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Atualidade

Exposição “GUDI – 50 anos de Moda” abre no World of Wine

A mais antiga escola de moda do país mostra a sua história no Museu da Moda e dos Têxteis

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A GUDI apresenta, entre os dias 15 de setembro e 17 de outubro, no Museu da Moda e dos Têxteis, em Vila Nova de Gaia, a exposição comemorativa dos seus 50 anos de atividade, “GUDI – 50 anos de moda” onde conta, através de memórias, a história daquela que é a escola de moda mais antiga de Portugal.

“Esta exposição faz parte integrante das comemorações de 50 anos da GUDI que, enquanto instituição de ensino, tem como objetivo especializar profissionais de moda e modelação, que contribuem para o desenvolvimento do têxtil em Portugal”, refere Matilde Rocha, diretora geral da GUDI. “Esta exposição foca-se na fundação da escola GUDI, na história de vida da sua criadora, Augusta Dias, e em todo o espólio da instituição”, complementa.

A história da GUDI é contada através de filmagens, fotografias e objetos icónicos pertencentes à escola, representando várias décadas do ensino da modelação, confeção e design de moda, área core da instituição.   Desde as famosas passagens de modelos dos anos 70 a 90, então únicas no país, que atraíam as mais destacadas figuras da sociedade portuense e os empresários ligados ao setor da moda, à história da visionária fundadora da GUDI, Augusta Dias, que tem um papel de destaque nesta mostra, são vários os momentos escolhidos para retratar a instituição de ensino.

Nesta mostra também são homenageados todos colaboradores e ex-alunos da instituição, fazendo-se estes últimos representar através de um coordenado do designer de moda Carlos Gil e pela simulação da desconstrução de um coordenado elaborado, nos anos 80, pela designer de moda Anabela Baldaque, enquanto aluna da GUDI.

“Esta exposição surge no seguimento do trabalho que o Museu da Moda e dos Têxteis, no WOW, tem desenvolvido. Entendemos que um museu é um organismo vivo, sendo sobre moda, mais ainda. Estamos, por isso, em contacto constante com os agentes que contribuem para o desenvolvimento da moda de autor em Portugal. A Escola GUDI é uma referência e sempre soubemos que queríamos fazer algo em conjunto. Os 50 anos são o mote perfeito”, partilha Marta Bravo, diretora de museus e retalho no WOW.

A mostra decorrerá entre 15 de setembro a 17 de outubro na sala de exposições temporárias do Museu da Moda e do Têxteis, no WOW, o quarteirão cultural de Gaia. O acesso pode ser feito pelo museu, pelo preço habitual, ou pela alameda comercial do WOW, entrando diretamente para a sala de exposições temporárias. Neste caso, a entrada é gratuita.

Imagem: DR.

Açores

Brasil: Rota Açoriana avança em Minas Gerais e abre novas ligações com os Açores

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A Casa dos Açores de Minas Gerais, no Brasil, avançou com a estruturação da Rota Açoriana de Minas Gerais, projeto destinado a “identificar e integrar municípios ligados à presença açoriana no estado brasileiro”. A iniciativa esteve em destaque num encontro empresarial realizado em Belo Horizonte, que reuniu cerca de 30 participantes e colocou em diálogo a “internacionalização de empresas, o acesso a capital e a criação de novas ligações económicas entre Minas Gerais e os Açores”.

Promovido pela Casa dos Açores de Minas Gerais, em parceria com a “Clique Cota” e a “Nexus”, o encontro juntou empresários, jornalistas, gestores, dirigentes institucionais, estudantes, representantes do poder público e lideranças municipais de “Madre de Deus de Minas”. As apresentações concentraram-se em duas áreas: “captação e gestão de recursos e ativos”, por um lado, e “estruturação empresarial e internacionalização de negócios”, por outro.

A componente económica serviu também para enquadrar uma das principais iniciativas em desenvolvimento pela Casa dos Açores: a “Rota Açoriana de Minas Gerais”. O projeto procura “mapear municípios, património histórico, instituições culturais, atividades económicas e empreendimentos turísticos associados à influência açoriana no estado, transformando uma ligação histórica em instrumento de cooperação entre os territórios”.

Durante o encontro em Belo Horizonte foi assinalado simbolicamente o avanço da “Rota”, tendo “Madre de Deus de Minas” sido apresentada como marco zero do projeto. Está previsto para 12 de dezembro um lançamento na cidade, situada no Campo das Vertentes, região onde permanecem referências históricas relacionadas com a imigração açoriana.

Cláudio Motta, presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, enquadra a iniciativa numa estratégia de reconhecimento da contribuição dos açorianos para a formação de diferentes municípios mineiros. Segundo o responsável, a Rota pretende valorizar as dimensões histórica, social, cultural e económica dessa presença.

