Atualidade
Voleibol: Jogos com Espanha avaliam sub-20 masculinos
Multiusos de Miranda do Douro recebe as duas seleções para 3 jogos de preparação
A Seleção Nacional de Sub-20 Masculinos, orientada por Nuno Pereira, inicia, hoje, um estágio que integra 3 jogos de preparação com a sua congénere espanhola, que terão por palco o Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro, nos dias 18, 19 e 20 de março.
O estágio insere-se na preparação da Seleção Nacional com vista à participação na Pool D de Apuramento para o Europeu de Sub-20 Masculinos, a disputar no Centro Cultural de Viana do Castelo, de 8 a 10 de abril do ano corrente.
Nuno Pereira salienta a relevância dos duelos ibéricos na preparação da equipa lusitana: “O bilateral com a Seleção de Espanha é muito importante e vem no seguimento do planeamento que realizámos no início da época. Neste momento, os atletas que compõem a Seleção Nacional de Sub-20 não estão a realizar treinos regulares pela Seleção porque a grande maioria já se encontra a jogar no escalão principal. Assim, este bilateral aparece no momento certo, no sentido de realizarmos uma avaliação do nosso desempenho individual e coletivo, bem como, avaliarmos os níveis físicos que os nossos atletas apresentam. Após este bilateral, já teremos informações mais precisas do rendimento individual e coletivo da Seleção e, assim, podermos trabalhar, corrigir e aperfeiçoar os aspetos menos bons que registarmos nos jogos com Espanha. É de referir que este grupo já trabalha junto desde 2018, tendo participado em várias competições, nomeadamente na Fase Final do Campeonato da Europa de Sub-17 em 2019. É um grupo muito forte, competitivo e coeso, o que nos deixa com muitas esperanças no apuramento para o Campeonato da Europa de Sub-20“.
A equipa técnica chamou os seguintes 15 atletas para o estágio:
Convocados
AA Espinho:
Paulo Daniel Monteiro
AA S. Mamede:
Gonçalo Gomes
Castêlo da Maia GC:
Miguel Azenha
Tiago Matos
Esmoriz GC:
Bruno Dias
Daniel Teixeira
GC Santo Tirso:
Diogo Fevereiro
Duarte Abecasis
Santiago Pimentel
Leixões SC:
André Pereira
SL Benfica:
Eduardo Brito
João Infante
VC Viana:
Manuel Figueiredo
Nuno Marques
Ricardo Martins
Horário dos jogos
18 de março de 2022
18h00 – PORTUGAL vs. Espanha, no Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro
19 de março de 2022
18h00 – PORTUGAL vs. Espanha, no Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro
20 de março de 2022
10h00 – PORTUGAL vs. Espanha, no Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro

Pool D de Apuramento para o Campeonato da Europa 2022 (Centro Cultural de Viana do Castelo, de 8 a 10 de abril)
Na Pool D de Apuramento para o Campeonato da Europa de Sub-20, a disputar no Centro Cultural de Viana do Castelo, de 8 a 10 de abril do ano corrente, a Seleção Nacional de Sub-20 Masculinos vai defrontar, sucessivamente, as suas congéneres da Suíça, de Israel e da Alemanha.
O Selecionador Nacional antevê: “Este grupo habituou-nos a superar grandes desafios. Assim, este próximo desafio é encarado com muita responsabilidade e com uma vontade enorme de voltar a estar presente numa Fase Final do Campeonato da Europa de Sub-20. A nossa Pool vai ser muito competitiva, porque as quatro seleções são muito equilibradas, mas acredito que nós poderemos voltar a fazer história e conseguir já, em Viana do Castelo, o apuramento direto para o Campeonato da Europa de Sub-20. Em relação ao facto de a competição se realizar em Viana do Castelo, importa referir que noutras competições já realizadas aqui, pudemos constatar o carinho com que os vianenses nos acolheram e o apoio que sempre nos deram. Por isso, contamos novamente com esse carinho e apoio para, juntos, conseguirmos o nosso objetivo principal que é estar na Fase Final do Campeonato da Europa de Sub-20. O lema da Seleção de Sub-20 é «If you want to go fast, go alone. If you want to go far, go as a team!»“.
