Atualidade
Setembro traz novidades aos Museus Municipais de Sintra
A Câmara Municipal de Sintra apresenta, nos seus museus municipais, uma programação variada de atividades ao longo do mês de setembro. Em destaque este mês está a realização do Colóquio “Celebrar Cenários Eternos Património e Cultura” e o concerto de UDJAT Ensemble, atividades que assinalam as Jornadas Europeias do Património.
Exposições, visita guiada, visita temática, clube da leitura e oficina educativa, são algumas das atividades promovidas pela Câmara Municipal de Sintra.
A Câmara Municipal de Sintra relembra que todos os visitantes podem aceder gratuitamente aos museus municipais e equipamentos culturais durante todo o ano. Excetuam-se neste caso algumas atividades calendarizadas. A participação nas atividades é gratuita, com exceção das atividades assinaladas, sendo necessária inscrição prévia por telefone.
CMLC – Casa-Museu de Leal da Câmara | 21 923 88 41
MAT – Museu Anjos Teixeira | 21 923 88 27
MFC – Museu Ferreira de Castro | 21 923 88 28
MHNS – Museu de História Natural de Sintra | 21 923 85 63
MU.SA – Museu das Artes de Sintra | 21 923 61 06
MASMO – Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas | 21 923 86 08
Programa
CMLC – Casa-Museu de Leal da Câmara
. Exposição “Leal da Câmara Professor – Trabalhos de Alunos (Trajes)”
Até 31 de dezembro
Da faceta de professor de Leal da Câmara constituem testemunhos as inúmeras peças utilizadas para a lecionação das suas aulas de que são exemplos, entre outros, as fichas para as lições, as provas individuais de avaliação, os esboços de trabalhos curriculares e os testes e exames finais das pupilas, que ainda integram os fundos museais da Casa-Museu e que ora se mostram ao público nesta exposição. Esta exposição é complementada com uma oficina de conceção da tradicional ‘Renda de Papel’.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
MU.SA – Museu das Artes de Sintra
Exposição “Morphosis”
Até 1 de outubro
. Exposição Temporária Morphosis, de Catarina Nunes e Vanessa Barragão.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. Exposição “A Casa”
Até 10 de setembro
Exposição Temporária de Henrique Vieira Ribeiro e Curadoria de Victor dos Reis.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. Exposição “Manto Vegetal”
Até 10 de setembro
Exposição Temporária de Conceição Abreu e Curadoria de João Silvério.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. Inauguração da Exposição de Diana Costa
15 de setembro a 15 de outubro
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. Inauguração da Exposição de Roland Bock
15 de setembro a 15 de outubro
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. Inauguração da Exposição de Marco Pestana
De 15 de setembro a 15 de outubro
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
MHNS – Museu de História Natural de Sintra
. Calendário Cósmico – A Formação das Primeiras Células
22 a 24 de setembro
Projeção de vídeo com a simulação e explicação da formação das células.
Atividade realizada no âmbito da Comemoração das Jornadas Europeias do Património.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
. MUSCARIUM#9
17 de setembro | 16h00
O Meu Amigo Freddy Kruger, de André Murraças
Ensaio aberto do projeto ao público.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito.
MASMO – Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas
. Visita guiada à exposição “Onde o Sol se apaga no Oceano – O Santuário mais ocidental do Império Romano!”
09 setembro | 15h00
As peças expostas resultam dos trabalhos que decorrem no Sítio do alto da Vigia, que a equipa de Arqueologia da Câmara Municipal de Sintra tem vindo a realizar desde 2008 até aos dias de hoje. Desta exposição destacam-se os altares consagrados ao Sol e ao Oceano, bem como significativos elementos arquitetónicos, que facilmente nos transportam para a grandiosidade deste Santuário único – no âmbito do Império Romano-, que se encontra diretamente relacionado com os cultos astrais.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito, mediante marcação.
Informações e reservas: Tel. 21 923 86 08
. Visita temática “24 anos | 24 peças” – Comemoração do aniversário do museu
16 de setembro | 15h00
Estarão em destaque 24 peças especiais que ao longo dos tempos foram alvo de múltiplas interpretações, quer por parte dos eruditos humanistas (os primeiros que as referenciaram), quer por parte do clero, quer ainda por parte do povo leigo, sem contar com os modernos colecionadores, epigrafistas e investigadores. Todos lhes atribuíram diferentes significados e integraram-nas no âmbito dos seus próprios contextos e tradições culturais. Estas interpretações plurais vão permitir um percurso único pelas peças mais emblemáticas da coleção.
Destinatários: Público em geral.
Acesso gratuito, mediante marcação.
Informações e reservas: Tel. 21 923 86 08
. Colóquio: “Celebrar Cenários Eternos: Património e Cultura”
20 de setembro | 9h00 – 17h30
Realizado no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2023, subordinadas ao tema “Património Vivo”, pretende-se promover um colóquio que dê a conhecer o que de mais inovador se tem feito ao nível da preservação e divulgação das diversas vertentes do património cultural.
Destinatários: Público em Geral.
. Concerto de UDJAT Ensemble – Comemoração das Jornadas Europeias do Património
22 de setembro | 21h30
“UDJAT é um ensemble de world music que cria paisagens sonoras inspiradas nos Mitos de Criação, na História Antiga e na História das Religiões. O seu reportório resulta numa dimensão melódica singular, procurando a exaltação da intemporalidade.”
Com a realização deste concerto pretende-se celebrar a valorizar o Património de Sintra, neste caso concreto, tendo por palco o MASMO, que oferecerá uma ambiência especial a esta iniciativa.
Destinatários: Público em geral.
. Famílias no Museu – Oficina Educativa “Um voto ao Sol Eterno”
30 de setembro | 10h30
Após a exploração de alguns dos monumentos expostos no Museu, com inscrições latinas de índole funerária e religiosa, a proposta passa por fazer a sua própria inscrição em Latim, utilizando como material de base o gesso e com o auxílio de um estilete, respeitando o modo como então se desenhavam as letras.
Destinatários: Famílias com crianças entre os 10 e 16 anos.
Acesso: 4,00 €, mediante reserva.
Foto: CMS.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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