Atualidade
“À Conversa com Mulheres que nos Inspiram” assinala Dia Internacional da Mulher
Sessão organizada pela Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Hoje, entre as 15h00 e as 16h30, a Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) organizam a sessão online “À Conversa com Mulheres que nos Inspiram”, para assinalar o Dia Internacional da Mulher 2022.
É uma oportunidade muito especial para conhecer, na primeira pessoa, perspetivas e vivências de mulheres, com experiências profissionais em diversas áreas, inspiradoras no caminho conjunto para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Para assistir a esta sessão, basta aceder ao Canal de YouTube do INR, em https://www.youtube.com/channel/UCi3LoEA2ctRXap4htx6uVsw.
Programa:
15h00 | Abertura
15h05 | Mesa Redonda – À Conversa com Mulheres que nos Inspiram
Moderadora – Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência
Conheça as oradoras:
Ana Sofia Martins – Autora do blog JustGo by Sofia, onde promove as boas práticas no turismo acessível, procura, dessa forma, contribuir na construção de um “Mundo para Todos”. Pelo facto de se deslocar numa cadeira de rodas, as viagens são, para a Sofia, desafios e provas de superação, sendo que, ao mesmo tempo, procura despertar consciências para a questão das acessibilidades e influenciar para que mais locais se tornem acessíveis. Ao viajar, procura desafiar o mundo e os seus preconceitos e mostrar que ele é de todos e para todos. Por ter que gastar mais dinheiro para conseguir viajar e o não poder ir a alguns destinos pouco acessíveis, fizeram com que criasse o JustGo, com o objetivo de partilhar as suas experiências pelo mundo e ajudar outras pessoas a fazê-lo também.
Carla Oliveira, licenciada em Educação Social e mestre em Ciências da Educação. É técnica administrativa do Departamento de Ação Social da Secção de Desporto Adaptado do FC Porto. Participa, regularmente, em atividades de sensibilização em torno das questões sobre a deficiência e a sua relação com o desporto adaptado.
Atleta Paralímpica na modalidade de Boccia, participou nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos: Rio 2016 e Tóquio 2020.
Marta Paço – atleta de Para Surfing do Surf Clube de Viana, tenho conquistado a sua primeira medalha cerca de dois anos após ter começado a praticar a modalidade, com apenas 13 anos. Foi a medalha de bronze no ISA World Adaptive Surfing Championship na praia de La Jolla, em San Diego, Califórnia, em 2018. Além de ter sido a atleta mais jovem a competir neste evento mundial, conquistou o maior título alcançado, na altura e até ao momento, por Portugal, nesta modalidade. Sagrou-se a primeira campeã europeia de surf adaptado no Campeonato Europeu de Surf Adaptado em AS VI Ladies, em Viana do Castelo, em 2019. Em 2019, 2020 e 2021, foi Embaixadora da Semana Europeia do Desporto #BEACTIVE. Sagrou-se campeã do Mundo, com a Equipa Nacional da Federação Portuguesa de Surf, no ISA World Para Surfing Championship 2021, Pismo Beach, na Califórnia.
Sara Dias – Tem 33 anos e é natural Tondela, Viseu. Atualmente, exerce funções como médica de saúde pública, autoridade de saúde e vogal do conselho clínico e de saúde do agrupamento de centros de saúde Dão Lafões. Frequenta o Doutoramento em saúde pública na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, tendo realizado o mestrado em saúde pública na mesma instituição, em 2017, e o mestrado integrado em medicina, na faculdade de medicina da universidade de Coimbra, em 2012.
Sara Rocha – ativista e cofundadora e Presidente da Associação Portuguesa Voz do Autista. Delegada voluntária da ONU Mulheres do Reino Unido. Gestora de dados na Escola de Medicina Clínica na Universidade de Cambridge. Gestora de Infodemics pela Organização Mundial de Saúde.
Sofia Mirpuri – atriz e produtora nascida em Lisboa. É licenciada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica Portuguesa, e fez a sua formação como atriz em Nova Iorque, onde viveu durante 3 anos. De regresso a Portugal, Sofia tornou-se numa voz ativa na luta pela implementação de cada vez mais e melhores ferramentas de inclusão de pessoas com défice auditivo (grupo no qual se insere), seja na sua área profissional – o cinema e a cultura – seja na vida em sociedade no geral. Em 2020, com o início da pandemia, lançou o projeto Listen To My Lips – máscaras semitransparentes que permitem a visualização dos lábios, tornando a comunicação mais acessível a todos aqueles que necessitam de fazer leitura labial. Em 2021, venceu o prémio “Inclusão no Cinema” pela sua luta por um cinema mais inclusivo, através da representatividade e da colocação de legendagem acessível em todos os filmes.
