Atualidade
Universidade do Minho celebra 50 anos com programa aberto à sociedade
A Universidade do Minho (UMinho) lançou, no passado sábado, o programa de celebração do seu Cinquentenário, que será oficialmente celebrado a 17 de fevereiro de 2024, data em que a instituição comemora 50 anos após a tomada de posse da Comissão Instaladora e do Reitor Carlos Lloyd Braga. O programa, que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República, congrega um conjunto de iniciativas que irão acontecer até ao final de 2024 nos campi da UMinho e cidades da região. O programa foi delineado pela “Comissão Comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho” e irá contemplar iniciativas diferenciadas que vão desde a música ao desporto, com espaço para a sustentabilidade, interação com as cidades de Braga e Guimarães, produção de conhecimento e criação de legado para gerações futuras.
“Será um programa muito variado que irá estender-se ao longo de quase dois anos”, explicou João Cardoso Rosas, presidente da Comissão. “Haverá performances teatrais e espetáculos no espaço público, exposições no interior e no exterior das instalações da UMinho, colóquios e conferências para pensarmos a universidade em conjunto, uma conferência alargada a todas as universidades portuguesas sobre o seu papel nos 50 anos da democracia portuguesa, para além da forte componente desportiva e preocupação em contribuir para o bem-estar da comunidade UMinho”, exemplificou João Cardoso Rosas. Ao longo dos próximos dois anos serão ainda apresentados novos estudos sobre o impacto da UMinho na região, assim como sobre a sua produção científica ao longo destes 50 anos. Está prevista a edição de livros, incluindo o esboço da utopia para a Universidade do futuro. Paralelamente, será ainda contruída a Memória Digital da instituição e serão assinalados compromissos com a sustentabilidade ambiental, deixando assim um legado para as gerações futuras.
Para reunir toda a informação alusiva ao programa de celebrações foi criado um portal – www.uminho.pt/PT/50anos – que congregará todos os detalhes históricos, assim como das atividades, programa, Comissão Comemorativa e Comissão de Honra e apoios a estas celebrações.

O programa de celebrações conta, para além do Alto Patrocínio da Presidência da República, com o patrocínio das Câmaras Municipais de Braga e Guimarães, para além da parceria da Comissão Comemorativa dos Cinquenta Anos do 25 de Abril e da Rádio Universitária do Minho.
Composição da Comissão Comemorativa dos 50 anos da UMinho
A Comissão Comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho foi estabelecida pelo Despacho RT 31/2022 e terá como presidente o professor da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, João Cardoso Rosas [Ndr: a discursar na foto de destaque]. Integram esta Comissão, Carla Cruz, professora da Escola de Arquitetura, Arte e Design; Carlos Bernardo, professor Emérito da Escola de Engenharia; Duarte Lopes, substituído, a partir de janeiro de 2023, por Margarida Isaías, presidente da Associação Académica; Eloy Rodrigues, diretor dos Serviços de Documentação e Bibliotecas; Fátima Ferreira, professora do Instituto de Ciências Sociais; Fernando Alexandre, professor da Escola de Economia e Gestão; Francesca Rayner, professora da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas; Paula Jorge, investigadora da Escola de Engenharia; Pedro Morgado, professor da Escola de Medicina; e Vítor Matos, professor da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas.
Composição da Comissão de Honra
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República; Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República; António Costa, Primeiro-Ministro; Elvira Fortunato, Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; José Cordeiro, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas; Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga; Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães; Joana Marques Vidal, Presidente do Conselho Geral da UMinho; Álvaro Laborinho Lúcio e Luís Braga da Cruz, antigos presidentes do Conselho Geral da UMinho; Guilherme d’Oliveira Martins, presidente Conselho de Curadores da UMinho; José Manuel Mendes e Fortunato Oliveira Frederico, membros do Conselho de Curadores da UMinho; João de Deus Pinheiro, Sérgio Machado dos Santos, Licínio Chaínho Pereira, António Guimarães Rodrigues e António M. Cunha, antigos reitores da UMinho; António Ovídio M. Domingues, presidente da Associação de Funcionários da UMinho; Margarida Isaías, presidente da Associação Académica da UMinho.
Foto e imagem: UM.
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
Atualidade
TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação
Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.
A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.
Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.
“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.
Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.
“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.
De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.
“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.
Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.
O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.
“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.
“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.
A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.
“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade da Beira Interior cria licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes” para responder aos desafios da transição ecológica e digital
A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar, já no Concurso Nacional de Acesso
ao Ensino Superior deste ano, a nova licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis
Inteligentes”, um curso com 30 vagas que integra a oferta formativa do Departamento de
Engenharia Civil e pretende responder às necessidades emergentes da transformação digital
e ambiental dos territórios.
Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em
particular com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o plano curricular combina
áreas como Engenharia, Ambiente, Urbanismo, Geomática, Ciência de Dados e Inteligência
Artificial.
Ao longo do curso, os estudantes terão contacto com tecnologias como sensores
inteligentes, Internet das Coisas (IoT), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), veículos
aéreos não tripulados, modelação digital e ferramentas avançadas de análise de dados,
desenvolvendo competências para monitorizar infraestruturas, apoiar processos de decisão
técnica, aplicar princípios de economia circular e criar respostas para a adaptação às
alterações climáticas.
A licenciatura privilegia também uma componente prática, promovendo o contacto direto
com problemas reais através da colaboração com empresas, autarquias, instituições públicas
e entidades do sistema científico e tecnológico.
Neste sentido, os futuros diplomados poderão exercer funções em áreas como
administração local e regional, empresas municipais, entidades gestoras dos setores da
água, saneamento, resíduos e energia, empresas tecnológicas, consultoras de ambiente,
sustentabilidade, mobilidade, transportes, geomática, planeamento urbano e ciência de
dados, podendo ainda prosseguir estudos em cursos de mestrado.
O novo ciclo de estudos admite candidatos através de diferentes combinações de provas de
ingresso, todas elas tendo por base a disciplina de Matemática B, complementada por uma
das seguintes provas: Biologia e Geologia, Desenho, Economia, Física e Química, Geometria
Descritiva ou Português.
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