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Atualidade

“Serralves em Festa” é já esta sexta-feira

Música, dança, performance, circo contemporâneo, cinema e teatro e também atividades para crianças e famílias a 02, 03 e 04 de junho em 50 horas non-stop

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Passados três anos de ausência forçada, o Serralves em Festa volta para celebrar o espírito que anima Serralves, um espaço inclusivo de cultura contemporânea, aberto a todos.

O Serralves em Festa abre as portas às 18 horas de dia 02 de junho, mas no 01 dia as cidades do Porto e Gaia, serão palco para várias propostas artísticas que aguçarão a curiosidade de todos para irem a Serralves nos dias seguintes.  Fora de Serralves também há festa. A Organização conta consigo neste dia na Baixa do Porto e no Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia. No Largo Amor de Perdição, nas Praças de Gomes Teixeira e Carlos Alberto, no Porto, e no Jardim do Morro, em Gaia, o circo contemporâneo do Groupe Acrobatique de Tanger e Maroussia Diaz Verbèke e a peças Approach 18 / Stairs / Olivier / Touch de Yoann Bourgeois e Une partie de Soi de João Paulo Santos animarão estas duas cidades. Por sua vez, a Igreja da Lapa, pelas 21h30, receberá o grupo interdisciplinar gamut inc para um concerto de música eletroacústica.

Em 2023, ao assinalar a sua 17ª edição, a programação do Serralves em Festa volta a oferecer projetos performativos, de música, cinema e de outras artes orientados para públicos mais novos, apresentados em espaços não convencionais e em diálogo com determinados locais da Fundação de Serralves e com um público heterogéneo que aqui se encontrará, durante 50h de atividade ininterrupta, para celebrar a arte e a cultura contemporâneas.

Os destaques de 2023

808 State & Michael England

4 de junho 01:30

Palco Prado 60’

Nascidos em Manchester, em finais dos anos 80, época desde a qual têm vindo a lançar um fluxo constante de música para as pistas de dança e cena rave, os 808 State são, hoje, considerados pioneiros do acid house. Inicialmente formada por Graham Massey, Martin Price e Gerald Simpson – que mais tarde seguiu carreira enquanto A Guy Called Gerald, tendo sido substituído por Andrew Barker e Darren Partington –, a banda revolucionou todo um género de música, sendo o seu primeiro álbum, “Newbuild” (1988) visto como um marco na eletrónica britânica e referência para nomes como Aphex Twin e Autechre. Ao longo do seu vasto percurso, contam-se colaborações com artistas tão diversos como Quincy Jones, David Bowie, Afrika Bambaataa ou Björk.

Nesta atuação fazem-se acompanhar pelo artista visual Michael England, conhecido pelo seu trabalho com editoras históricas de música eletrónica, como a Skam e a Warp Records, e colaborações ao vivo com artistas como Autechre, Bola, Gescom, Graham Massey, Leila ou Demdike Stare.

“AAI”

MOUSE ON MARS Feat. DODO NKISHI & LOUIS CHUDE-SOKEI

3 de junho 00:00

Palco Prado 60’

Mouse on Mars é o nome da dupla formada por Jan St. Werner e Andi Toma. A partir de Berlim, abordam a música eletrónica com uma curiosidade inesgotável e uma ingenuidade sem paralelo. Operando numa órbita única dentro do ecossistema da música de dança, as suas produções são hiper-detalhadas, inventivas e inovadoras. Através do recurso ao uso de tecnologias de ponta, cada lançamento soa surpreendentemente moderno, facto que se torna ainda mais notável se refletido à luz da longevidade do seu percurso musical. No seu mais recente álbum, “AAI” (Anarchic Artificial Intelligence), levam o seu fascínio pela tecnologia e exploração ainda mais longe, colaborando com o escritor e estudioso Louis Chude-Sokei, um coletivo de programadores informáticos e o percussionista/colaborador de longa data Dodo NKishi. Explorando a Inteligência Artificial como quadro narrativo e ferramenta de composição, este é talvez o seu trabalho de ficção científica mais explícito até à data. Desenhando paralelos entre a evolução do humano e da máquina, “AAI” utiliza a tecnologia como lente para examinar questões filosóficas profundas.

Rui Reininho – 20.000 Éguas Submarinas

2 de junho 22:30

Palco Prado 60’

Rui Reininho tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. Figura incontornável da música portuguesa, sobretudo enquanto cara e voz dos GNR, uma das mais importantes bandas da pop nacional, depois de lançar, em 2008, “Companhia das Índias”, em 2021, o músico assumiu um percurso mais experimental com a edição de “20.000 Éguas Submarinas”.

Produzido por Paulo Borges, juntos congeminaram uma viagem que durante dois anos os levou pelos confins dos mares já dantes navegados, a passo, trote, galope, mariposa e voo, como escape de corais profundos, mas não tão fundos quanto o exercício de libertação já revelado. Para além de Rui Reininho (vozes, gongos, taças e percussões) e Paulo Borges (piano, sintetizadores, programações e guitarras), “20.000 Éguas Submarinas” conta com a luxuosa participação de Alexandre Soares (Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso), Pedro Jóia, Tiago Maia, Eduardo Lála, Ruca Rebordão, Moisés Fernandes, Daniel Salomé e Jacomina Kistemaker, grande referência para o disco.

BCUC

4 de junho 19:30

Palco Prado 60’

Oriundos de Soweto, uma cidade contígua a Joanesburgo na África do Sul, os B.C.U.C. ou Bantu Continua Uhuru Consciousness têm hipnotizado o público local e mundial com as suas atuações altamente enérgicas. Banda de sete elementos, herdeira artística de Philip “Malombo” Tabane e Batsumi, dão voz contemporânea às tradições ancestrais dos povos indígenas. Os sons do jazz das produções dos anos 70 e 80 foram substituídos por influências do hip-hop e pela energia do punk-rock, transportando-nos numa intrigante viagem épica.

A dois passos da igreja onde Desmond Tutu organizou a fuga dos ativistas anti-Apartheid mais procurados de Soweto, os BCUC ensaiam num contentor de transporte transformado em restaurante comunitário, onde a sua indomável franqueza ecoa de uma forma totalmente nova. Tal como os seus antepassados, a banda vê a sua música como um transe hedonista, mas também como uma arma de libertação política e espiritual.

Partilhando os seus pontos de vista sobre a África moderna, abordam as duras realidades dos que não têm voz, em particular a situação dos trabalhadores sem instrução. Longe de ser pobre, a África retratada pelos BCUC é rica em tradições, rituais e crenças.

