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Alunos do Secundário imaginam a alimentação do futuro e criam pratos inovadores

Concurso pioneiro promovido pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica

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Cerca de 600 estudantes do ensino secundário de norte a sul do país (incluindo Madeira e Açores) participaram num concurso promovido pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O desafio foi criar pratos que respondam aos três grandes desafios: nutrição, economia e sustentabilidade ambiental. Entre os premiados estão o Escondidinho de Grilo e o Sorvete de Couve-Flor em Crepes de Quinoa.

Entre guerras, alterações climáticas e o crescimento da população humana, o direito básico à alimentação não é garantido. Há mais de 800 milhões de pessoas (duas vezes a União Europeia) que passam fome diariamente e os números não cessam de aumentar. Para criar um futuro diferente do presente a alimentação vai ter de conjugar três grandes prioridades: um elevado valor nutricional, um baixo custo económico e uma pegada ecológica reduzida. E esta é uma mudança de perspetiva que exige novos olhares sobre a alimentação: precisamente a premissa por detrás do concurso que agora anuncia os seus premiados.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, salienta “criámos este desafio para perguntar qual é a melhor forma de nos alimentarmos. Não há verdadeiramente direito a comer quando os alimentos são nutricionalmente pobres, caros demais – resultando em malnutrição – ou degradam o ambiente, comprometendo o direito das gerações futuras a alimentar-se. Existe uma teia invisível de implicações em cada escolha alimentar e precisamos urgentemente de encontrar respostas sustentáveis.” A diretora acrescenta ainda “ficamos muito satisfeitos ao perceber que há tantas escolas secundárias alinhadas com as nossas preocupações e tantos jovens sagazes a contribuir para as soluções”.

No total, cerca de 600 estudantes de 66 escolas secundárias a nível nacional, incluindo Madeira e Açores, responderam ao desafio lançado pela Escola Superior de Biotecnologia. Cada grupo (um professor e 1 a 4 alunos) desenvolveu a receita (que tem de ser original embora possa ser uma adaptação de outra já existente), preparou o prato e documentou o processo. Além disso, submeteu um pequeno dossier com a justificação das várias escolhas e resultado.

Em cada categoria – entrada, prato principal e sobremesa – os melhores trabalhos foram escolhidos por uma triagem em duas fases. Na primeira, um júri composto por quatro especialistas em nutrição selecionou as 30 receitas finalistas. Seguidamente, um outro júri com cinco elementos distintos, especialistas em ambiente, transição alimentar e sustentabilidade, escolheu os premiados. Este método maximiza a credibilidade do processo de seleção. Cada 1º lugar recebe 100€, os 2ºs recebem 60€ e os 3ºs lugares recebem 40€ cada, além de diplomas. Apresentam-se abaixo os trabalhos premiados. Estão disponíveis fotos e as receitas detalhadas de todos eles.

ENTRADAS (o júri decidiu atribuir apenas 2 prémios, por considerar que três projetos mereceram estar em 2º lugar)

PrémioNome do grupoEscolaConcelhoReceita
Limos0Colégio de LamasSanta Maria da FeiraWrap de vegetais em cama de abóbora
ex-aequoCBColégio Luso-FrancêsPortoSpringrolls de couve branca com recheio de “carne” de casca de banana
ex-aequoDa terra para o pratoEscola Secundária Pe. Benjamim SalgadoVila Nova de FamalicãoHúmus
ex-aequoEarthy Food GirlsColégio Luso-FrancêsPortoBombons de húmus com sopa de cogumelos e crumble de castanha

PRATOS PRINCIPAIS (o júri decidiu atribuir 2 prémios em 3º lugar, por considerar que 2 projetos mereceram estar em 3º lugar)

PrémioNome do grupoEscolaConcelhoReceita
Green ForceEscola Secundária do Monte da CaparicaAlmadaHambúrguer de cogumelos e Duchesse de tremoço
DegustáveisEscola Profissional de Desenvolvimento Rural de AbrantesAbrantesRolinho de sarda braseado com puré de batata-doce e marmelo, aromatizado com azeite de tomilho
3º ex aequoEarthy Food GirlsColégio Luso-FrancêsPortoEscondidinho de grilo
3º ex aequoGalãoEscola Secundária de CamarateLouresAlmôndegas de curgete com arroz integral

SOBREMESAS (o júri decidiu atribuir dois 3ºs prémios, por considerar que dois projetos mereceram estar em 3º lugar)

PrémioNome do grupoEscolaConcelhoReceita
MaçanetasAgrupamento de Escolas Gomes Teixeira de ArmamarArmamarCrumble de maçã de montanha com frutos vermelhos
C&DColégio Luso-FrancêsPortoSorvete de Couve-Flor em Crepes de Quinoa
ex-aequoEcogulososEscola Profissional de Desenvolvimento Rural de AbrantesAbrantesBolo de Outono da EPDRA
ex-aequoEarthy Food GirlsColégio Luso-FrancêsPortoEnvolvido de frutos vermelhos com pérolas de maçã doce

Foto: DR.

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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.

Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.

O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.

As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.

A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.

A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.

Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.

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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD

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O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.


A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.


A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.


Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.

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Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu

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A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.

A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.

A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.

De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.

Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia

A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.

Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.

A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.

Gastronomia como expressão da história comum

Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.

Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.

O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.

Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.

O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.

A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.

Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.

“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.

A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.

Agência Incomparáveis

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