social;
– O que é a Fibromialgia…
O evento contará com as preleções e intervenções de Paula Encarnação, Professora na Escola Superior de Enfermagem – Universidade do Minho; Vânia Teixeira, Médica de Medicina do Trabalho na ULS – Hospital de Braga; Filipa Braga, Assistente Social na Segurança Social; Jorge Mandim, Diretor da Fibromialgia em Portugal e Instituto Renascer.
“Esta ação de formação visa não só sensibilizar a sociedade sobre o impacto real da fibromialgia na vida dos pacientes, como também oferecer ferramentas práticas para a gestão dos seus desafios físicos e emocionais. Ao promover o conhecimento e o diálogo aberto, contribui-se ativamente para a luta contra o estigma, ajudando a construir uma rede de apoio mais empática, informada e inclusiva”, sublinha a organização.
“A Saúde Ocupacional é um direito consagrado na Lei de Bases da Saúde, assegurando a todos os trabalhadores o acesso à avaliação pela Medicina do Trabalho ao longo da sua vida profissional. Neste âmbito, o Médico do Trabalho assume um papel crucial na promoção da saúde, na prevenção de doenças e de acidentes de trabalho, bem como na avaliação da aptidão dos trabalhadores para o desempenho das suas funções, considerando as suas capacidades e eventuais limitações. No caso específico dos trabalhadores com fibromialgia, a intervenção da Medicina do Trabalho visa promover a sua aptidão para o trabalho bem como a sua qualidade de vida e bem-estar”, continua.
A Fibromialgia é considerada uma doença do sistema nervoso central, acompanhada pelas especialidades de Neurologia, Reumatologia, com uma equipa multidisciplinar e requer tratamentos de reabilitação permanentes, pois os doentes apresentam lentificação motora e cognitiva. Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia: “A fibromialgia é caracterizada por dores músculo-esqueléticas generalizadas… fadiga, stress distúrbios do sono, alterações cognitivas, memória e concentração”.
A defesa e promoção dos direitos e interesses das pessoas com Fibromialgia-Dor e suas famílias, é o papel das plataformas www.fibromialgiaemportugal.pt e Fibromialgia e seus preconceitos, https://www.facebook.com/groups/1017979065050898 que são geridas por Jorge Mandim e Ana dos Santos.
“Falar de Fibromialgia é falar de Dor e causa endurecimento/rigidez por todo o corpo. Pode ser debilitante, causar solidão, ansiedade e depressão. Os doentes com Fibromialgia são psicologicamente frágeis e isso contribui para o aumento da manifestação da doença… A Fibromialgia atinge crianças, jovens e adultos. Usualmente são diagnosticados entre os 20 e 50 anos, e a incidência aumenta com a idade. Estima-se que afete cerca de 2 a 4% da população (embora seja mais prevalente na idade adulta) e, dos diagnosticados, cerca de 90% são mulheres e 10% são homens”, dizem os especialistas.
A Fibromialgia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 1992, com o código CID 10 – M79.7. Em Portugal foi reconhecida, em 2003, pela Direção Geral da Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou em 1 de janeiro de 2022, com um novo código a DOR e Fibromialgia.
“O impacto da fibromialgia na sociedade é evidente em várias áreas, incluindo na saúde, no trabalho e na economia. Por exemplo, estudos mostram que as pessoas com fibromialgia têm um risco maior de desenvolver outras condições de saúde, como a depressão, a ansiedade e a síndrome do intestino irritável. Além disso, a dor crónica e a fadiga podem levar a uma diminuição da capacidade de trabalhar e realizar tarefas diárias, o que pode levar a um aumento das taxas de desemprego e da necessidade de apoio social”, segundo especialistas.
Imagem: IR.
Atualidade
Rio Tinto: PSP recupera carro roubado em Bragança

Na noite do dia 15 de maio, em Bragança, foi furtado do interior de uma garagem, por método de arrombamento da porta, uma viatura BMW avaliada em cerca de 40.000 Euros.
A viatura foi avistada durante a tarde do dia 16 na Rotunda das Areias, (Campanhã), no Porto, onde seguiam três ocupantes, tendo-se mobilizado diversos meios com vista à interceção e recuperação da mesma em local adequado de acordo por onde a mesma se dirigia, vindo a desenrolar-se uma operação de controlo policial na Rotunda do Parque Nascente em Rio Tinto.
O condutor da viatura ao aperceber-se da presença da PSP e da ordem de paragem que lhe foi dirigida parou e recuou repentinamente, provocou um acidente, galgou passeios acelerando bruscamente colocando em perigo os peões que ali circulavam bem como Polícias que seguiam a pé no seu encalço, vindo a viatura a embater num poste de eletricidade e ali ficar imobilizada.
O condutor, o homem de 37 anos, natural e residente no Porto, que não possuía carta de condução e que exerceu condução perigosa, abriu a porta e colocou-se em fuga sendo intercetado após uma perseguição apeada.
No carro seguiam ainda mais duas pessoas, duas jovens de 15 e 16 anos, tendo estas obedecido às ordens, permanecendo no veículo suspeito até serem retiradas em segurança, vindo a apurar-se que as mesmas se encontravam evadias de uma instituição de acolhimento em Baguim do Monte onde foram conduzidas, sendo uma delas prima do suspeito.
O suspeito foi detido pelas 17h45 do dia 16 de maio pela 3ª Divisão, e após ter sido presente às Autoridades Judiciárias competentes foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Foto: PSP.
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