Atualidade
Barcelos vai ter ensino do Futsal nas escolas do 1º Ciclo
“Bola na Escola” – Programa piloto inserido nas AEC
Os alunos das escolas do 1º Ciclo do concelho de Barcelos vão poder beneficiar do ensino de Futsal, cujas aulas vão ser lecionadas no tempo das AEC – Atividades de Enriquecimento Curricular. Para o efeito, foi assinado, no passado sábado, um protocolo entre a FPF – Federação Portuguesa de Futebol, a AFB – Associação de Futebol de Braga e a EMEC – Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos, E.M., que tem por objeto estabelecer os termos e condições da cooperação entre aquelas entidades, para implementação de um programa-piloto com vista à dinamização de um programa regular de Ensino do Futebol nas escolas do 1º Ciclo – Ensino Básico.
Assim, a FPF, a AFB e a EMEC estabeleceram as bases de colaboração para que, no âmbito do referido acordo, seja implementado um “projeto desportivo integrado no projeto educativo da escola”, capaz de “promover a atividade física”, num programa-piloto com vista à dinamização de um programa regular de ensino do futebol nas escolas do 1º ciclo designado “Bola na Escola”.
A cerimónia de assinatura do Protocolo, que decorreu antes do jogo de sub-19 Portugal – Chéquia, contou com a presença de Mariana Carvalho, vereadora da Câmara Municipal de Barcelos, José Alberto Ferreira, diretor da FPF, Manuel Machado, presidente da AF Braga, e Jorge Cruz, presidente da EMEC.
Mariana Carvalho, vereadora do pelouro da Educação da Câmara de Barcelos, garantiu que este projeto representa uma excelente oportunidade para as crianças do concelho: “Este protocolo vem dar resposta a uma carência existente. Trata-se de um projeto que representa uma excelente oportunidade de enriquecimento curricular, pelo que agradeço à EMEC pela recetividade que deu à nossa ideia, e não tenho dúvidas que será algo muito bem-recebido pelas próprias crianças”. Por sua vez, Manuel Machado, presidente da AF Braga, sublinhou a importância de incutir a paixão pelo desporto nas crianças, pois serão elas os jogadores e árbitros do futuro. “Penso que este programa tem tudo para dar um forte contributo à oferta escolar de Barcelos. Para nós, é importante incutir a prática desportiva nos mais jovens, pois é das crianças que nós poderemos retirar futuros jogadores, futuros árbitros, futuros dirigentes”, disse Manuel Machado. Já José Alberto Ferreira, diretor da Federação Portuguesa de Futebol, deixando agradecimentos ao Município de Barcelos, sublinhou também a importância da iniciativa, pois além de incutir hábitos de prática desportiva nos mais jovens, vai fomentar hábitos mais saudáveis nas crianças”. Jorge Cruz, presidente da EMEC, entidade que vai gerir este programa-piloto, garantiu que a instituição que dirige “vai conseguir colocar no terreno toda dinâmica para que esta iniciativa seja um sucesso”.

Protocolo do programa-piloto com vista à dinamização de um programa regular de Ensino do Futebol nas escolas do 1º Ciclo
Do articulado do protocolo de colaboração, assinado no passado sábado, sobressaem os seguintes objetivos: criar um projeto desportivo integrado no projeto educativo da escola; promover o conceito que a atividade física e o desporto são elementos fundamentais para um estilo de vida saudável, promovendo os valores positivos associados ao desporto; proporcionar aos jovens uma sólida e agradável introdução ao Futsal, contribuindo para a criação de hábitos de prática desportiva ao longo da vida.
As entidades envolvidas estabelecem como prioridade, no desenvolvimento das habilidades iniciais, proporcionar às crianças uma escolha centrada na diversão.
No que respeita às responsabilidades, à FPF e à AFB compete a definição dos conteúdos das unidades didáticas das aulas, elaborar dossiê das unidades didáticas de iniciação e aperfeiçoamento ao Futsal, disponibilizar kit básico com material pedagógico para as aulas, e proporcionar formação inicial ao professor responsável pelas atividades de enriquecimento curricular (AEC). Quanto à EMEC, compete-lhe definir os agrupamentos e escolas onde o projeto será implementado, integrar o programa no projeto educativo da escola, assegurar a realização de 30 aulas para cada turma durante o ano letivo, e disponibilizar um monitor de atividades de enriquecimento curricular (AEC) para lecionar as aulas.
Recorde-se que, já anteriormente, tinha sido assinado idêntico protocolo de colaboração entre a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos (EMEC) e a Federação de Andebol de Portugal /Associação de Andebol de Braga, cujo objetivo é a realização de um “Plano de Desenvolvimento do Andebol na área dos Agrupamentos de Escolas de Barcelos”.
Fotos: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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