Calendário de jogos
8 de abril de 2022
17h30 – Israel vs. Alemanha
20h00 – PORTUGAL vs. Suíça
9 de abril de 2022
15h00 – Alemanha vs. Suíça
18h00 – Israel vs. PORTUGAL
10 de abril de 2022
15h00 – Suíça vs. Israel
18h00 – Alemanha vs. PORTUGAL
A equipa de arbitragem será formada por Elisabeth Wurtenberger (Áustria), Ruben Sánchez Rodríguez (Espanha), Marek Lagierski (Polónia) e Vladimir Cvetkovic (Sérvia).
Imagens: FPV.
Atualidade
Odivelas: Luso-brasileiro Rodrigo Almeida leva “Clássicos do Brasil” ao Centro Cultural Malaposta para celebrar a ligação musical entre Portugal e o Brasil
O cantor e compositor luso-brasileiro Rodrigo Almeida apresenta, no próximo dia 4 de setembro, pelas 21h, no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas, no distrito de Lisboa, Portugal, o espetáculo “Clássicos do Brasil”, uma produção com direção musical de Marcus Nabuco e que presta homenagem à música popular brasileira e à ligação histórica e cultural entre Portugal e o Brasil.
O concerto propõe uma viagem por canções que marcaram várias gerações e atravessaram fronteiras, reunindo alguns dos mais emblemáticos temas da música brasileira, num espetáculo pensado para despertar memórias, emoções e o sentimento de pertença partilhado entre os dois lados do Atlântico.
Ao longo da atuação, Rodrigo Almeida interpretará também composições do seu próprio repertório, integradas de forma natural no alinhamento, estabelecendo um diálogo entre os grandes clássicos da música brasileira e o percurso artístico que tem vindo a desenvolver em Portugal.
Com momentos de nostalgia, romantismo e celebração, “Clássicos do Brasil” tem como objetivo proporcionar ao público uma experiência musical assente na valorização de um património cultural comum, utilizando a música como elemento de aproximação entre povos unidos pela língua portuguesa e por uma herança histórica partilhada.
Entre o Rio de Janeiro e Lisboa, Rodrigo Almeida construiu uma carreira dedicada à aproximação entre Portugal e o Brasil
Natural do Rio de Janeiro, Rodrigo Almeida é um cantor e compositor luso-brasileiro radicado em Portugal desde 2011, onde desenvolveu um percurso artístico assente na valorização das suas origens familiares e na aproximação entre as culturas portuguesa e brasileira.
Filho da consagrada cantora brasileira Ellen de Lima e do português Valentim Pereira de Almeida, antigo proprietário da histórica casa de fados “O Galo”, o artista cresceu num ambiente profundamente ligado à música.
Ao longo da sua carreira, tem conciliado influências da música popular brasileira com referências da tradição portuguesa, afirmando-se como um intérprete que utiliza a música para fortalecer os laços culturais entre os dois países.
Em entrevista concedida no último mês de junho à Agência Incomparáveis, no âmbito da Feira do Livro de Lisboa 2026, o artista explicou que o espetáculo “Clássicos do Brasil” nasceu precisamente com esse propósito, procurando revisitar “as canções que marcaram os últimos 40 anos”, muitas delas conhecidas do público português através das telenovelas brasileiras.
Além da atividade musical, Rodrigo Almeida soma participações no cinema português, tendo integrado os filmes “Estive em Lisboa e Lembrei de Você”, de José Barahona, e “São Jorge”, de Marco Martins, bem como diversos projetos ligados à comunicação social e à promoção da cultura lusófona.
Atualmente, continua a afirmar-se como um dos artistas que mais tem contribuído para reforçar o diálogo cultural entre Portugal e o Brasil através da música.
O trabalho de Rodrigo Almeida pode ser conhecido em: https://www.rodrigoalmeida.com/ e nas redes sociais em: https://www.instagram.com/rodrigoalmeidasinger/
Atualidade
Fibromialgia: seis ideias frequentes, entre mitos e verdades
A fibromialgia continua rodeada de informações incorretas, apesar do conhecimento clínico acumulado sobre a doença. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o Professor Doutor José Luís Arranz Gil, presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, responsável pela Unidade de Fibromialgia, Sensibilidade Central e Dor Crónica da Mutualista da Covilhã e Académico Correspondente da Real Academia de Medicina do País Basco, em Espanha, analisa seis ideias frequentes sobre esta doença, distinguindo três mitos de três verdades.
