Connect with us

Atualidade

Covilhã: Feira de São Tiago encerra edição de 2026 reforçando o seu “impacto económico e cultural” na região da Beira Interior

Publicado

on

A 615.ª Feira de São Tiago, correspondente à 613.ª edição realizada, decorreu entre os dias 16 e 26 de julho, no Complexo Desportivo da Covilhã, reunindo mais de 200 expositores, dezenas de espaços de restauração, empresas, associações, produtores locais, artesãos, comerciantes, entidades públicas e privadas, bem como um vasto programa de animação cultural e musical que voltou a afirmar o certame como “um dos maiores eventos anuais da região portuguesa da Beira Interior”.

Com origens que remontam a 1411, a Feira de São Tiago constitui “um dos mais antigos certames populares portugueses ainda em atividade”. Ao longo de mais de seis séculos, o evento evoluiu de uma feira tradicional de comércio agrícola e pecuário para uma grande mostra económica, empresarial, cultural e turística, assumindo atualmente “um papel determinante na promoção da Covilhã e de toda a Beira Interior”.

A edição de 2026 ficou marcada por várias alterações estruturais implementadas pelo Município da Covilhã, organizador do certame em parceria com a Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), contando ainda com o apoio do Turismo de Portugal, através do programa “Portugal Events”.

Entre as principais novidades destacou-se a redução da duração da feira de 16 para 11 dias, decisão tomada após auscultação de expositores, associações e juntas de freguesia, permitindo conciliar o certame com outras iniciativas realizadas nas freguesias do concelho e responder às dificuldades de disponibilidade de recursos humanos manifestadas por muitas empresas participantes.

A reorganização do recinto constituiu igualmente uma das maiores mudanças desta edição. A área da restauração foi ampliada e transferida para um novo espaço, proporcionando “melhores condições ao público e aos operadores”. Paralelamente, o stand institucional passou para uma localização mais central, “melhorando a circulação dentro do recinto”.

A aposta na sustentabilidade traduziu-se também na introdução de copos reutilizáveis, medida que permitiu “reduzir significativamente” a utilização de plástico descartável durante o evento.

Outra novidade passou pela implementação da bilhética digital, permitindo adquirir antecipadamente os ingressos através do site oficial da feira, solução que “facilitou o controlo das entradas e reduziu significativamente as filas de acesso ao recinto”.

Além do tradicional palco principal, a edição deste ano voltou a integrar o Palco Secundário, dedicado sobretudo a artistas e bandas da região, e o Palco Tradições, reservado a ranchos folclóricos, grupos de bombos, cantares populares e associações culturais locais.

No plano empresarial, a edição contou com 203 expositores, distribuídos por diferentes áreas de atividade. Destes, 57 empresas ocuparam 78 stands empresariais, resultado da parceria estabelecida entre o Município da Covilhã e a AECBP, demonstrando a crescente importância económica do certame enquanto plataforma de promoção empresarial e de geração de oportunidades de negócio.

De igual modo, a restauração voltou a assumir forte protagonismo, com 62 espaços gastronómicos, aos quais se juntaram produtores agrícolas, comerciantes, expositores de produtos regionais, instituições, associações, espaços dedicados ao artesanato e os tradicionais divertimentos, compondo uma oferta bastante diversificada para os milhares de visitantes que passaram pelo recinto.

A programação musical procurou responder a diferentes públicos e gerações, reunindo alguns dos principais nomes da música portuguesa. Pelo palco principal passaram Quim Barreiros, Diogo Piçarra, João Gil, Sara Correia, Plutónio, Vizinhos, Bárbara Bandeira, Pedro Abrunhosa, Inês Vasconcellos e Rita Guerra, esta última acompanhada pela Filarmónica Recreativa Carvalhense.

A animação foi complementada diariamente por atuações de artistas locais, grupos folclóricos, bombos, música tradicional, animação de rua e diversas atividades dirigidas às famílias.