16h15 | Espaço para questões
16h30 | Encerramento.
Imagem: INR.
Atualidade
Portugal: Abertas inscrições para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos”
As candidaturas para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos” já estão abertas. Depois de produzir 79 propostas de políticas públicas na última edição, as “Comissões de Cidadãos” regressam para uma terceira edição e abrem candidaturas até 13 de setembro, através do seguinte link: https://tinyurl.com/comissoescidadaos
Durante uma sessão legislativa, 230 Deputados-Cidadãos, selecionados entre os candidatos, irão integrar uma das 14 Comissões de Cidadãos, inspiradas nas comissões parlamentares permanentes da Assembleia da República portuguesa (AR). A iniciativa reúne cidadãos independentes, sem filiação partidária, que, ao longo do mandato, “analisam desafios concretos do país, ouvem especialistas, promovem o debate e desenvolvem propostas de políticas públicas”.
Segundo apurámos, “após um período de consulta pública, as propostas são discutidas e votadas em Plenário de Cidadãos na Assembleia da República portuguesa. As propostas aprovadas são posteriormente apresentadas às respetivas Comissões Parlamentares, ao Governo e a outras entidades relevantes, contribuindo para aproximar os cidadãos dos processos de decisão política”.
Bárbara Pais, presidente da terceira edição das Comissões de Cidadãos salienta que “as primeiras edições das comissões de cidadãos foram fundamentais para consolidar o relacionamento com os órgãos de soberania, a quem apresentamos anualmente um conjunto de propostas pertinentes e tecnicamente robustas”.
“Procuramos cidadãos de todas as gerações e áreas de conhecimento, que se dediquem a pensar, debater e propor soluções para o país. Porque uma democracia forte necessita de cidadãos informados e motivados a contribuir para a mudança, uma proposta de cada vez”, disse Bárbara Pais.
A iniciativa chega à sua terceira edição depois de, em 2025, ter recebido cerca de mil candidaturas para a seleção dos 230 Deputados-Cidadãos da segunda edição. Ao longo desse mandato, as 14 Comissões desenvolveram 79 propostas, resultado de um processo de investigação, debate, auscultação de especialistas e participação dos cidadãos.
Entre as propostas desenvolvidas na segunda edição encontram-se, por exemplo, uma recomendação à Assembleia da República portuguesa para o reforço da literacia em Inteligência Artificial entre os jovens; propostas para uma maior transparência e utilização do património imobiliário do Estado como instrumento de política pública; e reforço da proteção das vítimas de crime. Foram também desenvolvidas propostas em áreas como a valorização da fileira da lã e a sua transformação sustentável, a regulação da publicidade a bebidas alcoólicas e jogos e apostas online e o direito à dispensa da impressão de faturas, recibos e outros documentos. A flexibilização do voto para a diáspora portuguesa e portugueses residentes em território nacional, bem como uma atualização nas políticas de estágio no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e a economia azul foram outros dos temas tratados.
Segundo os seus organizadores, nesta nova edição, as Comissões de Cidadãos irão “reforçar a sua presença no território nacional”. Embora os trabalhos das Comissões decorram maioritariamente online, está prevista a realização de três eventos presenciais ao longo da sessão legislativa, realizados em diferentes regiões do país e o Plenário Final na Assembleia da República portuguesa, em Lisboa.
Desde a sua criação, a iniciativa já reuniu participantes entre os 16 e os 74 anos, provenientes de todo o território nacional e também da diáspora portuguesa.
“A diversidade de idades, percursos e representatividade geográfica tem sido uma das características distintivas do projeto, que procura garantir uma participação plural, independente e representativa da sociedade portuguesa”, mencionaram os responsáveis pelo projeto.
“As candidaturas estão abertas. Participar também é fazer política. Qualquer cidadão português que queira contribuir para o debate e para a construção de soluções para o país pode candidatar-se a uma das 14 Comissões de Cidadãos. As candidaturas decorrem de 6 de agosto a 13 de setembro”, sublinharam esses mesmos responsáveis.