A construção do roteiro não começou com o encontro de setembro. Em fevereiro, durante uma iniciativa da Casa dos Açores em Andrelândia, já tinha sido anunciada a criação de uma rota turístico-cultural assente na herança açoriana existente em diferentes regiões de Minas Gerais. Desde então, a instituição tem desenvolvido contactos com municípios para ampliar a participação territorial no projeto. Em setembro, Cláudio Motta reuniu-se, por exemplo, com a Câmara Municipal de Barbacena para discutir a integração do município na iniciativa.

A “Rota” integra uma estratégia mais ampla da Casa dos Açores de Minas Gerais, instituição criada em 2025, em Belo Horizonte, sob a presidência de Cláudio Motta. A entidade procura articular a preservação da memória da imigração açoriana com projetos de turismo, empreendedorismo, educação, inovação e cooperação internacional entre Minas Gerais e o arquipélago.

Essa dimensão económica esteve presente no encontro realizado na capital mineira. A Nexus apresentou procedimentos relacionados com a constituição e instalação de empresas nos Açores e a Clique Cota abordou alternativas de acesso a capital e soluções financeiras. O objetivo foi “aproximar instrumentos de financiamento, preparação empresarial e expansão para novos mercados”.

Para a Casa dos Açores de Minas Gerais, a criação da “Rota” acrescenta uma nova dimensão a esta aproximação transatlântica. Além de recuperar os vínculos construídos pela imigração ao longo de gerações, o projeto procura estabelecer uma rede entre municípios mineiros e os Açores, associando identidade, património e turismo a novas possibilidades de desenvolvimento local e cooperação económica.

Ígor Lopes

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Atualidade

Sede da OSAE vai receber o nome de “José Carlos Resende”

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A Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) vai atribuir o nome de José Carlos Resende ao edifício da sua sede nacional, na Rua Artilharia Um, 63, em Lisboa. A cerimónia está marcada para segunda-feira, 28 de setembro, às 15h00, e homenageia o primeiro bastonário da Ordem, falecido em 2024.

Segundo a nota de imprensa da OSAE, são esperados familiares, amigos e associados, bem como a bastonária Anabela Veloso, o secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Gonçalo da Cunha Pires, e as antigas ministras da Justiça Paula Teixeira da Cruz e Francisca Van Dunem. Estão também anunciadas as presenças de José Maria Costa, antigo secretário de Estado do Mar e ex-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, e de Armando A. Oliveira, antigo dirigente da Ordem.

O descerramento da placa com o nome de José Carlos Resende está previsto para as 15h15. Seguem-se intervenções da família e dos convidados sobre o seu percurso e o contributo para a evolução da instituição. Às 16h30, será visitada a exposição “José Carlos Resende: Uma história de vida que conta a história da OSAE”.

Anabela Veloso considera que dar o nome de Resende à sede é uma forma de agradecer a quem ajudou a construir a Ordem. “Queremos que este seja um momento de memória, mas também de encontro entre gerações”, afirma a bastonária na nota de imprensa.

José Carlos Resende presidiu à então Câmara dos Solicitadores antes de se tornar o primeiro bastonário da OSAE. A sua atividade estendeu-se à representação internacional das profissões, tendo sido vice-presidente da União Europeia dos Oficiais de Justiça.

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Atualidade

Assembleia da República aprova “por unanimidade” iniciativa do PSD para reforçar resposta à Paramiloidose

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A Assembleia da República aprovou, na passada sexta-feira, 18 de setembro, por unanimidade, o Projeto de Resolução n.º 1026/XVII/1.ª, da responsabilidade do Grupo Parlamentar do PSD e da autoria do Deputado Joaquim Barbosa, que recomenda ao Governo o reforço da resposta integrada à Paramiloidose, promovendo a equidade no acesso, o diagnóstico precoce e a investigação científica.

A iniciativa, intitulada “Recomenda ao Governo o reforço da resposta integrada à paramiloidose, promovendo a equidade no acesso, o diagnóstico precoce e a investigação científica”, foi apresentada no âmbito da Comissão Parlamentar da Saúde e estabelece um conjunto de medidas destinadas a reforçar a prevenção, o diagnóstico, o acompanhamento clínico e a investigação desta doença rara e hereditária.

A Paramiloidose, também conhecida como “doença dos pezinhos” ou polineuropatia amiloidótica familiar, é uma doença hereditária e progressiva que afeta predominantemente o sistema nervoso periférico, podendo conduzir a uma perda significativa de autonomia e qualidade de vida. Portugal apresenta uma prevalência particularmente elevada, estimando-se cerca de 2.200 pessoas afetadas, com especial incidência nas regiões do Norte do país.

Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, nomeadamente através de terapêuticas inovadoras capazes de retardar a progressão da doença, os tratamentos atualmente disponíveis não são curativos. O projeto sublinha, por isso, a necessidade de uma abordagem integrada que articule prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico especializado e investigação científica.

Para o Deputado Joaquim Barbosa, a aprovação unânime desta iniciativa representa um importante passo no reforço da resposta nacional à Paramiloidose e demonstra a necessidade de manter esta doença no centro das políticas públicas de saúde.

“Esta resolução resulta de um trabalho que começou há quase um ano, depois de ter participado, em outubro de 2025, num seminário dedicado à Paramiloidose, onde tive contacto direto com a realidade dos doentes e com as consequências profundamente marcantes desta doença. A partir desse momento, procurei ouvir médicos, enfermeiros, especialistas, doentes e a Associação Portuguesa de Paramiloidose, recolhendo informação e conhecimento científico que permitissem construir uma iniciativa parlamentar concreta e consequente.”

Cinco áreas de intervenção

O Projeto de Resolução recomenda ao Governo um conjunto de medidas concretas, estruturadas em cinco áreas fundamentais:

  1. Diagnóstico precoce através de testes genéticos

A iniciativa recomenda o desenvolvimento de mecanismos que incentivem, de forma voluntária e informada, a realização de testes genéticos por familiares de pessoas com Paramiloidose.

O objetivo é permitir a identificação precoce da doença ou de situações de risco, possibilitando uma intervenção clínica atempada e contribuindo para a melhoria do prognóstico dos doentes.

  1. Alargamento da fertilização in vitro com diagnóstico genético pré-implantação

O documento recomenda a criação, numa unidade de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, da capacidade para aplicar a fertilização in vitro com diagnóstico genético pré-implantação aos casais em que um dos seus membros seja portador da doença.

Esta medida pretende responder aos atuais constrangimentos de capacidade instalada e de cobertura territorial, particularmente sentidos no Centro e Sul do país.

O diagnóstico genético pré-implantação assume uma importância particular porque, de acordo com a fundamentação da iniciativa, constitui atualmente o único meio capaz de impedir a transmissão da doença às gerações futuras.

  1. Equidade no acesso ao financiamento pelo SNS

A resolução recomenda a eliminação de eventuais situações de desigualdade no acesso ao diagnóstico genético pré-implantação, assegurando plena equidade entre homens e mulheres no financiamento e acesso a estas técnicas através do Serviço Nacional de Saúde.

A iniciativa identifica, concretamente, uma situação em que os casais cujo elemento portador da doença é o homem suportam custos relacionados com a medicação da mulher necessários à realização da fertilização in vitro e do diagnóstico genético pré-implantação, enquanto, quando a portadora é a mulher, esses custos são suportados pelo SNS.

  1. Reforço da informação e formação dos profissionais de saúde

O Projeto de Resolução recomenda a realização de campanhas nacionais de sensibilização e literacia em saúde, envolvendo os cuidados de saúde primários.

A medida pretende contribuir para reduzir o tempo médio de diagnóstico, melhorar o reconhecimento da doença e assegurar um encaminhamento clínico mais célere e adequado.

  1. Reforço dos centros de referência e da investigação científica

A iniciativa recomenda o reforço dos centros de referência e de investigação clínica dedicados à Paramiloidose, nomeadamente nas unidades hospitalares de Lisboa e do Porto, através da garantia dos recursos humanos, técnicos e financeiros necessários ao desenvolvimento da sua atividade assistencial e científica.
Estes centros desempenham um papel determinante na prestação de cuidados diferenciados e na participação em ensaios clínicos internacionais, sendo essencial assegurar condições adequadas para a continuidade e desenvolvimento da sua atividade.

“Um passo importante para o futuro”

O Deputado Joaquim Barbosa sublinha que o combate à Paramiloidose exige uma estratégia integrada, capaz de articular prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, tratamento, apoio aos doentes e investigação científica.

“A aprovação desta resolução por unanimidade é um sinal muito importante. Estamos perante uma doença particularmente dura para os doentes e para as suas famílias, mas também perante uma área onde a ciência e a medicina têm vindo a alcançar progressos muito relevantes. Se conseguirmos articular esses avanços com o diagnóstico precoce, a prevenção da transmissão hereditária, a igualdade no acesso e o reforço da investigação, estaremos a criar condições para reduzir fortemente esta doença e trabalhar para que, no futuro, deixe de existir transmissão da Paramiloidose às novas gerações.”

A resolução aprovada pela Assembleia da República recomenda, assim, ao Governo uma resposta pública mais integrada à Paramiloidose, centrada na equidade no acesso, no diagnóstico precoce, na prevenção da transmissão hereditária, no reforço dos centros de referência e na investigação científica.

O objetivo último inscrito na iniciativa é ambicioso: criar condições para a erradicação total da doença nas próximas gerações.

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