Atualidade
PSP comemora o 146º Aniversário do Comando Distrital de Viseu
A Polícia de Segurança Pública (PSP) assinala, hoje, o 146º aniversário do Comando Distrital de Viseu.
Atualmente, a área de responsabilidade territorial do Comando Distrital de Viseu compreende as cidades de Viseu e Lamego. Contudo, esteve igualmente instalada em Tondela (1941 a 1993), Castro Daire (1951 a 1984) e Mangualde (1951 a 1994).
A cidade de Viseu tem, de acordo com os Censos 2021, 46 697 habitantes e Lamego tem 12 073 habitantes, na sua área urbana, policiadas pela PSP.
“O Comando de Viseu tem vindo a intensificar a comunicação externa, nomeadamente, com os Órgãos de Comunicação Social (OCS) e, consequentemente, com os cidadãos em geral, sendo que a comunicação de excelência assume um papel primordial no alcance dos objetivos da PSP no que respeita a servir a população. É, também, dever da PSP informar os cidadãos do vasto serviço público prestado na continuação das várias atividades diárias, com o intuito de lhes poder transmitir um sentimento de segurança, especialmente em relação ao meio onde residem”, sublinha a PSP.
O Comando de Viseu, tem dado continuidade ao trabalho criado em setembro de 2022 com a “Coluna PSP”, artigo semanal publicado às sextas-feiras, no Jornal “Diário de Viseu”, a fim de ter um maior alcance, no que diz respeito à informação útil e credível, no serviço prestado ao cidadão, designadamente, esclarecendo dúvidas referentes a procedimento e alertando para questões de segurança e comportamentos de risco. Para além da “Coluna PSP”, também colabora com a revista “Amo Viseu”, desde novembro de 2022, sendo também esta publicação um veículo informativo e de entretenimento.
A página de Facebook do Comando Distrital de Viseu, disponível em PSP – Comando Distrital de Viseu | Facebook, criada a 23 de março de 2015, até à presenta data, ultrapassa os 11.510 seguidores. O Instagram foi criado em 25 de maio de 2022, tendo até, à presente data, 182 seguidores.

Relativamente à operacionalidade, no ano 2022, o Comando Distrital de Viseu salienta:
A detenção de 394 cidadãos na sequência de vários ilícitos criminais, dos quais se destacam:
– 265 detidos por condução de veículos com a taxa igual/superior a 1,20g/l de álcool no sangue;
– 44 por condução sem habilitação legal;
– 34 detenções por desobediência/resistência e coação sob funcionário;
– 25 por tráfico de estupefacientes;
– 26 por outros crimes.
Foi, ainda, dado cumprimento a 128 mandados judiciais.
No âmbito do Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade (MIPP), foram efetuadas 223 ações de sensibilização junto da população idosa e 726 contactos individuais de prevenção criminal. A PSP refere, também, as inúmeras ações de informação e sensibilização, realizadas pelas Equipas do Programa Escola Segura, nas 57 escolas existentes em Viseu e Lamego, envolvendo um total de 15264 alunos.
No âmbito da Investigação Criminal, foram iniciados 1660 inquéritos crime, sendo concluídos 1537, tendo sido constituídos arguidos 544 suspeitos pela prática de vários crimes. Foram registadas 835 diligências processuais (cartas precatórias), sendo concluídas 831. Foram, ainda, registados 3254 pedidos de entidades externas (notificações judiciais e outros), sendo concluídos 2999.
No que concerne ao combate ao tráfico de estupefacientes, foram efetuadas 65 apreensões de vários tipos de estupefacientes.
Na área da segurança rodoviária foram detetadas 6926 infrações e realizadas 410 operações de fiscalização, tendo sido fiscalizados 12807 condutores, dos quais 4716 foram submetidos a teste de alcoolemia.
No exercício das competências exclusivas da PSP em matéria de armas e explosivos, o Núcleo de Armas e Explosivos de Viseu realizou 74 ações de fiscalização e 11 de formação, destacando-se, ainda:
– 188 exames periciais (armas e munições);
– 650 armas recebidas a favor do estado;
– 4204 processos de licenciamento (1972 licenciamento de uso e porte de arma, 171 autorizações de compra de armas, 1122 transmissão de armas, 215 pedidos de segundas vias de manifesto, 120 autorização de frequência de curso de formação técnica e cívica (CFTC), 24 curso de atualização técnica e cívica (CATC).
– 22 licenças de autorização de compra e emprego de explosivos;
– 31 licenças de autorização de lançamento de artigos pirotécnicos.
No âmbito das comemorações do aniversário da PSP de Viseu, no próximo dia 11 de janeiro, a Banda Sinfónica da PSP realizará um Concerto na Sé Catedral de Viseu. O concerto será aberto ao público e gratuito e, quem desejar assistir, deverá proceder, previamente, à reserva de lugar para o número 232 480 388 – Núcleo de Relações Públicas da PSP de Viseu.
Foto e imagem: PSP.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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