Atualidade
Millennium Estoril Open regressa com dois top 10 e um tributo histórico
Apresentação da nona edição
A apresentação oficial da nona edição do Millennium Estoril Open foi efetuada ao fim da manhã de ontem no Hotel Evolution Cascais-Estoril e incluiu a divulgação da lista oficial de inscritos e diversas novidades associadas à competição. A cerimónia teve como anfitrião João Zilhão, diretor do torneio, e contou com a participação de Francisco Kreye, vereador de desporto da Câmara Municipal de Cascais, e Miguel Maya, presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP. Organizado pela 3LOVE, o maior evento tenístico nacional decorre entre 30 de março e 7 de abril nas instalações do Clube de Ténis do Estoril.
Na numerologia, o número 9 simboliza integridade e sabedoria; serão nove as jornadas da nona edição do Millennium Estoril Open, com início no fim-de-semana de Páscoa; tal como sucedeu em 2023, o novo posicionamento no calendário do ATP Tour faz com que o torneio luso abra a tradicional época europeia de terra batida e que beneficie das férias da Páscoa, estando preparadas múltiplas atividades dedicadas às famílias e ao público mais jovem. O Millennium Estoril Open é a grande festa do ténis português e também um acontecimento incontornável da vida sócio-desportiva nacional.
Elenco de protagonistas
No que diz respeito aos competidores, destaca-se a presença de dois tenistas do top 10 mundial pelo segundo ano consecutivo: o polaco Hubert Hurkacz, líder das estatísticas do ATP Tour no capítulo do serviço e campeão de dois troféus Masters 1000; e o norueguês Casper Ruud, que regressa para defender o título com três presenças em finais de torneios do Grand Slam no currículo e em grande forma atual (foi vice-campeão nas duas últimas semanas).
Do elenco de protagonistas com entrada direta fazem igualmente parte consagrados veteranos como Dominic Thiem, campeão do US Open de 2020 e com mais três finais do Grand Slam jogadas (em Roland Garros e Open da Austrália), e Gael Monfils, um dos mais espetaculares tenistas de sempre. Entre 13 nacionalidades para já representadas, Portugal tem a presença assegurada de dois elementos — Nuno Borges entra diretamente e terá a companhia de João Sousa; o melhor tenista luso de todos os tempos recebeu um wild card da organização e despede-se da sua carreira profissional no palco da sua maior proeza: a vitória ‘em casa’ na edição de 2018.
A terra do espetáculo
“Ainda não sabemos quem irá ganhar no dia 7 de abril, mas já sabemos que será uma edição histórica com a despedida de um Conquistador que levou o ténis português a ‘mares nunca dantes navegados e iremos prestar o devido tributo ao João Sousa com a ajuda dos adeptos nacionais. Em 2023, tivemos quase sempre casa cheia com várias lotações esgotadas; este ano, vamos voltar a corresponder aos aficionados com um alargado leque de focos de interesse para todos aqueles que virão até ao Clube de Ténis do Estoril ou que acompanharão os encontros nas várias plataformas multimédia à disposição”, sublinha João Zilhão. “Temos para já pelo menos dois portugueses no quadro principal, dois tenistas do top 10 pela primeira vez no fecho das inscrições, o regresso de um jogador tão carismático como Gael Monfils e a garantia de um titular de torneios do Grand Slam como Dominic Thiem. Haverá a possibilidade de enriquecer o quadro mediante os dois wild-cards que ficam disponíveis. Mas, independentemente dos protagonistas, o Clube de Ténis do Estoril será mesmo ‘A Terra do Espetáculo’, lema da campanha deste ano”.
Na lista de entradas diretas destacam-se, também, os nomes de Miomir Kecmanovic, antigo número um mundial de juniores e vice-campeão há um ano; de Alejandro Davidovich Fokina, um habitué do torneio com duas meias-finais e dois quartos de final; de Lorenzo Musetti, um dos ‘pontas-de-lança’ da nova geração do ténis italiano; e dos promissores franceses Arthur Fils, antigo campeão júnior do Orange Bowl que é o mais jovem tenista do top 100, e Arthur Cazaux, a grande revelação da recente edição do Open da Austrália.
