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Otacílio Soares: “Nosso desafio é fazer com que a proximidade entre Portugal e Brasil se traduza, cada vez mais, em investimentos, empregos, inovação e desenvolvimento para todos”

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Otacílio Soares, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), defende que a forte proximidade histórica, cultural e linguística entre Portugal e o Brasil deve ser convertida em relações económicas ainda mais concretas, capazes de gerar mais investimentos, parcerias, negócios e desenvolvimento para ambos os países.

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, o responsável abordou o papel da CCILB na aproximação entre empresas, investidores e instituições portuguesas e brasileiras, destacando os processos de internacionalização, os setores com maior potencial de cooperação, o posicionamento de Portugal como plataforma de entrada no mercado europeu e as oportunidades de criação de uma rede económica no espaço da língua portuguesa.

Qual tem sido o papel da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira no reforço das relações econômicas e empresariais entre Portugal e o Brasil?

A Câmara procura transformar a proximidade histórica e cultural entre Portugal e o Brasil em relações empresariais concretas. Os dois países têm uma ligação muito forte, mas isso, por si só, não é suficiente para gerar negócios. É preciso aproximar as empresas certas, facilitar o acesso à informação e ajudar os empresários a compreender as particularidades de cada mercado. Nesse sentido, a CCILB atua como uma ponte entre empresas, investidores, associações empresariais e entidades públicas dos dois países. Promovemos encontros, missões, seminários e contatos institucionais, sempre com o objetivo de criar relações de confiança e oportunidades que possam se transformar em investimentos, parcerias e novos negócios. Nosso papel também é ajudar a reduzir a distância prática entre os dois mercados. Embora falemos a mesma língua, existem diferenças na legislação, na tributação, na cultura empresarial e na forma de negociar. Muitas vezes, uma orientação correta no início evita erros, custos e perda de tempo.

Neste período de férias de verão, na Europa, e de inverno, na América do Sul, que ações estão sobre a mesa em termos empresariais por parte da CCILB para aproximar os dois territórios?

O período de férias pode ser um bom momento para refletir e planejar. Muitas decisões empresariais importantes começam justamente quando temos mais tempo para avaliar novos mercados, rever estratégias e pensar com um pouco mais de tranquilidade. Na CCILB, estamos trabalhando na preparação de novas iniciativas para o segundo semestre, com encontros empresariais, ações de networking, seminários e atividades voltadas à internacionalização. Também estamos fortalecendo nossos comitês, que permitem tratar de forma mais especializada temas como tecnologia, inovação, turismo, comércio exterior, sustentabilidade, arbitragem e investimentos. Queremos ampliar a aproximação com câmaras de comércio, federações empresariais e entidades de promoção de investimentos dos dois países. A ideia é que essas relações institucionais resultem em agendas práticas, com empresas interessadas, oportunidades identificadas e acompanhamento posterior. Também continuaremos dando atenção ao Acordo Mercosul-União Europeia, que poderá abrir uma nova etapa nas relações econômicas entre Portugal e o Brasil. Precisamos preparar as empresas, especialmente as pequenas e médias, para entenderem as oportunidades e as exigências desse novo cenário.

De que forma a CCILB apoia empresas portuguesas e brasileiras nos processos de internacionalização, entrada nos respectivos mercados e criação de parcerias?

O primeiro apoio é ajudar a empresa a compreender o mercado no qual pretende entrar. Internacionalizar não significa apenas encontrar um cliente ou distribuidor. É necessário conhecer a legislação, os aspectos tributários, os canais de distribuição, os custos logísticos, a concorrência e a cultura empresarial local. A CCILB procura orientar as empresas e aproximá-las de profissionais, entidades e potenciais parceiros que possam apoiá-las em cada etapa. Não substituímos os especialistas, mas ajudamos o empresário a encontrar as pessoas certas e a chegar ao mercado com mais segurança. Também promovemos encontros empresariais, missões e eventos setoriais, nos quais as empresas podem apresentar seus projetos, conhecer potenciais parceiros e estabelecer relações de confiança. Esse trabalho é especialmente importante para as pequenas e médias empresas, que nem sempre possuem estrutura própria para fazer uma prospecção internacional. Entendemos que o trabalho da Câmara não termina na apresentação entre duas empresas. Sempre que possível, procuramos acompanhar a evolução dos contatos e contribuir para que uma primeira conversa possa se transformar em uma parceria efetiva e duradoura.

