Atualidade
“Conversas Europeias”: Isabel Santos traz Raphaël Glucksmann a Portugal
A eurodeputada Isabel Santos vai organizar, em Portugal, um conjunto de debates sob o nome “Conversas Europeias”. Depois da conclusão da Conferência para o Futuro da Europa, é importante dar continuidade à dinâmica criada no envolvimento dos cidadãos, tendo, por isso, estes debates o objetivo de discutir “temas de interesse europeu com relevância no nosso país e no mundo”.
O primeiro debate deste ciclo “Conversas Europeias” irá decorrer no próximo dia 1 de outubro, às 15h30, no Auditório B203 do ISCTE e trará ao nosso país, pela primeira vez, o ex-jornalista, ensaísta e realizador Raphaël Glucksmann, atualmente eurodeputado e autor do livro “Carta à Geração que vai Mudar Tudo”.
Numa carta aberta, apaixonada e cheia de esperança, Raphaël Glucksmann exorta os jovens a enfrentar os desafios da sociedade actual, lutando contra os fatalismos. Afirma: “Não se resignem. Ser jovem hoje é ter na mão o poder de pertencer à geração que vai mudar tudo. A indiferença e a resignação são mortíferas. Não se desinteressem pelo vosso futuro. Não se tornem cínicos antes de terem experimentado o idealismo. Não sejam velhos antes de serem jovens. Tenho um só objectivo na política: devolver à democracia a sua juventude perdida, a sua força e a sua beleza”.
A participação dos jovens no futuro da Europa e o papel que estes podem desempenhar de forma a transformar esse futuro será o tema de partida do primeiro destes debates das “Conversas Europeias”, moderados pela eurodeputada Isabel Santos. Seguir-se-á uma parte de perguntas e respostas por parte da assistência. A entrada é livre.
Sobre Raphaël Glucksmann
O eurodeputado Raphael Glucksmann nasceu em Boulogne-Billancourt, Paris, França, a 15 de outubro de 1979.
Antes de abraçar a carreira política, foi ensaísta, jornalista e realizador em França. Cedo a política fez parte da sua vida. Filho do filósofo André Glucksmann, foi conselheiro do ex-Presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, entre 2005 e 2012.
Em 2018, funda o partido político de centro-esquerda Place Republique – Mouvement Politique Citoyen, movido pela “urgência de agir e da necessidade de mudanças estruturais para responder aos perigos ecológico e democrático”.

Em maio de 2019, é eleito para o Parlamento Europeu em resultado de uma candidatura numa lista conjunta com o Partido Socialista francês, encabeçada por si. A lista que tinha por lema “Desejo de uma Europa ecológica e social” acabaria por eleger seis eurodeputados que fazem parte da família política S&D Alliance (Socialists & Democrats).
Raphaël Glucksmann faz parte da Comissão dos Negócios Estrangeiros e da subcomissão dos Direitos Humanos. Desde 2020, preside à Comissão Especial de Interferência Estrangeira em todos os processos na União Europeia, incluindo a Desinformação. O eurodeputado destacou-se no Parlamento Europeu ao sancionar o Ministro de Negócios Estrangeiros da República da China, a propósito dos campos de reeducação de Xinjiang, bem como na defesa de Taiwan perante a ameaça de ocupação chinesa.
Também as suas posições de defesa do ambiente chamaram a atenção dos media quando, em 2021, integrou um grupo de eurodeputados que encorajava os líderes de França, Alemanha e Itália a não apoiar o projecto russo Arctic LNG2, devido aos efeitos nocivos no ambiente.
Publicou diversas obras de teor social e político, nomeadamente:
·“Je vous parle de liberté”, com Mikheil Saakashvili, em, 2008.
·“Mai 68 expliqué à Nicolas Sarkozy”, em coautoria com o pai, André Glucksmann, em 2008.
·“Génération gueule de bois, Manuel de lutte contre les réacs”, em 2015.
·“Notre France. Dire et aimer ce que nous sommes”, em 2016.
·“Les Enfants du vide. De l’impasse individualiste au réveil citoyen”, em 2018.
·“Lettre à la génération qui va tout changer”, em 2021, com tradução portuguesa pela editora Guerra e Paz.
https://www.wook.pt/livro/carta-a-geracao-que-vai-mudar-tudo-raphaelglucksmann/25822093
Sobre Isabel Santos
Eurodeputada pelo Partido Socialista desde 2019, Isabel Santos é Presidente da Delegação para as Relações com os Países do Maxerreque no Parlamento Europeu, Membro da Comissão dos Assuntos Externos, da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos e da Comissão Especial sobre a Ingerência Estrangeira em Todos os Processos Democráticos na União Europeia, incluindo a Desinformação. Como membro do Subcomité de Direitos Humanos, tem desempenhado um trabalho intenso na defesa dos direitos humanos, bem como nas áreas da política internacional e migrações.
Durante este mandato no Parlamento Europeu, no qual é a Relatora para o processo de adesão da Albânia, fez parte de missões politicamente relevantes, nomeadamente, em Missões de Observação Eleitoral da União Europeia – entre as quais merece destaque a sua liderança da equipa da União Europeia nas últimas eleições na Venezuela.

Isabel Santos foi, de 2016 a 2019, Vice-Presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), e Presidente da Comissão de Democracia, Direitos Humanos e Questões Humanitárias desta organização, que reúne 57 estados – países europeus, Estados Unidos e Canadá – tendo como objectivo a promoção da segurança, da democracia, dos direitos humanos, e do desenvolvimento. Neste quadro, participou em várias missões de observação eleitoral, na Arménia, Bielorrússia, Geórgia, Sérvia, Turquia e Ucrânia, tendo liderado missões de observação na actual Macedónia do Norte, na Alemanha e nos Estados Unidos da América.
Como Presidente do Terceiro Comité (2012 a 2016), destacou-se na chefia de delegações e missões no Cazaquistão e na Baía de Guantánamo (centro de detenção), bem como em campos de refugiados em Roma, Lampedusa, Catânia, República Checa e Sérvia.
Foi deputada pelo Partido Socialista ao Parlamento Português de 2005 a 2009 e, novamente, de 2011 a 2019.
Foi, ainda, Governadora Civil do Porto de 2009 a 2011.
Fotos e imagem: DR.
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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
Atualidade
Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu
A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.
A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.
A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.
De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.
Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia
A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.
Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.
A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.
Gastronomia como expressão da história comum
Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.
Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.
O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.
Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.
O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.
A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.
Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.
“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.
Agência Incomparáveis
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