Atualidade
PSP reforça vigilância devido a Peregrinação a Fátima 2022
Deixa conselhos a peregrinos e condutores
Com a aproximação do dia 13 de outubro e o subsequente aumento de peregrinos nas estradas, que se deslocam rumo ao Santuário de Fátima, a Polícia de Segurança Pública (PSP) intensifica a sua presença e visibilidade nas vias rodoviárias urbanas que, usualmente, registam maior afluência de peregrinos, contribuindo para o aumento destes e da segurança rodoviária.
A partir de hoje, e até 13 de outubro, a PSP assegura ações de visibilidade policial e acompanhamento dos peregrinos, com o duplo propósito de promover a coexistência segura entre a normal circulação rodoviária e a circulação pedonal destes grupos.
As vias habitualmente utilizadas pelos peregrinos serão também, nesta janela temporal, especialmente visadas no controlo da velocidade de circulação automóvel.
Também com o intuito de explicar a importância da adoção sistemática e voluntária de comportamentos de segurança rodoviária organizamos, a nível nacional, em coordenação com as autoridades eclesiásticas, edilidades, grupos informais de cidadãos e demais parceiros, sessões de informação/sensibilização dirigidas aos peregrinos, nas quais os Polícias abordam as medidas de autoproteção e de segurança rodoviária no contexto da deslocação apeada de grupos, com ou sem viaturas de apoio.
Especialmente nesta janela temporal a PSP aconselha a todos os condutores:
· Pratique uma condução defensiva, antecipando permanentemente a necessidade de, repentinamente, ter de imobilizar o veículo, mudar de direção ou desviar-se de um obstáculo;
· Diminua a velocidade de circulação nos centros urbanos;
· Ao visualizar um grupo de peregrinos e/ou um carro de apoio, diminua a velocidade e antecipe a necessidade/dever de deixar uma distância de segurança de, pelo menos, 1,5 metros;
· Circule com os médios ligados para ver e ser visto;
· Ao cruzar-se com peregrinos, não faça sinais de luzes nem use os máximos.
A PSP aconselha a todos os peregrinos, especialmente na circulação em contexto urbano:
· Use sempre roupas claras e materiais retrorrefletores (p.e. coletes);
· Circule pelos passeios ou, na sua ausência, pelas bermas;
· Caminhe no sentido contrário ao trânsito e sem ocupar a faixa de rodagem;
· Em grupo, caminhe em fila única;
· Evite o uso do telemóvel e de auscultadores que impeçam que ouça um alerta ou pedido de auxílio;
· Desde o entardecer até ao nascer do sol, a primeira pessoa da fila deve ser portadora de uma lanterna com luz branca apontada para o chão (para não encadear os condutores) e, a última, uma luz vermelha;
· Prefira as vias de menor tráfego automóvel, nomeadamente os denominados Caminhos de Fátima;
· Informe os seus familiares do planeamento da viagem (etapas, locais de paragem e/ou pernoita, outras pessoas em peregrinação);
· Hidrate-se e faça pausas para descansar. O cansaço diminui as capacidades físicas e de perceção e prejudica a vigilância, a atenção e a reação, muito importantes para quem anda na estrada.
· Informe a PSP local sobre obstáculos na via ou comportamentos perigosos por qualquer peregrino ou automobilista (contactos no sítio oficial da PSP, separador “Onde Estamos”);
· Em caso de emergência (médica ou policial) utilize o 112: descreva de forma breve que tipo de auxílio necessita e forneça a informação solicitada (tipo de problema; localização; nº de pessoas e/ou viaturas …);
· O Número Europeu de Emergência 112 é o único número de emergência em qualquer país da União Europeia que pode ser usado a partir de qualquer telefone, fixo ou móvel. Constituem emergências a reportar pelo 112:
– Pessoas em risco de vida/necessidade imediata de assistência médica;
– Crimes a decorrer ou que acabaram de acontecer no momento da chamada;
– Incidentes graves (inundações, aluimentos, incêndios florestais, acidentes rodoviários graves ou que impliquem risco para a circulação);
– Descoberta de crianças e seniores perdidos, aderentes aos programas da PSP Estou Aqui Crianças e Estou Aqui Adultos, para comunicar a sua localização e número da pulseira.
Em qualquer outra situação o cidadão deverá contactar diretamente a Esquadra ou corpo de bombeiros local.
Imagem: PSP.
Atualidade
PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
Atualidade
Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
Atualidade
Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu
A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.
A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.
A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.
De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.
Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia
A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.
Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.
A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.
Gastronomia como expressão da história comum
Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.
Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.
O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.
Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.
O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.
A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.
Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.
“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.
Agência Incomparáveis
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