Oren Ambarchi & João Pais Filipe

4 de junho 17:30

Palco Ténis 60’

Multi-instrumentista, com especial foco na guitarra elétrica e bateria, Oren Ambarchi orbita entre universos sonoros múltiplos, abarcando elementos de correntes musicais diversas: os tons puros de Alvin Lucier, as formas longas e suspensas de Morton Feldman, a improvisação do free jazz, a corporalidade e as fundações rítmicas da eletrónica e do rock. Fennesz, Sunn 0)), Keiji Haino, John Zorn, Annea Lockwood, Manuel Gottsching/Ash Ra, Merzbow, Jim O’Rourke, Keith Rowe, ou Evan Parker, são apenas alguns dos nomes da sua vasta lista de colaborações.

João Pais Filipe é baterista, percussionista e escultor sonoro. Toral. A sua música surge da construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, onde explora a dimensão escultórica e as suas propriedades acústicas. Enquanto músico, o seu percurso tem sido conduzido pela colisão de uma grande amplitude de estilos e linguagens, tanto a solo, como em bandas como os Sektor 304, HHY & The Macumbas, Unzen Pilot, Paisiel ou CZN ou através da colaboração com nomes como Burnt Friedman, Steve Hubback, Fritz Hauser, Evan Parker, Marcello Magliocchi ou Rafael Toral. Ambarchi e Pais Filipe encontram-se pela primeira vez neste Serralves em Festa.

Sarathy Korwar

3 de junho 20:00

Palco Prado 60’

Nascido nos Estados Unidos da América, Sarathy Korwar cresceu nas cidades de Ahmedabad e Chennai na Índia, onde começou a tocar tabla aos 10 anos. Atraído pela música americana que ouvia na rádio e na sua loja de música jazz local, Ahmad Jamal e John Coltrane foram as suas primeiras descobertas. Aos 17 anos, mudou-se para Pune para estudar Ciências Ambientais, mas acabaria por se dedicar à tabla, transpondo os seus conhecimentos para a bateria ocidental e tocando como músico de sessão.

Já em Londres, onde estudou na The School of Oriental and African Studies, cena jazzística do Reino Unido, liderando o UPAJ Collective e colaborando com músicos de excelência como Jamal Moss (Hieroglyphic Being), Shabaka Hutchings e Arun Ghosh, ou de grupos como Ill Considered e Penya.

Já na sua carreira a solo, se no seu ousado álbum de estreia, “Day To Day” (2016), faz uma fusão de música folclórica tradicional gravada com a comunidade Sidi na Índia com jazz contemporâneo e eletrónica, no seu segundo registo de estúdio, “More Arriving” (2019) dá um passo em frente, incorporando rappers de Mumbai e Nova Deli e spoken word na sua virtuosa performance em torno da música indiana clássica e jazz.

As artes performativas certamente ficarão marcadas pelas exibições de:

Circo contemporâneo

FIQ! (Réveille-toi!)

Groupe Acrobatique de Tanger / Maroussia Diaz Verbèke

01 de junho      10h30 (15 min) Largo Amor de Perdição (Porto)

01 de junho      17h00 (15 min) Praça de Gomes Teixeira (Porto)

03 de junho      22h00 (01h15 min) Parterre Lateral

04 de junho      11h30 (15 min) Espelho de Água

04 de junho      21h00 (01h15 min) Parterre Lateral

Classificação Etária: Maiores de 6 anos

Um grupo de quinze jovens artistas marroquinos vindos de diferentes universos acrobáticos – acrobacia de solo tradicional e contemporânea, dança, breaking, taekwondo e futebol Freestyle –, rodeados pelo universo visual do fotógrafo Hassan Hajjaj e acompanhados por DJ DINO, juntam-se em palco num espetáculo dirigido e “circografado” por Maroussia Diaz Verbèke. FIQ! é um espetáculo feito de alquimias contemporâneas e rodopiantes, entre o DJ set e o rap ardente, entre cores cintilantes e perguntas a preto e branco. Um questionamento luminoso e acrobático, num olhar singular sobre o Marrocos destes jovens. 

Criado em 2003 por Sonae El Kamouni, o Groupe Acrobatique de Tanger coloca a cultura popular no centro do seu projeto, trabalhando na conciliação entre tradição e criação contemporânea, e confrontando-nos com os temas extraordinários do mundo atual, em linha com a investigação mais inovadora do circo contemporâneo.

Maroussia Diaz Verbèke é dramaturga e cofundadora do coletivo Ivan Mosjoukine e do Troisième Cirque. Estudou artes circenses no Centro de Artes do Circo Nacional de Châlons-en-Champagne, especializando-se nas técnicas em corda e arame. Nas suas criações, questiona o circo como uma linguagem em si mesma.

Approach 18 / Stairs / Olivier / Touch

Yoann Bourgeois

01 de junho    12h00 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)

01 de junho    16h00 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)

01 de junho    19h30 (8 min) Jardim do Morro (Gaia)

03 de junho    13h00 (8 min) Parterre Central

03 de junho    17h00 (8 min) Parterre Central

03 de junho    20h00 (8 min) Parterre Central

04 de junho    12h30 (8 min) Parterre Central

04 de junho    15h30 (8 min) Parterre Central

04 de junho    17h00 (8 min) Parterre Central

Classificação etária: Maiores de 3 anos

Inspirada pelo tema “Touch” de Daft Punk, Approach 18 é uma pequena dança espetacular interpretada por Olivier Mathieu ao som da voz fantasmagórica de Paul Williams. Brincando na fronteira entre o vivo e o artificial, Yoann Bourgeois procurou uma corporalidade desarticulada que deu origem a uma criatura híbrida, que flutua entre duas realidades, num questionamento sobre a nossa raça transhumanista.

Artista internacionalmente reconhecido, Yoann Bourgeois tem vindo a desenvolver uma pesquisa singular consubstanciada em dispositivos físicos que expandem fenómenos e lhe permitem investir em espaços extraordinariamente variados e propor variações infinitas, num processo permanente de criação que denomina de “The Unreachable suspension point” [O ponto de suspensão inacessível]. Em 2010, criou a sua própria companhia e, entre 2016 e 2022, foi Diretor do CCN2 – Centre Chorégraphique National de Grenoble, tornando-se o primeiro artista de circo a dirigir uma instituição francesa dedicada à coreografia. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de criações, colaborações e workshops em todo o mundo, sempre empenhado numa arte viva, radicalmente multidisciplinar, inovadora e atenta ao que a rodeia.

Une Partie de Soi

João Paulo Santos / Cia.