Para saber mais sobre o projeto e conhecer as 14 Comissões, consulte o seguinte link: www.os230.pt
Nas redes sociais, também é possível ter mais informações:
LinkedIn: Comissões de Cidadãos
Instagram: comissoescidadaos.pt
As candidaturas podem ser submetidas em: https://tinyurl.com/comissoescidadaos
Sobre as Comissões de Cidadãos
Recorde-se que as Comissões de Cidadãos são uma iniciativa da “Associação Os 230” que “promove a participação ativa dos cidadãos na democracia”.
Em cada edição, são selecionados 230 cidadãos independentes, sem filiação partidária, para integrar 14 Comissões, organizadas de forma semelhante às comissões parlamentares.
Durante uma sessão legislativa, os Deputados-Cidadãos “investigam, debatem, ouvem especialistas e desenvolvem propostas de políticas públicas que, após consulta pública e aprovação em Plenário de Cidadãos, são apresentadas aos Órgãos de Soberania”.
A iniciativa procura “aproximar os cidadãos da decisão pública e contribuir para uma democracia mais participativa, inclusiva e representativa”.
Ígor Lopes
Atualidade
Covilhã: Feira de São Tiago encerra edição de 2026 reforçando o seu “impacto económico e cultural” na região da Beira Interior
A 615.ª Feira de São Tiago, correspondente à 613.ª edição realizada, decorreu entre os dias 16 e 26 de julho, no Complexo Desportivo da Covilhã, reunindo mais de 200 expositores, dezenas de espaços de restauração, empresas, associações, produtores locais, artesãos, comerciantes, entidades públicas e privadas, bem como um vasto programa de animação cultural e musical que voltou a afirmar o certame como “um dos maiores eventos anuais da região portuguesa da Beira Interior”.
Com origens que remontam a 1411, a Feira de São Tiago constitui “um dos mais antigos certames populares portugueses ainda em atividade”. Ao longo de mais de seis séculos, o evento evoluiu de uma feira tradicional de comércio agrícola e pecuário para uma grande mostra económica, empresarial, cultural e turística, assumindo atualmente “um papel determinante na promoção da Covilhã e de toda a Beira Interior”.
A edição de 2026 ficou marcada por várias alterações estruturais implementadas pelo Município da Covilhã, organizador do certame em parceria com a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), contando ainda com o apoio do Turismo de Portugal, através do programa “Portugal Events”.
Entre as principais novidades destacou-se a redução da duração da feira de 16 para 11 dias, decisão tomada após auscultação de expositores, associações e juntas de freguesia, permitindo conciliar o certame com outras iniciativas realizadas nas freguesias do concelho e responder às dificuldades de disponibilidade de recursos humanos manifestadas por muitas empresas participantes.
A reorganização do recinto constituiu igualmente uma das maiores mudanças desta edição. A área da restauração foi ampliada e transferida para um novo espaço, proporcionando “melhores condições ao público e aos operadores”. Paralelamente, o stand institucional passou para uma localização mais central, “melhorando a circulação dentro do recinto”.
A aposta na sustentabilidade traduziu-se também na introdução de copos reutilizáveis, medida que permitiu “reduzir significativamente” a utilização de plástico descartável durante o evento.
Outra novidade passou pela implementação da bilhética digital, permitindo adquirir antecipadamente os ingressos através do site oficial da feira, solução que “facilitou o controlo das entradas e reduziu significativamente as filas de acesso ao recinto”.
Além do tradicional palco principal, a edição deste ano voltou a integrar o Palco Secundário, dedicado sobretudo a artistas e bandas da região, e o Palco Tradições, reservado a ranchos folclóricos, grupos de bombos, cantares populares e associações culturais locais.
No plano empresarial, a edição contou com 203 expositores, distribuídos por diferentes áreas de atividade. Destes, 57 empresas ocuparam 78 stands empresariais, resultado da parceria estabelecida entre o Município da Covilhã e a AECBP, demonstrando a crescente importância económica do certame enquanto plataforma de promoção empresarial e de geração de oportunidades de negócio.
De igual modo, a restauração voltou a assumir forte protagonismo, com 62 espaços gastronómicos, aos quais se juntaram produtores agrícolas, comerciantes, expositores de produtos regionais, instituições, associações, espaços dedicados ao artesanato e os tradicionais divertimentos, compondo uma oferta bastante diversificada para os milhares de visitantes que passaram pelo recinto.
A programação musical procurou responder a diferentes públicos e gerações, reunindo alguns dos principais nomes da música portuguesa. Pelo palco principal passaram Quim Barreiros, Diogo Piçarra, João Gil, Sara Correia, Plutónio, Vizinhos, Bárbara Bandeira, Pedro Abrunhosa, Inês Vasconcellos e Rita Guerra, esta última acompanhada pela Filarmónica Recreativa Carvalhense.
