Atualidade
Masterclass de Voleibol com a Seleção Feminina
A Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) continua a promover e/ou associar-se a iniciativas que pretendem divulgar de uma forma mais vincada os valores sociais do Voleibol, bem como em levar a prática da modalidade a todos os sectores da sociedade.
Assim, no dia 25 de janeiro (quarta-feira) de manhã, e em colaboração com a Associação de Voleibol do Porto, a FPV irá realizar uma atividade de Demonstração e Exibição de Voleibol no estabelecimento de ensino Casa do Cuco, no Porto.
Nesta Masterclass, os professores especializados Hugo Silva, Joana Resende, Margarida Maia e Gabriela Coelho, respetivamente, Treinador Principal e atletas da Seleção Nacional de Seniores Femininos, contarão com a colaboração de jogadoras da Associação Académica de São Mamede.
Sobre a iniciativa, o Selecionador Nacional Hugo Silva salienta que “estou sempre pronto para colaborar nestas iniciativas pois constituem excelentes oportunidades para fomentar o interesse pelo Voleibol. Além de ser minha obrigação enquanto referência da modalidade, é muito gratificante poder transformar este momento num acontecimento especial e marcante para as crianças e os jovens que irão participar nesta Masterclass sobre Voleibol”. Em relação às atletas presentes, o selecionador sublinha que “a presença da Joana, da Margarida e da Gabriela é muito importante porque as jogadoras da Seleção Nacional são as referências maiores da modalidade e, como tal, têm essa obrigação de marcar presença nestes eventos e assim promover e potenciar ao máximo a prática da nossa modalidade”, considerando que “esse é o papel de quem está ao mais alto nível e é através destas iniciativas que também podem dar a conhecer o dia a dia de uma atleta de elite”.
Imagem: FPV.
Açores
Rendas do Pico reforçam ligação entre património, identidade e economia local em Castelo Branco
As Rendas do Pico atravessaram o Atlântico insular para chegar a Castelo Branco, na Região Centro de Portugal continental, como testemunho de uma história construída por mulheres, economia familiar e transmissão de saberes. Catarina Isabel Gaspar Manito, presidente da Câmara Municipal da Madalena, na ilha do Pico, Açores, participou na primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, levando ao encontro uma representação da Renda de Farpa, uma das expressões artesanais associadas à identidade cultural do território açoriano.
A iniciativa, que teve lugar entre os dias 4 e 5 de setembro, em Castelo Branco, reuniu representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde para debater património, economia criativa, inovação no artesanato e cooperação entre territórios. Castelo Branco integra desde 2023 a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria de “Artesanato e Artes Populares”.
Em declarações exclusivas à Agência Incomparáveis, Catarina Manito destacou a ligação entre as rendas e a construção da identidade do concelho da Madalena.
“As Rendas do Pico fazem parte da nossa cultura, fazem parte da nossa identidade e do desenvolvimento daquilo que é o povo do concelho da Madalena. Têm também muito a ver com aquilo que é o trabalho da mulher na economia deste território”, afirmou.
A representação levada a Castelo Branco procurou mostrar apenas uma parte de um universo artesanal mais amplo existente na ilha. Segundo a presidente da Câmara, encontram-se identificadas centenas de formas e motivos associados à renda de farpa.
“É um orgulho para nós poder trazer aqui as rosas das Rendas do Pico. Trouxemos uma pequena amostra. Estão identificadas mais de 300 rosas de renda de farpa da ilha do Pico”, revelou.
A Câmara Municipal da Madalena tem vindo a desenvolver um projeto dedicado à valorização deste património artesanal. Segundo informação oficial da autarquia, a iniciativa Rendas de Farpa procura recuperar e divulgar a história, os protagonistas e as técnicas associadas a esta produção, transformando-a também num instrumento de desenvolvimento local e promoção territorial. O projeto conta com cofinanciamento do PRORURAL+.
“Nós desenvolvemos um projeto onde valorizamos a rendeira, temos um Dia Municipal da Rendeira e valorizamos realmente a história associada à renda de farpa”, explicou Catarina Manito.
O município assinala o Dia Municipal da Rendeira a 7 de fevereiro, data associada ao nascimento de Rosa Garcia, apresentada pela autarquia como nome central da chamada Indústria Caseira de Rendas e primeira empresária picarota. A iniciativa procura reconhecer publicamente gerações de mulheres que encontraram nesta atividade uma fonte de rendimento e um espaço de autonomia económica.
