Atualidade
Prémio António Sérgio 2021 distingue seis projetos vencedores
Um por cada categoria
O Prémio António Sérgio 2021 distinguiu seis projetos vencedores, um por cada categoria – Inovação e Sustentabilidade, Estudos e Investigação, Estudos e Investigação na Lusofonia, Formação Pós-Graduada, Trabalhos de Âmbito Escola e Trabalhos Jornalísticas – atribuindo também quatro menções honrosas e reconhecendo as Personalidades do Ano da Economia Social: Rogério Cação (Carreira) e Joana Moreira (Capacidade Empreendedora).
A Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) divulgou os vencedores do Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2021.
O Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio, criado pela CASES em 2012, destina-se a homenagear as pessoas singulares e coletivas que, em cada ano, mais se tenham distinguido em domínio relevantes para a Economia Social, contando com seis categorias e um Prémio de Honra.
Categoria Inovação e Sustentabilidade
Vencedor
Crescer na Maior – Associação de Intervenção Comunitária – É UM RESTAURANTE
Criado em 2019 É UM RESTAURANTE é um projeto cujo objetivo é promover a integração no mercado de trabalho das pessoas que se encontram em situação de sem abrigo na cidade de Lisboa, visando melhorar as suas condições de vida, reduzindo as assimetrias sociais e tomando parte decisiva na sua inclusão. Um projeto com forte impacto social que dá ainda resposta a uma demanda cada vez maior no setor da restauração na cidade de Lisboa.
Menção honrosa
Santa Casa da Misericórdia de Melgaço – Lado a Lado
O projeto Lado a Lado pretende melhorar a qualidade de vida da população depois dos 65 anos e promover/valorizar o ageing in place, através do acompanhamento por parte de uma equipa técnica multidisciplinar aos idosos e seus familiares, no seu próprio domicílio, com o intuito de prolongar o máximo de tempo possível a estadia das pessoas nas suas próprias casas, através da redução do risco de ocorrências de intrusão e de insegurança pessoal; aumento de medidas corretivas, usando um sistema de monitorização de sinais vitais de saúde e aumento de prestação de serviços preventivos e corretivos de saúde física e psicológica, através da prestação dos serviços de apoio psicossocial e de teleassistência com localização SOS.
Categoria de Estudos e Investigação
Vencedora
Cláudia Sofia Marques Cordeiro – Inovação e Governança para a Sustentabilidade das Organizações de Economia Social: educação de jovens empreendedores e dirigentes de projetos sociais – Mestrado em Gestão De Organizações de Economia Social – Instituto Politécnico de Santarém
O Estudo vencedor procurou saber qual o impacto de um projeto de empreendedorismo social numa escola pública, através do caso concreto do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação. Teve como objetivos: Contribuir para a formação de jovens alunos portugueses, através da estimulação das suas capacidades, dos seus talentos, aplicando como competência estratégica o empreendedorismo social; Sensibilizar a comunidade escolar (alunos e professores) para as valências da Economia Social; Medir o impacto da implementação do mesmo nas expetativas e aceções destes agentes antes, durante e depois do projeto.
Este projeto envolveu 5 turmas (duas do 7º ano e três do 8º) na hora destinada à disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. A avaliação do impacto da intervenção foi feita através de três questionários e seis entrevistas.
Menção honrosa
Luís Jacob – Universidades Seniores Portuguesas: Caracterização e Desenvolvimento – Tese de doutoramento internacional – Universidade de Salamanca
O objetivo do Estudo foi conhecer o desenvolvimento e fazer a caracterização das Universidades Sénior em Portugal e do impacto que têm sobre os seus frequentadores, com recurso a fontes de informação primárias, a teses académicas e a quatro inquéritos criados para este propósito com um total de 2.074 respostas. Os inquéritos incidiram sobre os alunos seniores, os professores voluntários, as entidades promotoras das Universidades Seniores e especialistas em educação ao longo da vida. Apresenta sugestões para futuras investigações: “estudar mais profundamente a relação entre os alunos seniores e o consumo de medicação antidepressiva; analisar e caracterizar os dirigentes e coordenadores das Universidade Seniores; descobrir como cativar mais homens; realizar um estudo longitudinal que avalie o aluno antes de entrar na US e após algum tempo de a frequentar, e estudar mais pormenorizadamente o método pedagógico mais adequada para os mais velhos.”