01 de junho 18h30 (30 min) Praça Carlos Alberto (Porto)

02 de junho 20h00 (30 min) Parterre Central

04 de junho 19h30 (30 min) Parterre Central          

Classificação Etária: Maiores de 8 anos

Une Partie de Soi é uma travessia vertical que relata a viagem de uma vida, mostrando o indivíduo para além do acrobata. Num círculo e em proximidade, num espaço requintado reduzido ao performer, ao mastro chinês e ao círculo, João Paulo Santos oferece-nos uma coreografia densa e poderosa, feita de ritornelos e de tempo alongado. Como se se encontrasse num tapete rolante, e sem nunca tocar o chão, o acrobata testa o mastro chinês e mostra um lado pouco visto do aparelho. Sentem-se, deixem-se levar, o corpo conta-vos a história da alma.

“Com os meus olhos fechados, observo-me, como se estivesse fora do meu corpo. De lá de cima, sinto o borbulhar dentro de mim.” Neste estado criativo vibrante que caracteriza o seu trabalho, João Paulo Santos pretende contar a história de uma vida dedicada a uma arte que moldou a carne e o lugar no mundo de quem a praticou. Contar a história a partir de dentro, levando o seu tempo para os detalhes e a sinceridade. O público, convocado em roda, é convidado para uma cerimónia discreta, cujos gestos, tão poderosos como humildes, falam-nos do tempo vivido e do seu rasto presente em nós.

Dança contemporânea

The Goldberg Variations

Platform-K / Michiel Vandevelde & Philippe Thuriot         

02 de junho 22h30 (1h10 min) Auditório

03 de junho 21h00 (1h10 min) Auditório

O título The Goldberg Variations evoca não só a obra-prima de Bach, mas também o solo de Steve Paxton – um momento icónico na história da dança ocidental. Trabalhando a partir destas referências, Michiel Vandevelde acompanhado de Audrey Merilus e Oskar Stalpaert (Plataforma-K) mergulham em quarenta anos de história da dança. Uma reflexão sobre o estado da dança atual, mas também sobre o estado da democracia, o passado e o futuro, e sobre diferentes formas de fisicalidade. No acordeão, Philippe Thuriot junta-se à polifonia dos corpos e às suas múltiplas variações. Como resultado desta fascinante polinização cruzada, The Goldberg Variations é um testemunho do tempo e um recetáculo do mesmo.

Michiel Vandevelde é coreógrafo, curador, escritor e editor. No seu trabalho, investiga os elementos que constituem ou obstruem a esfera pública contemporânea, explorando que alternativas sociais, económicas e culturais podemos imaginar para questionar, desafiar e transformar as lógicas e formas de organização dominantes. Tem vindo a desenvolver uma variedade de projetos tanto no espaço público como em instituições de artes performativas.

Dança /música /improvisação

AQUI, AGORA, NESTE MOMENTO

Vera Mantero, Elizabete Francisca, Mariana Tengner Barros e os convidados Luís Guerra, João dos Santos Martins, Bruno Senune, Santiago Tricot, João Bento, Pedro Melo Alves e Carlota Lagido

04 de junho 21h00 (01h) Auditório

Vera Mantero, Elizabete Francisca e Mariana Tengner Barros são os nomes por detrás deste projeto em torno da improvisação enquanto prática fundamental na área das artes do espetáculo. Improvisadoras experimentadas, propõem-se a aprofundar essa experiência num quadro de pluridisciplinaridade, não só pela prática da improvisação em espetáculo e respetiva pedagogia, mas também pela sua análise teórica, promovendo o pensamento e o debate.

Para além de proporcionar a fruição desta forma específica de criação instantânea, pretendem dá-la a conhecer às gerações mais novas, que eventualmente não terão tido ainda a oportunidade de experienciar esta forma de criação, como espectadoras e também como protagonistas dessa mesma criação, promovendo o desenvolvimento de uma prática regular da improvisação em espetáculo em Portugal.

Performance

Barricada

Marcelo Evelin

Performers: alunos do FAÍCC – Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica da Instável – Centro Coreográfico

02 de junho 21h30 (45 min) Casa de Serralves

03 de junho 13h00 (45 min) Alameda dos Liquidambares         

04 de junho 13h00 (45 min) Casa de Serralves

Classificação Etária: Maiores de 6

Criado e desenvolvido pelo coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin e a Plataforma Demolition Incorporada, o projeto Barricada apresenta-se em Serralves com um coletivo de performers em resultado da parceria com a Companhia Instável.

Barricada é uma prática coletiva que propõe pensar a proximidade como estratégia de defesa e o estar juntos como uma posição política.

Uma figura coreográfica na qual um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula para marcar um momento no tempo e no espaço, e questionar noções de autonomia e resistência. Uma arquitetura de corpos firme e porosa, que interrompe fluxos, desloca identidades e fricciona fronteiras.

O nome – barricada – refere-se às táticas populares de insurreição que surgiram no século XVI, estruturas únicas e improvisadas que são construídas como um movimento de confronto, mas também funcionam como um espaço de proteção para uma determinada comunidade. As barricadas são estruturas essencialmente coletivas, feitas de aglomeração improvisada de qualquer material, que deixam suas funcionalidades para formar um organismo único e plural.

Fio Condutor  

Tales Frey e Julia Zuccon

03 de junho 17h00 (50 min) Pátio da Adelina/Foyer do auditório

04 de junho 16h30 (50 min) Pátio da Adelina/Foyer do auditório

Classificação Etária: Maiores de 12

Fio Condutor é uma performance do artista Tales Frey, que se desenrola ao som de um metrónomo analógico numa série de movimentações fluídas entre dois performers vestidos com um mesmo indumento, o qual propicia construções corpóreas híbridas, integrando os seus corpos no espaço.

Nesta ação, vemos reflexões já evocadas em desenhos processuais do artista, em objetos têxteis e escultóricos, para além de trabalhos performáticos por ele realizados anteriormente, havendo um fio condutor ininterrupto que inclui várias construções visuais que apresentam corpos híbridos numa perspetiva queer, cujas expressões se fundem entre a dança, a escultura e o vestuário.

Fio Condutor traz qualidades díspares resolvidas de modo contíguo: distanciamento e aproximação, tempo efémero e tempo duradouro, liberdade e aprisionamento, movimento e estaticidade.