A história das rendas está também ligada à estrutura económica e social da ilha do Pico. Durante décadas, a agricultura, a produção de vinho e a atividade baleeira marcaram a economia local. Nas freguesias de São Mateus e São Caetano, a produção das rendas assumiu particular importância para os agregados familiares.
“Enquanto o homem vivia numa ilha marcadamente ligada à agricultura, à produção de vinho e à indústria baleeira, aquilo que sustentava a vida das famílias durante o ano era realmente a produção das rendas”, contextualizou.
A autarca destacou, neste percurso, o papel desempenhado pelas mulheres numa economia em que determinadas atividades masculinas proporcionavam rendimento apenas em períodos específicos.
“A primeira empresária feminina da ilha do Pico era uma compradora e vendedora de rendas. É essa a história que o município resolveu guardar e contar”, salientou.
Este passado está hoje no centro de uma estratégia municipal que procura garantir a continuidade do ofício.
“Estamos neste momento a querer valorizar e fazer passar para o futuro esta arte que tanto nos identifica como povo e que identifica principalmente a cultura e a identidade da mulher da Madalena do Pico”, defendeu.
A relevância histórica e social das rendeiras foi também documentada no filme Rendas de Farpa, promovido pela Câmara Municipal da Madalena e apresentado em 2024 no Auditório da Madalena. O documentário aborda a tradição das mulheres rendeiras, a transmissão das técnicas e o impacto económico desta atividade nas comunidades da ilha, destacando igualmente Rosa Garcia e a organização da produção artesanal feminina.
A Câmara da Madalena está agora a trabalhar no aprofundamento da documentação necessária à proteção deste património. Catarina Manito afirmou que o objetivo passa por “avançar com a certificação das Rendas do Pico”, estando em curso “trabalho de investigação e recolha documental”.
“Estamos a trabalhar para a certificação das Rendas do Pico. O município da Madalena está a desenvolver esse trabalho para que esta arte possa ser perpetuada e guardada para sempre na cultura e identidade do território da Madalena do Pico”, adiantou.
O processo encontra-se, de acordo com a presidente da Câmara, numa fase de preparação técnica.
“Neste momento estamos a fazer o trabalho de pesquisa e investigação. Temos um documentário já feito, recolha de dados e preparação de um dossier que depois será submetido à certificação o mais brevemente possível”, precisou.
A projeção das técnicas açorianas ultrapassa, entretanto, as fronteiras da região. A artista portuguesa Joana Vasconcelos utiliza renda e croché açorianos em diferentes séries do seu trabalho, recorrendo à colaboração de artesãs do Pico. O próprio atelier da artista identifica a utilização de renda de croché dos Açores em várias obras, demonstrando a incorporação destas técnicas tradicionais na criação artística contemporânea.
A exposição apresentada em Castelo Branco permitiu também observar a diversidade formal das rendas. Uma das peças levadas pela autarquia da Madalena reunia dezenas de motivos produzidos pelas rendeiras, muitos deles inspirados diretamente na natureza existente na ilha.
“Temos aqui representado um quadro onde estão 62 das rosas feitas pelas rendeiras do Pico. Elas inspiravam-se nas flores presentes na natureza, naquelas que existiam no nosso território. Temos a flor do maracujá, a margarida e, entre outras, a flor da amora”, descreveu.
A participação deu ainda visibilidade a técnicas particularmente associadas a localidades concretas.
“Temos aqui também a renda de gancho, muito característica da freguesia de São Caetano, onde só as rendeiras de São Caetano faziam esta renda, que é muito específica desta freguesia”, identificou.
A presença da Madalena na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” assumiu uma dimensão adicional pela realização do encontro numa cidade integrada na “Rede de Cidades Criativas da UNESCO”. Para Catarina Manito, apresentar este património num espaço internacional dedicado às artes e aos ofícios representa uma “oportunidade de levar para fora da ilha uma narrativa construída em torno da relação entre cultura, identidade e atividade económica”.
“Significa poder falar, poder apresentar ao mundo aquilo que é cultura, identidade e tradição. Porque não há artesanato sem cultura, não há artesanato sem identidade, não há artesanato sem tradição”, sustentou.
Esta relação entre território e produção artesanal constitui precisamente um dos eixos do projeto desenvolvido pela Câmara da Madalena. A autarquia identifica as Rendas do Pico como património cultural e instrumento potencial de desenvolvimento local, procurando aumentar a visibilidade do trabalho das rendeiras e aprofundar o conhecimento técnico e científico em torno deste saber tradicional.