1. Mito: a fibromialgia existe apenas na cabeça do doente
A fibromialgia é uma doença real e a dor sentida pelas pessoas que dela sofrem também o é. O facto de os exames convencionais não revelarem uma lesão visível não significa que os sintomas sejam imaginários ou simulados. A doença está relacionada com alterações na forma como o sistema nervoso processa e regula os estímulos dolorosos. Por isso, para além da dor generalizada, podem surgir sintomas como fadiga, alterações do sono, rigidez, hipersensibilidade e dificuldades de concentração ou de memória, que muitas pessoas descrevem como “nevoeiro mental”. Os fatores emocionais podem influenciar a intensidade dos sintomas, tal como acontece em muitas outras doenças crónicas, mas não explicam, por si só, a fibromialgia. Considerá-la apenas um problema psicológico contribui para o estigma, pode atrasar o diagnóstico e dificulta o acesso a cuidados de saúde adequados.
2. Verdade: não existe um único exame que confirme o diagnóstico
Atualmente, o diagnóstico da fibromialgia é clínico. Não existe uma análise ao sangue, uma radiografia ou uma ressonância magnética específica que, por si só, permita confirmar a doença. O diagnóstico é feito através da avaliação de aspetos como a presença e a distribuição da dor, a sua duração, a fadiga, as alterações do sono, as dificuldades cognitivas e o impacto da doença na vida quotidiana. Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares para excluir outras doenças que produzem sintomas semelhantes. O facto de não existir um marcador específico numa análise não significa que o diagnóstico não seja válido. Significa que é necessária uma avaliação clínica completa e especializada.
3. Mito: a fibromialgia afeta exclusivamente as mulheres
É verdade que a fibromialgia é diagnosticada com maior frequência nas mulheres, mas não é uma doença exclusiva do sexo feminino. Também pode surgir nos homens e em pessoas de diferentes idades. A ideia de que é uma doença “de mulheres” pode contribuir para que alguns doentes de outros grupos não sejam diagnosticados ou cheguem ao diagnóstico mais tarde. Além disso, não existe um único perfil homogéneo de doente com fibromialgia. A intensidade da dor, da fadiga, dos problemas de sono e das dificuldades cognitivas pode variar consideravelmente de pessoa para pessoa, tal como o impacto na atividade profissional, nas relações sociais e na autonomia.
4. Verdade: o exercício adaptado, especialmente o exercício contra resistência, pode fazer parte do tratamento
Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que uma pessoa com fibromialgia deveria evitar a atividade física. No entanto, as recomendações clínicas não apoiam essa ideia. Pelo contrário, o exercício adaptado constitui uma das ferramentas mais importantes do tratamento. E, dentro do exercício, o trabalho contra resistência, ou seja, o exercício de força, tem particular interesse. Os estudos realizados especificamente em pessoas com fibromialgia mostram que este tipo de exercício pode melhorar a capacidade funcional e contribuir para reduzir sintomas como a dor e a fadiga. Isto não significa que caminhar, nadar ou realizar exercício aeróbio não sejam úteis. Também podem trazer benefícios. O importante é que o exercício seja progressivo, adaptado às capacidades de cada pessoa e realizado de forma regular. O trabalho de força pode ser introduzido de forma gradual, respeitando sempre os limites e a situação clínica de cada doente. Por isso, não se trata simplesmente de “fazer exercício”, mas de fazer o exercício adequado e adaptá-lo a cada doente. O treino contra resistência pode ser uma componente particularmente importante desse programa, juntamente com outras modalidades de exercício, quando estejam indicadas.