Organização e participantes destacam “impacto económico, cultural e social do evento”

No balanço da edição de 2026, o vereador com o pelouro dos Eventos da Câmara Municipal da Covilhã, Luís Marques, considerou que a Feira de São Tiago voltou a afirmar-se como “um dos maiores acontecimentos da região”, destacando o impacto económico, cultural e social do certame.

Em declarações à imprensa local, o vereador mostrou-se “satisfeito” com os resultados alcançados, defendendo que o evento continua a crescer de forma “sustentada”.

“Estou muito satisfeito. Acho que fizemos um evento que nos pode deixar orgulhosos. A nossa Feira de São Tiago continua a ser um evento marcante na nossa região e acho que este ano foi mais uma edição de sucesso”, frisou este responsável, que salientou também que a reorganização da área da restauração e dos bares “correspondeu às expectativas da organização, permitindo melhorar a circulação do público e conferir uma nova imagem ao recinto”.

“Nos primeiros dias não tão conhecida porque as pessoas não estavam habituadas ao local, mas penso que nos últimos dias viu-se que foi uma aposta bem conseguida e que dá também uma nova imagem à nossa Feira de São Tiago”, observou Luís Marques, que revelou ainda que o interesse pelo certame aumentou este ano, obrigando a organização a deixar algumas empresas e associações de fora por inexistência de espaço disponível.

“Este ano já deixámos algumas pessoas de fora, algumas empresas de fora, algumas associações de fora, por falta de espaços. Vamos tentar criar mais espaços para que mais gente venha, para que mais associações venham e também possamos trazer artesanato, decoração, tudo aquilo que possa dar mais brilho a esta Feira”, explicou.

Embora a meta dos 100 mil visitantes não tenha sido atingida, devido à redução do número de dias do evento, o vereador considerou que o balanço global foi claramente positivo, anunciando que a preparação da edição de 2027 arrancaria imediatamente.

“Precisamos começar já na próxima semana a trabalhar para a Feira de São Tiago de 2027”, revelou.

Também presente no certame, a empresária, presidente da Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco, e cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, Sofia Lourenço, considerou que a Feira de São Tiago demonstra a capacidade organizativa do Interior do país e assume um papel relevante na valorização da região, contrariando a ideia de que apenas os grandes centros urbanos conseguem acolher eventos de grande dimensão.

Na sua perspetiva, o certame tem vindo a afirmar-se pela qualidade da programação cultural, gastronómica e musical, funcionando também como espaço privilegiado de encontro entre diferentes comunidades e culturas.

“Esse tipo de evento na nossa região e, principalmente, no Interior de Portugal, só dignifica e só mostra as capacidades que o interior tem, muito pelo contrário do que as pessoas dizem de que os grandes eventos acontecem nas grandes cidades”, declarou.

“A Feira de São Tiago, nos últimos anos, tem mostrado uma qualidade a nível da gastronomia, da parte cultural, da parte musical, principalmente”, acrescentou.

Sofia destacou ainda a dimensão multicultural da feira, realçando que a presença de diferentes gastronomias lusófonas contribui para reforçar os laços entre comunidades.

“No campo da lusofonia, que é o que me cabe, este evento estreita laços, une várias culturas, mesmo porque, na Feira de São Tiago, conseguimos perceber que havia stands com a alimentação brasileira, angolana, e isso significa que há uma miscigenação natural e que toda a gente pode mostrar o que tem de melhor em cada cultura”, frisou.

Por sua vez, Lara Pires, especialista em Planeamento e Propriedade Intelectual, destacou a diversidade da oferta gastronómica disponível nesta edição, considerando que o reforço da presença de produtores locais constituiu uma das principais mais-valias do certame. Na sua opinião, a feira representa uma oportunidade para aproximar consumidores e produtores.

“A feira neste ano tinha muito mais opções de alimentação e opções variadas. Sobre alimentação pude perceber também maior participação de produtores locais e de produtos agrícolas e também produção de ovos. A feira é uma oportunidade excelente para conhecer essas pessoas e começar a comprar direto do produtor”, referiu Lara Pires, que elogiou ainda a programação cultural paralela, destacando a aposta da organização nos artistas regionais e nas manifestações tradicionais.

