Connect with us

Atualidade

Lagos: A 33ª edição da Feira Concurso Arte Doce é a mais visitada de sempre

Publicado

on

Com um cartaz muito atrativo, uma maior área e mais dias de realização, o regresso deste grande evento de Lagos conseguiu bater recordes: 113 negócios participantes e um número estimado de 125 mil visitas ao longo dos cinco dias.

Realizada entre 27 a 31 de julho no Complexo Desportivo de Lagos, a Feira Concurso Arte Doce há muito que era esperada após dois anos de suspensão devido à crise pandémica, o que acabou por desafiar a autarquia a preparar um regresso em grande – cinco dias de feira, uma área maior que permitiu acomodar mais negócios participantes de doçaria, artesanato, tasquinhas e produtos regionais, e um dos melhores cartazes de eventos de verão no Algarve com nomes como Rui Veloso, Gabriel o Pensador, Dillaz, Bárbara Bandeira e Mariza.

Associando-se às comemorações do Centenário da Chegada do Comboio a Lagos, esse foi de resto o tema escolhido para este ano, estando presente na animação circulante e atividades infantis, mas também no mote lançado ao concurso Arte Doce. Nesta edição, a região convidada foi a Estremadura, que esteve presente através de stands de doçaria, showcookings e bandas que dividiram o palco secundário com artistas e bandas lacobrigenses. Também neste ano, a feira contou com uma série de novidades para melhorar a experiência, como uma página exclusiva, a dinamização das várias atividades por um conhecido apresentador de televisão e uma grande zona infantil repleta de diversões para os mais pequenos.

No entanto, apesar da vasta programação deste evento gratuito, o seu foco continua a estar na promoção e valorização da doçaria algarvia, premiando e estimulando a criatividade e experiência de doceiras e doceiros que “teimam” em não deixar desparecer esta arte com tradição e história. Nesta 33ª edição, os concursos foram Qualidade na Tradição (Melhor Dom Rodrigo, Morgado, Doce Fino e Doce de Figo), Doces de Inovação e Arte Doce (Tema obrigatório e Tema livre), este último com criativos bolos expostos no recinto ao longo dos dias.  No último dia de feira, 31 de julho, as doceiras e doceiros vencedores foram homenageados numa cerimónia, proferindo palavras de defesa das tradições de doçaria e da sua promoção junto das gerações mais novas.

Para o próximo ano, o município de Lagos está já a preparar uma 34ª edição, “igualmente forte, mantendo a tradição de valorizar o que de melhor se faz no Algarve ao nível da doçaria, mas também gastronomia, artesanato e tradições”, sublinha.

CONCURSO “ARTE DOCE”

Tema Livre

1º lugar – Os doces da Fátima (Lagos)

2º lugar – As passinhas do Algarve (Lagos)

3º lugar – Atelier dos sabores (Tunes)

Tema obrigatório (Centenário da chegada do comboio a Lagos):

1º lugar – Cantinho doce da Fernanda (Lagos)

2º. lugar – Lucília Baptista (Lagos)

3º lugar – Os docinhos da Gena (Lagos)


CONCURSO “QUALIDADE NA TRADIÇÃO”

Melhor Morgado – Bolos da Avó Isabel (Lagos)

Melhor D. Rodrigo – Maria Antónia Silva (Aljezur)

Melhor Doce Fino – Os docinhos da Gena (Lagos)

Melhor Doce de Figo – Ana Maria Santos (Mexilhoeira Grande)


CONCURSO “DOCES DE INOVAÇÃO”

1º lugar – Pastelaria Doce e Arte (Monchique).

Foto: CML.

Atualidade

Eduarda M. Pereira e Ana Isabel Freitas promovem encontro dedicado à identidade feminina

Publicado

on

O “The Astoria”, em Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal, recebe esta sexta-feira, 30 de outubro, a partir das 19h, o evento “Indomável”, uma iniciativa dirigida exclusivamente a mulheres, concebida e idealizada pela empreendedora e mentora Eduarda M. Pereira e por Ana Isabel Freitas, decoradora e responsável pelo espaço. A proposta combina jantar, música, decoração temática e convívio, com o objetivo de “criar um espaço onde as participantes possam explorar diferentes formas de expressão pessoal, sem a pressão das expetativas sociais”.

Inspirado na proximidade do Halloween, o encontro pretende ir além do formato de uma festa temática. As participantes poderão optar por fantasias ou vestuário preto ou vermelho, com possibilidade de utilizar máscaras e brilhos. A organização apresenta a iniciativa como uma oportunidade para questionar convenções, experimentar diferentes formas de apresentação pessoal e celebrar a identidade feminina.

A programação inclui jantar e festa com DJ. A componente visual será marcada por tons de vermelho, bordeaux, preto e dourado, com iluminação de velas, flores e elementos de inspiração gótica e romântica. A cenografia é desenvolvida com a participação de Ana Isabel Freitas, decoradora e responsável pelo espaço.