Categoria de Estudos e Investigação na Lusofonia
Vencedores
Ana Martha Bülow e Leonardo Custodio Machado – Potencial de bancarização do cooperativismo de crédito nos municípios brasileiros desassistidos pelo SFN
O Estudo pretendeu investigar o potencial de bancarização do cooperativismo de crédito brasileiro nos municípios que não possuem nenhuma agência, posto de atendimento ou posto de atendimento eletrónico, bem como mensurar a população desassistida nestes locais e o perfil socioeconómico desta população. Teve como objetivos: quantificar os indivíduos e municípios brasileiros que não possuem acesso ao crédito e serviços financeiros; traçar o perfil socioeconómico desta população e avaliar o potencial de bancarização das cooperativas de crédito nesses locais. O Estudo baseou-se nos dados recolhidos do Banco Central do Brasil (Bacen), na utilização das estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2019 e indicadores sociais disponibilizados pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil; e estabeleceu correlação com os 202 municípios destacados no Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. A identificação de 392 municípios sem acesso ao crédito e serviços bancários permite às cooperativas de crédito brasileiras colocarem-se como agentes potenciais de bancarização e atendimento às necessidades das pessoas que residem nesses locais, na medida em que atuam como instrumento de inclusão financeira e social.
Categoria Formação Pós-Graduada
Vencedor
Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) – Instituto Politécnico do Porto – Mestrado em gestão e regime jurídico-empresarial da economia social
O curso tem como objetivo geral, através de uma abordagem inovadora e multidisciplinar de gestão, jurídica, contabilística, económica, de aplicação de novas tecnologias e de marketing, proporcionar uma formação integrada e especializada para o exercício de uma atividade profissional no setor da Economia Social, contribuindo para a profissionalização da gestão, a transparência na governação, o funcionamento em rede e uma eficiente comunicação interna e externa. Pretende-se, igualmente, que os mestrandos contactem, através da frequência do Mestrado, com um conjunto diversificado de projetos, entidades, e de redes nacionais e internacionais no âmbito da economia social.
Categoria Trabalhos de Âmbito Escolar
Vencedor
Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar – Projeto Aver-O-Mundo
Este projeto tem como objetivo a maior inclusão social dos alunos Nacionais de Países Terceiros (NPT) e suas famílias, com reflexos ao nível da melhoria do sucesso escolar. Contou com a participação de 700 pessoas, desde pais, alunos, pessoal docente, não docente e comunidade envolvente. Teve como ações: a) Capacitação da Comunidade Educativa sobre interculturalidade: plano de capacitação para a comunidade educativa; não-docentes; docentes; encarregados de educação/ pais; alunos; b) Adequar para Integrar: adequação do Agrupamento ao princípio da interculturalidade, c) Elos: criação de parcerias com organizações locais que contribuam para uma capacitação adequada da comunidade educativa e um melhor acolhimento e integração dos alunos NPTs; d) Colaboração em Rede: desenvolvimento de um trabalho colaborativo entre as organizações educativas que integram a REEI e outras que promovam as atividades de educação intercultural.
Categoria Trabalhos Jornalísticos
Vencedora
Cecília Malheiro – COVID-19: Centro de Apoio ao Sem-abrigo do Porto triplica refeições entregues semanalmente – Lusa
O trabalho, desenvolvido em formato imprensa, relata como A CASA – Centro de Apoio aos Sem-Abrigo do Porto foi um das poucas da cidade do Porto a continuar a trabalhar em tempos de pandemia e em estado de emergência, mesmo com menos voluntários. O trabalho mostra que há muitos voluntários que continuaram a trabalhar mesmo com medo do novo coronavírus, porque a crise fez disparar os pedidos de ajuda para comer devido à crise económica local, nacional e mundial que se instalou com a pandemia.