“Gostei muito da seleção de artistas que se apresentaram no palco secundário e das apresentações folclóricas”, assinalou.

Também Cristina Cravino, professora residente na Covilhã, destacou a evolução qualitativa da edição deste ano, considerando que o reforço da oferta de restauração e a diversidade dos espaços contribuíram para tornar o certame “mais atrativo”.

“Gostei muito da edição deste ano da Feira de São Tiago. Havia mais oferta e mais qualidade nos bares e na restauração, o que trouxe mais animação e diversidade à feira. Visitei todos os stands e tive ainda o gosto de estar no stand da escola onde leciono, a receber e a acolher quem por ali passava, foi uma experiência muito gratificante!”, vincou. Na visão desta docente, a Feira continua a desempenhar um papel importante na dinamização da economia local e na promoção do trabalho desenvolvido por comerciantes, instituições e associações.

“Na minha opinião, a feira é excelente para os comerciantes e para todos os que participam, dando-lhes visibilidade e retorno”, salientou Cristina Cravino, que destacou ainda o concerto dos “Vizinhos” como um dos momentos mais marcantes da programação musical e considerou que o certame representa um importante símbolo da identidade local.

“Para mim, a Feira de São Tiago é muito mais do que um evento: mostra o que temos na nossa região e é um verdadeiro ponto de encontro de covilhanenses, um momento de identidade que renova todos os anos o nosso orgulho”, acrescentou.

Também Maria Tereza Fazendeiro, educadora de infância residente e atuante na Covilhã, considerou que a reorganização do recinto constituiu uma das principais melhorias da edição de 2026.

“Acho que a Feira de São Tiago esteve bem conseguida este ano. Um dos aspetos mais positivos foi a concentração dos restaurantes na mesma zona, o que tornou o espaço mais organizado e agradável para quem visita. Penso apenas que teria sido ainda melhor se todos os restaurantes estivessem integrados nesse espaço”, observou esta educadora de infância, que sublinhou que o certame continua a assumir um papel relevante na promoção da região e na valorização dos agentes económicos locais.

“No geral, continua a ser um evento muito importante para a Covilhã e para toda a região, porque dinamiza a economia local, promove os produtores e comerciantes e é um ponto de encontro de famílias e amigos, mantendo viva uma tradição que faz parte da identidade da Beira Interior. Ninguém resiste a uma fartura com Sumol de ananás”, referiu.

Já o empresário António Carlos, que atua no ramo imobiliário, realçou a importância da Feira de São Tiago enquanto plataforma de promoção para empresas e profissionais da região, considerando que a presença no certame contribui para reforçar a notoriedade dos negócios e gerar novas oportunidades.

“É bom estarmos presentes, é bom sermos reconhecidos e nós, para sermos reconhecidos, temos de ser bons profissionais e é isto que tem acontecido mensalmente, anualmente, ano após ano, essa conquista e esse reconhecimento é brutal”, sustentou o empresário, que avaliou que a visibilidade proporcionada pelo evento ultrapassa a dimensão local, permitindo estabelecer contactos com investidores nacionais e estrangeiros e contribuir para o desenvolvimento económico da Beira Interior.

“Há muitos países que vêm diretamente ter comigo, já, com a minha equipa, para nós fazermos a venda do imóvel deles, para comprar um imóvel, para o desenvolvimento turístico, e grandes projetos que estão a ser criados na região. As pessoas têm recorrido a mim para lhes dar mais alguma informação e para que seja algo de útil para o desenvolvimento deles”, revelou.

Por sua vez, a empresária Ana Antunes reconheceu a importância da Feira de São Tiago enquanto espaço de contacto com o público, mas considerou que, diante das experiências anteriores, identificou que “persistiram algumas fragilidades ao nível da organização do evento”.

