Atualidade
PSP de Coimbra efetua 16 detenções no fim de semana
A PSP de Coimbra deteve, durante o fim de semana, 16 pessoas, por tráfico de droga, violência doméstica e resistência e coação (agressão a polícia), posse de arma proibida e infrações rodoviárias. 12 das detenções foram realizadas na Figueira da Foz.
No decorrer das diligências policiais, foram realizadas várias apreensões, com destaque para a apreensão de 1463 doses de estupefacientes e dinheiro falso.
Na manhã de ontem, 12 de maio, no âmbito de um processo de investigação de tráfico de estupefacientes, conduzido pela Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial da Figueira da Foz, do Comando Distrital da PSP de Coimbra, foi levada a cabo uma operação policial, que incluiu buscas domiciliárias e não domiciliárias (mais de uma dezena de mandados de busca e apreensão) em diversas residências dos concelhos da Figueira da Foz e de Coimbra.
Esta operação policial integrou várias valências do Comando Distrital da PSP de Coimbra, bem como do Comando de Polícia limítrofe de Aveiro, e teve ainda a participação de várias valências e meios da GNR.
Em resultado da operação, que decorreu sem incidentes de ordem pública, foram detidos sete homens, com idades entre os 19 e os 41 anos.
Foram também realizadas várias apreensões, designadamente 1084 doses de haxixe, 366 doses de canábis em folha, 13 doses de ecstasy e, ainda, duas plantas de canábis em diversas fases de maturação.

Foi, igualmente, apreendida a quantia de 9.717,20 euros. Além disso, foram apreendidos 1.160 euros em notas falsas.
No decorrer da operação, foram também apreendidas várias armas: uma espingarda (caçadeira de canos laterais) de calibre 12, recuperada no âmbito de processo furto, uma pistola de 6,35 milímetros com cinco munições do mesmo calibre, uma reprodução de arma de fogo, reprodução de arma de fogo para práticas recreativas (airsoft), uma arma branca (faca de abertura automática) e várias munições de diferentes calibres.
15 telemóveis e diferentes utensílios associados ao tráfico, entre os quais quatro balanças de precisão e duas digitais e cinco moinhos de triturar canábis, foram também apreendidos.
Com a detenção dos sete indivíduos, que, na prática do crime de tráfico, tinham como público-alvo a população jovem estudantil, a PSP pretende transmitir um maior sentimento de segurança junto da comunidade escolar e locais de diversão noturna.
Seis detidos vão ser presentes, amanhã, 14 de maio, junto do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra, para aplicação de medidas de coação.
Também anteontem, mas em Coimbra, indiciado por exercer violência doméstica contra a mulher, com 69 anos, e dois filhos adultos (uma mulher de 45 anos e um homem de 51), e também por resistência e coação a agente da autoridade, foi detido, na sua residência, na zona de Fala, um homem de 71 anos de idade.
A PSP deslocou-se à residência do suspeito, na sequência de uma denúncia de uma desavença familiar, com uma possível agressão por arma branca.
Quando a equipa policial chegou, verificou fortes indícios de se tratar de um crime de violência doméstica, estando uma pessoa ferida. O suspeito agressor, que se encontrava barricado num anexo da residência, foi imobilizado, algemado e detido, apesar da sua forte resistência e comportamento bastante hostil, nomeadamente, através do arremesso de diversos objetos, entre os quais uma garrafa de vidro que atingiu um polícia, provocando-lhe ferimentos, sendo que teve necessidade de receber tratamento hospitalar.
Uma das vítimas e o suspeito agressor foram também transportados ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), tendo o suspeito ficado internado sob vigilância policial.
No decorrer da operação, a polícia apreendeu uma faca de cozinha com cabo de madeira, alegadamente usada pelo suspeito na agressão, assim como uma machada e outras duas facas de cozinha.
No sábado, 11 de maio, a PSP procedeu à detenção de um homem e de uma mulher, com 49 e 48 anos de idade, respetivamente, dando cumprimento a mandados de detenção, para serem presentes junto de autoridade judicial competente.
No momento da detenção, que teve lugar, pelas 21h45, na Travessa dos Martas, em Coimbra, a polícia apreendeu diversos artigos, avaliados em três mil euros, que os suspeitos tinham na sua posse, apurando-se que tinham sido furtados no interior de uma garagem.
Também no sábado, de madrugada (03h50), na Figueira da Foz, foi detido um homem, de 30 anos, por posse de arma proibida. Alertada para a presença de um cidadão, na via pública, na rua Doutor Francisco António Diniz, que exibia uma arma branca a um casal que ali se encontrava, a polícia dirigiu-se de imediato ao local, intercetando o suspeito, num cruzamento próximo.
Sujeito a revista sumária, tinha na sua posse uma soqueira em metal, com uma faca de abertura automática incorporada.
Três detidos por condução sem habilitação legal
Por condução sem habilitação legal para o efeito, a PSP deteve três indivíduos, dois deles na cidade da Figueira da Foz. No dia 10 de maio, pelas 15 horas, na zona da Morraceira, foi detido um homem de 32 anos; pelas 15h15, na rotunda Engenheiro Coelho Jordão, foi detido um homem de 42 anos.
Em Coimbra, pela prática do mesmo crime (condução sem carta), foi detido, pelas 23 horas de sábado (dia 11), na Praça da República, um homem de 41 anos.
Dois detidos por condução sob efeito de álcool
A PSP deteve, ainda, na Figueira da Foz, duas pessoas por condução sob efeito de álcool. No dia 11, às 02h30 da madrugada, na Estrada de Coimbra, foi detido um homem, de 42 anos, que, submetido a teste de alcoolemia, acusou uma taxa de álcool no sangue (TAS) de 1,67 gramas por litro g/l; ontem, 12 de maio, pelas 23h20, na rua de Mortágua, foi detida uma mulher, de 39 anos, que acusou uma TAS de 2,08 g/l.
PSP de Coimbra efetuou 21 detenções na última semana
Na semana de 6 a 12 de maio, a PSP de Coimbra deteve 21 pessoas, cinco das quais suspeitas da prática do crime de tráfico de droga, cinco através de mandados de detenção e quatro por condução sem habilitação legal.
No que respeita a apreensões neste período, destaca-se a apreensão de 2.915 doses individuais de estupefacientes (2902 doses de haxixe e 13 doses de ecstasy).
Relativamente à fiscalização de trânsito, na última semana foram fiscalizadas 429 viaturas e controladas por radar 3802, tendo sido autuados 126 condutores que cometeram infrações rodoviárias, com destaque para excesso de velocidade (33 viaturas), falta de inspeção de veículo (13) e uso do telemóvel durante a condução (10). Foram também realizados 116 testes de alcoolemia.
Ao nível de sinistralidade, no mesmo período a PSP registou 47 acidentes de viação, de que resultaram 12 feridos leves.
Fotos: PSP.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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