Tales Frey é artista transdisciplinar representado pela Galeria Verve (São Paulo) e Shame Gallery (Bruxelas). As suas criações foram apresentadas no The Kitchen e Judson Memorial Church (EUA), Musée des Abattoirs (França), Museo d’Arte Contemporanea di Roma (Itália), Centro Municipal de Arte Helio Oiticica (Brasil), Akureyri Art Museum (Islândia), TSB Bank Wallace Arts Centre (Nova Zelândia), MIS São Paulo (Brasil), Galeria Labirynt (Polónia), Defibrillator Gallery (EUA). Criação: Tales Frey / Performance: Tales Frey e Julia Zuccon

As famílias e sobretudo os mais novos não sairão desapontados pelas presenças de:

Gnoma

Pea Green Boat         

Teatro de Marionetas         

03 de junho 12h15      45´       Bosque das Faias      

03 de junho 15h00      45´       Bosque das Faias      

04 de junho 12h15      45´       Bosque das Faias      

04 de junho 15h00      45´       Bosque das Faias

Gwendolyn, o gnomo, e Matilda, o pássaro, são duas amigas. Decidem construir uma casa para viverem. Mas partilhar uma casa não é fácil. Matilda irrita-se com a sua vizinha intolerante e Gwendolyn não aceita a natureza brincalhona do pássaro. Gnoma é um espetáculo de marionetas sobre o desafio da amizade e da tolerância, e sobre as novas estruturas familiares. O cenário e as marionetas são feitos com materiais orgânicos naturais.

Pea Green Boat é uma companhia de teatro de marionetas nascida em Barcelona em 2009, da união de duas paixões: o teatro de marionetas e os livros ilustrados. Criando e produz espetáculos dirigidos ao público familiar, para que as suas peças não se limitem ao palco, transformam-nas em publicações.

Publicado em dois países, Espanha e França, Gnoma recebeu o prémio francês “Prix Petit Angle”, em 2019, e foi apresentado em diferentes festivais.

El Gran Final 

Bucraá Circus

Circo contemporâneo  

03 de junho    11h00   (60min) Bétulas (Palco A)

03 de junho    17h30   (60min) Bétulas (Palco A)               

04 de junho    11h00   (60min) Bétulas (Palco A)   

04 de junho    17h00   (60min) Bétulas (Palco A)     

El Gran Final é uma tragicomédia que baseia a sua essência no reencontro de dois palhaços, separados há muitos anos na sequência da eclosão de uma guerra civil. Esta guerra interrompeu-lhes o último espetáculo, mesmo no grande ato final, obrigando-os a seguir caminhos separados e a não ter contacto um com o outro. Agora, mais de 30 anos depois, infinitos passos, uma luta diária e constante pela sobrevivência e um corpo envelhecido, reencontram-se e decidem terminar o seu grande final. Uma homenagem a um dos ofícios mais bonitos e generosos do mundo: o ofício de ser palhaço. Sentir para criar um diálogo com o espectador desde as emoções, quando falham as palavras. Um imaginário coletivo de palhaços de todos os tempos que nos deixaram na memória. Um espetáculo onde se cria um diálogo com os espectadores a partir das emoções, onde não há palavras, apenas um imaginário coletivo que os palhaços de todos os tempos deixaram nas nossas memórias.

Bucraá Circus é uma companhia de Clown e teatro gestual criada em 2018, ano em que estreou El Gran Final, em coprodução com o Festival Internacional de Clown de Cornellá. A companhia é dirigida pelo ator Fernando Villella (Fer Catastrofer).

Drum Circle

Ritmos

Música

03 de junho 12h00 (60min) Bétulas (Relvado)       

03 de junho 19h00 (60min) Bétulas (Relvado)       

04 de junho 12h00 (60min) Bétulas (Relvado)       

04 de junho 19h30 (60min) Bétulas (Relvado)

O Drum Circle é uma experiência coletiva de ritmo e construção musical. Um evento único onde, através de tambores e outras percussões dispostas em círculo, se cria o ambiente perfeito para que a música surja de forma espontânea. Através de simples desafios, os participantes são conduzidos a descobrir progressivamente o seu ritmo interno e a expressá-lo musicalmente.

O ritmo é uma linguagem universal que ignora títulos, géneros, idades, etnias e qualquer tipo de hierarquia. Dentro de um Drum Circle todos os participantes desempenham um papel essencial na descoberta da identidade musical do grupo. Para participar não é necessário qualquer conhecimento musical. Aliás, a qualidade da música criada não depende da capacidade instrumental de cada um, mas da qualidade da ligação criada entre todos. Talvez seja por isso que cada Drum Circle seja a prova de que a música sabe muito melhor quando é criada e partilhada em grupo. Juntos vamos parar o tempo e sentir a conexão, paixão e alegria de fazer parte de algo maior.

Hugo Wittmann – percussão, facilitação / Dinis Coelho – percussão

Rádio Corpo

Baileia

Oficina

03 de junho    09h00 (10h – 19h00)   Parque (recolha de sons)   

04 de junho    06h00 (10h – 15h00)   Parque (recolha de sons)   

04 de junho    15h00   (02h30) Biblioteca da casa (edição)          

04 de junho    18h00   (30 min) Janela da biblioteca (apresentação)

A Rádio Corpo – Serralves em Festa nasce com o desejo de incluir adultos e crianças na elaboração e criação de um episódio de rádio que se forma como um puzzle de áudios, conversas, reflexões, músicas, sons que vão sendo coletados durante o evento. O resultado é um documento poético-sonoro, uma criação coletiva que a mão, a voz e sons de todos se fazem sentir. Uma rádio que tem na sua essência um caráter performativo, desde os encontros, às composições, as documentações… Como quem coleta tesouros num passeio e os guarda numa caixinha, que poderá ser revisitada e transformada sempre que desejar.

Baileia é um núcleo de investigação e práticas artísticas dedicado às infâncias e suas singularidades plurais. É composto pelos artistas-educadores Clara Bevilaqua e Gui Calegari, com o objetivo de criar acontecimentos mediados pela arte num acesso horizontal, com convites que se estendem a pessoas de muitas idades, desafiando-as a cocriarem as próprias experiências. Através do cruzamento de linguagens entre a dança, a música, o teatro e as artes manuais, a Baileia tem construído o seu caminho em colaboração com diferentes pessoas, espaços e estruturas artísticas.

O que faz uma festa?

Oficina Fritta

Oficina

03 de junho 09h00 (10h-19h00) Sala de Serviço Educativo         

04 de junho 09h00 (10h-19h00) Sala de Serviço Educativo             

Neste fim de semana de celebrações, a Oficina Fritta ocupa uma sala do museu com uma oficina especial, onde se experimenta criar visuais com o retroprojetor para animar a pista de dança e fixar o movimento no papel com carimbos. Para que este evento funcione precisamos de quem pule, de quem passe música e de quem queira projetar imagens e cores num exercício de VJing analógico. Nesta oficina também “piruetam” questões: porque será que gostamos tanto de festas? Será por que o tempo para e podemos dançar? Vestir roupa especial? Saltar? Gritar? Talvez encontremos as respostas entre o chão da pista e a bola de espelho!