Menções Honrosas
Sara Moreira, Catarina Leal, Filipe Nunes – Pandemia Solidária – jornal Mapa
Em resposta à crise sanitária, económica e social trazida pela COVID-19, surgiu um “surto de apoio mútuo” de Norte a Sul do país. Entre abril e maio de 2020, o Jornal Mapa entrevistou um conjunto de associações, cooperativas e coletivos informais que deram corpo e voz à série
PANDEMIA SOLIDÁRIA. Cantinas autogeridas, redes de distribuição de alimentos e bens essenciais e apoio a pessoas e animais vulneráveis são algumas das iniciativas que vão bem além da assistência e caridade e que demonstram a concretização da solidariedade na prática.
Num contexto em que as medidas de confinamento levaram à redução drástica do apoio garantido por entidades formais da Economia Social, importou identificar iniciativas que, com diferentes meios e recursos, implementaram redes de apoio com impacto significativo, e com a rapidez e agilidade que não foram possíveis em contextos institucionais. Assim, nesta série, julgam os autores ver expandida a noção de Economia Social para um conjunto de práticas que se verificam em diferentes esferas sociais e de acordo com diferentes modelos organizacionais.
O planeamento da PANDEMIA SOLIDÁRIA envolveu um processo colaborativo entre jornalistas/colaboradores de diversas partes do país para discutir e montar um guião comum de entrevista, a ser aplicado em cada um dos casos retratados em diferentes regiões.
Nuno Guedes – O diário da nossa pandemia – TSF
A reportagem, formato de rádio, retrata a adaptação à pandemia do Projeto Teatro de Identidades, uma iniciativa que até aí se realizava em centros de dia de várias instituições sociais e que é promovida por uma parceria entre a Câmara Municipal da Amadora, a Escola Superior de Teatro e Cinema e a Associação de Amigos da Escola Superior Teatro e Cinema. Um trabalho que tenta, em paralelo, perceber os medos, as angústias e o dia a dia de quem, de repente, teve mesmo, pela idade, de ficar fechado em casa, numa reportagem toda feita por telefone. O Trabalho aborda uma realidade que não é apenas da Economia Social, pois o projeto retratado desenvolvia-se, antes da pandemia, no terreno, em diversos centros de dia de várias instituições sociais, resultando de uma parceria entre uma autarquia, uma instituição de ensino superior e uma associação.
Prémio de Honra Personalidade da Economia Social 2020
Honra à Carreira
Vencedor
Rogério Cação (a título póstumo) – nomeado por CONFECOOP
Nota biográfica: Rogério Manuel Dias Cação nasceu em Peniche, no dia 14 de fevereiro de 1956. Frequentou o Curso de Estudos Superiores Especializados em Supervisão Pedagógica e Gestão de Formação, na Escola Superior de Educação de Lisboa, fez a parte curricular do Mestrado em Antropologia. Como docente e em regime de destacamento, em 1988 iniciou a função de Professor de Educação Especial na CERCIPENICHE, com sede em Peniche, tendo-se mantido nesta função até 2013. Até ao seu último ato público desempenhou o cargo de Vice-presidente da Direção e Diretor-executivo da FENACERCI, Presidente da Direção da CERCIPENICHE e Presidente da Direção da CONFECOOP, Presidente da Direção da ADEPE. Participou em múltiplas iniciativas, grupos de trabalho e entrevistas nos domínios da Ética e Deontologia, Educação
Especial, Escola Inclusiva e Transição para a Vida Adulta, Formação e Emprego das Pessoas com Deficiência, bem como na área da Economia Social, tendo sido agraciado com a Comenda da Ordem de Mérito em 2010. Foi ainda Vice-Presidente da Confederação Portuguesa da Economia Social; Presidente da mesa da assembleia da ACOMPANHA – Cooperativa de Solidariedade Social; Vereador na Câmara Municipal de Peniche; Membro do Conselho Económico e Social; Comendador da Ordem do Mérito. O seu último ato publico foi a assinatura do Compromisso de Cooperação – Protocolo para o Biénio 2021-2022, assinado na véspera do seu falecimento, contribuindo para a estabilidade e sustentabilidades das organizações do setor social e solidário.
