Atualidade
Barcelos assinala 94 anos de elevação a cidade
Presidente faz balanço positivo de 10 meses de trabalho
“Uma Terra, uma Cidade, um Concelho são o fruto das suas elites, mas são também, e primordialmente, o resultado de gerações de pessoas, mais ou menos anónimas, que, no seu conjunto, construíram e vão continuar a construir o tecido social, económico e cultural das suas terras; neste caso, da nossa Cidade e do nosso Concelho. Por isso mesmo, e num dia em que homenageamos alguns ilustres barcelenses, o meu primeiro reconhecimento vai, com todo o mérito e honra, para o Povo de Barcelos!” Foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino, realçou a importância de todos os barcelenses na construção e desenvolvimento da Cidade e do Concelho, quando discursava no encerramento da sessão solene comemorativa do 94º aniversário de elevação de Barcelos à categoria da Cidade.
Numa cerimónia repleta de significado, que abriu com um momento musical ao piano pela professora Eugénia Moura e teve como enquadramento uma conferência proferida pelo arqueólogo Cláudio Brochado, subordinada ao tema: “Barcelos – Uma Visão Histórica da Elevação a Cidade”, Mário Constantino aproveitou a ocasião para saudar “sem exceção, os protagonistas políticos que pensaram e geriram a cidade, que todos eles terão querido o melhor para Barcelos.”. Para o presidente da Câmara, “a cidade e o concelho, de que tanto nos orgulhamos, é fruto dessa grande construção coletiva, que junta vontade, força, coragem, empenho, criatividade e trabalho, muito trabalho”.
Autarca faz balanço positivo dos primeiros dez meses de mandato
Mário Constantino Lopes aproveitou a ocasião para fazer um breve balanço dos seus primeiros dez meses de mandato. Afirmando que o trabalho do novo Executivo está a cumprir os compromissos assumidos na campanha eleitoral, o edil assegurou que “apesar das dificuldades que fomos encontrando no caminho, o balanço que fazemos é bastante positivo”. Assim, referiu o autarca, já é possível “descarregar do caderno de encargos”, algumas das promessas realizadas, salientando o lançamento do Programa Novos Caminhos, que visa erradicar de vez com os caminhos em terra batida, o lançamento da empreitada de requalificação da Estrada 505, que liga Barcelinhos às Carvalhas, “um velho e justo anseio das populações, e cuja obra arranca já no início de setembro” e o ultimar do processo “que levará ao lançamento do concurso público internacional para o fecho da Circular Urbana, outra das obras eternamente adiadas”.

No setor da Educação, o presidente da Câmara confirmou que “já foi retirado o amianto nas coberturas de 16 edifícios escolares” e anunciou que, no início do ano letivo, a Câmara Municipal vai colocar à disposição de todos os alunos do 9º ao 12º ano, “uma ferramenta – a chamada Escola Digital – plataforma que o Município adquiriu, que permite acesso livre dos alunos a manuais, testes e outros conteúdos educacionais. Desta forma, os nossos jovens passam a dispor de melhores condições para que tenham sucesso educativo, e ficam em pé de igualdade com o que de melhor já existe no ensino”, enfatizou.
Município vai fechar aquisição de terrenos para o novo hospital
Prosseguindo no balanço do trabalho feito, Mário Constantino destacou “a prestação de serviços para a limpeza de infestantes do Rio, e a futura adjudicação da empreitada de construção dos Passadiços do Cávado”. Mas foi na área da saúde que o edil deu uma das melhores novidades à plateia que lotou o auditório municipal, ao anunciar: “muito em breve, fecharemos a aquisição dos terrenos para a construção do Novo Hospital de Barcelos, numa demonstração e sinal claro ao Governo de que não abdicaremos desse tão importante e necessário equipamento de Saúde”.
O autarca lembrou, também, que no setor da Ação Social, o município triplicou o apoio às famílias carenciadas na compra de medicamentos e atualizou os limites dos valores de renda de casa, “possibilitando que mais agregados familiares possam aceder a esses apoios”. Entretanto, “prossegue o processo que levará ao investimento de 16 milhões de euros, em habitação social, dando cumprimento ao 1º Direito, no âmbito do protocolo que assinamos com o IRHU, uma iniciativa vinda do Executivo anterior e que nós estamos a implementar”.
No Desporto também houve boas notícias: “deve iniciar, ainda este ano, a obra de construção de dois relvados junto ao estádio Cidade de Barcelos”; e durante o mês de setembro será inaugurado o pavilhão polidesportivo de Adães, “após obras de beneficiação, já que, depois de construído, esteve, lamentavelmente, fechado e a degradar-se mais de 12 anos”.
As Juntas de Freguesia são parceiros privilegiados do Município desde a primeira hora
Perante uma plateia onde estavam muitos presidentes de Junta de Freguesia, Mário Constantino assegurou que os autarcas locais são parceiros privilegiados do Município. O autarca realçou que, tal como havia sido prometido, foram aumentadas “as comparticipações financeiras às Juntas, sendo que, agora, a relação Município/Autarquias locais é regulada por contratos interadministrativos, que resultam numa completa transparência processual”.
Ao nível do Urbanismo, o presidente da Câmara afirmou que é intenção do Município “concluir o mais rapidamente possível, a revisão do PDM, pese embora os atrasos que se verificaram e o curto espaço de tempo que este Executivo teve para intervir no processo”. Por outro lado, Mário Constantino salientou que nunca como agora “estão a entrar tantos pedidos de processos de loteamento e construção, um bom sinal do dinamismo económico do setor, e que já nos obrigou a lançar concurso público de recrutamento de mais recursos humanos”.
As cerimónias das comemorações dos 94 anos de elevação de Barcelos a Cidade encerraram com um concerto da Orquestra do Distrito de Braga, no largo Dr. José Novais.
Fotos: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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