Atualidade
Sessão Solene do Dia da Cidade – 176º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade: Títulos Honoríficos
A 20 de Janeiro de 1848, D. Maria II elevou à categoria de cidade a Vila de Viana da Foz do Lima, atribuindo-lhe o nome de Viana do Castelo, como reconhecimento da coragem e lealdade da guarnição do Castelo de Santiago da Barra.
A Sessão Solene do Dia da Cidade inclui a atribuição de títulos honoríficos de Cidadão de Honra, Cidadão Honorário, Cidadão de Mérito, Instituição de Mérito e Empresa de Mérito, galardões que prestam homenagem às personalidades, às instituições e empresas que, nas mais diversas áreas, se destacam pelos notáveis serviços prestados a Viana do Castelo, ao país e ao mundo através do seu trabalho, da sua arte ou da sua dedicação.
Pelos membros do Executivo Municipal, conjuntamente, foi apresentada a proposta que seguidamente se transcreve e que resultou do acordado entre todos os membros do Executivo:
Atribuição de Títulos Honoríficos
“CIDADÃO DE HONRA”
José Maria da Costa Reis Ribeiro (a título póstumo)
Pelos notáveis serviços prestados à Igreja e à imprensa religiosa local e nacional e pelo elevado sentido de cidadania e solidariedade social.
Adriano António de Azevedo Pereira de Magalhães
Pelo testemunho de cidadania e notáveis serviços prestados à população vianense enquanto médico especialista em cirurgia.
Luís Gonzaga Coelho Villas-Boas Rebelo Marques
Pelos notáveis serviços prestados ao país, como militar e como psicólogo clínico, e pelo elevado sentido social, nomeadamente no acompanhamento de crianças em situação vulnerável.
António da Silva Parente
Pelo notável percurso empresarial, em especial nas áreas do entretenimento e do turismo, importantes fatores de crescimento económico do país, bem como pelas suas inúmeras e discretas intervenções de cariz social e cultural.
“CIDADÃO HONORÁRIO”
Eduardo Manuel Braga da Cruz Mendes Ferrão
Pelos notáveis serviços prestados ao país, como militar, e pelo seu compromisso em envolver a nossa cultura e identidade nas Comemorações do Dia do Exército realizadas Viana do Castelo, tornando este evento memorável para os vianenses.
“CIDADÃO DE MÉRITO”
Maria da Conceição Gonçalves Mesquita Ribeiro (a título póstumo)
Pelos relevantes serviços prestados ao voluntariado e ao associativismo, e pelo exemplo e testemunho passado aos jovens vianenses.
António da Conceição Alves Franco Araújo de Sousa (a título póstumo)
Pelos relevantes serviços prestados ao país enquanto capelão militar na Guerra do Ultramar e no Exército, à Igreja e à educação enquanto pároco e professor.
Manuel Augusto da Cunha Araújo
Pelos relevantes serviços prestados à cultura Vianense e divulgação das nossas tradições em diversos países do mundo.
Nelson Pereira Freitas
Pelos relevantes serviços prestados à gastronomia e pelo reconhecimento internacional como melhor jovem Chef do Mundo.
Matias de Barros (a título póstumo)
Pelos relevantes serviços prestados ao jornalismo regional e nacional, como fundador e dirigente de órgãos de comunicação social, pelas suas publicações editoriais e pelo seu empenho como dirigente associativo.
João Eduardo Gavinho Chavarria
Pelos relevantes serviços prestados às tradições culturais vianenses, à comunidade e ao desporto, na modalidade de hóquei em patins.
Luciano José Quintas Moure (a título póstumo)
Pelos relevantes serviços de cidadania enquanto dirigente associativo dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo e de outras associações de bombeiros nacionais.
Rogério de Sousa Gonçalves
Pelos relevantes serviços prestados ao desporto nacional e internacional, enquanto treinador de futebol.
Eva Palma Parente Viana da Silva (a título póstumo)
Pelos relevantes serviços prestados ao ensino e à causa social em Viana do Castelo.
Monsenhor Sebastião Pires Ferreira
Pelos relevantes serviços prestados à Diocese de Viana do Castelo como Vigário Geral e a toda a comunidade vianense em geral.
“INSTITUIÇÕES DE MÉRITO”
Assembleia Vianense
Pelos relevantes serviços à comunidade Vianense, enquanto associação dinamizadora de ações culturais, sociais e recreativas, desde 1848.
Associação de Futebol de Viana do Castelo
Pelos relevantes serviços prestados ao desporto nacional e distrital, desde 1923.
Hinoportuna – Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Pelos relevantes serviços prestados à cultura vianense, enquanto tuna académica, desde 1993.
Associação dos Antigos Alunos da Escola Técnica de Viana do Castelo
Pelos relevantes serviços prestados à educação e à cultura vianense, enquanto coletividade promotora ações de interesse para a escola e para a comunidade, desde 1980.
Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha
Pelos relevantes serviços prestados à Cultura Popular e à Etnografia Vianense, desde 1983.
Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo
Pelos relevantes serviços prestados à formação de profissionais de saúde de excelência, desde 1973.
“EMPRESAS DE MÉRITO”
Café das Neves
Pelo relevante trabalho prestado na preservação do comércio tradicional e à dinamização da economia vianense, desde 1948.
Casa Salgado
Pelo relevante trabalho prestado na preservação do comércio tradicional e à dinamização da economia vianense, desde 1953.
Mármores Longarito
Pelo relevante trabalho na dinamização da economia vianense, desde 1973.
Hotel do Parque
Pelo relevante trabalho na dinamização da economia vianense, desde 1972.
Luís Modas
Pelo relevante trabalho prestado na preservação do comércio tradicional e à dinamização da economia vianense, desde 1973.
Foto: CMVC.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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