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Nos próximos dias, Castelo Branco recebe “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” com participação de Portugal, Brasil e Cabo Verde

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Castelo Branco, na região Centro de Portugal, recebe, nos dias 4 e 5 de setembro, a primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Promovida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, através da Divisão de Museus e Cultura, a iniciativa reúne representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde e coloca no centro do programa a valorização do património, das indústrias criativas e das redes de cooperação entre territórios. O evento integra a programação geral do “Festival Sabores de Perdição”, que decorrerá entre 3 e 6 de setembro.

O encontro está integrado na estratégia desenvolvida por Castelo Branco no âmbito da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que o município integra na categoria de Artesanato e Artes Populares. Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal, enquadra a realização do certame neste percurso de afirmação da cidade dentro da rede internacional.

“A ‘Bienal de Artes e Ofícios’ vem na linha de continuidade do desenvolvimento desta participação do município de Castelo Branco na ‘Rede das Cidades Criativas’. Temos uma programação que está alocada a esta chancela e, dentro dessa programação, está também o desenvolvimento desta ‘Bienal Internacional de Artes e Ofícios’”, afirma Sónia Abreu, que recorda que a Bienal surge depois de outras iniciativas promovidas pelo município no quadro da ligação às Cidades Criativas.

“Já se fizeram outras atividades, nomeadamente o ‘Encontro Internacional de Cidades Criativas e Desenvolvimento Sustentável’, o ‘Fórum Ibero-Americano das Cidades Criativas’ e, agora, este foi o desenvolvimento natural das atividades que estão muito ligadas às cidades criativas”, refere.

O programa começa às 10h de sexta-feira, 4 de setembro, com a sessão de abertura conduzida pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Às 10h45, as Batucadeiras do Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa, protagonizam um momento musical. Às 11h30 realiza-se a primeira mesa-redonda, dedicada ao tema “Identidade Local e Economia Criativa: Instrumentos Públicos para Valorizar o Património”. A sessão será moderada por Sofia Lourenço, cônsul honorária da República de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu. Participam António Pinto Dias Rocha, cônsul honorário do Brasil para os distritos de Castelo Branco e Portalegre; Ângela Barbosa, gestora do Centro Cultural de Cabo Verde; Maria Antónia Amaral, chefe de Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P.; e Américo Rodrigues, diretor-geral da Direção-Geral das Artes.

Para Sónia Abreu, a partilha entre cidades e instituições constitui uma das componentes centrais da iniciativa.

“A ideia é partilhar experiências, divulgar boas práticas e ligar todas as cidades do país que estão também associadas às Cidades Criativas”, salientou esta responsável, que considera ainda que a presença de diferentes instituições e especialistas deve permitir que o encontro produza reflexão sobre políticas de preservação e valorização do património.

“O que esperamos é que, mais do que um momento de reflexão, todos consigamos identificar medidas públicas de proteção e de valorização destes recursos culturais de cada território e, nomeadamente, do território de Castelo Branco”, sublinhou.

Depois do almoço, ainda no dia 4, o Bordado de Castelo Branco assume uma posição central na programação. A partir das 14h30, a mesa-redonda “O Bordado de Castelo Branco: Tradição e Inovação” será moderada por Teresa Costa, gerente da A. CERTIFICA, Organismo de Certificação de Produções Artesanais Tradicionais. O painel conta com Ana Cristina Mendes, diretora-adjunta do CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património; Graça Ramos, presidente da Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses; Ana Margarida Fernandes, professora na Escola Superior de Artes Aplicadas da Universidade Politécnica de Castelo Branco; e Sónia Santiago, diretora de Marketing e Comunicação do Grupo “O Valor do Tempo”.

A reflexão em torno do Bordado de Castelo Branco inclui o debate sobre a relação entre tradição, inovação, formação, design e valorização económica. Sónia Abreu considera que a continuidade destes saberes passa também pela capacidade de dialogarem com a contemporaneidade.

“Estas artes têm que ser contemporâneas. Se queremos que estas artes continuem a vingar, há aqui um momento em que elas têm que dar o salto”, defendeu.

O primeiro dia da Bienal prossegue às 16h30 com a inauguração da exposição “O Mundo Bordado à Mão”. Às 17h30 está prevista uma visita guiada ao MUTEX – Museu dos Têxteis, encerrando uma jornada dedicada à relação entre políticas públicas, património, identidade e inovação.