O formato competitivo do Millennium Estoril Open mantém-se, com um quadro principal de singulares composto por 28 jogadores: 18 com acesso direto através do ranking revelados na apresentação de hoje, aos quais se juntam três wild cards (convidados da organização), quatro qualifiers oriundos da fase de qualificação, dois eventuais special exempts (jogadores que atinjam as meias-finais do Masters 1000 de Miami na semana anterior) e um eventual late entry (tenista bem rankeado que deseje jogar à última hora).
Muito mais do que ténis
No plano corporate, o estatuto do Millennium Estoril Open surge reforçado em 2024: “A nossa família de patrocinadores é fortalecida nesta nona edição do com a adição de reputadas empresas que vêm complementar um conjunto de sponsors de grande prestígio internacional”, sublinha João Zilhão. A Câmara Municipal de Cascais e o Millennium bcp, enquanto parceiros fundadores do projeto em 2015, mantêm-se como pilares principais.
Juntamente com todos os preparativos montados pela organização para valorizar a visita dos mais de 40 mil espetadores (nova animação nas bancadas com recurso a tecnologia, a estreia de backwalls digitais no Estádio Millennium; maior oferta tenística nas zonas de entretenimento), os patrocinadores também contribuirão para animar os visitantes nos seus espaços próprios e na área comum de marketing. As ações de responsabilidade social prendem-se com a associação à Academia dos Champs, à iniciativa ‘Carbono Zero’ no evento, a parceria com a Sociedade Ponto Verde e ligação à Cercica com exposição de quadros para venda em leilão de beneficência.
A programação complementar nas áreas da arte, música, gastronomia e atividades inclui o Kids Place para os mais pequenos e o Fun Center (ativado pela Federação Portuguesa de Ténis) volta a oferecer muita animação. O Espaço Cascais contará com uma escolinha de trânsito. Estarão também em vigor parcerias com Associações de Estudantes e haverá uma grande variedade de comidas nas zonas de restauração (Food Court e Slice Restaurant). A mobilidade elétrica estará novamente em destaque com a utilização de bicicletas (BiCas), motas (Cooltra) e trotinetes (Link) entre as várias soluções de deslocação até ao Clube de Ténis do Estoril.
Para quem não puder fazer a deslocação, o Millenniumm Estoril Open garante acima de 2.900 horas de transmissão internacional — complementadas pelo extensivo acompanhamento nas diversas plataformas digitais do torneio (website, redes sociais) que permitirá aos adeptos viver todas as incidências relacionadas com a prova, tanto dentro como fora dos courts. O Eurosport irá transmitir em direto todos os encontros agendados para o Estádio Millennium (quatro por dia de segunda a sexta; duas meias-finais; final), tal como a TennisTV, o TVI Player e o Eurosport Player em stream; a final individual será transmitida igualmente em direto na CNN Portugal. As emissões serão enriquecidas com informação estatística resultante do sistema eletrónico Foxtenn, que estará em vigor no apoio às equipas de arbitragem.
Outras novidades serão anunciadas — e no dia 30 de março tudo estará pronto para o arranque da grande festa do ténis português.
Lista de inscritos
Entrada direta
Hubert Hurkacz (Polónia, 27 anos), 8º
Casper Ruud (Noruega, 25 anos), 9º
Alejandro Davidovich Fokina (Espanha, 24 anos), 23º
Lorenzo Musetti (Itália, 22 anos) 26º
Arthur Fils (França, 19 anos), 43º
Miomir Kecmanovic (Sérvia, 24 anos), 47º
Dominik Koepfer (Alemanha, 29 anos), 49º
Daniel Altmaier (Alemanha, 25 anos), 53º
Gael Monfils (França, 37 anos), 54º
Nuno Borges (Portugal, 27 anos), 60º
Marton Fucsovics (Hungria, 32 anos), 74º
Arthur Cazaux (França, 21 anos), 77º
Pedro Cachin (Argentina, 28 anos), 79º
Botic van de Zandschulp (Holanda, 28 anos), 82º
Cristian Garin (Chile, 27 anos), 87º
Pedro Martinez (Espanha, 26 anos), 89º
Federico Coria (Argentina, 31 anos), 90º
Dominic Thiem (Áustria, 30 anos), 91º
Wild Cards
João Sousa (Portugal, 34 anos), 275º
WC a definir
WC a definir
Alternates
Maximilian Marterer (Alemanha, 28 anos), 95º
Jurij Rodionov (Áustria, 24 anos), 96º
Roberto Bautista Agut (Espanha, 35 anos), 98º
Constant Lestienne (França, 31 anos), 100º
Nagal Sumit (Índia, 26 anos), 101º
Alberto Ramos-Vinolas (Espanha, 36 anos), 102º
Quentin Halys (França, 27 anos), 104º
Corentin Moutet (França, 24 anos), 105º
NOTA: Ranking de 4 de março, data limite das inscrições. O sorteio do quadro principal é realizado no dia 30 de março, às 15 horas.
