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Balanço da Campanha “Taxa Zero ao Volante” entre 05 e 11 de julho

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A Campanha de Segurança Rodoviária “Taxa Zero ao Volante”, da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), decorreu nos dias 5 a 11 de julho e teve como objetivo alertar os condutores dos veículos para os riscos da condução sob a influência do álcool.

Esta campanha contou, uma vez mais, com a participação do serviço da administração regional da Região Autónoma da Madeira em ações de sensibilização, completando o trabalho de fiscalização que tem sido realizado pelos comandos Regionais da PSP.

Inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2022, a campanha foi divulgada nos meios digitais e através de cinco ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização realizadas pela PSP e pela GNR, nas localidades de Torres Vedras, Aveiro, Braga, Porto e Ceira. Idênticas ações ocorreram na Região Autónoma da Madeira.

Na campanha, foram sensibilizados 411 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas as seguintes mensagens:

. Com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l o risco de sofrer um acidente grave ou mortal duplica;

. Os acidentes que decorrem da condução sob a influência do álcool são particularmente graves;

. Conduzir sob a influência do álcool causa perturbações ao nível de aspetos cognitivos e do processamento de informação que acarretam, entre outros efeitos, uma menor capacidade e rapidez de decisão, aumento do tempo de reação e descoordenação de movimentos.

Durante as operações das Forças de Segurança no âmbito desta campanha, realizadas entre os dias 5 e 11 de julho, foram fiscalizados presencialmente 44.485 veículos, tendo sido registado um total de 12.468 infrações, das quais 866 relativas à condução sob o efeito do álcool.

No período da campanha, de 5 a 11 de julho registou-se um total de 2724 acidentes, de que resultaram 6 vítimas mortais, 47 feridos graves e 844 feridos leves.

Relativamente ao período homólogo de 2021, verificaram-se mais 403 acidentes, menos 2 vítimas mortais, menos 8 feridos graves e mais 74 feridos leves.

Os acidentes com vítimas mortais ocorreram nos distritos do Porto, Guarda, Portalegre, Lisboa e Setúbal.

As 6 vítimas mortais, 4 das quais do sexo masculino, tinham idades entre 43 e 73 anos. Estas vítimas mortais resultaram de 2 colisões, 2 despistes e 2 atropelamentos.

Os veículos envolvidos foram maioritariamente ligeiros e, no acidente do distrito do Porto (atropelamento) houve 3 veículos envolvidos num choque em cadeia originado pelo atropelamento.

No acidente da Guarda esteve envolvido um trator agrícola e num dos acidentes de Setúbal, um motociclo.

Os atropelamentos ocorreram nos distritos do Porto e Setúbal.

Foto: DR.

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Fliparacatu: Mia Couto regressa ao Brasil para debates sobre literatura e o legado de Guimarães Rosa

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O escritor moçambicano Mia Couto regressa ao Festival Literário Internacional de Paracatu, em Minas Gerais, no Brasil, para participar na quarta edição do Fliparacatu, que decorrerá entre 26 e 30 de agosto de 2026. O autor estará presente em dois momentos da programação, nos dias 28 e 29 de agosto, ambos no Auditório do Fliparacatu.
No dia 28 de agosto, às 20h, Mia Couto participará na mesa “O Papel da Literatura em um Mundo em Transe”, ao lado da escritora Noemi Jaffe, com mediação do escritor Jeferson Tenório. O debate partirá das crises contemporâneas para “analisar o papel da escrita na preservação da memória, na interpretação da realidade e na construção de outras formas de compreender o mundo”.

A presença do escritor prosseguirá no dia 29 de agosto, às 21h, na mesa “Grande Sertão: Veredas, 70 anos: A Travessia Continua”. Mia Couto estará acompanhado pela ministra do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Cármen Lúcia Antunes Rocha, e pela jornalista e escritora Míriam Leitão. A mediação ficará a cargo do jornalista Jamil Chade, que reside em Genebra.

Segundo a organização, o encontro celebrará os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas” e promoverá uma reflexão sobre a força da linguagem de João Guimarães Rosa e a permanência do sertão como representação da condição humana. Publicado em 1956, o romance acompanha a narrativa de Riobaldo e transformou o território sertanejo num espaço de reflexão sobre escolhas, violência, amor, medo, poder, espiritualidade e existência.

A participação de Mia Couto acrescenta uma dimensão particular à homenagem. A obra do autor moçambicano mantém um diálogo reconhecido com a escrita de Guimarães Rosa, sobretudo através da recriação da língua portuguesa, da presença da oralidade e da utilização do território como elemento central das narrativas. As paisagens de Moçambique e o sertão roseano tornam-se espaços onde memória, identidade, conflito e experiência humana se cruzam.

Os dois encontros mostram diferentes dimensões do percurso literário de Mia Couto. No dia 28, o debate estará centrado no papel da literatura perante as crises do presente. No dia seguinte, a conversa abordará o legado de Guimarães Rosa e a atualidade de “Grande Sertão: Veredas”, obra que permanece como uma referência da literatura em língua portuguesa.