O segundo dia, sábado, 5 de setembro, será dedicado durante a manhã à “Rede de Cidades Criativas da UNESCO” e à apresentação de práticas, projetos e experiências desenvolvidos em diferentes municípios portugueses. A partir das 10h estarão representadas Castelo Branco, Barcelos e Caldas da Rainha, na categoria de Artesanato e Artes Populares; e Amarante e Leiria, na categoria de Música. Depois de uma pausa, às 12h, o programa prossegue com Braga, Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artes Digitais; Covilhã, em Design; Idanha-a-Nova, em Música; e Matosinhos, em Gastronomia. Às 13h15 está previsto um período de debate e participação do público.

Também na tarde de sábado, a relação entre criatividade e economia ganha maior expressão. Às 14h30 realiza-se a mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”, moderada por Eduardo Barroso, consultor e ponto focal internacional da cidade brasileira de João Pessoa e Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artesanato e Artes Populares. O painel contará com Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, no estado de Alagoas, Brasil; Higor Esteves, vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP e diretor-geral da Start CPLP; e Marielza Rodriguez, gestora do Programa do Artesanato Paraibano – PAP. A participação brasileira coloca no debate questões relacionadas com empreendedorismo, internacionalização e criação de valor económico a partir das indústrias criativas.

O encerramento oficial da Bienal está marcado para às 16h de sábado e será conduzido pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Depois de uma pausa para café, às 16h30, a programação termina às 17h com uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Bordado.

Outros olhares

Para Sónia Abreu, a chancela de Cidade Criativa deve ser entendida para além da dimensão institucional e utilizada na projeção de Castelo Branco.

“É uma questão que eu tenho refletido muito sobre e tenho conversado com o presidente da Câmara Municipal, porque é ele quem tem o pelouro da Cultura e das Cidades Criativas. O facto de termos esta chancela é muito mais do que só dizer ‘somos uma cidade criativa’. Penso que deveríamos aproveitar este legado, esta chancela que tem muito peso e é tão importante para chamar todos”, afirmou, realçando que, “nesta Bienal, em concreto, vamos focar-nos naquilo que nos elevou à categoria de “Cidade Criativa da UNESCO”, que são o Artesanato e as Artes Populares, como o bordado, mas a ideia é também apoiar e promover outras formas de artesanato que existem na cidade”, salienta Sónia Abreu, que deixa um convite à participação no encontro e à descoberta do território através do património e das tradições que estarão em debate durante os dois dias.

“O convite que eu faço às pessoas é que venham a Castelo Branco e que participem neste evento. O que vamos ter aqui é um painel de oradores muitíssimo interessante, que vai falar não só sobre as questões relacionadas com o ‘Bordado de Castelo Branco’, mas sobre o património imaterial, as tradições no geral. Não deixem de estar presentes”, apelou.

Participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória

A participação na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” é gratuita. As inscrições podem ser efetuadas através de formulário próprio no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDxASco71nQy1jCHIm-o5SqzxmmZZAYr1dM6eF-ky6eKONjQ/viewform

Ígor Lopes

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Do património familiar ao empreendedorismo: Glamping Academy apresenta oportunidades à diáspora

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A “Glamping Academy”, iniciativa portuguesa dedicada à formação e ao empreendedorismo no turismo de natureza, pretende aproximar os portugueses residentes no estrangeiro das oportunidades de investimento em Portugal, particularmente através do “aproveitamento de terrenos, quintas e imóveis familiares”. O projeto, fundado pelo empresário luso Luís Almeida, procura apoiar quem pretende estudar a possibilidade de criar um alojamento turístico, seja como investimento, atividade empresarial ou parte de um plano de regresso ao país.

A proposta dirige-se a portugueses e luso-descendentes que vivem em países como França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Estados Unidos e Canadá, muitos dos quais mantêm propriedades ou ligações familiares às regiões de origem. A “Glamping Academy” considera que esse património poderá, em determinadas condições, “ser utilizado para desenvolver atividades ligadas ao turismo rural, permitindo conciliar a preservação de imóveis familiares com a criação de iniciativas económicas”.

O projeto surge num contexto de crescimento do turismo em espaço rural. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal e do Turismo de Portugal citados pela organização, o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação receberam 1,5 milhões de hóspedes em 2025 e registaram 3,3 milhões de dormidas, aumentos de 6,7% e 6,9%, respetivamente, face ao ano anterior. As regiões Norte, Alentejo e Centro concentraram 65,1% das dormidas neste segmento.

O glamping, conceito que combina elementos do campismo com condições de conforto associadas ao alojamento turístico, é uma das modalidades apresentadas pela academia. As soluções podem incluir cabanas de madeira, tendas equipadas e pequenas unidades integradas na paisagem. A atividade procura responder à procura de experiências ligadas à natureza, à gastronomia regional e ao património dos territórios.