Foto: MEP.
Atualidade
Odivelas: Luso-brasileiro Rodrigo Almeida leva “Clássicos do Brasil” ao Centro Cultural Malaposta para celebrar a ligação musical entre Portugal e o Brasil
O cantor e compositor luso-brasileiro Rodrigo Almeida apresenta, no próximo dia 4 de setembro, pelas 21h, no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas, no distrito de Lisboa, Portugal, o espetáculo “Clássicos do Brasil”, uma produção com direção musical de Marcus Nabuco e que presta homenagem à música popular brasileira e à ligação histórica e cultural entre Portugal e o Brasil.
O concerto propõe uma viagem por canções que marcaram várias gerações e atravessaram fronteiras, reunindo alguns dos mais emblemáticos temas da música brasileira, num espetáculo pensado para despertar memórias, emoções e o sentimento de pertença partilhado entre os dois lados do Atlântico.
Ao longo da atuação, Rodrigo Almeida interpretará também composições do seu próprio repertório, integradas de forma natural no alinhamento, estabelecendo um diálogo entre os grandes clássicos da música brasileira e o percurso artístico que tem vindo a desenvolver em Portugal.
Com momentos de nostalgia, romantismo e celebração, “Clássicos do Brasil” tem como objetivo proporcionar ao público uma experiência musical assente na valorização de um património cultural comum, utilizando a música como elemento de aproximação entre povos unidos pela língua portuguesa e por uma herança histórica partilhada.
Entre o Rio de Janeiro e Lisboa, Rodrigo Almeida construiu uma carreira dedicada à aproximação entre Portugal e o Brasil
Natural do Rio de Janeiro, Rodrigo Almeida é um cantor e compositor luso-brasileiro radicado em Portugal desde 2011, onde desenvolveu um percurso artístico assente na valorização das suas origens familiares e na aproximação entre as culturas portuguesa e brasileira.
Filho da consagrada cantora brasileira Ellen de Lima e do português Valentim Pereira de Almeida, antigo proprietário da histórica casa de fados “O Galo”, o artista cresceu num ambiente profundamente ligado à música.
Ao longo da sua carreira, tem conciliado influências da música popular brasileira com referências da tradição portuguesa, afirmando-se como um intérprete que utiliza a música para fortalecer os laços culturais entre os dois países.
Em entrevista concedida no último mês de junho à Agência Incomparáveis, no âmbito da Feira do Livro de Lisboa 2026, o artista explicou que o espetáculo “Clássicos do Brasil” nasceu precisamente com esse propósito, procurando revisitar “as canções que marcaram os últimos 40 anos”, muitas delas conhecidas do público português através das telenovelas brasileiras.
Além da atividade musical, Rodrigo Almeida soma participações no cinema português, tendo integrado os filmes “Estive em Lisboa e Lembrei de Você”, de José Barahona, e “São Jorge”, de Marco Martins, bem como diversos projetos ligados à comunicação social e à promoção da cultura lusófona.
Atualmente, continua a afirmar-se como um dos artistas que mais tem contribuído para reforçar o diálogo cultural entre Portugal e o Brasil através da música.
