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Mau tempo: Pedidos de reparação de telhados aumentam 175%

Chuvas intensas causam estragos, como vazamentos e danos causados pela água, responsáveis por todos os pedidos registados em Lisboa

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As chuvas intensas dos últimos dias levaram a um aumento de 175% na procura por serviços de reparação de telhados entre 8 e 13 de dezembro, face à semana anterior, revela a APP Fixando, com vazamentos e danos causados pela água a serem a principal causa para estes pedidos.

Só em Lisboa, registaram-se 47 pedidos desde a passada quinta-feira, todos para conserto de dados causados pela chuva intensa que se tem feito sentir na capital.

Zonas de vazamento nos telhados ou danos causados pela água são responsáveis por 59% dos pedidos recebidos pela Fixando, seguindo-se rachas ou danos no telhado (22%) e ainda fim do tempo de vida dos telhados (15%).

Lisboa foi o distrito que registou mais pedidos por reparações de telhados (33%), seguido por Setúbal (12%) e pelo Porto (10%). Também Leiria e Santarém foram responsáveis por 8% e 7% dos pedidos recebidos neste período.

Apesar da elevada procura, os profissionais desta área estão a conseguir dar rápida resposta a cerca de 70% dos pedidos recebidos.

Atraso na limpeza e manutenção de telhados é uma das raízes do problema

Ao contrário dos anos anteriores, onde a maioria dos pedidos de limpeza de telhados ocorria, ou no início do ano (após as reuniões de condomínio), ou numa fase pré-chuva (em setembro), em 2022 muitos portugueses adiaram a sua limpeza e manutenção.

De acordo com os números atuais, a Fixando estima que o pico da procura seja atingido neste mês de dezembro.

“Muitas vezes, os telhados não são considerados um gasto urgente e, com a incerteza económica vivida durante este ano, muitos proprietários acabaram por adiar trabalhos de limpeza ou manutenção”, refere Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando.

A mesma responsável adverte que, para além dos riscos associados ao mau tempo e chuva forte que têm sido sentidos em Lisboa e noutras regiões do país, substituir ou reparar um telhado acarta custos muito mais elevados para qualquer proprietário que possa adiar trabalhos de limpeza.

“Uma limpeza ou manutenção de telhados tem custo médio de 800€, enquanto uma substituição começa nos 8,100€, ou seja, a falta de manutenção pode levar a um gasto 10 vezes superior”, alerta Alice Nunes.

Foto: DR.

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Cabo Verde: Pedro Ramos reforçou projeção internacional da liderança portuguesa no “Human Leaders International Congress”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, nos dias 24 e 25 de julho, no “Human Leaders International Congress 2026”, realizado na cidade da Praia, em Cabo Verde, onde dinamizou um workshop da Dale Carnegie Training Portugal e integrou o grupo de embaixadores de um Congresso internacional dedicado à liderança humanizada, inovação organizacional e desenvolvimento do capital humano.

Promovido pela “Human Leaders” e presidido por Lúcia Brito, o Congresso reuniu dirigentes empresariais, especialistas, académicos, gestores e representantes institucionais de vários países, afirmando-se como um “espaço internacional de reflexão sobre o papel das pessoas nas organizações”.

Sob o lema da “liderança humanizada”, a edição deste ano privilegiou temas como sustentabilidade, inclusão, inovação, propósito organizacional e transformação das empresas num contexto global em constante mudança.

No âmbito da programação, Pedro Ramos conduziu um workshop promovido pela Dale Carnegie Training Portugal, dedicado ao desenvolvimento da liderança, comunicação, confiança e trabalho em equipa, áreas que constituem “uma das principais linhas de atuação da organização internacional que dirige em Portugal”.

Paralelamente, este responsável, conhecido pelo seu trabalho no universo empresarial lusófono, integrou novamente o grupo de embaixadores do “Human Leaders International Congress”, função através da qual contribuiu para “aproximar diferentes experiências internacionais e reforçar a cooperação entre profissionais provenientes do espaço lusófono, de África, da Europa, do Médio Oriente e da América Latina”.

Ao longo da sua carreira, Pedro Ramos tem desenvolvido atividade internacional na área da gestão de pessoas, liderança e transformação organizacional, colaborando regularmente com empresas e instituições em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, defendendo uma “liderança assente na valorização das pessoas, na aprendizagem contínua e na criação de culturas organizacionais sustentáveis”.

No balanço da sua participação, este especialista português sublinhou a relevância do Congresso enquanto espaço de reflexão sobre o futuro da liderança.

“O Human Leaders International Congress está a produzir grandes reflexões sobre o presente da liderança e sobre a relação da qualidade humana da liderança e a obtenção de melhores resultados”, comentou Pedro Ramos.

Pedro Ramos destacou também o forte envolvimento institucional registado durante o Congresso e a preocupação em transformar as reflexões em medidas aplicáveis às organizações.

“Mais do que discursos políticos, têm sido desenhados caminhos de intervenção efetiva nas organizações, nos países, nas sociedades, no mundo”, frisou.