À frente da “Glamping Academy” está Luís Almeida, também responsável pela “Arrabia Guest Houses Glamping”, localizada na Raiva, no concelho de Castelo de Paiva. A partir da experiência na criação e gestão de alojamentos turísticos, o empresário desenvolveu uma plataforma de formação que reúne conteúdos e especialistas em áreas relacionadas com a instalação e exploração de empreendimentos turísticos.

A academia disponibiliza cursos online, ferramentas de planeamento e programas de formação sobre escolha de terrenos, licenciamento, financiamento, construção, marketing, gestão e rentabilidade. A possibilidade de acompanhar os conteúdos à distância constitui uma das características da iniciativa, permitindo que “interessados residentes no estrangeiro iniciem a avaliação de um projeto antes de regressarem a Portugal ou avançarem com um investimento”.

Um dos aspetos destacados pela organização é a necessidade de confirmar a viabilidade legal e técnica de cada propriedade. A existência de um terreno não significa, por si só, que seja permitida a instalação de unidades de glamping. A concretização de um empreendimento depende das disposições do Plano Diretor Municipal (PDM), de eventuais restrições da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Reserva Agrícola Nacional (RAN), bem como das condições de acesso e das exigências de licenciamento. Estas regras podem aplicar-se também a estruturas amovíveis, tendas e casas sobre rodas, dependendo das características do projeto e do enquadramento territorial.

Por esta razão, a “Glamping Academy” recomenda que os interessados “realizem estudos prévios de viabilidade, avaliem os custos e analisem a procura turística antes de assumirem compromissos financeiros”. A organização sublinha que “a atividade não representa uma garantia de rentabilidade e exige preparação empresarial”.

Além da formação digital, a iniciativa promove encontros presenciais denominados “Imersões Glamping Academy”, destinados a reunir empreendedores, potenciais investidores e profissionais de áreas como arquitetura, licenciamento, financiamento e exploração turística. A mais recente edição decorreu nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, na “Arrabia Guest Houses Glamping”, em Castelo de Paiva.

Durante estes encontros, os participantes têm oportunidade de “conhecer experiências de gestão, esclarecer dúvidas e estabelecer contactos com profissionais do setor”. A academia pretende, ainda, “desenvolver uma comunidade de pessoas interessadas na criação de projetos turísticos, combinando a aprendizagem on-line com atividades presenciais.

Para os portugueses residentes no estrangeiro, a iniciativa apresenta-se como uma possibilidade de estudar o aproveitamento de património familiar sem necessidade de uma mudança imediata para Portugal. A análise de terrenos, a preparação de planos de negócio e o conhecimento das exigências legais podem ser realizados numa fase anterior à decisão de investir.

A “Glamping Academy” disponibiliza informações sobre os seus programas e atividades através do portal www.glamping-academy.info

Com esta iniciativa, Luís Almeida procura “colocar a formação e o planeamento ao serviço de portugueses e luso-descendentes interessados no turismo de natureza, apresentando alternativas de utilização de propriedades familiares e oportunidades de empreendedorismo nas regiões rurais portuguesas”.

Ígor Lopes

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Brasil: Festival Internacional de Itabira destaca autoria negra e celebra os 75 anos de “Claro Enigma”

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A cidade brasileira de Itabira, no estado de Minas Gerais, recebe, entre 29 de outubro e 1 de novembro, a sexta edição do Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), que este ano presta homenagem à escritora Conceição Evaristo, à editora Maria Mazzarello e à investigadora Leda Maria Martins. O encontro decorre no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e nos espaços envolventes, reunindo escritores, investigadores, editores e artistas numa programação dedicada à literatura e à cultura brasileira.

As três homenageadas participam, no dia 31 de outubro, às 20h00, na mesa-redonda “Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos”, moderada por Afonso Borges. O encontro abordará o papel da literatura na representação da população negra, a circulação de obras de autores afro-brasileiros e os desafios enfrentados pelo setor editorial na promoção da diversidade cultural.

Uma das figuras centrais da programação é Conceição Evaristo, escritora, poeta, contista e professora, cuja obra aborda questões relacionadas com a memória, a identidade e as experiências das mulheres negras. A autora desenvolveu o conceito de “escrevivência”, que relaciona a criação literária com as experiências individuais e coletivas, tornando-se uma referência nos estudos sobre literatura afro-brasileira.

Além da homenagem conjunta, Conceição Evaristo participa, a 30 de outubro, às 21h15, numa sessão dedicada a Dona Rosinha e Dona Tita, com representantes das respetivas famílias e moderação de Sérgio Abranches. O encontro destaca a ligação da escritora à comunidade do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira, e a importância da preservação das memórias comunitárias.

A editora Maria Mazzarello será igualmente homenageada pelo seu percurso na divulgação de autores negros no Brasil. Natural de Ponte Nova, em Minas Gerais, e radicada em Belo Horizonte desde 1954, fundou a Mazza Edições no início da década de 1980, depois de experiências profissionais no setor editorial e de uma formação em editoração realizada em Paris.