Para Catarina Manito, contar esta história significa também ampliar a imagem da ilha do Pico para além de elementos do património já reconhecidos internacionalmente, como a paisagem vitivinícola.
“É isso que o Município da Madalena quer fazer: perpetuar, valorizar e mostrar ao mundo que, numa ilha no meio do Atlântico, houve mulheres com capacidade de olhar para a natureza, criar arte e criar economia para as suas famílias”, sublinhou.
A presidente da Câmara sintetizou essa dimensão histórica através da relação entre sobrevivência, criação e identidade coletiva.
“É a resiliência de um povo que não é mostrada apenas através de uma paisagem protegida da vinha e da produção vitivinícola, mas também através da produção das rendas de farpa do Pico”, concluiu.
A participação da Madalena na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” levou a Castelo Branco um património associado à história económica das mulheres da ilha do Pico e a um conhecimento transmitido entre gerações. Entre investigação, documentação, reconhecimento das rendeiras e preparação de mecanismos de proteção, o município procura agora assegurar que uma técnica nascida no quotidiano das famílias continue ligada à identidade e à economia do território.
Também em declarações à Agência Incomparáveis, Sónia Abreu, responsável pela Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e organizadora do certame, reconheceu que a participação açoriana, mais concretamente do Pico, “surpreendeu” pela positiva, ao trazerem peças da cultura local, sublinhando ainda que essa movimentação “abriu uma possibilidade de continuidade”.
“A disponibilidade foi imediata. Disponibilizaram-se para mandar as peças e, melhor do que isso, a senhora presidente da Câmara Municipal esteve presente nos dois dias da Bienal. Há aqui um envolvimento muito interessante que nós não esperávamos”, assinalou Sónia Abreu.
Ígor Lopes
Atualidade
Ronezete Antolini aborda saúde mental e acolhimento no “Conexão Global Suíça”
Ronezete Antolini, 55 anos, vive em Zurique há 32 anos e construiu na Suíça um percurso que cruza experiência pessoal, maternidade, fé e acompanhamento emocional. Com dupla nacionalidade, brasileira e suíça, começou a trajetória profissional na gastronomia e trabalhou também como cuidadora, antes de direcionar a atividade para a área terapêutica. Atualmente, atua como Master Terapeuta e terapeuta emocional, com formação em Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) e estudos relacionados com traumas, fobias, psicossomática e leitura corporal e comportamental, além da atividade como missionária e palestrante.
Foi a partir desta experiência que participou, no dia 26 de setembro, no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, integrado na edição “Setembro Amarelo de 2026”, evento realizado entre 24 e 27 de setembro nas instalações da Église du Centre. Na sua intervenção, Ronezete colocou a saúde mental no centro da reflexão, recorrendo à própria história para falar das marcas emocionais da infância, da procura de apoio terapêutico e da maternidade atípica. A mensagem que levou ao público partiu de uma aprendizagem pessoal: “para cuidar de outras pessoas, é necessário reconhecer também a necessidade de cuidar de si”.
A participação incluiu ainda um painel dedicado à saúde mental, no qual foram abordadas questões como depressão, síndrome do pânico, atendimento ao paciente, prevenção e procura de ajuda profissional. Ronezete integrou a conversa com o médico especialista Francisco Fernández e outras terapeutas, num espaço de perguntas e partilha de conhecimento. Em entrevista à Agência Incomparáveis, esta terapeuta faz um balanço da passagem por Lausanne, explica o trabalho que desenvolve atualmente através da TRG e deixa uma mensagem dirigida à comunidade lusófona sobre a importância de reconhecer o sofrimento emocional, procurar apoio qualificado e criar redes de acolhimento, sobretudo entre quem vive longe do país de origem.
Como foi a sua participação no “Conexão Global Suíça, edição Setembro Amarelo – Conectar é acolher”, em Lausanne?
Participei como palestrante no dia 26 de setembro de 2026, durante a programação da edição “Setembro Amarelo”, com o tema “Conectar é acolher”. O evento em Lausanne foi organizado pela empresária Ana Poltera, em conjunto com a “Conexão Global Suíça”. Também participei num painel de debate com o médico Francisco Fernández, no qual eu e outras terapeutas colocámos perguntas. Foi uma experiência especial de acolhimento e partilha de conhecimentos. Encontrar mulheres fortes, de diferentes profissões e com tantas histórias para partilhar, tornou este encontro marcante para mim.