Uma das reesposáveis pelo projeto é Eduarda M. Pereira, cujo percurso profissional passou pela advocacia, pelo empreendedorismo e pela construção de independência financeira. Depois de alcançar objetivos que durante anos orientaram a sua vida, decidiu abandonar a carreira jurídica e iniciar um processo de transformação pessoal, centrado na “procura de uma identidade para além das conquistas profissionais e materiais”.

Atualmente, dedica-se à criação de experiências, palestras e conversas dirigidas a mulheres, abordando temas como identidade, liberdade de escolha, desenvolvimento pessoal e superação de expectativas sociais. A sua visão é sintetizada numa mensagem que acompanha o trabalho que desenvolve.

“Não te ensino a ser outra mulher. Ajudo-te a ter coragem para seres quem és”, afirma.

Também à frente do evento, Ana Isabel Freitas iniciou o seu percurso profissional na fotografia, área a que se dedicou durante 12 anos, com especial enfoque nos casamentos de luxo. O contacto com o universo dos eventos levou-a a desenvolver a marca “Histórias com Alma”, um projeto dedicado à conceção de experiências personalizadas, que integra decoração, cenografia, design de papelaria, arranjos florais e organização de espaços. Atualmente, a sua atividade estende-se à criação de encontros dirigidos ao público feminino, através de iniciativas como “Mulheres que Dançam” e “Indomável”, que procuram proporcionar momentos de convívio, expressão individual e liberdade. O seu trabalho assenta na valorização da identidade de cada evento e na criação de ambientes que promovam a ligação entre os participantes.

Para as organizadoras, o encontro está associado à necessidade de proporcionar momentos em que as mulheres possam afastar-se das exigências do quotidiano e refletir sobre as suas próprias escolhas, dando espaço à transformação pessoal, que “começa quando se questionam certezas e se reconhece a possibilidade de construir uma vida mais próxima dos próprios valores”.

Continuar a ler

Atualidade

Conhecido por promover a circulação da literatura em língua portuguesa na Europa, Roberto Parmeggiani participa no 6.º “Flitabira”

Publicado

on

Escritor, poeta, educador, editor e prefeito da cidade italiana de Sasso Marconi, Roberto Parmeggiani é um dos convidados internacionais do 6º Flitabira – Festival Literário Internacional de Itabira, que acontece de 29 de outubro a 1º de novembro. Nascido em Bolonha, na Itália, em 1976, Parmeggiani construiu uma trajetória singular, marcada por sua relação com o Brasil, onde viveu durante dois anos e aprendeu o português, língua em que também escreve seus livros. No sábado, 31 de outubro, às 15h, ele participa na mesa “Outras Habilidades”, com mediação de Carlos Vinícius, para “discutir as diferenças humanas e os padrões que determinam o que a sociedade considera normal”.

Formado em Ciências da Educação pela Universidade de Bolonha, Parmeggiani trabalhou como voluntário na periferia de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A experiência brasileira foi decisiva para sua formação pessoal e literária. O português tornou-se também sua língua de criação, e o contato com o país estabeleceu uma relação que permanece presente em sua atuação como escritor e editor.

Entre as suas obras publicadas no Brasil estão “A lição das árvores”, “A avó adormecida”, “O mundo de Arturo”, “Felicidade submersa” e “Desabilidade”. Os seus livros circulam entre a literatura infantil, a poesia e a reflexão sobre as relações humanas, abordando questões como envelhecimento, convivência, educação e as diferentes maneiras de perceber o mundo.

É em “Desabilidade”, publicado pela Editora Nós, que Parmeggiani desenvolve uma das ideias centrais de seu pensamento. Em vez de considerar a deficiência apenas uma condição individual, o escritor questiona a dificuldade da própria sociedade em reconhecer e acolher as diferenças. A provocação desloca o olhar: até que ponto a deficiência não está também na incapacidade de compreender o outro? O livro propõe uma crítica aos padrões de normalidade e às formas de exclusão que continuam presentes nas relações sociais.

Essa reflexão nasce da sua experiência na educação inclusiva. Ao longo da carreira, Parmeggiani trabalhou com crianças, professores e projetos voltados à participação de pessoas com deficiência na vida cultural e educacional. A sua literatura não se limita a apresentar personagens diferentes, mas procura questionar os critérios pelos quais determinadas maneiras de viver são consideradas legítimas e outras, inadequadas.

Um escritor entre o Brasil e a Itália

A ligação com o Brasil ganhou uma nova dimensão em 2024, quando Parmeggiani fundou, em parceria com a editora brasileira Simone Paulino, a Edizioni Noi, projeto editorial dedicado à publicação e à circulação da literatura brasileira e de língua portuguesa na Itália. A iniciativa amplia o acesso dos leitores italianos à produção literária contemporânea brasileira e estabelece uma ponte entre os mercados editoriais dos dois países.