Oficina Fritta é um projeto de mediação artística e plástica, criado por Emma Andreetti e Monica Di Eugenio, que propõe questionar o sentido comum das coisas. Emma Andreetti é designer, ilustradora, mediadora e inventora de oficinas. Residente em Lisboa, já colaborou com o Museu Calouste Gulbenkian, Qual Albatroz, Espaço Azul e o Conselho Português para os Refugiados. Monica Di Eugenio é arquiteta, carpinteira e mediadora. Estudou Arquitetura e Urbanismo entre Roma, Buenos Aires e Lisboa, onde trabalha e colabora com o Colectivo Warehouse, Qual Albatroz e Espaço Azul.

Como chegar ao Serralves em Festa

Autocarro

Uma vez mais a STCP acompanha o Serralves em Festa do princípio ao fim e assegura ligações contínuas em autocarro, mesmo durante as madrugadas de sábado e domingo.

Oferta regular

Linha 201 – ligação de/para a Baixa e Casa da Música (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRV3 e SRV4 | oferta entre as 6h00 e as 21h00

Linha 203 – ligação de/para Marquês, Casa da Música (parque Saba) e Castelo do Queijo (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2 | oferta entre as 6h00 e as 21h00

Linha 207 – ligação de/para Campanhã, Baixa, Campo Alegre (parque Saba) | paragens perto de Serralves SRVM5 e AALB | oferta entre as 6h00 e as 21h00

Linha 502 – ligação de/para a Baixa, Casa da Música (parque Saba), Castelo do Queijo (parque Saba) e Matosinhos | paragens perto de Serralves SRV3 e SRV4 | oferta entre as 6h00 e a 0h30

Linha 504 – ligação de /para Casa da Música (parque Saba) e Norteshopping | paragens perto de Serralves BPTL1 e JRC3 | oferta entre as 6h00 e a 0h30

Oferta especial

Em período diurno (das 9h00 às 21h00), ligação de/para Casa da Música (parque Saba), articulando os horários com os da linha 203 | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2

Em período noturno e madrugada (das 21h00 às 6h00), ligação de/para Casa da Música (parque Saba) e Baixa, para ligação com a rede da madrugada | paragens perto de Serralves SRV1 e SRV2

O parque de estacionamento que será servido pela oferta da STCP 24h será o da Casa da Música, devendo ser o escolhido por quem pretende usufruir dos eventos noturnos.

Metro do Porto

Com destino à Casa da Música utilize as linhas: (A) Azul; (B) Vermelha; (C) Verde; (D) Amarela (transbordo na Estação da Trindade); (E) Violeta e (F) Laranja. Das 06h00 às 01h30.

Comboios Urbanos do Porto

Linhas de Braga, Guimarães, Aveiro e Caíde, com destino à Estação de Campanhã e posterior utilização das linhas de Metro (indicações acima).

Comboios Longo-curso e Regional

Alfa Pendular e Intercidades (Linha do Norte), Inter-Regionais e Regionais (Linhas do Minho e do Douro com destino à Estação de Campanhã e posterior utilização das linhas de Metro (indicações acima).

Condições especiais para grupos.

Contacto para reservas – CP Longo Curso e Regional

A compra do bilhete deve ser feita antecipadamente de forma a usufruir de descontos nos serviços Alfa pendular e Intercidades com destino às estações de Porto Campanhã ou Vila Nova de Gaia, mediante a apresentação do comprovativo de Serralves:

— 25% Desconto na Classe Conforto/1ª Classe

— 20% Desconto na Classe Turística/2ª Classe

Desconto aplicável para o período compreendido entre os 5 dias anteriores e os 5 dias posteriores.

Caso o passageiro não possua o seu bilhete de Serralves no ato de aquisição do título de transporte, poderá igualmente usufruir destas condições. Para o efeito deverá comunicar que pretende viajar ao abrigo de acordo de cooperação entre a Fundação de Serralves e a CP e apresentar o bilhete de Serralves na viagem de regresso. Se não o apresentar no seu regresso, será considerado cliente sem título de transporte válido. Deverá levantar o seu comprovativo na receção de Serralves para este efeito.

Estacionamento:

Os Parques de Estacionamento SABA do Castelo do Queijo e da Casa da Música serão gratuitos para o público do Serralves em Festa nos dias 2, 3 e 4 de junho. Deverá levantar o seu comprovativo na receção de Serralves para apresentação à saída.

O Parque de Estacionamento do Castelo do Queijo faz ligação com os Autocarros: – Linha 203 Marquês – Castelo do Queijo e Linha 502 Bolhão – Matosinhos Mercado

O Parque de Estacionamento da Casa da Música faz ligação com os Autocarros: – Linha 201 Aliados – Viso, Linha 203 Marquês – Castelo do Queijo e Linha 502 Bolhão – Matosinhos Mercado e Linha 504 Boavista – Norteshopping.

Sobre o patrocinador: SUPER BOCK

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São Paulo: Especialista português, Pedro Ramos volta a assumir papel de destaque na edição 2026 do Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (CONARH)

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O especialista português Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Portugal e presidente da Sociedade da Excelência Luso-Brasileira (SELB), voltará a assumir um papel de relevo na edição de 2026 do Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (CONARH), o maior congresso de Gestão de Pessoas em língua portuguesa e o segundo maior do mundo, que decorrerá entre os dias 18 e 20 de agosto, na “Expo São Paulo”, no Brasil, reunindo mais de 75 mil participantes oriundos de vários países.

Reconhecido internacionalmente pelo trabalho desenvolvido na área da Liderança e da Gestão de Pessoas, Pedro Ramos manter-se-á como membro do Comité Temático do CONARH e do Conselho Estratégico Empresarial da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), organismos responsáveis pela definição das linhas estratégicas, conteúdos científicos e programação daquele que é considerado “um dos principais encontros mundiais dedicados ao desenvolvimento do capital humano”.

Além destas funções estratégicas, este profissional, com experiência a atuação no mundo lusófono, terá também a responsabilidade de moderar uma das Sessões Magnas mais relevantes da edição de 2026. Sob o tema “Cases Orientais de Sucesso: Insights para Empresas Brasileiras”, a sessão será conduzida em conjunto com Carla Caracol, Head of Engineering & Construction Human Resources do Grupo Proman, contando com a participação de dois especialistas de referência internacional: Ranjan Kumar Mohapatra, fundador e CEO da Hridayse Consulting, na Índia, e Mohamed Isa, keynote speaker e especialista em liderança da Peak Leadership, no Bahrain.