Entre os momentos que mais o marcaram, referiu a intervenção de Bubista, selecionador nacional de Cabo Verde, que apresentou a forma como aplica os princípios da liderança humanizada na condução da seleção dos “Tubarões Azuis”, bem como o reencontro com profissionais e dirigentes provenientes de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Brasil.

Pedro Ramos deixou ainda uma mensagem de reconhecimento à organização do congresso, agradecendo a confiança depositada na sua nomeação como embaixador.

“Uma vez mais, muito obrigado pelo privilégio de ser Embaixador do Human Leaders International Congress! Eu e a Dale Carnegie® Training Portugal presentes nos mais importantes momentos e oportunidades para ajudar a desenvolver Líderes + Reais + Autênticos + HUMANOS”, finalizou.

Ígor Lopes

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Fliparacatu: Mia Couto regressa ao Brasil para debates sobre literatura e o legado de Guimarães Rosa

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O escritor moçambicano Mia Couto regressa ao Festival Literário Internacional de Paracatu, em Minas Gerais, no Brasil, para participar na quarta edição do Fliparacatu, que decorrerá entre 26 e 30 de agosto de 2026. O autor estará presente em dois momentos da programação, nos dias 28 e 29 de agosto, ambos no Auditório do Fliparacatu.
No dia 28 de agosto, às 20h, Mia Couto participará na mesa “O Papel da Literatura em um Mundo em Transe”, ao lado da escritora Noemi Jaffe, com mediação do escritor Jeferson Tenório. O debate partirá das crises contemporâneas para “analisar o papel da escrita na preservação da memória, na interpretação da realidade e na construção de outras formas de compreender o mundo”.

A presença do escritor prosseguirá no dia 29 de agosto, às 21h, na mesa “Grande Sertão: Veredas, 70 anos: A Travessia Continua”. Mia Couto estará acompanhado pela ministra do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Cármen Lúcia Antunes Rocha, e pela jornalista e escritora Míriam Leitão. A mediação ficará a cargo do jornalista Jamil Chade, que reside em Genebra.

Segundo a organização, o encontro celebrará os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas” e promoverá uma reflexão sobre a força da linguagem de João Guimarães Rosa e a permanência do sertão como representação da condição humana. Publicado em 1956, o romance acompanha a narrativa de Riobaldo e transformou o território sertanejo num espaço de reflexão sobre escolhas, violência, amor, medo, poder, espiritualidade e existência.

A participação de Mia Couto acrescenta uma dimensão particular à homenagem. A obra do autor moçambicano mantém um diálogo reconhecido com a escrita de Guimarães Rosa, sobretudo através da recriação da língua portuguesa, da presença da oralidade e da utilização do território como elemento central das narrativas. As paisagens de Moçambique e o sertão roseano tornam-se espaços onde memória, identidade, conflito e experiência humana se cruzam.

Os dois encontros mostram diferentes dimensões do percurso literário de Mia Couto. No dia 28, o debate estará centrado no papel da literatura perante as crises do presente. No dia seguinte, a conversa abordará o legado de Guimarães Rosa e a atualidade de “Grande Sertão: Veredas”, obra que permanece como uma referência da literatura em língua portuguesa.

A participação em 2026 marca o regresso de Mia Couto ao Fliparacatu. O escritor foi um dos autores homenageados na primeira edição do festival, realizada em 2023, ao lado de Conceição Evaristo. Desta vez, regressa para integrar uma programação construída em torno do tema “SerTão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, que tem João Guimarães Rosa e o geógrafo Milton Santos como patronos.

A quarta edição do Fliparacatu decorrerá no Centro Histórico de Paracatu, com entrada gratuita, interpretação em Língua Brasileira de Sinais, Libras, e transmissão integral através do canal @fliparacatu no YouTube. As mesas permanecerão disponíveis na plataforma depois de cada sessão.

A programação completa do Fliparacatu 2026 já está disponível para consulta em: https://fliparacatu.com.br/

História do Festival

Realizado pela Associação Cultura Sempre um Papo, o Fliparacatu chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais festivais literários do país. Desde a sua estreia em 2023, o Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu) consolidou-se como um polo de intercâmbio cultural e pensamento crítico no interior mineiro. O festival teve início guiado pelo tema “Arte, Literatura e Ancestralidade”, trazendo o escritor local Afonso Arinos como patrono e celebrando as vozes de Conceição Evaristo e Mia Couto como autores homenageados. Em 2024, a segunda edição expandiu os debates sob o lema “Amor, Literatura e Diversidade”, mantendo Arinos na patronagem e prestando homenagens ao líder indígena Ailton Krenak e ao poeta Lucas Guimaraens. Já em 2025, a terceira edição mergulhou na complexidade contemporânea com o tema “Literatura, Encruzilhada e a Desumanização”, elegendo como patrono o fundador do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, e reverenciando a força literária de Ana Maria Gonçalves e do escritor português Valter Hugo Mãe. Dando continuidade a essa sólida trajetória de valorização da memória e da pluralidade, a quarta edição do festival se desenvolve sob o tema “SerTão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, trazendo como patronos dois dos maiores intelectuais da história do país: o escritor João Guimarães Rosa, em celebração aos 70 anos de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.