A sua trajetória literária também recebeu reconhecimentos importantes. “A avó adormecida” foi contemplado com o Prémio Anna Osti, em 2013, e “A lição das árvores” foi selecionado pela revista “Crescer” entre os 30 melhores livros infantis de 2014. Parmeggiani já participou em importantes encontros literários brasileiros, entre eles a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o Fliaraxá e o Fliparacatu.

Além da atuação literária, Parmeggiani desenvolveu uma carreira na administração pública italiana. Eleito prefeito de Sasso Marconi, município da região de Bolonha, em 2019, foi reeleito em 2024. A sua experiência na gestão pública acrescenta outra dimensão às questões que atravessam os seus livros, especialmente no que diz respeito à “educação, à convivência social e aos direitos das pessoas com deficiência”.

Segundo apurámos, no Flitabira, o encontro “Outras Habilidades” parte justamente dessa trajetória para discutir os limites da normalidade. O que significa ser diferente? Quem estabelece os padrões pelos quais julgamos as capacidades humanas? Como a literatura pode contribuir para uma sociedade que reconheça as singularidades sem transformá-las em motivo de exclusão?

A conversa também estabelece uma relação com o tema central do Festival. Em “Claro Enigma”, Drummond apresenta, no poema “A Máquina do Mundo”, a possibilidade de uma explicação total da existência. A obra de Parmeggiani, por outro caminho, questiona as explicações que pretendem “reduzir a diversidade humana a modelos únicos de comportamento e capacidade”.

De acordo com a organização do festival, a sua participação no 6º “Flitabira” traz ao público brasileiro a “experiência de um autor que transita entre duas línguas e duas culturas, e que encontrou na literatura uma maneira de interrogar nossas certezas sobre o mundo e sobre aqueles que o habitam”.

A Vale apresenta o 6º “Flitabira”, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú.

Sob o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, o Festival celebra os 75 anos de “Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade. Toda a programação é gratuita, com transmissão ao vivo pelo YouTube @flitabira e recursos de acessibilidade.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Cientistas descobrem nova variante de proteína que pode ajudar a controlar o cancro e o envelhecimento celular

Publicado

on

Uma equipa de investigação, liderada pelo Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) da Universidade de Coimbra (UC), identificou, pela primeira vez, uma nova variante da proteína p53, que tem um papel direto no controlo do envelhecimento celular e propriedades anticancerígenas. A descoberta abre novas portas para compreender como travar o envelhecimento celular e a multiplicação de células tumorais.

Em concreto, este estudo liderado pelo grupo de investigação Envelhecimento Molecular, Química do RNA e Oncogénese do MIA-Portugal, liderado por Marco Candeias, descobriu esta nova variante, chamada Delta246p53, e conseguiu mostrar, em ambiente de laboratório, que esta induz a senescência celular – o processo pelo qual as células deixam de se dividir – e inibe a formação de tumores em células.

Esta variante pode contribuir para os mecanismos de proteção do organismo, ajudando a impedir que células danificadas ou com potencial tumoral continuem a multiplicar-se. “A Delta246p53 controla várias vias que envolvem outras proteínas essenciais ao controlo da senescência, promovendo este processo e limitando a proliferação de células tumorais ou de células com danos”, explica o líder da investigação.

Sobre as oportunidades que esta descoberta pode trazer, Marco Candeias destaca que “se conseguirmos manter a expressão desta nova proteína restrita apenas às células em risco de transformação oncológica, poderemos perspetivar um possível prolongamento da esperança de vida, mantendo ou reforçando em simultâneo a defesa contra o cancro”.

Esta variante é uma nova proteína produzida a partir do gene TP53, um dos genes mais poderosos do genoma humano, frequentemente chamado “guardião do genoma”. Controla a divisão das células, repara o ADN quando este sofre mutações e promove a morte celular sempre que necessário. Uma alteração ou falha no seu funcionamento leva a alterações celulares significativas que podem resultar em envelhecimento precoce e aparecimento de cancro.

A nova variante do gene TP53 agora descoberta é, em comparação com outras proteínas já identificadas, uma proteína com funções mais específicas, uma “especialização” que pode abrir caminho a intervenções mais diretas para travar o envelhecimento e problemas oncológicos.

A investigação contou ainda com a participação da Universidade de Quioto (Japão), do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e da Universidade de Trento (Itália).

O artigo científico New Delta246p53 isoform responds to DNA damage to enhance p53 family functions in cellular senescence (Nova isoforma Delta246p53 responde a danos no ADN e potencia as funções da família p53 na senescência celular, em português), publicado na revista Cell Death Discovery, está disponível em www.nature.com/articles/s41420-026-03374-7.

Continuar a ler

Mais lidas