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Município de Barcelos comemora o Dia Nacional dos Castelos

Artesãos recriam a Idade Média no Castelo de Faria

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Nos próximos dias 5, 6 e 7 de outubro, nas ruínas do Castelo de Faria haverá ações de visita e interpretação da vida na Idade Média. Uma dezena de artesãos e profissionais da recriação histórica farão a apresentação de ofícios medievais, oficinas de experimentação e de recriação histórica, tentando reproduzir o ambiente vivido no local há mais de 600 anos. Animais de sela e de carga, falcoaria, ferreiros, tecelões e outros agentes emprestam ao Monumento Nacional a ambiência de outros tempos.

No dia 7 de outubro, as atividades serão dedicadas exclusivamente às escolas do primeiro e segundo ciclos inscritas neste evento. As crianças e jovens terão oportunidade de ver fazer, de visitar os recantos do Castelo e de ouvir contar as histórias do lugar.

Esta comemoração, que vai para o terceiro ano consecutivo, insere-se no conjunto das atividades de promoção e de dinamização que o Município tem incrementado no local, desde que recebeu a tutela da gestão das ruínas arqueológicas, em 2022.

A entrada é livre.

Foto: CMB.

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Pedro Ramos defende: “é preciso colocar a gestão de pessoas no centro do crescimento das empresas lusófonas”

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A transformação do mercado de trabalho, a inteligência artificial, a mobilidade profissional e a necessidade de novas competências estão a alterar as prioridades das empresas no espaço lusófono. Para Pedro Ramos, especialista português em Liderança, Gestão de Pessoas e Transformação Organizacional, responder a este cenário exige que as organizações deixem de olhar para os Recursos Humanos apenas como uma estrutura administrativa e integrem a gestão de pessoas na própria estratégia empresarial. A sua abordagem parte de um princípio que tem acompanhado o percurso profissional: liderar é cuidar.

Doutorado em Economia de Empresa, mestre em Sociologia do Emprego, professor universitário e CEO da Dale Carnegie Portugal, Pedro Ramos acumula mais de 30 anos de experiência em funções ligadas à liderança, Recursos Humanos e desenvolvimento organizacional. A Dale Carnegie Portugal mantém atualmente programas dirigidos à comunicação, liderança, relacionamento interpessoal, gestão do stress, desenvolvimento de equipas e transformação comportamental nas organizações.

O trabalho desenvolvido por Pedro Ramos tem assumido uma dimensão crescente dentro da lusofonia, sobretudo através da participação em encontros empresariais e académicos em Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola, por exemplo. O especialista tem defendido que mercados com características distintas podem encontrar na língua, na formação de lideranças e no desenvolvimento do capital humano pontos de aproximação capazes de gerar cooperação empresarial.

Para Pedro Ramos, as empresas que pretendem crescer dentro do espaço lusófono precisam de integrar estratégia, cultura organizacional, qualificação e desenvolvimento humano. Segundo o especialista, a circulação de profissionais e empresas entre Portugal, Brasil, Cabo Verde e outros países de língua portuguesa torna ainda mais necessária uma gestão capaz de compreender contextos culturais diferentes, sem perder objetivos comuns de produtividade, inovação e desenvolvimento.

“O futuro do mundo lusófono depende de líderes capazes de integrar pessoas, propósito e desenvolvimento económico”, sustentou Pedro Ramos, ao defender a ética, a confiança, a inclusão, a diversidade cognitiva e o desenvolvimento contínuo como componentes da gestão das organizações.

A visão ganha relevância num momento em que Portugal reforça a sua ligação a mercados internacionais, o Brasil mantém uma das maiores comunidades profissionais de Recursos Humanos do mundo e Cabo Verde procura posicionar-se como espaço de ligação entre Europa, África e Américas. Neste quadro, Pedro Ramos tem procurado estabelecer pontes entre diferentes ecossistemas empresariais, transportando para o debate lusófono temas como liderança, comunicação, retenção de talento, formação contínua, inteligência artificial, gestão da mudança e cultura organizacional.

No Brasil, essa ligação ficou novamente demonstrada com a participação no CONARH 2026, realizado em São Paulo. Pedro Ramos integra o Conselho Estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e participou também nos trabalhos ligados ao congresso. Durante a edição deste ano, moderou uma sessão dedicada a experiências empresariais asiáticas e à aplicação desses conhecimentos no contexto brasileiro, num encontro centrado nos desafios da gestão de pessoas, liderança, aprendizagem, inovação e transformação das organizações.

O mercado brasileiro ocupa, neste percurso, uma posição estratégica. A dimensão económica do país, o volume de empresas e a presença de estruturas dedicadas à gestão de pessoas criam condições para a partilha de experiências com Portugal e outros países lusófonos. Para Pedro Ramos, esta relação pode ultrapassar o intercâmbio de práticas empresariais e contribuir para a criação de modelos de liderança adaptados a organizações que trabalham simultaneamente em diferentes culturas e geografias.