Que setores apresentam, atualmente, maior potencial para aprofundar o comércio, o investimento e a cooperação empresarial entre os dois países?

Existem oportunidades em diversos setores. Tecnologia, inovação, energia, infraestrutura, turismo, agronegócio, alimentos e bebidas, saúde, setor farmacêutico, construção civil, mercado imobiliário, logística e serviços financeiros estão entre as áreas com maior potencial. Portugal desenvolveu competências importantes em energias renováveis, turismo, tecnologia, engenharia, gestão de infraestrutura e serviços. O Brasil, por sua vez, possui escala, recursos naturais, capacidade industrial, produção agroalimentar e um mercado consumidor muito expressivo. Quando essas competências são combinadas, surgem oportunidades interessantes para os dois lados. Também vejo grande potencial na economia digital, na inteligência artificial e nos serviços prestados internacionalmente. São áreas nas quais a dimensão geográfica deixou de ser uma barreira tão relevante. O setor de alimentos e bebidas merece atenção especial. Portugal tem produtos de grande qualidade e o Brasil oferece um mercado amplo, embora ainda existam desafios tributários, logísticos e regulatórios. Em sentido inverso, produtos brasileiros podem utilizar Portugal como ponto de entrada e de valorização no mercado europeu.

Como pode Portugal assumir-se como plataforma de entrada das empresas brasileiras na União Europeia e, em sentido inverso, apoiar as empresas portuguesas interessadas no mercado brasileiro?

Portugal reúne condições muito favoráveis para ser uma plataforma de entrada das empresas brasileiras na União Europeia. Há proximidade cultural, facilidade de comunicação, segurança jurídica, boa infraestrutura, profissionais qualificados e acesso a um mercado europeu com centenas de milhões de consumidores. Mas Portugal não deve ser visto apenas como uma porta de entrada. Pode ser uma base para a estruturação, gestão e expansão das operações brasileiras na Europa. Uma empresa pode instalar aqui sua sede europeia, adaptar produtos às normas da União Europeia, contratar profissionais e desenvolver uma estratégia para outros mercados. No sentido inverso, o Brasil oferece às empresas portuguesas escala e acesso a um dos maiores mercados do mundo. É também uma plataforma para outros países da América do Sul. Naturalmente, o mercado brasileiro exige preparação. É necessário compreender a tributação, a regulamentação, as diferenças regionais e a dinâmica comercial do país. A CCILB pode contribuir justamente nessa ligação, aproximando empresas e instituições e ajudando a identificar parceiros locais confiáveis. Em uma internacionalização, escolher bem os parceiros é tão importante quanto escolher o mercado.

De que forma a CCILB tem ampliado a sua atuação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e que oportunidades identifica no espaço econômico da CPLP?

A língua portuguesa é um patrimônio comum e também pode ser um ativo econômico. A CPLP reúne países em diferentes continentes, com recursos, mercados e necessidades muito diversos. Essa diversidade cria oportunidades em áreas como infraestrutura, energia, agricultura, saúde, educação, tecnologia, turismo e serviços financeiros. A CCILB vem procurando ampliar o diálogo com representantes diplomáticos, instituições e empresários dos demais países de língua portuguesa. Nosso objetivo é contribuir para que Portugal e o Brasil também funcionem como pontos de conexão para negócios com a África, a Ásia e outras regiões onde a língua portuguesa está presente. Ainda existem desafios importantes, como financiamento, logística, segurança jurídica e conhecimento dos mercados locais. Por isso, é fundamental trabalhar com instituições confiáveis e projetos bem estruturados. Mais do que imaginar um mercado único, devemos construir uma rede econômica de língua portuguesa, baseada em informação, confiança, mobilidade empresarial e cooperação. Há um potencial muito grande que ainda não foi plenamente aproveitado.

