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Atualidade

Lisboa: Oito detidos em operação da PSP

Mais ocorrências na área de intervenção do Comando Distrital de Lisboa

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O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, na manhã do dia 17 de fevereiro, através da Divisão de Investigação Criminal, realizou uma operação policial com incidência em vários bairros da capital, designadamente, no Bairro da Cruz Vermelha e no Casalinho da Ajuda em Lisboa, havendo intervenção também nos bairros dos concelhos periféricos, particularmente no Bairro da Outurela, em Carnaxide, e no Bairro da Boavista, em Camarate.

Esta operação visou dar cumprimento a 12 Mandados de Busca Domiciliária e 1 um Mandado de Busca não Domiciliária direcionados para a produção de prova no decurso de investigações relacionadas com os crimes de tráfico de estupefacientes, utilização de armas de ilegais e crimes de recetação.

Do cumprimento das Buscas Domiciliárias, a PSP apreendeu 3.784,8 euros em numerário do BCE; 156,7 doses individuais de heroína; 22 doses individuais de cocaína; 8,24 doses individuais de haxixe; 1 balança de precisão; 1 caçadeira; 1 arma de alarme; 2 máquinas de lavar de alta pressão; 3 aspiradores de água; 8 computadores portáteis; 9 bicicletas; vários videojogos; diversas ferramentas bricolage; e, entre outros, objetos com valor no mercado para recetação.

No decurso desta operação de investigação criminal e de cariz polivalente, foi possível levar à detenção de oito cidadãos, sendo sete em flagrante delito por tráfico de estupefacientes e um com Mandado de Detenção fora de flagrante delito pelo crime de Violência Doméstica – após apresentação a Autoridade Judiciária foi-lhe aplicada a medida de coação de proibição de contactos com a vitima.

Os detidos em flagrante pelo crime de tráfico de estupefacientes, vão ser presentes na Instância Central, 1ª Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Comarca de Lisboa, para 1º interrogatório judicial, tendo, um deles, já antecedentes pela prática de crimes da mesma natureza.

Ocorrências do Comando Metropolitano de Lisboa

A Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no dia 17 de fevereiro, pelas 11h00, na freguesia da Misericórdia, procedeu à identificação de um homem, de 44 anos de idade, pela prática de atividade de venda ambulante ilegal.

Os Polícias, em policiamento preventivo e de segurança na Estação do Cais do Sodré, avistaram o suspeito a vender e a importunar os cidadãos que por ali passavam, motivo esse que levou à abordagem.

Na presença policial, continuou com o mesmo comportamento, tendo sido apreendidos 15 óculos contrafeitos. Os óculos apreendidos reportam-se a uma grande marca de reconhecido prestígio internacional e estavam a ser comercializados diretamente ao público, através de venda ambulante.

“A PSP continuará a desencadear todas as ações preventivas no sentido de evitar que este tipo de situações sejam cometido, almejando, desta forma, reforçar os níveis de segurança das populações em geral e dos utentes dos Transportes Públicos da área Metropolitana de Lisboa em particular”, salienta em nota.

A Divisão de Segurança Aeroportuária, no dia 17 de fevereiro, pelas 18h00, procedeu à detenção de um homem, com 53 anos de idade, por ter na sua posse sete munições. O suspeito foi abordado pela PSP depois de, no rastreio da sua bagagem de cabine no Terminal 1, se perceber poderem existir objetos proibidos.

Aquando da abordagem policial, foi possível apreender sete munições Cal .385 Magnum.

Questionado o suspeito sobre a posse das referidas munições, declarou serem suas e que apenas tinha licença de uso e porte de arma do Brasil.

Ao cidadão foi dada voz de detenção, foi constituído arguido e presto termo de identidade e residência, sendo notificado a comparecer na Instância Local Criminal de Lisboa – Seção de Pequena Criminalidade | Campus de Justiça.

No dia 18 de fevereiro, pelas 12h00, deteve um homem, de 60 anos de idade, por ter na sua posse uma arma branca, do tipo navalha. O suspeito foi abordado pela PSP depois de, no rastreio da sua bagagem de cabine, se perceber existir um objeto proibido classificado como “Arma de classe A”, de acordo com a Lei. Aquando da abordagem policial foi possível apreender uma arma branca – navalha.

Em cumprimento com os pressupostos definidos, o arguido foi confrontado com a possibilidade da suspensão provisória do processo, mediante o pagamento de 1 Unidade de Conta no valor de 102 euros, tendo o mesmo concordado e efetuado o pagamento do respetivo montante, o qual por sua opção deve reverter a favor da Instituição “Acreditar” – Associação de Pais e Amigos de Crianças com cancro.

Foto: DR.

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“Encceja Exterior 2026”: Inscrições para exame de certificação de brasileiros residentes no estrangeiro decorrem entre 3 e 14 de agosto

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O Governo do Brasil publicou o edital do “Encceja Exterior 2026”, oficialmente conhecido como Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, uma prova gratuita e de participação voluntária destinada a jovens e adultos brasileiros residentes no estrangeiro que não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio na idade regular mas que pretendam obter certificação escolar correspondente ao ensino fundamental ou ao ensino médio. As inscrições decorrem entre 3 e 14 de agosto de 2026, estando a realização das provas marcada para 22 de novembro de 2026, anunciou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Para concorrer ao certificado do ensino fundamental, os candidatos deverão ter 15 anos completos na data da realização da prova; para o ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/1996). A inscrição exige ainda a existência de um número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) válido.

As provas realizam-se num único dia, distribuídas pelos períodos da manhã e da tarde, sendo compostas por quatro provas objetivas, com 30 questões de escolha múltipla cada, e por uma prova de redação.

No caso do ensino fundamental, são avaliadas as áreas de Ciências Naturais, Matemática, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação, bem como História e Geografia.

Já para os candidatos ao ensino médio, o exame incide sobre Ciências da Natureza e as suas Tecnologias (Química, Física e Biologia), Matemática e as suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e as suas Tecnologias e Redação (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física) e Ciências Humanas e as suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).

O INEP recomenda aos interessados a consulta integral do edital, disponível através do site institucional oficial das provas, onde constam todas as regras de participação, os procedimentos de inscrição e as condições para obtenção da certificação escolar.

Ígor Lopes

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CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica

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A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.

No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.

Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.

Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.

As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.

“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.

O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.

De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.

Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.

Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.

Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.

A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.

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Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal

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O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.

A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.

Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.

O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.

“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.

Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.

Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.

Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.

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