Atualidade
Pro-Am Cidade Europeia do Desporto Viana do Castelo este fim de semana
Quatro campeões nacionais de profissionais de golfe apadrinham o golfe como uma das 79 modalidades desportivas que integraram o programa oficial de Viana do Castelo Cidade Europeia do Desporto em 2023, ao mesmo tempo que incentivam o início da carreira profissional de Vasco Alves, até agora o nº 1 amador português.
A primeira edição do Pro-Am Cidade Europeia do Desporto Viana do Castelo junta alguns dos melhores profissionais de golfe de Portugal aos sócios, convidados e patrocinadores do Clube de Golfe de Viana do Castelo.
Uma competição de dois dias, a 11 e 12 de novembro, em plenas festividades de São Martinho. Não havendo campo de golfe em Viana do Castelo, as atividades desportivas decorrerão no Axis Ponte de Lima, mas todo o programa social terá lugar na capital do distrito, a cidade famosa, entre muitas outras valências, pelo Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus.
Ricardo Santos, campeão nacional de 2011, 2016 e 2023, um dos melhores golfistas portugueses de sempre; Pedro Lencart, bicampeão nacional em 2022 e 2021; Tomás Bessa, campeão nacional em 2020; e Hugo Santos, campeão nacional em 2012 e antigo tricampeão europeu de profissionais de clubes; são as grandes figuras deste torneio, organizado conjuntamente pelo Clube de Golfe de Viana do Castelo e pela GreatGolf, com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e o apoio fundamental da PGA de Portugal, a associação dos profissionais de golfe portugueses.
“É o regresso da GreatGolf aos eventos organizados sancionados pela PGA de Portugal”, sublinhou Pedro Lima Pinto, o presidente da empresa organizadora, aludindo aos sete Campeonatos Nacionais de Profissionais que coorganizou com a PGA de Portugal entre 2015 e 2019, no Oporto Golf Club, em Espinho, e em 2020 no Vidago Palace Hotel.
“Infelizmente – ou felizmente –, não poderemos contar com o Tomás Melo Gouveia e com o Pedro Figueiredo, porque estarão na mesma altura a jogar em Espanha a Final da Escola de Qualificação do DP World Tour», disse o promotor do torneio, Pedro Lima Pinto, referindo-se ao torneio que poderá proporcionar àqueles dois profissionais portugueses o acesso à primeira divisão europeia em 2024.
Claro que seria excelente poder apresentar Pedro ‘Figgy’ Figueiredo, o jogador que, juntamente com Ricardo Santos, representou Portugal ao mais alto nível no DP World Tour em 2023, mas, em contrapartida o evento contará com aquele que irá terminar o ano como o nº 1 do Ranking Nacional BPI, ou seja, o melhor amador português de acordo com a hierarquia da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), Vasco Alves.
“Desde que jogo golfe que tenho o sonho de ser profissional e chegar aos mais altos circuitos europeus e mundiais», disse Vasco Alves, de 23 anos, que concluiu há dois meses os cinco anos de licenciatura e mestrado (integrados) em Engenharia Mecânica, na Universidade do Porto, ao mesmo tempo que, pela quarta vez, ajudava o Oporto Golf Club a sagrar-se campeão nacional de clubes em 2023. A nível individual, Vasco Alves representou Portugal em Campeonatos da Europa, ganhou a Taça FPG/BPI (o segundo ‘Major’ da FPG) em 2019 e jogou alguns torneios profissionais, designadamente duas edições do Open de Portugal at Royal Óbidos do Challenge Tour.
“Aceitei o convite de bom grado, porque sei que é um torneio com grande espírito de grupo, com várias atividades e que permite o convívio com várias empresas. É uma mais-valia para todos poder jogar esse Pro-Am”, acrescentou Vasco Alves.
O presidente da PGA de Portugal, Rui Morris, e Vítor Londot Lopes, um dos melhores amadores de sempre e, agora, um dos melhores profissionais portugueses dos últimos quatro anos, serão outras das figuras deste evento que pretende cimentar a posição de Viana do Castelo no panorama do golfe nacional.
E nada melhor do que fazê-lo ao abrigo do programa oficial de Viana do Castelo Cidade Europeia do Desporto 2023. Até ao momento, são 406 eventos, envolvendo 177 entidades, sobretudo clubes, 203.977 atletas, de 79 modalidades desportivas. O golfe não poderia ficar de fora.
Luís Nobre, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, e Luís Ramiro, presidente do Clube de Golfe de Viana do Castelo, estarão presentes no jantar oficial de lançamento do evento, esta sexta-feira, dia 10, no Hotel Axis Viana do Castelo, bem como Ricardo Lopes, o presidente da Mesa da Assembleia Geral da PGA de Portugal.
Em termos desportivos, o 1º Pro-Am Cidade Europeia do Desporto Viana do Castelo compreende três torneios em dois dias. Haverá uma competição destinada apenas a profissionais e amadores de alto rendimento, como será o caso de Hugo Camelo, o melhor amador português em 2022 e o nº 2 do Ranking Nacional BPI em 2023. Esse título será atribuído ao jogador que conseguir o melhor resultado no somatório dos dois ‘scores’ das duas voltas realizadas nos dias 11 e 12 de novembro. Note-se que, nesse aspeto, trata-se de um sistema igual aos torneios do Circuito FPG que contam para o Ranking de Profissionais da FPG.
Paralelamente, haverá dois Pro-Ams. O primeiro no dia 11, no qual cada equipa será composta por um profissional e três amadores, sócios ou convidados do Clube de Golfe de Viana do Castelo. A formação vencedora será aquela que conseguir o somatório dos dois melhores resultados ‘net’ (considerando os ‘handicaps’, sendo que os profissionais e amadores de alto rendimento apresentar-se-ão com ‘handicap’ 0). No segundo dia, com explica o promotor Pedro Lima Pinto, a competição “é exclusiva a patrocinadores e as equipas serão formadas apenas por uma profissional e um amador, contando para o resultado final o somatório dos ‘scores’ dos dois jogadores». Esta é uma oportunidade única de viver por dentro o que é a rotina diária de um jogador de alta competição.
O Axis Ponte de Lima é um campo de golfe de 18 buracos, desenhado pelos irmãos Silva. David Silva foi o primeiro presidente da PGA de Portugal. Daniel Silva foi um dos melhores amadores e profissionais portugueses de sempre, e um dos raros três que venceram torneios do European Tour, a par de Filipe Lima e Ricardo Santos. Em 2018, o campo recebeu um torneio do PGA Portugal Tour, o circuito profissional português, com vitórias de Rui Morris no Pro-Am (o atual presidente da PGA de Portugal) e de Nelson Cavalheiro na prova principal (o ex-presidente da PGA de Portugal).
Imagem: DR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
-
Atualidade3 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade4 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade1 ano atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade4 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