Em Cabo Verde, Pedro Ramos desempenhou igualmente um papel ligado ao desenvolvimento desta agenda. Nos dias 24 e 25 de julho, participou no Human Leaders International Congress 2026, realizado na cidade da Praia, tendo integrado o projeto como embaixador. O encontro reuniu dirigentes, especialistas e académicos para debater liderança, capital humano, inovação, sustentabilidade, inclusão e futuro do trabalho. A presença do especialista português inseriu-se numa estratégia de aproximação entre profissionais e organizações de diferentes países de língua portuguesa.

Pedro Ramos tem defendido que a gestão do talento deve ultrapassar o recrutamento e os procedimentos internos das empresas. Integração de trabalhadores, preparação das lideranças, retenção de profissionais, comunicação entre culturas, adaptação tecnológica e desenvolvimento de equipas capazes de trabalhar em diferentes mercados fazem, na sua perspetiva, parte do mesmo processo de gestão.

Segundo o especialista, os modelos de desenvolvimento utilizados no seu trabalho procuram gerar alterações comportamentais aplicadas ao funcionamento diário das organizações, com incidência na confiança, comunicação, responsabilidade individual e liderança próxima. Esta abordagem é também apresentada pela Dale Carnegie Portugal como parte de uma metodologia orientada para o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional.

“O sucesso empresarial nasce do cuidado genuíno com os talentos, as equipas e as comunidades”, afirmou Pedro Ramos.

A presença em Cabo Verde e no Brasil foi antecedida, em julho, pela participação no Carreira International Summit 2026, em Luanda. O encontro reuniu representantes de Angola, Portugal e Brasil em torno do futuro do trabalho, da liderança e da gestão de pessoas, reforçando uma agenda profissional que Pedro Ramos tem procurado desenvolver dentro dos mercados de língua portuguesa.

Este percurso coloca Portugal como um dos pontos de articulação do trabalho desenvolvido por Pedro Ramos. A partir de Lisboa, onde está sediada a Dale Carnegie Portugal, o especialista tem procurado estabelecer ligações com organizações, gestores, universidades e estruturas profissionais de vários países, num modelo em que a formação de lideranças acompanha os processos de internacionalização empresarial.

Para ele, o crescimento das empresas lusófonas não deverá depender apenas da abertura de novos mercados ou da expansão comercial. A capacidade de preparar pessoas para liderar equipas multiculturais, gerir processos de mudança e responder ao impacto da tecnologia deverá assumir igualmente um papel na competitividade das organizações.

Num espaço formado por economias com dimensões e estruturas diferentes, Pedro Ramos identifica na língua portuguesa uma plataforma de aproximação, mas considera que a cooperação empresarial exige conhecimento das especificidades locais. Portugal, Brasil e Cabo Verde apresentam realidades laborais distintas, mas enfrentam desafios comuns relacionados com talento, liderança, transformação tecnológica e qualificação profissional.

“Colocar as pessoas no centro de todas as estratégias organizacionais” é, segundo Pedro Ramos, o ponto de partida para transformar os desafios empresariais em desenvolvimento sustentável.

A trajetória recente do especialista traduz, assim, uma estratégia direcionada para a circulação de conhecimento dentro da lusofonia. De Lisboa a São Paulo e da cidade da Praia a Luanda, Pedro Ramos tem colocado a gestão de pessoas, a liderança e a formação de talento no centro de uma discussão que acompanha a crescente internacionalização das empresas e a necessidade de preparar organizações capazes de atuar num mercado lusófono cada vez mais interligado.

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NOVA FCT coordena projeto europeu de 7 milhões de euros para transformar a indústria através da economia circular

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  • A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT vai lançar o projeto europeu “Remanufacturing-X – Accelerating Europe’s Transition to Digital Circular Manufacturing”, um novo projeto Horizon Europe, coordenado pelo Centro de Tecnologia e Sistemas UNINOVA-CTS (NOVA FCT), com financiamento de cerca de 7 milhões de euros para acelerar a transição da indústria europeia para novos modelos de remanufatura e economia circular digital. O projeto terá uma duração de 36 meses e será demonstrado em cinco setores industriais.

A sessão de lançamento decorre no dia 14 de setembro, às 14H, na Casa do Conhecimento / Cervejeira LETRA, em Vila Verde, com a participação do Ministro da Agricultura e Mar, Eng.º José Manuel Fernandes, da Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dra. Júlia Fernandes, e de um representante da Comissão Europeia, reunindo em Portugal os parceiros internacionais do consórcio.

O Remanufacturing-X coloca Portugal no centro da coordenação europeia de uma iniciativa diretamente ligada à competitividade, sustentabilidade e autonomia estratégica da indústria europeia. O projeto combina Inteligência Artificial (IA), gémeos digitais, espaços de dados e passaportes digitais de produto para prolongar o valor de produtos, componentes e materiais, reduzir desperdícios e criar novas oportunidades de negócio. As soluções serão demonstradas nos setores têxtil, alimentar, maquinaria industrial, marítimo e baterias.

Do ponto de vista económico prevêem-se benefícios, pois a remanufatura permite reduções significativas no consumo de energia e de matérias-primas, diminui custos operacionais e aumenta a resiliência das cadeias de abastecimento. 