Quais são as prioridades da CCILB para os próximos anos e que iniciativas estão previstas para aproximar empresários, instituições e investidores de Portugal, do Brasil e dos restantes países da CPLP?

Nossa prioridade é tornar a Câmara cada vez mais útil para seus associados e para as empresas que desejam atuar entre esses mercados. Isso significa oferecer informação relevante, promover encontros objetivos e criar condições para que as relações institucionais gerem resultados empresariais. Pretendemos fortalecer os comitês setoriais, ampliar as missões empresariais e realizar eventos sobre temas estratégicos, como o Acordo Mercosul-União Europeia, inovação, tecnologia, sustentabilidade, turismo, comércio exterior, investimentos e arbitragem. Também queremos aumentar a cooperação com câmaras de comércio, federações empresariais, universidades, embaixadas, agências de promoção de investimentos e entidades de apoio à internacionalização. Essa articulação é essencial para dar escala e continuidade às iniciativas. Outro objetivo é ampliar a presença da CCILB junto aos países da CPLP, aproximando empresários e investidores e identificando projetos concretos de cooperação. Em resumo, queremos uma Câmara aberta, dinâmica e próxima das empresas. Portugal, Brasil e os demais países de língua portuguesa possuem relações históricas muito fortes. Nosso desafio é fazer com que essa proximidade se traduza, cada vez mais, em investimentos, empregos, inovação e desenvolvimento para todos.

Ígor Lopes

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CCILB lança “Gerações em Conexão” para aproximar jovens e famílias da comunidade empresarial luso-brasileira

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A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) vai realizar, no próximo dia 11 de outubro, em Lisboa, a primeira edição do “Gerações em Conexão”, iniciativa criada para “reunir associados, famílias e jovens num espaço de contacto entre diferentes gerações da comunidade empresarial luso-brasileira”. O encontro terá como formato uma feijoada e está marcado para as 13h, no Hotel Dom Pedro Lisboa.

Segundo apurámos, a proposta da CCILB procura “aproximar pais e filhos e, em particular, jovens entre os 16 e os 25 anos, criando condições para que as novas gerações estabeleçam contacto com empresários, dirigentes e profissionais ligados às relações económicas entre Portugal e o Brasil”.

A participação está aberta a associados e não associados da Câmara e respetivas famílias.

Promovido pelo Comité Jovem e pela Direção da CCILB, o “Gerações em Conexão” insere-se no trabalho que a instituição tem desenvolvido para “ampliar a participação dos jovens na sua atividade”. A Câmara pretende, através deste formato, “colocar em contacto a experiência das atuais lideranças com as perspetivas de quem começa a construir o seu percurso académico, profissional ou empresarial”.

O evento dá continuidade à atuação do Comité Jovem da CCILB. Na primeira reunião formal desta estrutura foram definidos objetivos relacionados com aprendizagem prática, networking e contacto dos jovens com empresários e dirigentes de Portugal e do Brasil. Mais recentemente, o Comité promoveu, em Lisboa, uma edição das “Conversas da Câmara” dedicada às oportunidades decorrentes das relações entre Mercosul e União Europeia.

O encontro de outubro será conduzido por Bruno Miranda e Silva e Isabela Gaboardi, do Comité Jovem, juntamente com Otacílio Soares, presidente da CCILB, e Giovana Bratti, diretora da instituição.

A composição procura traduzir o próprio conceito da iniciativa, ao reunir diferentes gerações numa mesma agenda de relacionamento e participação institucional.

A aposta nas novas gerações acrescenta uma dimensão de continuidade à atuação da CCILB, que tem promovido ao longo de 2026 encontros empresariais, ações de networking e iniciativas direcionadas para a internacionalização e para o reforço das relações económicas entre Portugal e o Brasil. O “Gerações em Conexão” desloca parte desse trabalho para o contexto familiar, procurando envolver filhos de associados e outros jovens na comunidade que a instituição vem construindo entre os dois países.

A participação tem o valor de 40 euros, acrescido de IVA, para associados, e de 55 euros, também acrescido de IVA, para não associados. As bebidas não estão incluídas. As inscrições encontram-se abertas através da CCILB.