Honra à Capacidade Empreendedora
Vencedora
Joana Moreira – nomeada pela Associação Juvenil Transformers
Nota biográfica: Joana Moreira tem 31 anos e desde 2006 que iniciou um caminho de voluntariado que a levou a vários lugares, potenciando diferentes comunidades e promovendo a cidadania em cada um desses sítios. De bairros sociais a prisões juvenis, a Joana promoveu atividades de música, pintura e consciência social. Mais tarde foi também voluntária em centros de apoio à deficiência, no Grupo de Ação Social do Porto e dedicou muitas horas ao apoio ao estudo em IPSS. Em 2008 concluiu com sucesso o Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e da Saúde, ingressando, em 2013, no Movimento Transformers, organização que lidera desde então e que a levou a fazer formação executiva em Empreendedorismo Social. Em 2015 envolveu-se numa missão de voluntariado internacional em São Tomé e Príncipe. Durante 3 meses trabalhou com mais de 150 crianças e jovens no sentido de perceber os seus talentos e de os capacitar para resolverem problemas da comunidade. É também formadora do IES – Social Business School, onde foi também Diretora de Programas e Gestora de Projeto, potenciando muitos negócios de impacto. É especialista da IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social, onde dá apoio a startups de impacto, associações em crescimento e pessoas que querem mudar de carreira. Foi mentora da Portuguese Women in Tech, uma comunidade de mulheres líderes na tecnologia, gestora de projeto na Vintage for a Cause, um projeto focado na promoção e desenvolvimento da economia circular e do envelhecimento ativo. É também cofundadora da Associação MAD Panda, uma plataforma de apoio às associações focadas na causa animal que já evitou mais de 8 toneladas de desperdício alimentar, canalizando-o para as associações com necessidades. No início de 2021, a Comissão Europeia elegeu a Joana como uma das 100 melhores empreendedoras sociais da Europa.
A Cerimónia Pública de entrega do Prémio terá lugar no primeiro trimestre de 2022, em formato e data ainda a definir.
António Sérgio de Sousa (1883-1969)
António Sérgio nasceu em Damão, em 1883. Foi escritor, pensador e pedagogo, com vasta obra publicada que se estende da teoria do conhecimento à filosofia política e de educação.
Afirmou-se na área da Educação com obras e pensamento originais, tendo dirigido publicações periódicas e fundado o movimento Renascença Portuguesa, precursor da reforma do ensino a seguir à Proclamação da República.
Os seus escritos, nas mais diversas áreas, revelam uma filosofia com profundas implicações humanas e sociais. Defendeu a doutrina democrática a nível de organização política, uma conceção da pedagogia que valorize a criança e o jovem como seres criativos, e foi um dos principais ideólogos do cooperativismo em Portugal.
Exilou-se em Paris após a subida ao poder de António Oliveira Salazar. Das suas obras destacam-se Educação Cívica (1915) e oito volumes de Ensaios (1920-1958). Morreu em Lisboa, em 1969.
Imagem: CASES.
Atualidade
Porto recebe “Conferência Clínica Internacional” de “Psicoterapia Interpessoal” em junho de 2027
A cidade do Porto vai receber, entre 7 e 11 de junho de 2027, a “IPT Supervisor & Trainer International Conference”, Conferência Clínica Internacional de Psicoterapia Interpessoal dedicada à “formação, supervisão e atualização de profissionais” que trabalham com este modelo psicoterapêutico. A realização em Portugal será organizada pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal, entidade sediada no Porto e protocolada com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), no âmbito da especialidade em Psicologia Clínica e especialidade avançada em Psicoterapia.
Depois de Los Angeles, em 2025, e Singapura, em 2026, a conferência internacional chega em 2027 ao Porto, integrando Portugal no circuito mundial de encontros dedicados à Psicoterapia Interpessoal. O evento encontra-se em preparação e deverão ser divulgados posteriormente o local dos trabalhos, o programa científico, os especialistas participantes e as condições de inscrição.