A participação em 2026 marca o regresso de Mia Couto ao Fliparacatu. O escritor foi um dos autores homenageados na primeira edição do festival, realizada em 2023, ao lado de Conceição Evaristo. Desta vez, regressa para integrar uma programação construída em torno do tema “SerTão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, que tem João Guimarães Rosa e o geógrafo Milton Santos como patronos.

A quarta edição do Fliparacatu decorrerá no Centro Histórico de Paracatu, com entrada gratuita, interpretação em Língua Brasileira de Sinais, Libras, e transmissão integral através do canal @fliparacatu no YouTube. As mesas permanecerão disponíveis na plataforma depois de cada sessão.

A programação completa do Fliparacatu 2026 já está disponível para consulta em: https://fliparacatu.com.br/

História do Festival

Realizado pela Associação Cultura Sempre um Papo, o Fliparacatu chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais festivais literários do país. Desde a sua estreia em 2023, o Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu) consolidou-se como um polo de intercâmbio cultural e pensamento crítico no interior mineiro. O festival teve início guiado pelo tema “Arte, Literatura e Ancestralidade”, trazendo o escritor local Afonso Arinos como patrono e celebrando as vozes de Conceição Evaristo e Mia Couto como autores homenageados. Em 2024, a segunda edição expandiu os debates sob o lema “Amor, Literatura e Diversidade”, mantendo Arinos na patronagem e prestando homenagens ao líder indígena Ailton Krenak e ao poeta Lucas Guimaraens. Já em 2025, a terceira edição mergulhou na complexidade contemporânea com o tema “Literatura, Encruzilhada e a Desumanização”, elegendo como patrono o fundador do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, e reverenciando a força literária de Ana Maria Gonçalves e do escritor português Valter Hugo Mãe. Dando continuidade a essa sólida trajetória de valorização da memória e da pluralidade, a quarta edição do festival se desenvolve sob o tema “SerTão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, trazendo como patronos dois dos maiores intelectuais da história do país: o escritor João Guimarães Rosa, em celebração aos 70 anos de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.

Esta nova edição do Fliparacatu tem patrocínio master da Kinross, via Lei Rouanet, e apoio da Prefeitura local e da Academia de Letras do Noroeste de Minas.

A curadoria nacional é assinada por Sérgio Abranches e Calila das Mercês, ao lado do idealizador e presidente do festival, Afonso Borges. As atividades locais são conduzidas por Daniela Prado, e a curadoria infantojuvenil fica a cargo de Rafael Nolli. Além dos debates literários e do tradicional Prémio de Redação e de Desenho voltado a estudantes locais, o evento realiza uma exposição ao ar livre com 24 reproduções de obras do pintor Alberto da Veiga Guignard, com a curadoria da museóloga Ângela Gutierrez.

Com programação gratuita, acessibilidade em Libras e transmissão online pelo YouTube, o festival acontece entre os dias 26 e 30 de agosto, de quarta a domingo, no Centro Histórico de Paracatu, em Minas Gerais.

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Emídio Sousa: “Mensagem de boas-vindas aos portugueses e lusodescendentes que regressam de férias a Portugal”

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Caras e caros emigrantes,

Sejam muito bem-vindos a Portugal.

É chegado o momento de milhares de portugueses e lusodescendentes voltarem ao nosso país. É o momento de reencontrar a família, os amigos e os lugares que guardam na memória durante todo o ano. É o regresso à terra natal, à casa dos pais, às praias, às festas populares e às tradições que mantêm viva a ligação a Portugal, independentemente da distância.

Sou neto e filho de emigrantes, tal como tantos portugueses. Recordo, com carinho, as duras histórias de quem trabalhava de sol a sol, na esperança de um regresso a Portugal. A minha história confunde-se com a de um país de quem emigra não por opção, mas por sobrevivência. Um país atravessado pelo envelhecimento, pelo esvaziamento rural, e pelos seios familiares onde tantos lugares à mesa ficam vazios. Esta é uma ausência sofrida, mas amparada e celebrada com arraiais, festas e romarias em cada agosto.

Portugal é feito de terra, língua e pessoas, mas é mais que a soma destas três partes. As histórias de tantas famílias que partiram em busca de melhores oportunidades e condições de vida, à custa de muito sacrifício e tantas ausências, desenham no mapa este nosso país. Deixa de ser um território marcado, e passa a ser uma rede global de pessoas.

Sabemos que muitas destas viagens representam centenas ou mesmo milhares de quilómetros percorridos por estrada, muitas horas ao volante, e muita vontade de chegar. São longas horas de condução, frequentemente em período de férias, com grande intensidade de tráfego e condições meteorológicas exigentes.

Por isso, antes de partir e durante toda a viagem, faça da segurança a sua prioridade.