Informações e inscrições no “Gerações em Conexão” da CCILB⁠ em: https://ccilb.pt/eventos/geracoes-em-conexao-feijoada/

Ígor Lopes

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“Sustentabilidade na Era da Inteligência Artificial” em debate na Universidade de Coimbra de 30 de setembro a 15 de outubro

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A relação entre Inteligência Artificial (IA) e sustentabilidade, o impacto crescente da IA nas universidades e o papel do ensino superior na promoção de uma transformação digital responsável vão estar em destaque na 4.ª edição dos Dias da Sustentabilidade na Universidade de Coimbra (UC), evento que decorre entre 30 de setembro e 15 de outubro.

Sob o tema “Sustentabilidade na Era da Inteligência Artificial”, a iniciativa pretende promover a reflexão sobre o potencial da IA para responder aos desafios ambientais, sociais e económicos, mas também sobre a necessidade de assegurar que o seu desenvolvimento e utilização são éticos, inclusivos e ambientalmente sustentáveis.

O evento – com sessões agendadas para diferentes espaços do Polo I da UC – reúne especialistas, dirigentes universitários, estudantes e representantes da sociedade civil para debater as transformações que estas tecnologias estão a introduzir no ensino, na investigação, na inovação e na participação cívica, bem como os desafios associados às infraestruturas digitais, à responsabilidade institucional e à governação da IA.

O programa tem início a 30 de setembro, com uma sessão dedicada às oportunidades e desafios da Inteligência Artificial no ensino, na investigação e na inovação (10h30, Auditório Híbrido do edifício da Faculdade de Medicina no Polo I). E prossegue a 2 de outubro com um debate sobre transformação digital sustentável, infraestruturas tecnológicas e responsabilidade institucional nas universidades, com foco no exemplo da UC (10h00, Auditório 2 do Student Hub).

A participação estudantil também assume particular relevância no programa dos Dias da Sustentabilidade na UC. A 7 de outubro, o Jardim Botânico acolhe uma tarde dedicada ao debate e ao envolvimento cívico dos jovens, com duas sessões (às 14h00 e 16h00) que vão abordar os desafios da liderança, da sustentabilidade, da responsabilidade digital e do voluntariado na era da Inteligência Artificial. A iniciativa inclui ainda um Marketplace de Voluntariado, reforçando o compromisso da Universidade de Coimbra com a cidadania ativa e assinalando o Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável.

Já a 9 de outubro, especialistas do ensino superior vão reunir-se para refletir sobre o futuro das universidades num contexto marcado pela Inteligência Artificial, pela produção de conhecimento e pelos desafios da sustentabilidade (10h00 Auditório Híbrido do edifício da Faculdade de Medicina no Polo I).

A iniciativa encerra a 15 de outubro, a partir das 9h00, com a conferência internacional “Appropriate Guardrails for AGI: The Crucial Role of Universities”, que vai abordar o papel das universidades na definição de princípios e salvaguardas que orientem o desenvolvimento de sistemas avançados de Inteligência Artificial de forma responsável, ética e alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Com exceção da última sessão (de acesso restrito), todas as atividades são abertas à comunidade universitária e ao público em geral, mediante inscrição, a partir do formulário disponível em https://www.uc.pt/sustentabilidade/educacao-para-os-ods/dias-da-sustentabilidade/dias-da-sustentabilidade-na-uc-2026/. As inscrições estão abertas até 23 de setembro.

“A Inteligência Artificial está a transformar a forma como trabalhamos, organizamos serviços, gerimos recursos e tomamos decisões. Esta transformação abre novas oportunidades, mas coloca também importantes desafios ambientais, sociais e éticos, sobre como podemos tirar partido da IA para tornar as nossas instituições mais eficientes e sustentáveis, assegurando simultaneamente uma utilização responsável e centrada nas pessoas. Neste evento, pretendemos envolver toda a comunidade nessa reflexão, debatendo o papel que a tecnologia e as instituições podem desempenhar na construção de um futuro mais sustentável, inclusivo e responsável”, afirma a Vice-Reitora da UC para o Planeamento e a Sustentabilidade, Patrícia Pereira da Silva.