“Participar na Feira de São Tiago foi uma experiência importante e uma oportunidade de estar em contacto com tantas pessoas. No entanto, percebi alguma desorganização, falta de planeamento, de informação e de apoio aos participantes, o que acabou por prejudicar quem investiu tempo, dedicação e recursos para estar presente. Fica a esperança de que, nas próximas edições, a organização possa rever alguns pontos e aprenda com os erros e proporcione uma experiência mais digna para expositores e visitantes”, concluiu.

“Ainda com o coração cheio! Obrigado, Covilhã! A Feira de São Tiago 2026 foi, sem dúvida, memorável. Este mar de gente reflete a força da nossa comunidade e a paixão pelas nossas tradições. Um agradecimento especial a todos os que tornaram esta edição possível: visitantes, parceiros e equipas. O vosso contributo foi inestimável. Bem-haja! Despedimo-nos com os olhos postos no futuro. O trabalho para a próxima edição já começou. A Feira de São Tiago regressa em 2027!”, mencionou a organização do evento nas redes sociais.

Uma das mais antigas da Península Ibérica, a Feira de São Tiago decorreu na Covilhã, Região Centro de Portugal, de 16 e 26 de julho de 2026.

Ígor Lopes

Atualidade

Castelo de Paiva: Evento promete “imersão” no futuro do “Glamping” em Portugal

Publicado

on

Castelo de Paiva, na região do Norte de Portugal, vai ser palco, nos próximos dias 2 e 3 de outubro, da segunda edição da “Imersão Glamping Academy”, um encontro dedicado ao “desenvolvimento de projetos de Glamping, turismo de natureza e novas soluções de alojamento turístico”.

Depois da primeira edição, realizada em junho, também na Arrabia Guest Houses Glamping, a iniciativa regressa ao município português e pretende reunir, segundo os seus organizadores, proprietários de terrenos, empresários, investidores, especialistas e fornecedores de diferentes áreas.

“Mais do que receber um evento durante dois dias, Castelo de Paiva transforma-se num ponto de encontro entre quem está a pensar, criar, financiar, fornecer e operar novos projetos de Glamping em Portugal”, disse Luís Almeida, fundador da Glamping Academy e da Arrabia Guest Houses Glamping.

Do terreno ao negócio turístico

Este empresário explicou que a “Imersão” foi criada sobretudo para pessoas que “possuem terrenos ou estão a estudar o desenvolvimento de novos projetos turísticos”.

Durante dois dias serão cruzadas diferentes áreas necessárias à concretização destes investimentos, desde a análise do terreno e conceito inicial até ao licenciamento, REN e RAN, investimento, fundos e incentivos, financiamento, viabilidade económica, Tiny Houses, soluções modulares, Ecovillages, design aplicado à hospitalidade, marketing e operação turística.

A proposta diferencia-se de uma formação convencional pela “componente prática e pelo contacto direto entre participantes, especialistas, empresários e fornecedores”.

“A própria Arrabia Guest Houses Glamping, localizada na Raiva, integra a experiência. Para além de acolher o encontro, será utilizada como caso prático, permitindo conhecer os bastidores e funcionamento de uma operação turística real”, sublinhou o responsável pela iniciativa, que realçou que “as refeições, coffee breaks e jantar de networking fazem igualmente parte da dinâmica dos dois dias, prolongando a troca de experiências para além das apresentações”.

Castelo de Paiva no centro de uma nova discussão sobre turismo

A escolha de Castelo de Paiva para acolher novamente a “Imersão” procura também demonstrar o “potencial dos territórios fora dos grandes centros urbanos para receberem conhecimento, investimento e iniciativas especializadas relacionadas com as novas tendências do turismo”.

Para Luís Almeida, existe uma oportunidade para o município se afirmar progressivamente neste ecossistema.

“Queremos que Castelo de Paiva seja cada vez mais um ponto de encontro para quem está a pensar, desenvolver ou investir em novos projetos de Glamping em Portugal. Temos natureza, território e experiência turística para mostrar. Trazer até cá empresários, especialistas, fornecedores e promotores de novos projetos é também uma forma de colocar Castelo de Paiva nesta discussão”, avaliou.