A animação foi complementada diariamente por atuações de artistas locais, grupos folclóricos, bombos, música tradicional, animação de rua e diversas atividades dirigidas às famílias.
Organização e participantes destacam “impacto económico, cultural e social do evento”
No balanço da edição de 2026, o vereador com o pelouro dos Eventos da Câmara Municipal da Covilhã, Luís Marques, considerou que a Feira de São Tiago voltou a afirmar-se como “um dos maiores acontecimentos da região”, destacando o impacto económico, cultural e social do certame.
Em declarações à imprensa local, o vereador mostrou-se “satisfeito” com os resultados alcançados, defendendo que o evento continua a crescer de forma “sustentada”.
“Estou muito satisfeito. Acho que fizemos um evento que nos pode deixar orgulhosos. A nossa Feira de São Tiago continua a ser um evento marcante na nossa região e acho que este ano foi mais uma edição de sucesso”, frisou este responsável, que salientou também que a reorganização da área da restauração e dos bares “correspondeu às expectativas da organização, permitindo melhorar a circulação do público e conferir uma nova imagem ao recinto”.
“Nos primeiros dias não tão conhecida porque as pessoas não estavam habituadas ao local, mas penso que nos últimos dias viu-se que foi uma aposta bem conseguida e que dá também uma nova imagem à nossa Feira de São Tiago”, observou Luís Marques, que revelou ainda que o interesse pelo certame aumentou este ano, obrigando a organização a deixar algumas empresas e associações de fora por inexistência de espaço disponível.
“Este ano já deixámos algumas pessoas de fora, algumas empresas de fora, algumas associações de fora, por falta de espaços. Vamos tentar criar mais espaços para que mais gente venha, para que mais associações venham e também possamos trazer artesanato, decoração, tudo aquilo que possa dar mais brilho a esta Feira”, explicou.
Embora a meta dos 100 mil visitantes não tenha sido atingida, devido à redução do número de dias do evento, o vereador considerou que o balanço global foi claramente positivo, anunciando que a preparação da edição de 2027 arrancaria imediatamente.
“Precisamos começar já na próxima semana a trabalhar para a Feira de São Tiago de 2027”, revelou.
Também presente no certame, a empresária, presidente da Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco, e cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, Sofia Lourenço, considerou que a Feira de São Tiago demonstra a capacidade organizativa do Interior do país e assume um papel relevante na valorização da região, contrariando a ideia de que apenas os grandes centros urbanos conseguem acolher eventos de grande dimensão.
Na sua perspetiva, o certame tem vindo a afirmar-se pela qualidade da programação cultural, gastronómica e musical, funcionando também como espaço privilegiado de encontro entre diferentes comunidades e culturas.
“Esse tipo de evento na nossa região e, principalmente, no Interior de Portugal, só dignifica e só mostra as capacidades que o interior tem, muito pelo contrário do que as pessoas dizem de que os grandes eventos acontecem nas grandes cidades”, declarou.
“A Feira de São Tiago, nos últimos anos, tem mostrado uma qualidade a nível da gastronomia, da parte cultural, da parte musical, principalmente”, acrescentou.
Sofia destacou ainda a dimensão multicultural da feira, realçando que a presença de diferentes gastronomias lusófonas contribui para reforçar os laços entre comunidades.
“No campo da lusofonia, que é o que me cabe, este evento estreita laços, une várias culturas, mesmo porque, na Feira de São Tiago, conseguimos perceber que havia stands com a alimentação brasileira, angolana, e isso significa que há uma miscigenação natural e que toda a gente pode mostrar o que tem de melhor em cada cultura”, frisou.
Por sua vez, Lara Pires, especialista em Planeamento e Propriedade Intelectual, destacou a diversidade da oferta gastronómica disponível nesta edição, considerando que o reforço da presença de produtores locais constituiu uma das principais mais-valias do certame. Na sua opinião, a feira representa uma oportunidade para aproximar consumidores e produtores.
“A feira neste ano tinha muito mais opções de alimentação e opções variadas. Sobre alimentação pude perceber também maior participação de produtores locais e de produtos agrícolas e também produção de ovos. A feira é uma oportunidade excelente para conhecer essas pessoas e começar a comprar direto do produtor”, referiu Lara Pires, que elogiou ainda a programação cultural paralela, destacando a aposta da organização nos artistas regionais e nas manifestações tradicionais.