5. Mito: se a fibromialgia não tem cura, não existe tratamento
Aqui é importante distinguir entre uma doença crónica e uma doença sem tratamento. A fibromialgia é uma doença crónica, ou seja, pode manter-se ao longo do tempo. Tal como acontece com muitas doenças crónicas, atualmente não dispomos de uma cura definitiva, mas isso não significa que não possa ser tratada. O objetivo do tratamento não tem necessariamente de ser “curar” a doença, mas sim controlar os sintomas, melhorar a funcionalidade e alcançar a melhor qualidade de vida possível. Existem diferentes ferramentas terapêuticas e a resposta pode variar de pessoa para pessoa. O tratamento pode incluir educação sobre a doença, exercício adaptado, estratégias para melhorar o sono, apoio psicológico quando indicado, determinados medicamentos e terapêuticas no farmacológicas. Não existe uma única intervenção que funcione da mesma forma para todos os doentes. Por isso, o facto de uma doença ser crónica não significa que não tenha tratamento. Significa que a abordagem deve ser pensada a longo prazo, adaptando-se à evolução da doença e às necessidades de cada pessoa.
6. Verdade: o tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar
A fibromialgia pode afetar diferentes dimensões da vida e apresentar períodos de maior ou menor intensidade. Por isso, o tratamento não deve centrar-se apenas na dor. É necessário ter também em consideração o sono, a fadiga, a atividade física, a saúde emocional, a vida familiar e a capacidade para realizar as atividades profissionais e quotidianas. As recomendações europeias defendem uma abordagem centrada no doente e, de um modo geral, propõem começar por medidas não farmacológicas, ajustando-as de acordo com a evolução clínica. O exercício, as intervenções psicológicas e determinados medicamentos podem fazer parte do tratamento, mas não existe uma combinação universal que funcione para todos. A abordagem multidisciplinar permite avaliar o impacto global da doença e adaptar as diferentes intervenções às características e necessidades de cada doente.
Ígor Lopes
Atualidade
Relação entre Portugal e Brasil continua a ganhar peso a nível comercial e de investimento
A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) divulgou um conjunto de indicadores sobre a relação económica entre Portugal e Brasil, destacando a posição do mercado brasileiro no comércio externo português, a sua importância nas exportações para o Mercosul e o peso do investimento brasileiro em Portugal.
Em 2024, o Brasil foi o 11.º maior destino das exportações portuguesas de bens, representando 1,5% do total das vendas de Portugal ao exterior. No sentido inverso, o país ocupou a 7.ª posição entre os principais fornecedores de bens ao mercado português, assumindo uma posição mais elevada enquanto origem das importações do que enquanto destino das exportações nacionais.
A evolução mais recente mantém também uma trajetória positiva. Entre janeiro e maio de 2026, Portugal exportou para o Brasil quase 460 milhões de euros em mercadorias, valor que corresponde a um crescimento homólogo de 12,5%.
De igual modo, a posição brasileira assume particular expressão no relacionamento comercial de Portugal com o Mercosul. O Brasil concentra mais de 90% das exportações portuguesas destinadas aos países que integram o bloco sul-americano, constituindo o principal mercado português naquele espaço económico.
No âmbito do investimento estrangeiro, os indicadores apresentados pela CCILB mostram igualmente uma presença significativa do capital brasileiro em Portugal. Em junho de 2025, o Brasil representava 4,1% do stock de investimento direto estrangeiro no país, figurando entre as origens exteriores à União Europeia com maior peso.
A dimensão destes fluxos comerciais e financeiros reforça a importância de uma relação empresarial estruturada entre os dois mercados, num contexto em que empresas portuguesas procuram oportunidades de internacionalização e parceiros no Brasil, enquanto investidores e empresas brasileiras encontram em Portugal uma plataforma de entrada no mercado europeu.
É neste espaço de ligação que se posiciona a CCILB, presidida por Otacílio Soares, através de uma rede de contactos empresariais, profissionais e institucionais com o objetivo de facilitar a criação de relações de cooperação e identificar novas oportunidades entre Portugal e Brasil.
Neste sentido, para as empresas interessadas em desenvolver negócios nos dois mercados, a integração numa rede bilateral pode permitir o contacto com outros agentes económicos e institucionais, bem como o acompanhamento de iniciativas destinadas a reforçar a cooperação luso-brasileira.
Ígor Lopes
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