A iniciativa assume uma dimensão que ultrapassa os dois dias de formação: pretende aproximar quem possui terrenos e ideias de quem detém conhecimento técnico, experiência empresarial e soluções capazes de apoiar o desenvolvimento de novos projetos.

Diferentes especialidades reunidas no mesmo espaço

De acordo com a nossa apuração, a segunda edição contará com profissionais provenientes de áreas distintas do turismo e do desenvolvimento de projetos.

Entre os convidados confirmados encontram-se Ronnie Smith, fundadora da Glamping Revolution e ligada ao Grupo AMA; Isabel Pires Lemos, advogada com experiência no licenciamento de projetos turísticos; José Rocha, empresário e ex-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva; Rui César Castro, administrador da URBE – Consultores Associados; e Fátima Nunes, especialista em Gestão Estratégica.

Estarão ainda representadas áreas como Tiny Houses, Ecovillages, construção e soluções modulares, design de interiores, marketing digital, financiamento, fornecedores e operação turística.

O objetivo é “permitir que diferentes perspetivas se cruzem em torno de uma questão comum: como passar de um terreno ou de uma ideia para um projeto turístico estruturado e sustentável no tempo”.

Segunda edição depois da estreia em junho

A primeira “Imersão Glamping Academy” realizou-se também na Arrabia Guest Houses Glamping, reunindo participantes e especialistas durante dois dias.

A organização pretende agora “consolidar este formato e continuar a trazer a Castelo de Paiva pessoas que estão a desenvolver projetos em diferentes regiões do país”.

O formato privilegia a “proximidade entre participantes e especialistas, a discussão de casos concretos, a apresentação de soluções existentes no mercado e a criação de contactos entre pessoas ligadas ao setor”.

Recorde-se que a “Glamping Academy” é uma plataforma portuguesa dedicada à “criação, desenvolvimento e gestão de projetos de Glamping”. O projeto procura reunir num mesmo ecossistema conhecimento, especialistas, ferramentas, fornecedores e uma comunidade de pessoas interessadas no desenvolvimento de “novos conceitos de alojamento turístico e turismo de natureza”.

A segunda Imersão Glamping Academy realiza-se nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, na Arrabia Guest Houses Glamping, em Castelo de Paiva, região Norte de Portugal.

As inscrições podem ser feitas através deste link: https://glamping-academy.info/imersao/outubro-2026?fbclid=IwY2xjawUeXKVwZG9mBWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMXF5YUdXbXJHYVAxMXR0Y0tzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeqRp9C5M5f0CCawJD2OalzCpPntOnaHbkekKTW2jEdcSJzkrH_PRdeWbS0AQ_aem_IZqwhI1pSy_TELE40MGxnA

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Dançando com a Diferença apresenta “Gosto de Andar à Sombra” no Museu Nacional GrãoVasco

Publicado

on

No âmbito das comemorações dos 25 anos da Dançando com a Diferença, a companhia apresenta, no dia 26 de setembro, às 16h30, no Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, a visita dançada “Gosto de Andar à Sombra”, com coreografia de Leonor Barata. A iniciativa integra a exposição “Existe Luz na Sombra”, dedicada à memória da artista madeirense Lourdes Castro, e propõe uma experiência sensorial de aproximação à sua obra.

Conduzida pelos intérpretes Bernardo Graça e Laura Ávila, “Gosto de Andar à Sombra” não segue o modelo de uma visita guiada tradicional. A proposta convida o público a explorar a obra de Lourdes Castro através do corpo, do movimento, das palavras e do silêncio, percorrendo diferentes caminhos da perceção. Os intérpretes da Dançando com a Diferença estabelecem uma interação entre entre entre algumas das obras da artista e as diferentes camadas interpretativas propostas pela coreógrafa Leonor Barata.