“Gostei muito da seleção de artistas que se apresentaram no palco secundário e das apresentações folclóricas”, assinalou.
Também Cristina Cravino, professora residente na Covilhã, destacou a evolução qualitativa da edição deste ano, considerando que o reforço da oferta de restauração e a diversidade dos espaços contribuíram para tornar o certame “mais atrativo”.
“Gostei muito da edição deste ano da Feira de São Tiago. Havia mais oferta e mais qualidade nos bares e na restauração, o que trouxe mais animação e diversidade à feira. Visitei todos os stands e tive ainda o gosto de estar no stand da escola onde leciono, a receber e a acolher quem por ali passava, foi uma experiência muito gratificante!”, vincou. Na visão desta docente, a Feira continua a desempenhar um papel importante na dinamização da economia local e na promoção do trabalho desenvolvido por comerciantes, instituições e associações.
“Na minha opinião, a feira é excelente para os comerciantes e para todos os que participam, dando-lhes visibilidade e retorno”, salientou Cristina Cravino, que destacou ainda o concerto dos “Vizinhos” como um dos momentos mais marcantes da programação musical e considerou que o certame representa um importante símbolo da identidade local.
“Para mim, a Feira de São Tiago é muito mais do que um evento: mostra o que temos na nossa região e é um verdadeiro ponto de encontro de covilhanenses, um momento de identidade que renova todos os anos o nosso orgulho”, acrescentou.
Também Maria Tereza Fazendeiro, educadora de infância residente e atuante na Covilhã, considerou que a reorganização do recinto constituiu uma das principais melhorias da edição de 2026.
“Acho que a Feira de São Tiago esteve bem conseguida este ano. Um dos aspetos mais positivos foi a concentração dos restaurantes na mesma zona, o que tornou o espaço mais organizado e agradável para quem visita. Penso apenas que teria sido ainda melhor se todos os restaurantes estivessem integrados nesse espaço”, observou esta educadora de infância, que sublinhou que o certame continua a assumir um papel relevante na promoção da região e na valorização dos agentes económicos locais.
“No geral, continua a ser um evento muito importante para a Covilhã e para toda a região, porque dinamiza a economia local, promove os produtores e comerciantes e é um ponto de encontro de famílias e amigos, mantendo viva uma tradição que faz parte da identidade da Beira Interior. Ninguém resiste a uma fartura com Sumol de ananás”, referiu.
Já o empresário António Carlos, que atua no ramo imobiliário, realçou a importância da Feira de São Tiago enquanto plataforma de promoção para empresas e profissionais da região, considerando que a presença no certame contribui para reforçar a notoriedade dos negócios e gerar novas oportunidades.
“É bom estarmos presentes, é bom sermos reconhecidos e nós, para sermos reconhecidos, temos de ser bons profissionais e é isto que tem acontecido mensalmente, anualmente, ano após ano, essa conquista e esse reconhecimento é brutal”, sustentou o empresário, que avaliou que a visibilidade proporcionada pelo evento ultrapassa a dimensão local, permitindo estabelecer contactos com investidores nacionais e estrangeiros e contribuir para o desenvolvimento económico da Beira Interior.
“Há muitos países que vêm diretamente ter comigo, já, com a minha equipa, para nós fazermos a venda do imóvel deles, para comprar um imóvel, para o desenvolvimento turístico, e grandes projetos que estão a ser criados na região. As pessoas têm recorrido a mim para lhes dar mais alguma informação e para que seja algo de útil para o desenvolvimento deles”, revelou.
Por sua vez, a empresária Ana Antunes reconheceu a importância da Feira de São Tiago enquanto espaço de contacto com o público, mas considerou que, diante das experiências anteriores, identificou que “persistiram algumas fragilidades ao nível da organização do evento”.
“Participar na Feira de São Tiago foi uma experiência importante e uma oportunidade de estar em contacto com tantas pessoas. No entanto, percebi alguma desorganização, falta de planeamento, de informação e de apoio aos participantes, o que acabou por prejudicar quem investiu tempo, dedicação e recursos para estar presente. Fica a esperança de que, nas próximas edições, a organização possa rever alguns pontos e aprenda com os erros e proporcione uma experiência mais digna para expositores e visitantes”, concluiu.
