Atualidade
Intensify World
A Intensify World – Associação Tecnológica e Recreativa é uma instituição particular de solidariedade social, sob a forma de associação e sem fins lucrativos, com sede na freguesia de Macieira de Rates, concelho de Barcelos.
Esta associação foi fundada em 19 de fevereiro de 2019 por três jovens licenciados na área de engenharia, os quais, cientes da realidade social, decidiram juntar o “melhor dos dois mundos”: a tecnologia e a solidariedade.
Contudo, o âmbito de atuação da Intensify World vai mais além, sendo quatro os pilares base da sua atividade, concretamente: Educação, Solidariedade, Meio Ambiente e Tecnologia.
Na verdade, quem acompanha a associação, percebe o seu ensejo e ambição em querer crescer a nível nacional, mas também, é percetível a sua visão projetada para a atuação e cooperação além-fronteiras. Promover o bom ambiente e o desenvolvimento sustentável aliado à tecnologia, aumentando a rede de envolvidos nos projetos é o foco e, para o efeito, dá primazia aos valores de lealdade, eficiência, sustentabilidade e cooperação, cujos princípios são a base do seu sucesso e crescimento.
No entanto, é na partilha de conhecimentos e recursos entre os elementos da associação, voluntários/as e organizações parceiras que a sua missão se consegue.
Se na gíria, vulgarmente se entende que “a idade é um posto”, rapidamente essa ideia se desconstrói quando se é confrontado com esta associação, onde o esforço, dedicação e firmeza são a prova de que se pode atingir qualquer meta, independentemente da sua tenra idade (entenda-se, constituição).
Tanto assim é que esta associação, em apenas 4 anos de existência, conta já com mais 300 sócios, mais de 30 voluntários e ascende a 75 parcerias estabelecidas com diversos organismos/instituições/associações públicos e privados. Portanto, limites aqui não existem!
A verdade é que é indiscutível o seu progresso desde 2019 a esta parte. Com apenas um 1 ano de existência, nomeadamente, no ano de 2020, e em plena pandemia, a Intensify World contava já com a abertura de dois espaços sociais situados em duas freguesias do concelho de Barcelos, a saber: o espaço social situado na freguesia de Macieira de Rates e o espaço social localizado na freguesia de Pedra Furada.
Porém, e porque a tecnologia foi o mote para a sua constituição, a Intensify World, também em 2020, inaugurou o laboratório de robótica no espaço social de Macieira de Rates, o qual é composto por material que permite às crianças, jovens e adultos vivenciar, de perto, a magia da tecnologia que, por vezes, não é acessível, quer em termos monetários, quer em termos de oportunidades de contacto às zonas periféricas das cidades.
Já no plano do meio ambiente, há que realçar a abertura dos Centros de Reciclagem de Material Elétrico, onde é depositado o material que se encontra “em fim de vida”, material este que é recolhido por esta associação, ou entregue nos seus espaços, e que, após uma triagem, é consignado naquele centro. Contudo, não é só o material eletrónico que merece uma reutilização, dedicando, também, esta associação à reutilização e reciclagem de roupas, calçado, brinquedos e de material escolar. A título de exemplo, no último ano foram recicladas 12 toneladas de roupa, 7 toneladas de material eletrónico e reutilizado cerca de 1 tonelada de material eletrónico.
Ademais, a vertente de educação é dos principais focos da Intensify World. Esta associação tem disponível um leque de serviços que permitem apoiar os jovens que se encontram ainda a estudar e, até mesmo, prestar auxílio aos pais. Para o efeito, dispõe de um gabinete de apoio a candidaturas a bolsas de estudo do ensino superior; prestam apoio em teses de mestrado e trabalhos académicos; nos seus espaços sociais tem disponíveis salas de estudo; recebem alunos de Erasmus, tendo, no último ano, recebido alunos provenientes de 7 países diferentes; frequentemente são, também, dadas palestras/workshops em escolas e instituições destinando-se o conteúdo das mesmas a qualquer cidadão, desde crianças até aos idosos. Nesta modalidade, a associação vai, inclusive, mais longe, dispondo da iniciativa “educação para a saúde” que, juntamente com uma voluntária licenciada em medicina, apresenta, mensalmente, um tema sobre uma doença, apelando e informando aqueles que seguem a associação acerca dos cuidados a ter.
