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Primeira Piscine do ano na 42 Lisboa começa hoje com cerca de 200 candidatos de 18 nacionalidades

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Arrancou hoje, na 42 Lisboa, a 11ª Piscine, a primeira de 2023. No total, são 197 os candidatos que participam neste bootcamp de seleção de 26 dias intensivos a aprender as bases de programação e a descobrir se a 42 é a escola certa para eles. Os bem-sucedidos ganham uma vaga no curso que terá início em abril. De realçar, ainda, que os candidatos representam 18 nacionalidades e que 25% são do sexo feminino, a percentagem mais elevada desde a primeira Piscine realizada em 2020.

A Escola 42 é considerada a melhor escola de Software Development do mundo (com mais de 15 mil alunos em 26 países), oferece um método inovador e gamificado, que promove a aprendizagem sem salas de aula, sem horários e sem professores. Nesta escola, aprende-se de forma prática, desenvolvendo projetos entre pares, num modelo que parece um jogo. Assim, para além das competências técnicas, cada aluno desenvolve a capacidade de comunicação, trabalho em equipa e resolução de problemas, bem como, a criatividade, autonomia e resiliência.

O programa da 42 é 100% gratuito (as propinas são totalmente pagas por mecenas) e não exige background académico ou experiência em programação. O que se deseja é que os candidatos sejam proativos, curiosos, criativos, dedicados e gostem de trabalhar em equipa. E que tenham, pelo menos, 18 anos ou o 12º ano concluído. As candidaturas estão abertas 365 dias por ano em Lisboa e no Porto através dos links www.apply.42lisboa.com e www.apply.42porto.com.

As próximas Piscines estão agendadas para 27 de fevereiro, em Lisboa, e para 30 de janeiro e 6 de março, no Porto.

Desde que abriu portas em Portugal, a 42 já soma 5 kick-off, +500 alunos, mais de 36 mil candidatos registados, 10 Piscines em Lisboa e 3 no Porto, onde chegou em junho de 2022.

Para aceder aos cursos da 42 é necessário passar dois testes online e completar um bootcamp de 26 dias intensivos nas instalações da 42, em que os candidatos aprendem as bases de programação e descobrem se esta é a escola ideal para eles.

O curso demora entre 12 e 18 meses a concluir para quem dedica cerca de 40h por semana. Para completar o curso, os alunos terão ainda de ter uma experiência profissional na área. Com um conhecimento mais profundo do mercado de trabalho, os alunos poderão, posteriormente, regressar à 42 para complementar o curso com uma especialização à sua escolha, entre cyber security, web development, data analytics, entre muitas outras.

A idade média dos alunos da 42 em Portugal é de 27 anos, com idades compreendidas entre os 17 e os 57. São 25 as nacionalidades dos alunos, tais como os perfis são muito diferentes, mas têm em comum o facto de verem na programação uma oportunidade para as suas carreiras. Jovens que terminaram o ensino secundário, alunos universitários, profissionais das mais variadas áreas: Personal Trainers, Motoristas, Chefs, Canalizadores, Pilotos, Militares, Médicos, Engenheiros, Bartenders, Polícias, Profissionais de Limpeza, Advogados, Músicos, Farmacêuticos, entre muitos outros.

Em Lisboa, a 42 tem o apoio dos parceiros fundadores Fundação Santander Portugal, Vanguard Properties, Fidelidade e Reformosa, bem como, da Bi4all, Mercedes-benz.io, Observador, DST group, BA glass, Casa Relvas, NTTData, Huawei, KPMG, Axians, SaltPay, Sul Account, The Claude and Sofia Marion Foundation, Família Alves Ribeiro, Rita e Filipe Botton e Fundação José Neves.

Já no Porto, conta como parceiros fundadores com a Critical Techworks e a SaltPay, e tem ainda o apoio de Amorim, BA Glass, Ecosteel, Sodecia, Sogrape, Sonae, Prozis, Vicaima, João Nuno Macedo Silva e Câmara Municipal do Porto.

O apoio dos mecenas revela uma aposta de empresas e individuais num modelo de educação mais inclusivo e mais tecnológico.

Como funciona?

O curso da 42 é partilhado nas mais de 40 escolas em todo o mundo. Demora entre 12 e 18 meses a concluir, caso o aluno dedique cerca de 40h semanais ao programa. Depois disso, mergulha na sua primeira experiência profissional.

Posteriormente, os alunos podem começar a sua Especialização, altura em que decidem quais as áreas que mais lhes interessam e que querem explorar. Mais uma vez, e para que depois recebam um certificado de especialização, terão que fazer uma experiência profissional em que coloquem em prática toda a aprendizagem.

A metodologia de aprendizagem assenta numa experiência project-based e peer learning, que é muito enriquecida pela experiência presencial dos alunos no Campus.

Complementado com as experiências profissionais exigidas no final de cada etapa, o curso e especialização da 42 preparam os alunos de uma forma prática, promovendo o desenvolvimento das competências do futuro.

Todos os parceiros da 42 têm acesso a uma plataforma onde podem divulgar ofertas de emprego para os alunos de toda a rede 42, e não apenas para os do Campus da sua cidade/país.

Foto: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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