A edição portuguesa será promovida pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal”, estrutura que desenvolve atividades de “divulgação, formação, treino e supervisão” para profissionais de saúde mental. O percurso formativo da instituição tem origem em 2006 e a academia facilita, desde 2009, processos de especialização em “Psicoterapia Interpessoal”, reconhecidos em Portugal, na Europa e internacionalmente, sobretudo destinados a profissionais de Psicologia e Medicina de língua portuguesa.
Modelo de sucesso
Em Singapura, a conferência realizou-se entre 18 e 22 de maio de 2026 e correspondeu à 10.ª Conferência Clínica Anual do IPT Institute International. O programa reuniu supervisores, formadores e clínicos com formação avançada em Psicoterapia Interpessoal e incluiu formação de formadores, um curso de Nível A e sessões dedicadas à supervisão clínica.
Entre os conteúdos abordados estiveram métodos de formação em Psicoterapia Interpessoal, competências de apresentação e ensino, discussão de casos, supervisão baseada em competências, avaliação de portefólios clínicos, exercícios de simulação e utilização de pacientes simulados por inteligência artificial no contexto da supervisão.
“A realização da edição de 2027 no Porto é um evento único no nosso país e pretende dar continuidade a este trabalho internacional, trazendo para solo luso o estado da arte desde modelo terapêutico com profissionais de renome, em particular o Médico Psiquiatra e Director do IPT Institute International Dr. Scott Stuart, com formação centrada no conhecimento teórico e na prática clínica da Psicoterapia Interpessoal, com enfoque no treino e supervisão de profissionais”, disse Ivandro Soares Monteiro, psicólogo clínico e psicoterapeuta, doutorado, professor universitário no ICBAS, fundador e CEO da EME Saúde, da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, Clube dos Estoicos e STOICNET, psicólogo das organizações e associate partner da CROWE Portugal.
A organização portuguesa ficará a cargo da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, marca registada da EME Saúde e entidade certificada pela DGERT (formação acreditada e isenta de IVA). A instituição desenvolve um percurso de especialização estruturado por diferentes níveis de formação, desde a aprendizagem inicial do modelo até à supervisão e formação avançada.
A ligação institucional à OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) foi formalizada através de protocolo, permitindo à API integrar o conjunto de associações e sociedades de Psicoterapia protocoladas com a Ordem. A formação desenvolvida pela instituição inclui igualmente ações reconhecidas no âmbito da Psicologia Clínica e da especialidade avançada em Psicoterapia.
Os cursos promovidos pela academia seguem ainda critérios e orientações do Interpersonal Psychotherapy Institute e recomendações da International Society for Interpersonal Psychotherapy, reforçando a ligação dos profissionais portugueses e lusófonos às estruturas internacionais dedicadas a este modelo de intervenção.
Segundo a missão definida pela academia, que está prestes a arrancar em outubro de 2026 com a 28ª edição do curso de nível “A” em Psicoterapia Interpessoal, 100% Online e em português, é “procurar disponibilizar aos profissionais de saúde mental formação teórico-prática orientada para a aplicação clínica da Psicoterapia Interpessoal, para além de criar condições acreditadas para o acesso a diferentes níveis de formação, treino, especialização e supervisão”.
A instituição pretende ainda contribuir para o desenvolvimento deste modelo nos países de língua portuguesa, através da realização regular de cursos, workshops, eventos científicos e iniciativas de supervisão clínica, procurando aproximar os profissionais dos conhecimentos e instrumentos utilizados na intervenção com pacientes, criando hubs da API com Associate Partners junto de parceiros internacionais de outros países de língua portuguesa interessados.
“O evento está ainda em fase de preparação. Deveremos anunciar nos próximos meses o programa, os especialistas internacionais convidados, o espaço onde decorrerão os trabalhos e os procedimentos para participação na conferência”, finalizou Ivandro Soares Monteiro.
Ígor Lopes
Atualidade
Nos próximos dias, Castelo Branco recebe “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” com participação de Portugal, Brasil e Cabo Verde
Castelo Branco, na região Centro de Portugal, recebe, nos dias 4 e 5 de setembro, a primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Promovida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, através da Divisão de Museus e Cultura, a iniciativa reúne representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde e coloca no centro do programa a valorização do património, das indústrias criativas e das redes de cooperação entre territórios. O evento integra a programação geral do “Festival Sabores de Perdição”, que decorrerá entre 3 e 6 de setembro.