Contudo, é de facto na solidariedade cuja sua atuação é mais premiada. Por exemplo, a Intensify World,em 2021, acolheu o projeto de uma das suas voluntárias, com o lema “Abrace em Troca de um Sorriso”, tendo, nesse mesmo ano, prestado apoio a 53 famílias de diversos concelhos do país, e em 2022 prestado o auxílio a 75 famílias. Além disso, desde o Natal de 2021 que é organizada a campanha intitulada de “Prendas para Todos”, tendo, no passado Natal de 2022, distribuído 326 prendas por crianças e jovens em risco de várias instituições de Barcelos e municípios vizinhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Já em 2023, e perante o cenário de destruição provocado pelo sismo na Síria e Turquia, a associação “pôs mãos à obra”, tendo recolhido mais de uma tonelada de bens doados para serem enviados para os locais afetados pela tragédia.
Por sua vez, e se dúvidas ainda houvessem quanto ao cariz multifacetado de atuação desta associação, sublinha-se que em 2021, esta associação aderiu ao CLAS (Conselho Local de Ação Social) de Barcelos e, já em 2022, aderiu ao CLAS de Esposende. Tendo, por conseguinte, ainda no ano de 2022, aderido à Comissão Alargada da CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) de Barcelos, bem como, aderido ao GOI (Grupo Operativo do Idoso) de Barcelos.
Portanto, em face das diversas áreas que, prontamente, a associação se disponibiliza e atenta aos inúmeros pedidos solicitados, é toda uma dinâmica diária que exige uma grande capacidade de gerir e assegurar meios de resposta. Contudo, e como qualquer trabalho tem a sua devida recompensa, o esforço e cooperação de todos os envolventes da associação tem sido premiado em diversos âmbitos. Desde logo, a Intensify world, em 2020, foi vencedora da 1ª Edição do Orçamento Participativo promovido pela Câmara Municipal de Barcelos; em 2021 foi vencedora do prémio Santander Mais Comunidade e, nesse mesmo ano, conquistou, ainda, o 2º lugar da Semana Europeia da Mobilidade; foi vencedora, em 2020 e 2021, respetivamente, da 1ª e 2ª Edição do Prémio Bairro Feliz do Pingo Doce de Barcelos, bem como vencedora, em 2022, da 3ª Edição daquele Prémio, quer no município de Barcelos, quer no município da Póvoa de Varzim; em 2022, conquistou o 1º lugar do Festival Nacional da Robótica; conquistando, também em 2022, o ambicionado Estatuto de IPSS e Utilidade Pública. Mais recentemente, em 2023, recebeu a Menção Honrosa no projeto nacional “Junta-te ao Gervásio”, que reconhece o trabalho de entidade no âmbito da reciclagem e economia circular.
É, portanto, em prol de toda a dedicação despendida e reconhecimento obtido que a associação Intensify World pretende continuar a crescer nas suas várias áreas e ter um papel, cada vez mais ativo na comunidade, continuando certa e firme no alcance do seu lema “Juntos, vamos continuar a obter grandes resultados”.
Sobre o Espaço no Jornal a Nação
O Espaço de Opinião no Jornal “A Nação” irá contar com publicações de 2 em 2 meses e serão convidados autores de diversas áreas com contribuições relevantes para a associação ou para a sociedade de diversas áreas de conhecimento.
Por: Luís Dias (Engenheiro e Presidente da Direção da Intensify World)
Imagem: ORIGAMI.
Atualidade
Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”
A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.
Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.
O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.
Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.
“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.
Ígor Lopes
Atualidade
Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”
O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.
Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.
O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.
Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.
Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.
Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.
Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.
“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.
O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.
Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.
A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.
“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
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