Atualidade
Universidade do Minho de portas abertas na Semana da Ciência e da Tecnologia
A Universidade do Minho (UMinho) apresenta mais de três dezenas de atividades abertas para o público aquando da Semana da Ciência e da Tecnologia, que decorre até ao dia 27 em todo o país. O programa visa aproximar a sociedade da ciência, mostrar o quotidiano dos investigadores e estimular os jovens a seguir áreas científico-tecnológicas. Na UMinho, há já várias centenas de inscritos, sobretudo de escolas.
O Centro de Engenharia Biológica (CEB) dinamiza este sábado, às 17h00, no Museu Nogueira da Silva, em Braga, uma talk com Sílvio Santos, Ana Nicolau e Carla Silva sobre vírus bons, protozoários nas ETAR e a natureza aplicada ao têxtil e à cosmética. De segunda a quinta-feira, cientistas do CEB vão a escolas da região partilhar as suas descobertas com alunos. Ao mesmo tempo, acolhem-nos nos laboratórios do campus de Gualtar, em Braga. Na sexta-feira, há até sessões a partir das 9h30 com crianças do 1º ciclo a vestir a bata e viajar ao mundo dos microrganismos. No dia 26, das 9h30 às 17h30, o Open Day desafia todos os cidadãos a visitarem o CEB.
O Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) convida nos dias 21, 22 e 25 os estudantes a avaliarem o ecossistema do rio Este, em Braga, recolhendo fotos e registos biológicos, observando-os no laboratório e produzindo depois uma exposição com os resultados macro e microscópicos. Na segunda e terça-feira, realiza, ainda, um workshop no campus para divulgar a ferramenta Practicum Profiles Tool a futuros docentes, dando apoio e mentoria online no estágio.
Já os investigadores da Escola de Ciências da UMinho (ECUM) vão, de segunda a sexta-feira, a escolas do Norte litoral interagir e inspirar a próxima geração de cientistas e levar exposições sobre a química no dia a dia, aspetos do ser humano ou a ligação biologia/matemática. E mais de 300 alunos do pré-escolar ao secundário vêm aos laboratórios da ECUM no campus, em especial na quinta-feira, descobrir sobre ilusões óticas, radiação solar, diversidade genética, recursos geológicos, química, óleos essenciais e produtos naturais na medicina tradicional, farmacologia e alimentação. Nesse dia, ainda em Braga, decorre, pelas 14h00, um passeio ecológico-botânico ao Parque do Picoto com dois peritos nacionais e, às 18h00, no Museu dos Biscainhos, abre a exposição “Relógios de Sol”, com a evocação do acervo do general Pereira do Vale e palestras do coronel Borges da Fonseca e do astrónomo João Fernandes.
Além disso, a ECUM é parceira da Casa do Conhecimento de Vila Verde com uma palestra do professor Paulo Pereira sobre geodiversidade, do Planetário de Braga num “Café com Ciência” sobre resíduos orgânicos pela professora Fátima Bento e, também, da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, com uma oficina sobre telhados verdes e jardins verticais pelas docentes Isabel Mina e Cristina Calheiros. No dia 25, às 14h00, o auditório da ECUM acolhe ainda o Encontro de Parceiros da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola, com representantes de 53 escolas, para estreitar laços e planear projetos.
Inspirar a próxima geração
O Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov) apresenta-se online na terça-feira, às 15h00, evidenciando as equipas, a Escola de Investigadores e o projeto InclusiveCourts, com Patrícia Jerónimo. Na sexta-feira, às 11h30, a investigadora Marta Santos Silva orienta a conversa online “Slowfashionists, less is cool”, repensando o que consumimos. Nos dias 24 e 25, a Escola de Direito da UMinho junta oradores de quatro países no congresso “IA & Robótica”, anunciando no final o livro com os resultados do projeto homónimo.
Por seu turno, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) sugere o passeio “Alimentar (a) com-ciência”, com Cynthia Luderer a percorrer na quarta-feira, pelas 10h00, o setor da restauração junto ao campus de Gualtar e as suas várias estratégias de comunicação. No dia seguinte, às 11h00 e no Colégio do Minho, em Viana do Castelo, Pedro Chamusca vai investigar com os alunos sobre métodos de recolher e representar as mudanças no seu território.
Nessa manhã, mas em Guimarães, estudantes de qualquer ciclo podem ver a simulação da ação de sismos em edifícios até ao seu colapso, além do projeto europeu Stand4Heritage e outros equipamentos. É no laboratório do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (ISISE), no campus de Azurém.
As diversas atividades inserem-se na Semana da Ciência e da Tecnologia promovida a nível nacional pelo Ciência Viva, a qual ocorre há 26 anos, aquando do Dia Nacional da Cultura Científica, celebrado a 24 de novembro.
Semana Científico-Pedagógica
Em paralelo, a Escola de Psicologia (EPsi) da UMinho, no campus de Gualtar, organiza a 1ª Semana Científico-Pedagógica para o público em geral, em particular os alunos dos três ciclos do ensino superior nesta área. Na segunda-feira prevê-se visitas a consultórios e, às 14h30, debate-se no auditório da EPsi sobre mobilidades, com estudantes de vários países e a diretora dos Serviços de Apoio à Internacionalização da UMinho, Ana Esteves. Segue-se um painel sobre o percurso dos antigos alunos Inês Mendes (Universidade de Londres), Alexandre Mendes (Subvisual), Mariana Barbosa (Universidade Católica) e Daniel Pereira (Moreirense).
Na terça-feira, a professora Adriana Sampaio mostra as atividades da Associação de Psicologia da UMinho e do ProChild, o laboratório colaborativo para uma estratégia nacional de combate à pobreza e exclusão infantil. Às 14h30, a docente Maria do Céu Taveira conversa sobre estágios e supervisão. Na manhã seguinte, Pedro Moreira coordena a sessão que desvenda as investigações na EPsi e, às 16h00, há uma palestra do presidente da Ordem dos Psicólogos – Norte, Eduardo Carqueja. No dia 24, às 9h30, intervêm a diretora do doutoramento em Psicologia e em Psicologia Aplicada, Iolanda Ribeiro e (ex-)alunos dos cursos. Às 14h30, é a vez do testemunho do psicólogo humanitário, músico e fotógrafo Raúl Manarte. E na sexta-feira, a partir das 9h30, evoca-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, com Raquel Gomes (Cáritas), Patrícia Santos (Cruz Vermelha) e Hélder Fernandes (PSP).
Foto: UM.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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