O encontro está integrado na estratégia desenvolvida por Castelo Branco no âmbito da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que o município integra na categoria de Artesanato e Artes Populares. Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal, enquadra a realização do certame neste percurso de afirmação da cidade dentro da rede internacional.
“A ‘Bienal de Artes e Ofícios’ vem na linha de continuidade do desenvolvimento desta participação do município de Castelo Branco na ‘Rede das Cidades Criativas’. Temos uma programação que está alocada a esta chancela e, dentro dessa programação, está também o desenvolvimento desta ‘Bienal Internacional de Artes e Ofícios’”, afirma Sónia Abreu, que recorda que a Bienal surge depois de outras iniciativas promovidas pelo município no quadro da ligação às Cidades Criativas.
“Já se fizeram outras atividades, nomeadamente o ‘Encontro Internacional de Cidades Criativas e Desenvolvimento Sustentável’, o ‘Fórum Ibero-Americano das Cidades Criativas’ e, agora, este foi o desenvolvimento natural das atividades que estão muito ligadas às cidades criativas”, refere.
O programa começa às 10h de sexta-feira, 4 de setembro, com a sessão de abertura conduzida pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Às 10h45, as Batucadeiras do Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa, protagonizam um momento musical. Às 11h30 realiza-se a primeira mesa-redonda, dedicada ao tema “Identidade Local e Economia Criativa: Instrumentos Públicos para Valorizar o Património”. A sessão será moderada por Sofia Lourenço, cônsul honorária da República de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu. Participam António Pinto Dias Rocha, cônsul honorário do Brasil para os distritos de Castelo Branco e Portalegre; Ângela Barbosa, gestora do Centro Cultural de Cabo Verde; Maria Antónia Amaral, chefe de Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P.; e Américo Rodrigues, diretor-geral da Direção-Geral das Artes.
Para Sónia Abreu, a partilha entre cidades e instituições constitui uma das componentes centrais da iniciativa.
“A ideia é partilhar experiências, divulgar boas práticas e ligar todas as cidades do país que estão também associadas às Cidades Criativas”, salientou esta responsável, que considera ainda que a presença de diferentes instituições e especialistas deve permitir que o encontro produza reflexão sobre políticas de preservação e valorização do património.
“O que esperamos é que, mais do que um momento de reflexão, todos consigamos identificar medidas públicas de proteção e de valorização destes recursos culturais de cada território e, nomeadamente, do território de Castelo Branco”, sublinhou.
Depois do almoço, ainda no dia 4, o Bordado de Castelo Branco assume uma posição central na programação. A partir das 14h30, a mesa-redonda “O Bordado de Castelo Branco: Tradição e Inovação” será moderada por Teresa Costa, gerente da A. CERTIFICA, Organismo de Certificação de Produções Artesanais Tradicionais. O painel conta com Ana Cristina Mendes, diretora-adjunta do CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património; Graça Ramos, presidente da Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses; Ana Margarida Fernandes, professora na Escola Superior de Artes Aplicadas da Universidade Politécnica de Castelo Branco; e Sónia Santiago, diretora de Marketing e Comunicação do Grupo “O Valor do Tempo”.
A reflexão em torno do Bordado de Castelo Branco inclui o debate sobre a relação entre tradição, inovação, formação, design e valorização económica. Sónia Abreu considera que a continuidade destes saberes passa também pela capacidade de dialogarem com a contemporaneidade.
“Estas artes têm que ser contemporâneas. Se queremos que estas artes continuem a vingar, há aqui um momento em que elas têm que dar o salto”, defendeu.
O primeiro dia da Bienal prossegue às 16h30 com a inauguração da exposição “O Mundo Bordado à Mão”. Às 17h30 está prevista uma visita guiada ao MUTEX – Museu dos Têxteis, encerrando uma jornada dedicada à relação entre políticas públicas, património, identidade e inovação.