Conhecida como a artista da sombra, Lourdes Castro é uma referência da arte contemporânea portuguesa. A sua obra multidisciplinar desenvolveu-se a partir de uma investigação em torno da sombra, da linha, do contorno e da presença ausente, elementos centrais do seu percurso artístico e do pensamento estético presente na exposição.

A colaboração entre a Dançando com a Diferença e o MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira, onde a companhia é residente desde 2006, estende-se também a esta exposição. A companhia participou na elaboração e gravação de guiões de audiodescrição para algumas das obras expostas e criou objetos impressos em 3D, numa parceria com a empresa MOVECHO, desenvolvendo diferentes elementos de mediação cultural.

“Estas abordagens de mediação cultural reforçam a aposta da companhia na criação, pesquisa e desenvolvimento de opções inovadoras que visam gerar novas formas de relação com a obra de Lourdes Castro, pensando em diferentes públicos”, refere Henrique Amoedo. Segundo o diretor artístico da Dançando com a Diferença, estas soluções permitem “ampliar a acessibilidade e a experiência interativa com as obras”.

Para a coreógrafa Leonor Barata, “Gosto de Andar à Sombra parte da obra de Lourdes Castro”, que que que considera “hiper coreográfica, com a presença constante de contornos do corpo ou da linha. Tudo isso são inspirações fortes em termos coreográficos. Nós apostamos muito nessa relação direta com a obra e com aquilo que ela ela nos inspira”.

Leonor Barata destaca ainda a experiência dos intérpretes, que assumem também o papel de mediadores da obra. “Eles ajudam a transmitir aquilo que está exposto e acrescentam camadas, não só à perceção do que apresentamos, mas também incorporando o corpo na própria visita”, explica.

Henrique Amoedo sublinha a presença do projeto no programa comemorativo dos 25 anos da companhia.. “Esta visita guiada dançada é uma oportunidade para explorar a obra de forma inovadora e sensorial. A interação entre movimento, corpo e espaço permite que o público se envolva ativamente, bem como reforça a dimensão interpretativa da experiência artística. É também uma forma de assinalinalinalar os 25 anos da companhia, que se celebram em 2026, consolidando a nossa missão de desenvolver projetos acessíveis, participativos e culturalmente enriquecedores”, afirma.

A Companhia Dançando com a Diferençaça é uma estrutura financiada pela República Portuguesa, através do XXIII Governo e da Direção-Geral das Artes, no período de 2023 a 2026, pelo Governo Regional da Madeira, através da Direção Regional de Educação e da Direção Regional da Cultura, e pela Câmara Municipal do Funchal. É companhia residente no MUDAS.

Continuar a ler

Atualidade

Theatro Gil Vicente apresenta programação de outubro

Publicado

on

O Theatro Gil Vicente apresenta, em outubro, uma programação diversificada, pensada para diferentes públicos. Entre os destaques do mês estão o concerto dos Bandidos do Cante, “Namastê”, o primeiro espetáculo a solo de Inês Aires Pereira, e a estreia de “Os Capitães”, pela companhia barcelense A Capoeira. A agenda inclui ainda cinema, propostas para famílias e concertos fora de portas.

Música
Os Bandidos do Cante sobem ao palco no dia 10 de outubro, às 22h00, com um projeto que parte das raízes do Cante Alentejano para explorar novas sonoridades e possibilidades de fusão, mantendo a identidade de uma expressão reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A programação musical inclui ainda duas propostas do triciclo fora de portas. A primeira acontece a 4 de outubro, às 22h00, na sede da Junta de Freguesia de Barcelinhos, com Cobrafuma + Caos Ritual. Os Cobrafuma apresentam “Droga Total”, o seu álbum de estreia, partilhando a noite com os barcelenses Caos Ritual, cuja sonoridade se inscreve no doom/stoner metal.

A 15 de outubro, também às 22h00, o trompetista João Pedro Dias atua na Casa da Azenha, num concerto integrado no triciclo. Com um percurso ligado ao jazz e à música improvisada, o músico tem colaborado com diferentes projetos e nomes do panorama musical nacional.