O trabalho de Rodrigo Almeida pode ser conhecido em: https://www.rodrigoalmeida.com/ e nas redes sociais em: https://www.instagram.com/rodrigoalmeidasinger/
Atualidade
Fibromialgia: seis ideias frequentes, entre mitos e verdades
A fibromialgia continua rodeada de informações incorretas, apesar do conhecimento clínico acumulado sobre a doença. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o Professor Doutor José Luís Arranz Gil, presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, responsável pela Unidade de Fibromialgia, Sensibilidade Central e Dor Crónica da Mutualista da Covilhã e Académico Correspondente da Real Academia de Medicina do País Basco, em Espanha, analisa seis ideias frequentes sobre esta doença, distinguindo três mitos de três verdades.
1. Mito: a fibromialgia existe apenas na cabeça do doente
A fibromialgia é uma doença real e a dor sentida pelas pessoas que dela sofrem também o é. O facto de os exames convencionais não revelarem uma lesão visível não significa que os sintomas sejam imaginários ou simulados. A doença está relacionada com alterações na forma como o sistema nervoso processa e regula os estímulos dolorosos. Por isso, para além da dor generalizada, podem surgir sintomas como fadiga, alterações do sono, rigidez, hipersensibilidade e dificuldades de concentração ou de memória, que muitas pessoas descrevem como “nevoeiro mental”. Os fatores emocionais podem influenciar a intensidade dos sintomas, tal como acontece em muitas outras doenças crónicas, mas não explicam, por si só, a fibromialgia. Considerá-la apenas um problema psicológico contribui para o estigma, pode atrasar o diagnóstico e dificulta o acesso a cuidados de saúde adequados.
2. Verdade: não existe um único exame que confirme o diagnóstico
Atualmente, o diagnóstico da fibromialgia é clínico. Não existe uma análise ao sangue, uma radiografia ou uma ressonância magnética específica que, por si só, permita confirmar a doença. O diagnóstico é feito através da avaliação de aspetos como a presença e a distribuição da dor, a sua duração, a fadiga, as alterações do sono, as dificuldades cognitivas e o impacto da doença na vida quotidiana. Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares para excluir outras doenças que produzem sintomas semelhantes. O facto de não existir um marcador específico numa análise não significa que o diagnóstico não seja válido. Significa que é necessária uma avaliação clínica completa e especializada.
3. Mito: a fibromialgia afeta exclusivamente as mulheres
É verdade que a fibromialgia é diagnosticada com maior frequência nas mulheres, mas não é uma doença exclusiva do sexo feminino. Também pode surgir nos homens e em pessoas de diferentes idades. A ideia de que é uma doença “de mulheres” pode contribuir para que alguns doentes de outros grupos não sejam diagnosticados ou cheguem ao diagnóstico mais tarde. Além disso, não existe um único perfil homogéneo de doente com fibromialgia. A intensidade da dor, da fadiga, dos problemas de sono e das dificuldades cognitivas pode variar consideravelmente de pessoa para pessoa, tal como o impacto na atividade profissional, nas relações sociais e na autonomia.
4. Verdade: o exercício adaptado, especialmente o exercício contra resistência, pode fazer parte do tratamento
Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que uma pessoa com fibromialgia deveria evitar a atividade física. No entanto, as recomendações clínicas não apoiam essa ideia. Pelo contrário, o exercício adaptado constitui uma das ferramentas mais importantes do tratamento. E, dentro do exercício, o trabalho contra resistência, ou seja, o exercício de força, tem particular interesse. Os estudos realizados especificamente em pessoas com fibromialgia mostram que este tipo de exercício pode melhorar a capacidade funcional e contribuir para reduzir sintomas como a dor e a fadiga. Isto não significa que caminhar, nadar ou realizar exercício aeróbio não sejam úteis. Também podem trazer benefícios. O importante é que o exercício seja progressivo, adaptado às capacidades de cada pessoa e realizado de forma regular. O trabalho de força pode ser introduzido de forma gradual, respeitando sempre os limites e a situação clínica de cada doente. Por isso, não se trata simplesmente de “fazer exercício”, mas de fazer o exercício adequado e adaptá-lo a cada doente. O treino contra resistência pode ser uma componente particularmente importante desse programa, juntamente com outras modalidades de exercício, quando estejam indicadas.