O segundo dia, sábado, 5 de setembro, será dedicado durante a manhã à “Rede de Cidades Criativas da UNESCO” e à apresentação de práticas, projetos e experiências desenvolvidos em diferentes municípios portugueses. A partir das 10h estarão representadas Castelo Branco, Barcelos e Caldas da Rainha, na categoria de Artesanato e Artes Populares; e Amarante e Leiria, na categoria de Música. Depois de uma pausa, às 12h, o programa prossegue com Braga, Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artes Digitais; Covilhã, em Design; Idanha-a-Nova, em Música; e Matosinhos, em Gastronomia. Às 13h15 está previsto um período de debate e participação do público.

Também na tarde de sábado, a relação entre criatividade e economia ganha maior expressão. Às 14h30 realiza-se a mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”, moderada por Eduardo Barroso, consultor e ponto focal internacional da cidade brasileira de João Pessoa e Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artesanato e Artes Populares. O painel contará com Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, no estado de Alagoas, Brasil; Higor Esteves, vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP e diretor-geral da Start CPLP; e Marielza Rodriguez, gestora do Programa do Artesanato Paraibano – PAP. A participação brasileira coloca no debate questões relacionadas com empreendedorismo, internacionalização e criação de valor económico a partir das indústrias criativas.
O encerramento oficial da Bienal está marcado para às 16h de sábado e será conduzido pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Depois de uma pausa para café, às 16h30, a programação termina às 17h com uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Bordado.
Outros olhares
Para Sónia Abreu, a chancela de Cidade Criativa deve ser entendida para além da dimensão institucional e utilizada na projeção de Castelo Branco.
“É uma questão que eu tenho refletido muito sobre e tenho conversado com o presidente da Câmara Municipal, porque é ele quem tem o pelouro da Cultura e das Cidades Criativas. O facto de termos esta chancela é muito mais do que só dizer ‘somos uma cidade criativa’. Penso que deveríamos aproveitar este legado, esta chancela que tem muito peso e é tão importante para chamar todos”, afirmou, realçando que, “nesta Bienal, em concreto, vamos focar-nos naquilo que nos elevou à categoria de “Cidade Criativa da UNESCO”, que são o Artesanato e as Artes Populares, como o bordado, mas a ideia é também apoiar e promover outras formas de artesanato que existem na cidade”, salienta Sónia Abreu, que deixa um convite à participação no encontro e à descoberta do território através do património e das tradições que estarão em debate durante os dois dias.
“O convite que eu faço às pessoas é que venham a Castelo Branco e que participem neste evento. O que vamos ter aqui é um painel de oradores muitíssimo interessante, que vai falar não só sobre as questões relacionadas com o ‘Bordado de Castelo Branco’, mas sobre o património imaterial, as tradições no geral. Não deixem de estar presentes”, apelou.
Participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória
A participação na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” é gratuita. As inscrições podem ser efetuadas através de formulário próprio no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDxASco71nQy1jCHIm-o5SqzxmmZZAYr1dM6eF-ky6eKONjQ/viewform
Ígor Lopes
Atualidade
Lisboa: António José Seguro recebeu Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém
O presidente da República de Portugal, António José Seguro, recebeu nesta quarta-feira, dia 26 de agosto, o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, para um almoço que proporcionou um momento de partilha de experiências e reflexão sobre o país.
Segundo uma nota divulgada no site oficial da Presidência da República, “o encontro ficou marcado por uma grande simpatia, pela partilha de experiências e pela estimulante troca de ideias sobre o país”.
A informação divulgada foi acompanhada por fotografias de António José Seguro e Marcelo Rebelo de Sousa a conversar lado a lado nos jardins do Palácio de Belém, registando visualmente o encontro entre os dois chefes de Estado.
Com efeito, a reunião insere-se numa sequência de encontros que têm sido promovidos por António José Seguro com antigos presidentes da República desde que assumiu funções. O atual chefe de Estado português já tinha recebido António Ramalho Eanes, no início de julho, e Aníbal Cavaco Silva, no final do mesmo mês, em ocasiões igualmente divulgadas através de notas no site da Presidência.
António José Seguro assumiu a Presidência da República de Portugal a 9 de março de 2026, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa, que exerceu o cargo durante dez anos, entre 2016 e 2026.
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