Teatro
A 17 de outubro, às 21h30, A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos estreia “Os Capitães”, uma criação inspirada na tradição da Commedia dell’Arte, que coloca frente a frente três capitães vindos de diferentes partes do mundo, todos com a mesma ambição: conquistar o título de “Maior Capitão do Mundo”.

Histórias improváveis, rivalidades e muita fanfarronice, a disputa dá corpo a uma comédia que recorre ao humor físico, à improvisação, à música e à interação com o público.

Stand-up
No dia 14 de outubro, às 21h30, Inês Aires Pereira apresenta “Namastê”, o seu primeiro espetáculo a solo, depois de quase duas décadas a interpretar diferentes personagens no cinema, na televisão e no teatro.

Desta vez, a atriz apresenta-se em nome próprio, num espetáculo que parte de uma fase de transformação pessoal e leva para o palco inquietações, vulnerabilidades e experiências ligadas ao autoconhecimento, sempre através do humor.

Em Família
As propostas para famílias distribuem-se por vários domingos de outubro, começando no dia 4, às 16h00, com “Lobo Mau”, da Red Cloud Teatro de Marionetas. Sem recurso à palavra, o espetáculo combina teatro, marionetas, desenho animado e música, numa comédia visual construída a partir da interação entre a intérprete e as imagens projetadas.

No dia 11 de outubro, “O Feiticeiro de Oz – O Musical”, pela Art’é Vida, apresenta-se em duas sessões, às 16h00 e às 18h00, recuperando a conhecida história de Dorothy e dos companheiros que encontra a caminho da Cidade das Esmeraldas, numa versão com música e coreografias. 

A 18 de outubro, às 16h00, A Capoeira regressa ao palco com “O Principezinho”, numa adaptação da obra de Antoine de Saint-Exupéry que aborda a amizade, o amor, a perda e a responsabilidade, a partir do olhar da infância sobre o mundo dos adultos.

No dia 25 de outubro, a programação começa às 10h00 e prossegue às 11h30 com “Experimentar Pinturas”, da Oficina Josefina, uma proposta para bebés dos 9 aos 36 meses que convida à descoberta de cores e texturas através de tintas comestíveis feitas a partir de ingredientes como farinha, água, couves, tomates e especiarias.

No mesmo dia, às 16h00, a ADN de Palco apresenta “Uma Família Fantasma”, um musical inspirado no imaginário do Halloween, cuja ação decorre numa misteriosa Mansão Fantasma e junta teatro, música original, humor, magia e fantasia.

Cinema
O Cineclube ZOOM dedica as sessões de outubro ao realizador francês Jean Eustache. No dia 6, às 21h30, é exibido “As Minhas Namoradinhas”, filme centrado em Daniel, um rapaz de 12 anos confrontado precocemente com a vida adulta, os primeiros amores e as primeiras desilusões.

A segunda sessão acontece a 20 de outubro, também às 21h30, com a exibição de três curtas-metragens do realizador: “Os de Robinson”, “O Pai Natal tem Olhos Azuis” e “Uma História Suja”.

Exposições
O Café-Concerto recebe duas exposições ao longo do mês. De 2 a 28 de outubro, estará patente “Olhares que Transformam”, do projeto CLDS 5G, promovida pela Divisão da Ação Social e Saúde do Município de Barcelos, em parceria com o professor Luís Carvalhido.

A partir de 30 de outubro e até 29 de novembro, o espaço acolhe “Identidades ROMANI”, de Osvaldo Grilo e Natália Serrana. As datas e autoria das duas exposições estão de acordo com a agenda.

Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos no Theatro Gil Vicente, em gilvicente.bol.pt e em todos os espaços culturais parceiros do Pentágono Cultural. Para informações e reservas, estão disponíveis o telefone 253 809 694 e o endereço eletrónico tgv@cm-barcelos.pt

Continuar a ler

Mais lidas