Qual foi o tema central da sua palestra ou participação?
O “Setembro Amarelo” orientou o conjunto das palestras do evento. Na minha participação, abordei a saúde mental através da minha própria história. Partilhei os desafios da infância, as marcas emocionais que carreguei e as mudanças que vivi ao procurar apoio terapêutico. Falei também sobre a maternidade atípica e sobre como as necessidades da minha família me levaram à terapia. Nesse caminho, compreendi que precisava de cuidar primeiro de mim para poder cuidar de outras pessoas com responsabilidade e acolhimento. Quis mostrar a importância de olhar para a nossa mente, para as nossas emoções e para a nossa história com atenção e respeito. Encerrei com uma mensagem de esperança: a minha trajetória poderia inspirar outras pessoas a reconhecerem as suas possibilidades, procurarem apoio e darem os seus próprios passos.
Qual foi o retorno do público à sua palestra?
O retorno foi excelente. As pessoas pararam para ouvir a minha história com muita atenção e senti uma ligação forte com o público. Partilhar a minha trajetória e perceber esse acolhimento foi muito emocionante. Foi um momento marcante para mim.
E como foi a sua participação no painel de debate, especificamente?
Durante o encontro, participei num painel sobre saúde mental, no qual discutimos depressão, síndrome do pânico e atendimento ao paciente. Eu e outras profissionais colocámos perguntas ao médico Francisco Fernández, que respondeu às nossas questões. Foi uma partilha de conhecimentos muito enriquecedora e uma oportunidade para refletir sobre o cuidado e o acolhimento de quem procura ajuda.
Como foi a sua participação no “Fórum SABE” e que assunto abordou na entrevista com Aline Brandi?
Fui entrevistada por Linia Brandt no “Fórum SABE”, onde abordei o congelamento emocional. Conversámos sobre situações em que a pessoa sente que o corpo bloqueia, mesmo com o coração acelerado e uma intensa reação interna. Falámos sobre como experiências da infância podem influenciar as emoções e as reações na vida adulta, sobre o inconsciente e sobre o papel da terapia no cuidado emocional. A Linia colocou várias perguntas e pude esclarecer o tema com exemplos e uma linguagem acessível. Foi uma oportunidade especial para trazer compreensão a uma experiência que muitas pessoas vivem, mas que nem sempre conseguem identificar ou explicar.
Que balanço faz desta edição do “Conexão Global Suíça” e da resposta do público às questões relacionadas com saúde emocional, acolhimento e prevenção abordadas durante os três dias?
Faço um balanço muito positivo. Ao longo dos três dias, o público demonstrou interesse e acolheu muito bem as conversas sobre saúde emocional, relações de casal, acolhimento e prevenção. Dentro da proposta do “Setembro Amarelo”, a prevenção do suicídio trouxe uma reflexão essencial: precisamos de estar atentos ao sofrimento do próximo, ouvir com respeito e ajudar a pessoa a procurar apoio profissional adequado. Para mim, o encontro reforçou a importância de falar sobre estes assuntos com sensibilidade e responsabilidade. Foi uma oportunidade para ampliar a consciencialização e lembrar que cada um de nós pode contribuir para que alguém se sinta acolhido e encontre ajuda.
Enquanto Master Terapeuta em TRG, que trabalho desenvolve atualmente e que tipo de situações procura acompanhar através desta abordagem terapêutica?
Atualmente, desenvolvo atendimento terapêutico emocional online através da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG). Acolho pessoas que procuram apoio para lidar com marcas de experiências difíceis, traumas, medos, fobias, ansiedade, dependência emocional e bloqueios que afetam a sua vida e os seus relacionamentos. Também acompanho pessoas que apresentam sofrimento relacionado com rejeição, abandono, experiências de abuso e repetição de padrões emocionais. Tenho um olhar especialmente sensível para as mulheres e as mães atípicas, pela minha própria vivência, respeitando sempre a realidade de cada pessoa. Na TRG, o trabalho concentra-se no reprocessamento de experiências e respostas emocionais associadas ao sofrimento, sem depender apenas do relato detalhado dessas vivências. Procuro compreender a necessidade de cada pessoa e conduzir o acompanhamento com acolhimento, ética e respeito pelo seu ritmo. O meu compromisso é trabalhar dentro dos limites da minha atuação e reconhecer quando existe necessidade de outros cuidados profissionais.
A partir da sua experiência profissional, que resultados tem observado nas pessoas que acompanha e de que forma avalia a evolução de cada processo terapêutico?