A Mazza Edições desenvolveu um catálogo dedicado à literatura, à história e à cultura afro-brasileira, contribuindo para ampliar os espaços de publicação de escritores que encontravam dificuldades de acesso ao mercado editorial. O percurso da fundadora foi retratado na biografia “Maria Mazarello: Preto no Branco, Lutas e Livros”, publicada em 2021 e escrita pela jornalista Márcia Maria Cruz.

A terceira homenageada, Leda Maria Martins, é poeta, dramaturga, professora e investigadora, com trabalho dedicado à ancestralidade, à oralidade, à memória e às expressões culturais afro-brasileiras. A sua investigação aborda as relações entre literatura, teatro, performance e transmissão de conhecimento, com particular atenção às tradições e práticas culturais das comunidades negras.

Leda Maria Martins participa também, no dia 30 de outubro, às 19h00, na conversa “Corpo e Palavra”, ao lado de Ricardo Aleixo, com moderação de Natália Alves. No dia seguinte, junta-se a Conceição Evaristo e Maria Mazzarello para a homenagem coletiva.

A sexta edição do Flitabira decorre sob o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, assinalando os 75 anos da publicação de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. A obra, publicada em 1951, inclui o poema “A Máquina do Mundo”, que serve de referência à programação deste ano. O festival propõe encontros sobre memória, política, natureza, conhecimento e relações humanas, estabelecendo uma ligação entre a criação literária e os debates contemporâneos.

A curadoria é assegurada por Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, com programação local de Sandra Duarte e Carolina Peixoto e curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli. Para além das conversas literárias, o festival inclui atividades destinadas a crianças e jovens, prémios de redação e desenho, sessões de autógrafos, uma livraria com mais de cinco mil títulos, exposições, apresentações musicais e espaços dedicados à gastronomia e ao empreendedorismo local.

O Flitabira conta com patrocínio da Vale, através da Lei Rouanet, no âmbito do Ministério da Cultura do Brasil, e com o apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú. Todas as atividades são gratuitas, estando prevista a transmissão das mesas e palestras através do canal oficial do festival no YouTube, @flitabira, com recursos de acessibilidade, incluindo interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.

A programação completa pode ser consultada em: https://flitabira.com.br/

Ígor Lopes

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António José Seguro abre “EuroAmericas Forum 2026” em Cascais

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O presidente da República portuguesa, António José Seguro, vai realizar a intervenção de abertura do “EuroAmericas Forum 2026”, no próximo dia 2 de novembro, na “Nova School of Business and Economics (Nova SBE)”, em Carcavelos, no concelho de Cascais. A iniciativa, promovida pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, reúne durante dois dias representantes políticos, empresariais e institucionais da Europa e das Américas, com o objetivo de “analisar os desafios das relações transatlânticas”.

Sob o tema “Overcoming Challenges in a New Transatlantic Era” (Superar desafios numa nova era transatlântica), o encontro pretende “promover a discussão sobre as transformações geopolíticas, a fragmentação do comércio internacional e o impacto da evolução tecnológica nas economias dos dois lados do Atlântico”.

António José Seguro, que também desempenha as funções de presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, será responsável pela intervenção que dará início aos trabalhos.

O programa do primeiro dia inclui debates sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul e as suas implicações para as empresas, bem como sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e na inovação. A segurança energética, o investimento em infraestruturas na América Latina e a cooperação nos setores das ciências da vida e da saúde integram igualmente a agenda do Fórum.

O segundo dia, 3 de novembro, será dedicado à geopolítica e à diplomacia económica, com particular atenção ao papel das redes diplomáticas e empresariais na abertura de mercados, na atração de investimento e na criação de parcerias internacionais. Os participantes irão analisar de que forma a cooperação entre instituições públicas e empresas pode contribuir para responder às mudanças nas relações económicas internacionais.

Entre as personalidades confirmadas encontram-se o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru, Carlos Espá, e José Manuel Durão Barroso, presidente do EuroAmericas Forum. A organização prevê ainda a participação de representantes de mais de 30 empresas e instituições dos dois lados do Atlântico.

O “EuroAmericas Forum” é uma iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa que procura aproximar responsáveis políticos, empresários e instituições da Europa e das Américas. A terceira edição mantém o objetivo de promover o diálogo sobre comércio, investimento, inovação e cooperação internacional, envolvendo também a rede de portugueses com atividade profissional e institucional no estrangeiro.

Informações sobre o programa e os oradores do “EuroAmericas Forum 2026” podem ser consultadas em: www.euroamericasforum.org

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