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Festival Vaudeville Rendez-Vous 2022 em contagem decrescente

De 18 a 23 de julho, em Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão

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De 18 a 23 deste mês, Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão voltam a receber o Festival Vaudeville Rendez-Vous, o mais influente Festival de Circo Contemporâneo do país. Na sua 8ª edição, o certame deste ano leva até Barcelos oito espetáculos de circo contemporâneo e cinco oficinas de criação circense. Uma excelente oportunidade para os barcelenses usufruírem de um conjunto inolvidável de atuações pelas mais importantes e famosas companhias internacionais.

Os espetáculos, todos com acesso livre, vão decorrer na Praceta Francisco Sá Carneiro, Largo da Porta Nova, e Theatro Gil Vicente.

Festival Vaudeville Rendez-Vous um projeto do Quadrilátero Urbano

Falta menos de uma semana para começar a 8ª edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous. De 20 a 23 de julho, os barcelenses poderão sair à rua e assistir a espetáculos de circo contemporâneo inéditos, com entrada livre.

O evento organizado pelo Teatro da Didascália conta com 11 espetáculos – cinco estreias nacionais, duas coproduções e sete espetáculos internacionais – que prometem encher as ruas, atalhos e vielas das cidades que compõem o Quadrilátero Cultural, nomeadamente Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, de artes do circo. Além destas criações, o Festival conta, ainda, com oficinas de criação, dirigidas ao público mais jovem, bem como uma masterclass – para estudantes, profissionais ou entusiastas das artes performativas – e com uma sessão de pitching.

O Festival arranca com a oficina de criação, no Parque da Cidade de Barcelos, das 14h30 às 18h30, que será orientada por Naiana Padial (artista palhaça formada em Artes do Circo). As inscrições poderão ser feitas online e serão dirigidas a jovens até aos 18 anos. Inscrição gratuita através de formulário próprio em: www.teatrodadidascalia.com .

Os espetáculos de rua têm início no dia 20 de julho, às 19h, com os Collectif Protocole que apresentam “Kilometer 97.1”. Esta performance parte da Praceta Francisco Sá Carneiro, em Barcelos, e percorrerá todas as cidades do Quadrilátero ao longo dos quatro dias do Festival, terminando em Famalicão. Produzido pela companhia francesa Collectif Protocole, esta criação vai deixar o público “saborear” os diferentes espaços e a “poesia invisível e escondida dos lugares”, através da improvisação de malabarismos.

No dia 21 de julho, às 19h00, é a vez dos Office Eléctrico 28 reservarem o Largo da Porta Nova para a sua atuação “The Frame”, estreia nacional, um espetáculo que se propõe cruzar o ordinário, o trivial e o geral para descobrir o extraordinário, o especial e o único.

No mesmo dia, às 22h00, tem lugar o espetáculo ”Mellow Yellow”, na Praceta Francisco Sá Carneiro, que nasceu de três personalidades singulares que partilham uma visão comum do palco. Juntos criam um universo que lhes permite expandir o seu vocabulário e ir além dos limites das suas especialidades: malabarismo, dança, música e representação.

Segue-se “Silêncio do Corpo”, no dia 22 de julho, às 19h00, no Parque da Cidade. Esta performance faz-se à volta do silêncio. O corpo diz que já não aguenta, mas a mente não quer saber, levando o corpo para além do seu limite. Ainda no dia 22, às 22h00, também na Praceta Francisco Sá Carneiro, há lugar para o espetáculo “Ensemble”, uma apresentação delicada, instável e necessária, como deve ser o jogo entre duas pessoas que se encontram num ponto de equilíbrio.

No último dia, 23 de julho, Alan Sencades ocupa o Campo 5 de Outubro, às 11h00, com “Do Ferro à Ferrugem”, um espetáculo que evoca melodias e imagens sobre a maturação, envelhecimento e renascimento dos corpos, sobre suas mudanças e memórias, sobre as distorções e adaptações que os dias impõem aos esqueletos vivos e inanimados.

Rui Paixão traz ao Theatro Gil Vicente, “Kinsky – Roi de Rats”, às 19h00, um espetáculo que conta a história de Kinski, um ator problemático e sem emprego que se vê na circunstância de ter de vender dentes de vampiro para sobreviver.

A encerrar o Festival, Los Galindos apresentam “MDR – mort de riure”, às 22h00, no Largo Dr. José Novais. Esta performance gira em torno de três palhaços – Melon, Rossinyol e Mardi – que enfrentam uma reviravolta inesperada.

Imagem: DR

Todos os espetáculos são de entrada livre.

Este projeto é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte, Norte 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Imagens: DR.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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