O painel procurará analisar modelos de liderança, inovação organizacional e gestão empresarial desenvolvidos em economias asiáticas e do Médio Oriente, promovendo a “partilha de experiências e boas práticas suscetíveis de serem adaptadas ao contexto empresarial brasileiro”, num momento em que a internacionalização, a transformação digital e a valorização das pessoas “assumem crescente importância nas estratégias das organizações”.

Realizado anualmente pela ABRH Brasil, o CONARH constitui hoje “uma das maiores plataformas internacionais de debate sobre Gestão de Pessoas”, reunindo líderes empresariais, gestores, académicos, investigadores e profissionais de recursos humanos num programa que integra centenas de conferências, sessões magnas, painéis temáticos, workshops, espaços de networking e apresentações de casos de sucesso nacionais e internacionais.

A edição de 2026 decorrerá sob o tema “Brasil Global”, refletindo a crescente internacionalização das organizações brasileiras e a importância da cooperação entre diferentes culturas e modelos de gestão.

Em declarações à Agência Incomparáveis, Pedro Ramos abordou a sua participação e destacou o “privilégio” de continuar a integrar a organização daquele que considera um “espaço privilegiado” para antecipar tendências e refletir sobre o futuro da liderança e da gestão humanizada.

“É sempre uma enorme honra contribuir para este espaço de partilha, reflexão e construção do futuro da gestão humanizada. Um privilégio estarmos à frente do tempo, o tempo de construir a Gestão de Pessoas e Liderança que marcará o futuro próximo das empresas, organizações, sociedades e do mundo”, enfatizou Ramos.

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Portugal: Abertas inscrições para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos”

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As candidaturas para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos” já estão abertas. Depois de produzir 79 propostas de políticas públicas na última edição, as “Comissões de Cidadãos” regressam para uma terceira edição e abrem candidaturas até 13 de setembro, através do seguinte link: https://tinyurl.com/comissoescidadaos

Durante uma sessão legislativa, 230 Deputados-Cidadãos, selecionados entre os candidatos, irão integrar uma das 14 Comissões de Cidadãos, inspiradas nas comissões parlamentares permanentes da Assembleia da República portuguesa (AR). A iniciativa reúne cidadãos independentes, sem filiação partidária, que, ao longo do mandato, “analisam desafios concretos do país, ouvem especialistas, promovem o debate e desenvolvem propostas de políticas públicas”.

Segundo apurámos, “após um período de consulta pública, as propostas são discutidas e votadas em Plenário de Cidadãos na Assembleia da República portuguesa. As propostas aprovadas são posteriormente apresentadas às respetivas Comissões Parlamentares, ao Governo e a outras entidades relevantes, contribuindo para aproximar os cidadãos dos processos de decisão política”.

Bárbara Pais, presidente da terceira edição das Comissões de Cidadãos salienta que “as primeiras edições das comissões de cidadãos foram fundamentais para consolidar o relacionamento com os órgãos de soberania, a quem apresentamos anualmente um conjunto de propostas pertinentes e tecnicamente robustas”.

“Procuramos cidadãos de todas as gerações e áreas de conhecimento, que se dediquem a pensar, debater e propor soluções para o país. Porque uma democracia forte necessita de cidadãos informados e motivados a contribuir para a mudança, uma proposta de cada vez”, disse Bárbara Pais.

A iniciativa chega à sua terceira edição depois de, em 2025, ter recebido cerca de mil candidaturas para a seleção dos 230 Deputados-Cidadãos da segunda edição. Ao longo desse mandato, as 14 Comissões desenvolveram 79 propostas, resultado de um processo de investigação, debate, auscultação de especialistas e participação dos cidadãos.

Entre as propostas desenvolvidas na segunda edição encontram-se, por exemplo, uma recomendação à Assembleia da República portuguesa para o reforço da literacia em Inteligência Artificial entre os jovens; propostas para uma maior transparência e utilização do património imobiliário do Estado como instrumento de política pública; e reforço da proteção das vítimas de crime. Foram também desenvolvidas propostas em áreas como a valorização da fileira da lã e a sua transformação sustentável, a regulação da publicidade a bebidas alcoólicas e jogos e apostas online e o direito à dispensa da impressão de faturas, recibos e outros documentos. A flexibilização do voto para a diáspora portuguesa e portugueses residentes em território nacional, bem como uma atualização nas políticas de estágio no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e a economia azul foram outros dos temas tratados.

Segundo os seus organizadores, nesta nova edição, as Comissões de Cidadãos irão “reforçar a sua presença no território nacional”. Embora os trabalhos das Comissões decorram maioritariamente online, está prevista a realização de três eventos presenciais ao longo da sessão legislativa, realizados em diferentes regiões do país e o Plenário Final na Assembleia da República portuguesa, em Lisboa.

Desde a sua criação, a iniciativa já reuniu participantes entre os 16 e os 74 anos, provenientes de todo o território nacional e também da diáspora portuguesa.

“A diversidade de idades, percursos e representatividade geográfica tem sido uma das características distintivas do projeto, que procura garantir uma participação plural, independente e representativa da sociedade portuguesa”, mencionaram os responsáveis pelo projeto.

“As candidaturas estão abertas. Participar também é fazer política. Qualquer cidadão português que queira contribuir para o debate e para a construção de soluções para o país pode candidatar-se a uma das 14 Comissões de Cidadãos. As candidaturas decorrem de 6 de agosto a 13 de setembro”, sublinharam esses mesmos responsáveis.

Para saber mais sobre o projeto e conhecer as 14 Comissões, consulte o seguinte link: www.os230.pt

Nas redes sociais, também é possível ter mais informações:

LinkedIn: Comissões de Cidadãos

Instagram: comissoescidadaos.pt

As candidaturas podem ser submetidas em: https://tinyurl.com/comissoescidadaos

Sobre as Comissões de Cidadãos

Recorde-se que as Comissões de Cidadãos são uma iniciativa da “Associação Os 230” que “promove a participação ativa dos cidadãos na democracia”.

Em cada edição, são selecionados 230 cidadãos independentes, sem filiação partidária, para integrar 14 Comissões, organizadas de forma semelhante às comissões parlamentares.

Durante uma sessão legislativa, os Deputados-Cidadãos “investigam, debatem, ouvem especialistas e desenvolvem propostas de políticas públicas que, após consulta pública e aprovação em Plenário de Cidadãos, são apresentadas aos Órgãos de Soberania”.