Antes de partir

• Faça uma revisão ao veículo, verificando pneus, travões, luzes, óleo e sistema de refrigeração;

• Confirme que possui todos os documentos necessários, incluindo carta de condução, documentos do veículo e seguro;

• Planeie o percurso com antecedência e procure conhecer as principais condições de circulação ao longo do trajeto;

• Aproveite para planear as paragens de descanso, com algum momento de passeio ou refeição;

• Certifique-se de que todos os ocupantes utilizam corretamente o cinto de segurança.

Durante a viagem

• Respeite sempre os limites de velocidade e as regras de trânsito de cada país;

• Mantenha uma distância de segurança adequada em relação ao veículo da frente;

• Faça pausas regulares. Em viagens longas, recomenda-se parar periodicamente para descansar e recuperar a concentração;

• Nunca conduza sob o efeito do álcool ou de substâncias que possam comprometer a sua capacidade de reação;

• Evite utilizar o telemóvel durante a condução. Sabemos como uma breve distração pode ter consequências irreversíveis;

• Redobre a atenção em situações de trânsito intenso, calor extremo ou condução noturna.

Se viajar com crianças

• Utilize sempre sistemas de retenção adequados à idade e estatura das crianças;

• Planeie paragens adicionais para descanso e hidratação;

• Nunca deixe crianças ou animais sozinhos dentro do veículo.

Em caso de emergência

• Mantenha consigo contactos úteis e informação sobre os serviços de assistência disponíveis ao longo do percurso;

• Em caso de acidente ou avaria, procure um local seguro e siga as orientações das autoridades competentes.

O mais importante não é chegar depressa. É chegar, e em segurança.

Queremos que estas férias sejam recordadas pelos reencontros familiares, pelos momentos partilhados, pelas celebrações de verão e pela alegria de estar novamente em Portugal.

A todos os que regressam nestes meses de verão, desejamos uma excelente viagem, umas férias felizes e uma estadia memorável no nosso país.

Portugal não é só um país, Portugal é a sua gente. E por isso, Portugal é enorme, Portugal é global. E a cada agosto, com o regresso dos nossos emigrantes e suas famílias, Portugal torna-se inteiro.

Sejam muito bem-vindos a Portugal.

Emídio Sousa

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

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Crise migratória em Ceuta provoca pelo menos 34 mortos e mobiliza forças espanholas

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Pelo menos 34 pessoas morreram durante as tentativas de entrada em Ceuta a partir de Marrocos, segundo o balanço provisório divulgado esta sexta-feira, 31 de julho, pelas autoridades locais. Grande parte das vítimas morreu por afogamento durante a travessia marítima até ao enclave espanhol situado no norte de África.

O número representa uma atualização dos dados inicialmente divulgados, que apontavam para 24 e, posteriormente, 27 mortes. As operações de busca e socorro continuam, pelo que o balanço poderá sofrer novas alterações.

O Ministério do Interior espanhol estima que cerca de 50 mil pessoas tenham entrado irregularmente em Ceuta desde o início da crise migratória. O presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, avançou uma estimativa de 60 mil entradas, equivalente a cerca de 70% da população local. Ceuta tem aproximadamente 83 mil habitantes.

Cerca de metade das pessoas que atravessaram a fronteira já terá regressado voluntariamente a Marrocos. As imagens divulgadas pelos meios de comunicação espanhóis mostram grupos a abandonar Ceuta pelas praias e pelos acessos terrestres, enquanto diminui o número de novas entradas.

A dimensão do movimento ultrapassa a crise registada em maio de 2021, quando cerca de 10 mil pessoas entraram no território espanhol em 48 horas. As autoridades enfrentam agora dificuldades no acolhimento, na identificação dos migrantes e na assistência a menores desacompanhados.

O Governo espanhol mobilizou as Forças Armadas para apoiar a Guarda Civil e a Polícia Nacional na manutenção da segurança. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, deslocaram-se a Ceuta para acompanhar as operações e reunir-se com as autoridades locais.

Do lado marroquino, as forças de segurança reforçaram os controlos em Fnideq, onde foram registados confrontos com grupos que tentavam aproximar-se da fronteira. Espanha e Marrocos atribuíram a mobilização à atuação de redes de tráfico de pessoas e afirmaram estar a cooperar na gestão da crise e no regresso dos cidadãos marroquinos.

A recente decisão do Supremo Tribunal espanhol também está no centro do debate político. O tribunal determinou que as devoluções imediatas previstas para quem ultrapassa estruturas físicas de contenção, como vedações, não podem ser aplicadas da mesma forma às pessoas que chegam por via marítima. O Governo espanhol admite rever os mecanismos legais e físicos utilizados no controlo fronteiriço.

Os partidos espanhóis de direita e extrema-direita responsabilizam o Executivo de Pedro Sánchez pelas entradas, relacionando-as com o processo extraordinário de regularização de estrangeiros residentes no país. O Governo rejeita essa associação, argumentando que o procedimento se destina apenas a pessoas que já viviam em Espanha antes do período definido pela legislação.

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