O programa completo, mais informações e o formulário de inscrição nos Dias da Sustentabilidade na UC 2026 estão disponíveis em  https://www.uc.pt/sustentabilidade/educacao-para-os-ods/dias-da-sustentabilidade/dias-da-sustentabilidade-na-uc-2026/.

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Município do Porto assume secretaria-geral de rede internacional de proteção de direitos humanos no ambiente digital

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O Município foi eleito para assumir a secretaria-geral do conselho de administração da Cities Coalition for Digital Rights (CC4DR). A nova estrutura de governação da rede internacional de cidades dedicada à promoção e proteção dos direitos digitais no contexto urbano terá um mandato de quatro anos e reúne representantes de Bordéus, Porto, Glasgow e Maceió, refletindo a dimensão internacional e a diversidade geográfica da coligação. O Porto será representado pelo vereador da Transformação Digital e Serviços ao Cidadão, Rodrigo Passos.

A eleição atribui ao Município uma responsabilidade direta na governação da organização e coloca a cidade numa posição de liderança num dos debates que está a ganhar maior relevância à escala internacional: como garantir que a evolução tecnológica das cidades é acompanhada pela proteção dos direitos fundamentais, pela confiança e por uma utilização responsável da tecnologia.

Durante o mandato 2026-2030, o Porto participará diretamente na definição das prioridades estratégicas da CC4DR e na articulação entre as cidades que integram a rede, contribuindo para o desenvolvimento de políticas e práticas em áreas como a inteligência artificial ética, a proteção de dados, a inclusão digital e a utilização responsável das tecnologias urbanas.

Num momento em que a inteligência artificial, os dados e as novas tecnologias estão a transformar a forma como as cidades funcionam, prestam serviços e se relacionam com as suas comunidades, esta eleição coloca o Porto entre as cidades que participam ativamente na definição dos princípios que deverão orientar a governação digital dos próximos anos.

A participação do Porto na CC4DR resulta de um percurso de envolvimento continuado da cidade nesta agenda internacional. Através desta nova responsabilidade, o Porto passa de uma posição de participação na rede para um papel mais ativo na sua condução, contribuindo para aproximar a discussão internacional dos desafios concretos enfrentados pelas cidades.

“Esta eleição reconhece o trabalho que o Porto tem vindo a desenvolver e, sobretudo, a capacidade da cidade para participar na construção de respostas para os desafios que a transformação tecnológica coloca às cidades”, afirma o vereador da Transformação Digital e Serviços ao Cidadão.

Rodrigo Passos reforça que “a tecnologia deve ser uma ferramenta de progresso, mas esse progresso tem de ser acompanhado por confiança, responsabilidade e respeito pelos direitos fundamentais”.

Durante o mandato 2026-2030, o Porto terá também oportunidade de partilhar a experiência desenvolvida no território e trazer para a agenda internacional aprendizagens resultantes da experimentação e da inovação urbana. A cidade assume-se, assim, não apenas como participante nos debates sobre o futuro digital, mas como território onde diferentes soluções podem ser testadas, avaliadas e transformadas em conhecimento para outras cidades.

Esta nomeação está alinhada com a estratégia do Porto de colocar a inovação e a tecnologia ao serviço da comunidade e fortalece a ligação entre a dimensão internacional e a realidade concreta da cidade, contribuindo para transformar princípios e compromissos em soluções, projetos e práticas aplicadas ao contexto urbano.

A Cities Coalition for Digital Rights é uma rede internacional de cidades dedicada à promoção e proteção dos direitos digitais no contexto urbano. A rede reúne cidades que trabalham em conjunto para responder aos desafios colocados pela transformação tecnológica e desenvolver abordagens que coloquem as pessoas e os seus direitos no centro das políticas digitais.

A eleição do novo conselho de administração decorre no momento em que a CC4DR formaliza a sua transformação numa associação internacional sem fins lucrativos, ao abrigo da lei francesa de 1901, criando uma estrutura de governação própria e reforçando a capacidade de colaboração entre cidades de diferentes geografias.

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