A iniciativa procura “aproximar os cidadãos da decisão pública e contribuir para uma democracia mais participativa, inclusiva e representativa”.

Ígor Lopes

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Covilhã: Feira de São Tiago encerra edição de 2026 reforçando o seu “impacto económico e cultural” na região da Beira Interior

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A 615.ª Feira de São Tiago, correspondente à 613.ª edição realizada, decorreu entre os dias 16 e 26 de julho, no Complexo Desportivo da Covilhã, reunindo mais de 200 expositores, dezenas de espaços de restauração, empresas, associações, produtores locais, artesãos, comerciantes, entidades públicas e privadas, bem como um vasto programa de animação cultural e musical que voltou a afirmar o certame como “um dos maiores eventos anuais da região portuguesa da Beira Interior”.

Com origens que remontam a 1411, a Feira de São Tiago constitui “um dos mais antigos certames populares portugueses ainda em atividade”. Ao longo de mais de seis séculos, o evento evoluiu de uma feira tradicional de comércio agrícola e pecuário para uma grande mostra económica, empresarial, cultural e turística, assumindo atualmente “um papel determinante na promoção da Covilhã e de toda a Beira Interior”.

A edição de 2026 ficou marcada por várias alterações estruturais implementadas pelo Município da Covilhã, organizador do certame em parceria com a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), contando ainda com o apoio do Turismo de Portugal, através do programa “Portugal Events”.

Entre as principais novidades destacou-se a redução da duração da feira de 16 para 11 dias, decisão tomada após auscultação de expositores, associações e juntas de freguesia, permitindo conciliar o certame com outras iniciativas realizadas nas freguesias do concelho e responder às dificuldades de disponibilidade de recursos humanos manifestadas por muitas empresas participantes.

A reorganização do recinto constituiu igualmente uma das maiores mudanças desta edição. A área da restauração foi ampliada e transferida para um novo espaço, proporcionando “melhores condições ao público e aos operadores”. Paralelamente, o stand institucional passou para uma localização mais central, “melhorando a circulação dentro do recinto”.

A aposta na sustentabilidade traduziu-se também na introdução de copos reutilizáveis, medida que permitiu “reduzir significativamente” a utilização de plástico descartável durante o evento.

Outra novidade passou pela implementação da bilhética digital, permitindo adquirir antecipadamente os ingressos através do site oficial da feira, solução que “facilitou o controlo das entradas e reduziu significativamente as filas de acesso ao recinto”.

Além do tradicional palco principal, a edição deste ano voltou a integrar o Palco Secundário, dedicado sobretudo a artistas e bandas da região, e o Palco Tradições, reservado a ranchos folclóricos, grupos de bombos, cantares populares e associações culturais locais.

No plano empresarial, a edição contou com 203 expositores, distribuídos por diferentes áreas de atividade. Destes, 57 empresas ocuparam 78 stands empresariais, resultado da parceria estabelecida entre o Município da Covilhã e a AECBP, demonstrando a crescente importância económica do certame enquanto plataforma de promoção empresarial e de geração de oportunidades de negócio.

De igual modo, a restauração voltou a assumir forte protagonismo, com 62 espaços gastronómicos, aos quais se juntaram produtores agrícolas, comerciantes, expositores de produtos regionais, instituições, associações, espaços dedicados ao artesanato e os tradicionais divertimentos, compondo uma oferta bastante diversificada para os milhares de visitantes que passaram pelo recinto.

A programação musical procurou responder a diferentes públicos e gerações, reunindo alguns dos principais nomes da música portuguesa. Pelo palco principal passaram Quim Barreiros, Diogo Piçarra, João Gil, Sara Correia, Plutónio, Vizinhos, Bárbara Bandeira, Pedro Abrunhosa, Inês Vasconcellos e Rita Guerra, esta última acompanhada pela Filarmónica Recreativa Carvalhense.

A animação foi complementada diariamente por atuações de artistas locais, grupos folclóricos, bombos, música tradicional, animação de rua e diversas atividades dirigidas às famílias.

Organização e participantes destacam “impacto económico, cultural e social do evento”

No balanço da edição de 2026, o vereador com o pelouro dos Eventos da Câmara Municipal da Covilhã, Luís Marques, considerou que a Feira de São Tiago voltou a afirmar-se como “um dos maiores acontecimentos da região”, destacando o impacto económico, cultural e social do certame.

Em declarações à imprensa local, o vereador mostrou-se “satisfeito” com os resultados alcançados, defendendo que o evento continua a crescer de forma “sustentada”.

“Estou muito satisfeito. Acho que fizemos um evento que nos pode deixar orgulhosos. A nossa Feira de São Tiago continua a ser um evento marcante na nossa região e acho que este ano foi mais uma edição de sucesso”, frisou este responsável, que salientou também que a reorganização da área da restauração e dos bares “correspondeu às expectativas da organização, permitindo melhorar a circulação do público e conferir uma nova imagem ao recinto”.

“Nos primeiros dias não tão conhecida porque as pessoas não estavam habituadas ao local, mas penso que nos últimos dias viu-se que foi uma aposta bem conseguida e que dá também uma nova imagem à nossa Feira de São Tiago”, observou Luís Marques, que revelou ainda que o interesse pelo certame aumentou este ano, obrigando a organização a deixar algumas empresas e associações de fora por inexistência de espaço disponível.

“Este ano já deixámos algumas pessoas de fora, algumas empresas de fora, algumas associações de fora, por falta de espaços. Vamos tentar criar mais espaços para que mais gente venha, para que mais associações venham e também possamos trazer artesanato, decoração, tudo aquilo que possa dar mais brilho a esta Feira”, explicou.

Embora a meta dos 100 mil visitantes não tenha sido atingida, devido à redução do número de dias do evento, o vereador considerou que o balanço global foi claramente positivo, anunciando que a preparação da edição de 2027 arrancaria imediatamente.

“Precisamos começar já na próxima semana a trabalhar para a Feira de São Tiago de 2027”, revelou.

Também presente no certame, a empresária, presidente da Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco, e cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, Sofia Lourenço, considerou que a Feira de São Tiago demonstra a capacidade organizativa do Interior do país e assume um papel relevante na valorização da região, contrariando a ideia de que apenas os grandes centros urbanos conseguem acolher eventos de grande dimensão.

Na sua perspetiva, o certame tem vindo a afirmar-se pela qualidade da programação cultural, gastronómica e musical, funcionando também como espaço privilegiado de encontro entre diferentes comunidades e culturas.