Esta nova edição do Fliparacatu tem patrocínio master da Kinross, via Lei Rouanet, e apoio da Prefeitura local e da Academia de Letras do Noroeste de Minas.

A curadoria nacional é assinada por Sérgio Abranches e Calila das Mercês, ao lado do idealizador e presidente do festival, Afonso Borges. As atividades locais são conduzidas por Daniela Prado, e a curadoria infantojuvenil fica a cargo de Rafael Nolli. Além dos debates literários e do tradicional Prémio de Redação e de Desenho voltado a estudantes locais, o evento realiza uma exposição ao ar livre com 24 reproduções de obras do pintor Alberto da Veiga Guignard, com a curadoria da museóloga Ângela Gutierrez.

Com programação gratuita, acessibilidade em Libras e transmissão online pelo YouTube, o festival acontece entre os dias 26 e 30 de agosto, de quarta a domingo, no Centro Histórico de Paracatu, em Minas Gerais.

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Emídio Sousa: “Mensagem de boas-vindas aos portugueses e lusodescendentes que regressam de férias a Portugal”

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Caras e caros emigrantes,

Sejam muito bem-vindos a Portugal.

É chegado o momento de milhares de portugueses e lusodescendentes voltarem ao nosso país. É o momento de reencontrar a família, os amigos e os lugares que guardam na memória durante todo o ano. É o regresso à terra natal, à casa dos pais, às praias, às festas populares e às tradições que mantêm viva a ligação a Portugal, independentemente da distância.

Sou neto e filho de emigrantes, tal como tantos portugueses. Recordo, com carinho, as duras histórias de quem trabalhava de sol a sol, na esperança de um regresso a Portugal. A minha história confunde-se com a de um país de quem emigra não por opção, mas por sobrevivência. Um país atravessado pelo envelhecimento, pelo esvaziamento rural, e pelos seios familiares onde tantos lugares à mesa ficam vazios. Esta é uma ausência sofrida, mas amparada e celebrada com arraiais, festas e romarias em cada agosto.

Portugal é feito de terra, língua e pessoas, mas é mais que a soma destas três partes. As histórias de tantas famílias que partiram em busca de melhores oportunidades e condições de vida, à custa de muito sacrifício e tantas ausências, desenham no mapa este nosso país. Deixa de ser um território marcado, e passa a ser uma rede global de pessoas.

Sabemos que muitas destas viagens representam centenas ou mesmo milhares de quilómetros percorridos por estrada, muitas horas ao volante, e muita vontade de chegar. São longas horas de condução, frequentemente em período de férias, com grande intensidade de tráfego e condições meteorológicas exigentes.

Por isso, antes de partir e durante toda a viagem, faça da segurança a sua prioridade.

Antes de partir

• Faça uma revisão ao veículo, verificando pneus, travões, luzes, óleo e sistema de refrigeração;

• Confirme que possui todos os documentos necessários, incluindo carta de condução, documentos do veículo e seguro;

• Planeie o percurso com antecedência e procure conhecer as principais condições de circulação ao longo do trajeto;

• Aproveite para planear as paragens de descanso, com algum momento de passeio ou refeição;

• Certifique-se de que todos os ocupantes utilizam corretamente o cinto de segurança.

Durante a viagem

• Respeite sempre os limites de velocidade e as regras de trânsito de cada país;

• Mantenha uma distância de segurança adequada em relação ao veículo da frente;

• Faça pausas regulares. Em viagens longas, recomenda-se parar periodicamente para descansar e recuperar a concentração;

• Nunca conduza sob o efeito do álcool ou de substâncias que possam comprometer a sua capacidade de reação;

• Evite utilizar o telemóvel durante a condução. Sabemos como uma breve distração pode ter consequências irreversíveis;

• Redobre a atenção em situações de trânsito intenso, calor extremo ou condução noturna.

Se viajar com crianças

• Utilize sempre sistemas de retenção adequados à idade e estatura das crianças;

• Planeie paragens adicionais para descanso e hidratação;

• Nunca deixe crianças ou animais sozinhos dentro do veículo.

Em caso de emergência

• Mantenha consigo contactos úteis e informação sobre os serviços de assistência disponíveis ao longo do percurso;

• Em caso de acidente ou avaria, procure um local seguro e siga as orientações das autoridades competentes.

O mais importante não é chegar depressa. É chegar, e em segurança.

Queremos que estas férias sejam recordadas pelos reencontros familiares, pelos momentos partilhados, pelas celebrações de verão e pela alegria de estar novamente em Portugal.

A todos os que regressam nestes meses de verão, desejamos uma excelente viagem, umas férias felizes e uma estadia memorável no nosso país.

Portugal não é só um país, Portugal é a sua gente. E por isso, Portugal é enorme, Portugal é global. E a cada agosto, com o regresso dos nossos emigrantes e suas famílias, Portugal torna-se inteiro.

Sejam muito bem-vindos a Portugal.

Emídio Sousa

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

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