5. Mito: se a fibromialgia não tem cura, não existe tratamento
Aqui é importante distinguir entre uma doença crónica e uma doença sem tratamento. A fibromialgia é uma doença crónica, ou seja, pode manter-se ao longo do tempo. Tal como acontece com muitas doenças crónicas, atualmente não dispomos de uma cura definitiva, mas isso não significa que não possa ser tratada. O objetivo do tratamento não tem necessariamente de ser “curar” a doença, mas sim controlar os sintomas, melhorar a funcionalidade e alcançar a melhor qualidade de vida possível. Existem diferentes ferramentas terapêuticas e a resposta pode variar de pessoa para pessoa. O tratamento pode incluir educação sobre a doença, exercício adaptado, estratégias para melhorar o sono, apoio psicológico quando indicado, determinados medicamentos e terapêuticas no farmacológicas. Não existe uma única intervenção que funcione da mesma forma para todos os doentes. Por isso, o facto de uma doença ser crónica não significa que não tenha tratamento. Significa que a abordagem deve ser pensada a longo prazo, adaptando-se à evolução da doença e às necessidades de cada pessoa.
6. Verdade: o tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar
A fibromialgia pode afetar diferentes dimensões da vida e apresentar períodos de maior ou menor intensidade. Por isso, o tratamento não deve centrar-se apenas na dor. É necessário ter também em consideração o sono, a fadiga, a atividade física, a saúde emocional, a vida familiar e a capacidade para realizar as atividades profissionais e quotidianas. As recomendações europeias defendem uma abordagem centrada no doente e, de um modo geral, propõem começar por medidas não farmacológicas, ajustando-as de acordo com a evolução clínica. O exercício, as intervenções psicológicas e determinados medicamentos podem fazer parte do tratamento, mas não existe uma combinação universal que funcione para todos. A abordagem multidisciplinar permite avaliar o impacto global da doença e adaptar as diferentes intervenções às características e necessidades de cada doente.
Ígor Lopes
Atualidade
Relação entre Portugal e Brasil continua a ganhar peso a nível comercial e de investimento
A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) divulgou um conjunto de indicadores sobre a relação económica entre Portugal e Brasil, destacando a posição do mercado brasileiro no comércio externo português, a sua importância nas exportações para o Mercosul e o peso do investimento brasileiro em Portugal.
Em 2024, o Brasil foi o 11.º maior destino das exportações portuguesas de bens, representando 1,5% do total das vendas de Portugal ao exterior. No sentido inverso, o país ocupou a 7.ª posição entre os principais fornecedores de bens ao mercado português, assumindo uma posição mais elevada enquanto origem das importações do que enquanto destino das exportações nacionais.
A evolução mais recente mantém também uma trajetória positiva. Entre janeiro e maio de 2026, Portugal exportou para o Brasil quase 460 milhões de euros em mercadorias, valor que corresponde a um crescimento homólogo de 12,5%.
De igual modo, a posição brasileira assume particular expressão no relacionamento comercial de Portugal com o Mercosul. O Brasil concentra mais de 90% das exportações portuguesas destinadas aos países que integram o bloco sul-americano, constituindo o principal mercado português naquele espaço económico.
No âmbito do investimento estrangeiro, os indicadores apresentados pela CCILB mostram igualmente uma presença significativa do capital brasileiro em Portugal. Em junho de 2025, o Brasil representava 4,1% do stock de investimento direto estrangeiro no país, figurando entre as origens exteriores à União Europeia com maior peso.
A dimensão destes fluxos comerciais e financeiros reforça a importância de uma relação empresarial estruturada entre os dois mercados, num contexto em que empresas portuguesas procuram oportunidades de internacionalização e parceiros no Brasil, enquanto investidores e empresas brasileiras encontram em Portugal uma plataforma de entrada no mercado europeu.
É neste espaço de ligação que se posiciona a CCILB, presidida por Otacílio Soares, através de uma rede de contactos empresariais, profissionais e institucionais com o objetivo de facilitar a criação de relações de cooperação e identificar novas oportunidades entre Portugal e Brasil.
Neste sentido, para as empresas interessadas em desenvolver negócios nos dois mercados, a integração numa rede bilateral pode permitir o contacto com outros agentes económicos e institucionais, bem como o acompanhamento de iniciativas destinadas a reforçar a cooperação luso-brasileira.
Ígor Lopes
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