“Esse tipo de evento na nossa região e, principalmente, no Interior de Portugal, só dignifica e só mostra as capacidades que o interior tem, muito pelo contrário do que as pessoas dizem de que os grandes eventos acontecem nas grandes cidades”, declarou.

“A Feira de São Tiago, nos últimos anos, tem mostrado uma qualidade a nível da gastronomia, da parte cultural, da parte musical, principalmente”, acrescentou.

Sofia destacou ainda a dimensão multicultural da feira, realçando que a presença de diferentes gastronomias lusófonas contribui para reforçar os laços entre comunidades.

“No campo da lusofonia, que é o que me cabe, este evento estreita laços, une várias culturas, mesmo porque, na Feira de São Tiago, conseguimos perceber que havia stands com a alimentação brasileira, angolana, e isso significa que há uma miscigenação natural e que toda a gente pode mostrar o que tem de melhor em cada cultura”, frisou.

Por sua vez, Lara Pires, especialista em Planeamento e Propriedade Intelectual, destacou a diversidade da oferta gastronómica disponível nesta edição, considerando que o reforço da presença de produtores locais constituiu uma das principais mais-valias do certame. Na sua opinião, a feira representa uma oportunidade para aproximar consumidores e produtores.

“A feira neste ano tinha muito mais opções de alimentação e opções variadas. Sobre alimentação pude perceber também maior participação de produtores locais e de produtos agrícolas e também produção de ovos. A feira é uma oportunidade excelente para conhecer essas pessoas e começar a comprar direto do produtor”, referiu Lara Pires, que elogiou ainda a programação cultural paralela, destacando a aposta da organização nos artistas regionais e nas manifestações tradicionais.

“Gostei muito da seleção de artistas que se apresentaram no palco secundário e das apresentações folclóricas”, assinalou.

Também Cristina Cravino, professora residente na Covilhã, destacou a evolução qualitativa da edição deste ano, considerando que o reforço da oferta de restauração e a diversidade dos espaços contribuíram para tornar o certame “mais atrativo”.

“Gostei muito da edição deste ano da Feira de São Tiago. Havia mais oferta e mais qualidade nos bares e na restauração, o que trouxe mais animação e diversidade à feira. Visitei todos os stands e tive ainda o gosto de estar no stand da escola onde leciono, a receber e a acolher quem por ali passava, foi uma experiência muito gratificante!”, vincou. Na visão desta docente, a Feira continua a desempenhar um papel importante na dinamização da economia local e na promoção do trabalho desenvolvido por comerciantes, instituições e associações.

“Na minha opinião, a feira é excelente para os comerciantes e para todos os que participam, dando-lhes visibilidade e retorno”, salientou Cristina Cravino, que destacou ainda o concerto dos “Vizinhos” como um dos momentos mais marcantes da programação musical e considerou que o certame representa um importante símbolo da identidade local.

“Para mim, a Feira de São Tiago é muito mais do que um evento: mostra o que temos na nossa região e é um verdadeiro ponto de encontro de covilhanenses, um momento de identidade que renova todos os anos o nosso orgulho”, acrescentou.

Também Maria Tereza Fazendeiro, educadora de infância residente e atuante na Covilhã, considerou que a reorganização do recinto constituiu uma das principais melhorias da edição de 2026.

“Acho que a Feira de São Tiago esteve bem conseguida este ano. Um dos aspetos mais positivos foi a concentração dos restaurantes na mesma zona, o que tornou o espaço mais organizado e agradável para quem visita. Penso apenas que teria sido ainda melhor se todos os restaurantes estivessem integrados nesse espaço”, observou esta educadora de infância, que sublinhou que o certame continua a assumir um papel relevante na promoção da região e na valorização dos agentes económicos locais.

“No geral, continua a ser um evento muito importante para a Covilhã e para toda a região, porque dinamiza a economia local, promove os produtores e comerciantes e é um ponto de encontro de famílias e amigos, mantendo viva uma tradição que faz parte da identidade da Beira Interior. Ninguém resiste a uma fartura com Sumol de ananás”, referiu.

Já o empresário António Carlos, que atua no ramo imobiliário, realçou a importância da Feira de São Tiago enquanto plataforma de promoção para empresas e profissionais da região, considerando que a presença no certame contribui para reforçar a notoriedade dos negócios e gerar novas oportunidades.

“É bom estarmos presentes, é bom sermos reconhecidos e nós, para sermos reconhecidos, temos de ser bons profissionais e é isto que tem acontecido mensalmente, anualmente, ano após ano, essa conquista e esse reconhecimento é brutal”, sustentou o empresário, que avaliou que a visibilidade proporcionada pelo evento ultrapassa a dimensão local, permitindo estabelecer contactos com investidores nacionais e estrangeiros e contribuir para o desenvolvimento económico da Beira Interior.

“Há muitos países que vêm diretamente ter comigo, já, com a minha equipa, para nós fazermos a venda do imóvel deles, para comprar um imóvel, para o desenvolvimento turístico, e grandes projetos que estão a ser criados na região. As pessoas têm recorrido a mim para lhes dar mais alguma informação e para que seja algo de útil para o desenvolvimento deles”, revelou.

Por sua vez, a empresária Ana Antunes reconheceu a importância da Feira de São Tiago enquanto espaço de contacto com o público, mas considerou que, diante das experiências anteriores, identificou que “persistiram algumas fragilidades ao nível da organização do evento”.

“Participar na Feira de São Tiago foi uma experiência importante e uma oportunidade de estar em contacto com tantas pessoas. No entanto, percebi alguma desorganização, falta de planeamento, de informação e de apoio aos participantes, o que acabou por prejudicar quem investiu tempo, dedicação e recursos para estar presente. Fica a esperança de que, nas próximas edições, a organização possa rever alguns pontos e aprenda com os erros e proporcione uma experiência mais digna para expositores e visitantes”, concluiu.

“Ainda com o coração cheio! Obrigado, Covilhã! A Feira de São Tiago 2026 foi, sem dúvida, memorável. Este mar de gente reflete a força da nossa comunidade e a paixão pelas nossas tradições. Um agradecimento especial a todos os que tornaram esta edição possível: visitantes, parceiros e equipas. O vosso contributo foi inestimável. Bem-haja! Despedimo-nos com os olhos postos no futuro. O trabalho para a próxima edição já começou. A Feira de São Tiago regressa em 2027!”, mencionou a organização do evento nas redes sociais.

Uma das mais antigas da Península Ibérica, a Feira de São Tiago decorreu na Covilhã, Região Centro de Portugal, de 16 e 26 de julho de 2026.

Ígor Lopes

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