Atualidade
Universidade do Minho atribui Prémio de Mérito Científico a António Salgado
É uma referência na área de medicina regenerativa do sistema nervoso. Distinção anual da Reitoria foi entregue pela primeira vez a um investigador de carreira pela sua atividade de excelência
A Universidade do Minho (UMinho) entregou, este sábado, na cerimónia do seu 49º aniversário, o Prémio de Mérito Científico 2023 a António Salgado, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina. A distinção é atribuída anualmente a investigadores da UMinho que se destaquem pela sua atividade de excelência.
“É sempre muito importante ter o reconhecimento da instituição para a qual trabalho. É grande a honra de fazer agora parte de uma lista de premiados onde encontramos dos melhores cientistas da UMinho, inclusive dois meus antigos orientadores”, disse António Salgado. Acrescentou que “sendo a primeira vez que este prémio é atribuído a alguém que está na carreira de investigador, acaba por ser testemunho da qualidade do trabalho que os investigadores realizam dentro da universidade”.
Bracarense de 45 anos, António Salgado é licenciado em Biologia Aplicada, doutorado em Ciência e Tecnologia de Materiais – Engenharia de Tecidos e Materiais Híbridos, e agregado em Ciências da Saúde. É investigador coordenador e vice-presidente para a Investigação na Escola de Medicina da UMinho, liderando a equipa temática ReNEU no ICVS. Centra a investigação no desenvolvimento de estratégias terapêuticas em medicina regenerativa do sistema nervoso central através da utilização do secretoma de células estaminais. É autor de mais de 145 artigos científicos, 20 capítulos de livros e duas patentes, tendo editado, também, um livro. Foi incluído no ranking de Stanford/Elsevier, que reúne o top 2% de cientistas a nível mundial. É também presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapias Celulares. Ao longo da carreira teve várias distinções, como o Prémio Gulbenkian Investigação na Fronteira das Ciências da Vida e o Prémio de Investigação Melo e Castro, atribuído pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Dezasseis cientistas distinguidos
O Prémio de Mérito Científico já foi atribuído a 16 investigadores da UMinho. Lançado em 2009, destacou, desde então, Nuno Peres (Escola de Ciências), Rui L. Reis (Escola de Engenharia, hoje no I3B’s), Carlos Mendes de Sousa (Instituto de Letras e Ciências Humanas), Odd Rune Straume (Escola de Economia e Gestão), Nuno Sousa (Escola de Medicina), Armando Machado (Escola de Psicologia), José António Teixeira (Escola de Engenharia), Moisés de Lemos Martins (Instituto de Ciências Sociais), Paulo Lourenço (Escola de Engenharia), José González-Méijome (Escola de Ciências), Leandro Almeida (Instituto da Educação), Patrícia Jerónimo (Escola de Direito), António Vicente (Escola de Ciências), Helena Machado (Instituto de Ciências Sociais), Fernando Alexandre (Escola de Economia e Gestão), além de António Salgado.
Foto: UM.
Açores
RTP reforça colaboração estratégica com o Youtube para o “desenvolvimento de talentos” em Portugal
A RTP (Rádio e Televisão de Portugal), operador de serviço público de media, e o YouTube estão a reforçar significativamente a sua relação estratégica. Com base num longo historial de cooperação bem-sucedida, as duas organizações estabeleceram um plano detalhado de colaboração para a RTP, concebido para promover a inovação digital, facilitar a descoberta de conteúdos de serviço público de elevada qualidade e capacitar a próxima geração de profissionais dos media em Portugal. Esta colaboração contribui também para o objetivo da RTP de combater a desinformação, facilitando o acesso do público a conteúdos rigorosos e de qualidade.
Este plano estratégico representa um passo proativo da RTP no sentido de aprofundar a sua parceria com o YouTube. Ao tirar o máximo partido das ferramentas disponibilizadas pela plataforma e das melhores práticas, a RTP reforçará a sua capacidade de estabelecer ligação com públicos mais jovens e orientados para o digital, através de quatro pilares fundamentais: desenvolvimento de novos talentos na área da informação, criação de espaços seguros para crianças e jovens, envolvimento das comunidades ligadas ao desporto e apoio ao crescimento das receitas.
A RTP apoiará também a experimentação e a adoção do Likeness ID pelos seus profissionais. Esta ferramenta pioneira do YouTube foi concebida para ajudar criadores, incluindo jornalistas e figuras públicas, a gerir a forma como a inteligência artificial é utilizada para os representar na plataforma, reforçando a proteção contra deepfakes e conteúdos manipulados.
O YouTube constitui uma parceria estratégica para a inovação digital da RTP, oferecendo um ecossistema único de criadores que promove a inovação e uma nova linguagem visual adaptada às audiências da próxima geração. Além disso, proporciona o ambiente ideal para alargar o alcance dos conteúdos de serviço público a todos os ecrãs.
Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP, afirmou: “Este é um momento importante para a RTP. A missão de serviço público não se esgota nos canais de televisão e rádio nem nas plataformas digitais próprias. Esta parceria com o YouTube, uma das maiores plataformas de conteúdos a nível mundial, demonstra que a RTP está atenta aos novos hábitos de consumo de conteúdos e disponível para se adaptar a estas novas realidades, com o objetivo de aumentar a sua relevância para todos os públicos, particularmente os mais jovens.”
Pedro Pina, Vice-Presidente, YouTube EMEA, comentou: “A parceria alargada da RTP fornece um modelo claro para os operadores públicos de radiodifusão europeus que procuram construir modelos de negócio sustentáveis. Ao concentrar-se na distribuição e monetização eficientes com o YouTube, a RTP está a chegar a novos públicos onde eles já assistem e a impulsionar um crescimento concreto das receitas para o futuro”.
Atualidade
PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
Atualidade
Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
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