Com o Remanufacturing-X, o país passa a integrar o núcleo de decisão de um dos projetos atualmente mais estratégicos da transição industrial europeia.

Um dos principais demonstradores industriais está precisamente em Portugal, na cervejeira LETRA, em Vila Verde. O piloto irá demonstrar, em contexto industrial real, como subprodutos do processo cervejeiro podem ser valorizados e transformados em novos produtos, incluindo cervejas especiais e produtos alimentares certificados, recorrendo a tecnologias digitais de rastreabilidade e otimização dos processos.

AGENDA | 14 DE SETEMBRO – VILA VERDE

14h00 | Casa do Conhecimento – Auditório Principal. Sessão oficial de abertura

14h10 | Intervenção da Comissão Europeia (Project Officer)

14h15 | Intervenções institucionais.

Eng.º José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar.

Dra. Júlia Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde

14h30 | Valorização de subprodutos industriais

Prof. Ana Novo de Barros, UTAD

14h50 | Apresentação oficial do Remanufacturing-X

UNINOVA-CTS – Coordenação Europeia

16h00 | Cervejeira LETRA

Visita às instalações e apresentação do contexto industrial do piloto português

Oportunidade para captação de imagens, declarações e entrevistas.

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“Festa do Livro” regressa a Belém com quatro dias dedicados à literatura e aos autores lusófonos

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A Festa do Livro em Belém regressa aos Jardins do Palácio Nacional de Belém entre 17 e 20 de setembro para a sua 9.ª edição, mantendo o encontro entre leitores, autores, editores e livreiros como eixo central da programação. A iniciativa, promovida pela Presidência da República em colaboração com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), teve início em 2016 e é dedicada à promoção do livro e dos autores de língua portuguesa.

A edição de 2026 reúne 70 participantes, representando 346 marcas editoriais, distribuídas por 123 bancas. Ao longo de quatro dias, o público poderá acompanhar apresentações de livros, debates, leituras, atividades didáticas, música e sessões de autógrafos, com perto de 400 autores previstos. Mantêm-se também as áreas destinadas ao público infantil e juvenil, bem como os espaços de esplanada e restauração.

A programação arranca a 17 de setembro com uma homenagem a António Lobo Antunes. Katia Guerreiro e Vitorino Salomé sobem ao Palco Principal para um concerto dedicado ao escritor, cuja obra marcou várias décadas da literatura portuguesa. A presença do autor na memória desta edição ganha particular significado depois da sua morte, em março de 2026.

A componente musical prolonga-se durante os restantes dias. Na sexta-feira e no sábado, o Palco Principal recebe os ÁTOA e os NAPA. No dia 19, último sábado antes da chegada do outono, o Palco da Cascata acolhe o recital Poemas de Sábado, Véspera de Outono, com leituras de Raquel Marinho e acompanhamento ao piano de Nicholas McNair.

O último dia começa, às 11h00, com o Render da Guarda, na Praça Afonso de Albuquerque. Ao final da tarde, a Orquestra Sem Fronteiras, dirigida por Martim Sousa Tavares, presta homenagem ao maestro e compositor Álvaro Cassuto, numa iniciativa que assinala o seu contributo para a música em Portugal e para a divulgação de compositores portugueses. À noite, os GNR encerram a programação do Palco Principal com o concerto Últimas Danças de Verão.

Ao longo dos quatro dias, o Palco dos Teixos será também dedicado à apresentação de novos artistas, com dez atuações em formato informal. O programa integra ainda iniciativas organizadas pelas editoras e livrarias participantes, ampliando a presença de autores e lançamentos junto do público.

A edição de 2026 mantém a colaboração entre a Presidência da República e a APEL, parceria que acompanha o evento desde a sua criação. As Bibliotecas de Lisboa integram a programação, enquanto a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa participa na vertente de acessibilidade e inclusão. A Sociedade Ponto Verde assume a componente ambiental e a Rádio Belém participa como parceiro local.

A Festa do Livro inicia também um novo ciclo institucional sob a Presidência de António José Seguro, que decidiu manter uma iniciativa criada durante o mandato do seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo a APEL, o encontro tem vindo a afirmar-se como espaço de ligação entre leitores, autores, editores e livreiros e registou, em 2025, perto de 27 mil visitantes.

A acessibilidade integra igualmente a organização do recinto. Os jardins dispõem de percursos acessíveis e de uma plataforma junto ao Palco Principal destinada a pessoas com mobilidade condicionada. As mesas de debate e as apresentações promovidas pela Presidência da República contam ainda com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço, através da Loja do Museu da Presidência da República ou do Jardim Botânico Tropical. De acordo com a informação oficial atualmente disponibilizada pelo Museu da Presidência da República, no dia 17 de setembro o recinto abre às 16h00 e, entre 18 e 20 de setembro, abre às 11h00, com encerramento anunciado às 21h30.

A Festa do Livro em Belém consolida, assim, quatro dias de programação dedicados à literatura, à leitura e à circulação de obras de autores de língua portuguesa, num encontro que volta a colocar os jardins do Palácio de Belém no centro da agenda cultural de Lisboa.

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