Tenho observado mudanças positivas na forma como as pessoas compreendem as suas emoções e lidam com situações que antes lhes causavam sofrimento. Muitas reconhecem essa evolução e partilham comigo as diferenças que percebem no próprio dia a dia. Cada pessoa é única e o processo terapêutico precisa de respeitar a sua história, as suas necessidades e o seu ritmo. Avalio a evolução através da escuta, dos relatos da pessoa e das mudanças que observo ao longo das sessões. Considero como ela se sente perante as questões que a levaram a procurar atendimento e como essas questões passam a afetar a sua vida. Esse acompanhamento é contínuo: conversamos sobre os avanços e sobre aquilo que ainda precisa de atenção, ajustando o trabalho quando necessário. A evolução não acontece da mesma forma nem no mesmo tempo para todos. O meu compromisso é oferecer um cuidado ético, atento e dedicado, vendo a pessoa para além das suas dificuldades e respeitando a sua individualidade.
Depois da experiência em Lausanne, que mensagem considera importante deixar à comunidade de língua portuguesa no mundo sobre a procura de apoio emocional e a importância de reconhecer quando é necessário acompanhamento profissional?
A mensagem que desejo deixar é que cuidar da saúde emocional merece a mesma atenção que damos à saúde física. Procurar apoio é um gesto de coragem e de cuidado connosco próprios. Não precisamos de esperar que o sofrimento se torne insuportável para pedir ajuda. É importante reconhecer quando as dificuldades emocionais começam a afetar o sono, os relacionamentos, o trabalho ou as atividades do dia a dia. Quando sentimos que não conseguimos lidar sozinhos com aquilo que estamos a viver, procurar um profissional qualificado pode ser um passo importante. Para quem vive fora do seu país, a saudade, a adaptação cultural e as dificuldades com o idioma também podem trazer desafios emocionais. Poder expressar aquilo que sentimos na nossa língua e encontrar alguém que compreenda a nossa realidade pode facilitar essa procura por apoio. A família, os amigos e a comunidade têm um papel importante no acolhimento. Ouvir sem julgar, levar o sofrimento a sério e incentivar a procura de ajuda são atitudes que podem fazer a diferença. A fé é uma fonte de força na minha vida e pode caminhar lado a lado com o cuidado profissional. Não precisa de enfrentar tudo sozinho. A sua história merece respeito, a sua dor merece atenção e merece encontrar um espaço seguro para receber ajuda.
De que forma o público pode conhecer o seu trabalho?
As pessoas podem visitar o meu Instagram: @ronezeteantolini_
Atualidade
CIM Alto Minho assinala 18 anos ao serviço do território
A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) assinala hoje, 15 de outubro, 18 anos de atividade, uma maioridade marcada pelo reforço da cooperação entre os dez municípios do território, pela mobilização de investimento e pela promoção de estratégias conjuntas de desenvolvimento regional.
Ao longo deste percurso, a CIM Alto Minho afirmou-se como uma plataforma de trabalho conjunto, com um papel relevante na valorização dos recursos do território, na captação de fundos europeus, na concretização de projetos e iniciativas intermunicipais e no reforço da cooperação transfronteiriça com a Galiza. A sua intervenção em áreas como a mobilidade, a cultura, o turismo, a inovação, o desenvolvimento social e económico, a sustentabilidade ambiental e a proteção civil tem contribuído para responder a desafios comuns e criar novas oportunidades para a região. Mais recentemente, assumiu novas responsabilidades, nomeadamente enquanto Autoridade de Transportes, e passou a gerir o Contrato de Desenvolvimento e Coesão Territorial, que mobiliza cerca de 128 milhões de euros para o território.
“Celebrar 18 anos é reconhecer o caminho percorrido e poder afirmar, com orgulho, que o Alto Minho aprendeu a trabalhar em conjunto. É também reafirmar a ambição de construir um Alto Minho mais coeso, competitivo e sustentável. Os desafios que temos pela frente exigem uma cooperação cada vez mais forte entre os municípios, capacidade de inovação e uma visão partilhada para valorizar o território e melhorar a qualidade de vida das populações”, afirma o presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa.
Com 18 anos de história, a CIM Alto Minho pretende continuar a aprofundar o trabalho em rede, a promover a articulação entre os municípios e a desenvolver respostas conjuntas aos desafios regionais, promovendo um território mais coeso e competitivo, com melhores oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida para as populações.
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