“Ainda com o coração cheio! Obrigado, Covilhã! A Feira de São Tiago 2026 foi, sem dúvida, memorável. Este mar de gente reflete a força da nossa comunidade e a paixão pelas nossas tradições. Um agradecimento especial a todos os que tornaram esta edição possível: visitantes, parceiros e equipas. O vosso contributo foi inestimável. Bem-haja! Despedimo-nos com os olhos postos no futuro. O trabalho para a próxima edição já começou. A Feira de São Tiago regressa em 2027!”, mencionou a organização do evento nas redes sociais.
Uma das mais antigas da Península Ibérica, a Feira de São Tiago decorreu na Covilhã, Região Centro de Portugal, de 16 e 26 de julho de 2026.
Ígor Lopes
Atualidade
Genebra: Fórum Internacional SABE reúne especialistas de diversos países para promover “saúde, autocuidado e bem-estar”
Genebra vai ser palco do Fórum Internacional SABE – Saúde, Autocuidado e Bem-Estar, ao longo do mês de setembro, num formato híbrido, combinando sessões presenciais com transmissão em direto para todo o mundo através do YouTube e do Instagram.
Idealizado e coordenado pela CEO Linia Brandt, e promovido pela Revista Brasil Conexão Europa (RBCE Network) do grupo ELB Network, o encontro pretende “reunir profissionais de saúde, investigadores, educadores, instituições, empreendedores e cidadãos de diferentes países para promover a cooperação internacional em torno da saúde, do autocuidado e da qualidade de vida”.
Sob o lema “Construindo pontes entre saberes para promover inclusão, longevidade e qualidade de vida”, a edição de 2026 apresenta-se como “um encontro internacional que une ciência, prática e comunidade, procurando aproximar diferentes áreas do conhecimento para desenvolver soluções inovadoras que contribuam para uma sociedade mais saudável, inclusiva e preparada para os desafios do futuro”.
Segundo a organização, o SABE é “mais que uma sigla”, constituindo “um convite a cuidar de si e dos outros”, através da “partilha de conhecimento sobre prevenção, saúde mental, autocuidado, longevidade e hábitos promotores de uma vida saudável”.
A iniciativa defende que o cuidado deve deixar de ser “tema de bastidor” para assumir um “papel central” na construção de comunidades mais conscientes, sustentáveis e resilientes.
Neste sentido, a programação assenta em seis eixos temáticos: Conexão, Ciência, Inovação, Autocuidado, Bem-Estar e Longevidade. De acordo com o conceito do evento, os temas funcionam como “os arcos de uma ponte”, ligando o conhecimento individual ao cuidado coletivo. Cada eixo aborda diferentes dimensões da promoção da saúde, desde a investigação científica e inovação tecnológica até ao desenvolvimento humano, prevenção da doença, equilíbrio físico e emocional e envelhecimento saudável.
Paralelamente, o Fórum organiza as atividades em quatro trilhas temáticas: Aprender, Cuidar, Conectar e Viver, concebidas para “proporcionar diferentes experiências aos participantes”.
“Estas áreas incluem momentos dedicados à divulgação científica, boas práticas de autocuidado, criação de redes de colaboração e iniciativas centradas no bem-estar físico, mental e social”, disse Linia Brandt, que prevê a participação de mais de 40 convidados, provenientes de mais de dez países, incluindo Portugal e Suíça, além de envolver mais de 50 profissionais de diferentes especialidades, entre as quais medicina, enfermagem, psicologia, psiquiatria, nutrição, farmácia, terapia ocupacional, educação física, investigação científica, educação, práticas integrativas, gestão em saúde, serviço social, arteterapia e desenvolvimento humano.
Além das conferências e debates, o Fórum Internacional SABE disponibilizará workshops em francês e espanhol, bem como certificação destinada a profissionais e estudantes. O evento disponibiliza igualmente diferentes modalidades de participação, permitindo inscrições como Membro Apoiador, Palestrante, autor com livro em exposição ou autor de artigo científico, bem como oportunidades de apoio institucional, empresarial e mediático. Os participantes terão acesso às sessões, gravações, materiais de apoio, certificado digital e possibilidade de integrar a rede internacional criada pelo fórum.
“O SABE decorrerá no coração de Genebra, na Suíça, e no mundo. Todas as sessões serão transmitidas online através da plataforma oficial de streaming do evento, permitindo a participação de comunidades lusófonas e de profissionais interessados em saúde e bem-estar a partir de qualquer parte do mundo”, frisou Linia.
As informações completas encontram-se disponíveis na página oficial do evento em: https://forumsabe.rbcenetwork.ch/
Já as inscrições podem ser efetuadas através da plataforma oficial, em: https://forumsabe.rbcenetwork.ch/inscricoes
Ígor Lopes
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