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Barcelos: Exposição “Cruzes”, de Martinho Dias, na Galeria Municipal de Arte

Inserida na programação da Festa das Cruzes

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“Cruzes”, de Martinho Dias, é o tema da exposição que abre no próximo sábado, 22 de abril, às 16h30, na Galeria Municipal de Arte. A iniciativa está inserida na programação cultural da Festa das Cruzes, que, de resto, serviu de inspiração para esta mostra que apresentará Cruzes um conjunto de obras recentes deste consagrado artista. Martinho Dias, cujas narrativas se inspiram e ampliam a partir de alguns dos aspetos da sua cultura.

A exposição, que vai estar patente até 17 de junho, poderá ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 18h00.

Sobre o autor                                                                                    

Martinho Dias foi professor de Artes Visuais até 2009, ano em que passou a dedicar-se inteiramente à atividade artística. Ilustrou diversos livros de literatura infanto-juvenil tendo participado, em 2003, na Bienal de Ilustração de Bratislava. O seu trabalho integra diversas coleções e tem sido mostrado regularmente em Portugal e no estrangeiro, em exposições individuais e coletivas, bienais, simpósios e feiras de arte. Em 1999, é um dos representantes de Portugal no concurso “The Winsor & Newton Worldwide Millennium Painting Competition”, com exposição em Londres, Estocolmo e Nova Iorque. Entre 2003 e 2005, realiza a obra fotográfca “Two Parts Invention”, em parceria com o artista e compositor alemão, Peter Ablinger, que viria a ser mostrada pela primeira vez em 2008, na exposição “arte x arte – Bogotá08”, Colômbia. Em 2005, participa em “Imagens Projectadas # instalações sonoras”, Lisboa, numa organização do escritor e crítico musical Rui Paes.

Dos seus projetos “Pinturas Escritas” e, mais tarde, “Pangea”, contou com a participação de, entre outros, António Victorino D’Almeida, Eurico Carrapatoso, Amélia Muge, Kepa Junkera, Bruce Gertz, Robert Rich, Gianluigi Trovesi, o artista e performer italiano Alzek Misheff, para além de Peter Ablinger e Pauline Oliveros.

Em 2006, Martinho Dias faz a sua primeira exposição individual no Brasil-Salvador, na Galeria Cañizares. Em 2007 vence (ex-áqueo) o 1º Prémio “Corpo em Expressão”, pelo Espaço Servartes, Porto e participa na ArtMADRID, pela Galeria António Prates. Em 2011, participa na ART PARIS, Grand Palais, pela Saatchi Art.

Em 2012, recebe, do Município da Trofa, a “Medalha de Mérito Cultural” e é convidado a representar Portugal no “10º Simpósio Artístico Internacional”, em Saarbrücken, na Alemanha. Ainda no mesmo ano, o curador Chenoa Solis destaca o seu trabalho na rubrica semanal da Saatchi Art Gallery, de Londres. Entre 2013 e 2017, participa como convidado na bienal internacional “Isola dei Colori”, Sardenha – Itália. Em 2014, a sua primeira obra em vídeo, PANGEA, (50’) estreia-se na bienal SCHOK’2014, na Holanda, a convite do seu diretor, Jaap Borgers. No ano seguinte é convidado pela Artkate Galerie, Berlim, a participar na exposição ATTITUDES.

A propósito da exposição individual “Martinho Dias: 005015”, no Museu Municipal de Espinho, 2015, é convidado pelo escritor Valter Hugo Mãe para o seu programa na Porto Canal. É convidado para a rubrica “Inside the Studio”, da Saatchi Art, Londres, e participa na “ART MARKET: BUDAPEST”, pela Léna and Roselly Gallery, Hungria. No mesmo ano, a Galeria MAC, Lisboa, atribui-lhe os prémios “MAC’2015 Hilário Teixeira Lopes”, e em 2018, o “Prémio MAC’ 2018 Prestígio”. Em 2016, a revista BER – Blue Earth Review, Minnesota State University, EUA, publica um conjunto de trabalhos seus. Nesse mesmo ano, o Município de VN Famalicão convida Martinho Dias para o projeto “Artista no Município” que culminou com a exposição “A Corja”, na Casa das Artes. Em 2017, expõe “aeroPORTO”, no Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto. Em 2018, participa na exposição “Amadeo”, comemorativa do centenário da morte de Amadeo de Souza-Cardoso, no Museu Municipal de Espinho. Em 2020, mostra a exposição “Penas”, no Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha. No mesmo ano, Martinho Dias é convidado por Stella Jurgen para o seu programa televisivo “Stella’s Studio”, na Camões TV, Toronto, e é entrevistado pela Revista RUA, “Martinho Dias – a arte como motivo de prazer”. É ainda convidado a intervir na bienal SCHOK’2020, na Holanda e a integrar a residência artística “Maison de l’ Artiste” – Piazza Armerina, Itália. Ambas as atividades acabariam por ser canceladas devido à COVID-19.

Imagem: CMB.

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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.

Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.

O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.

As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.

A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.

A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.

Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.

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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD

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O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.


A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.


A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.


Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.

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Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu

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A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.

A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.

A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.

De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.

Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia

A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.

Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.

A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.

Gastronomia como expressão da história comum

Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.

Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.

O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.

Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.

O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.

A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.

Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.

“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.

A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.

Agência Incomparáveis

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