Atualidade
Anadia: Entrega do Prémio Escolar Professor Rodrigues Lapa
O Município de Anadia distinguiu os alunos do concelho com melhor aproveitamento escolar, no ano letivo 2020-2021, com a atribuição do Prémio Escolar Professor Doutor Rodrigues Lapa, numa cerimónia que voltou a ser presencial e que decorreu, esta quarta-feira, 11 de maio, no Cineteatro Anadia.
Antes propriamente, da entrega das distinções, Ângelo Santos, da Câmara Municipal, deu a conhecer aos presentes, em traços muito gerais, a vida e obra do Professor Doutor Rodrigues Lapa, filólogo português, nascido em Anadia a 22 de abril de 1897 e falecido a 28 de março de 1989.
A cerimónia foi presidida pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, que, na ocasião, parabenizou os alunos distinguidos com este galardão escolar, desejando que este prémio seja “um incentivo para que façam mais e melhor e para que nunca desistam”. “Independentemente do caminho que quiserem seguir a nível profissional e até pessoal, continuem a estudar. O saber não ocupa lugar e pode fazer toda a diferença nas vossas escolhas ao longo da vida”, afirmou ainda.
Maria Teresa Cardoso considerou que “a educação é um dos pilares mais importantes da nossa sociedade. Dá-nos conhecimento, ensina-nos a enfrentar dificuldades, permite-nos escolher o melhor caminho, prepara-nos para a vida e dá-nos ferramentas para nos tornarmos melhores pessoas”.
Referindo-se ao patrono do prémio, a autarca salientou que “Rodrigues Lapa conseguiu provar que o facto de ter nascido no seio de uma família humilde, com poucas posses, não era impedimento para alcançar os seus objetivos”, acrescentando que “as dificuldades que encontrou, ao longo da vida, poderiam tê-lo incentivado a desistir, mas optou pelo caminho mais difícil: enfrentou os obstáculos e, barreira após barreira, seguiu em frente. Com dedicação, empenho e sabedoria, chegou longe, tendo até a ambição de “endireitar o mundo”, como escreveu no seu livro de memórias”.
O Prémio Escolar Professor Doutor Rodrigues Lapa foi criado, em 1996, pela Comissão das Comemorações do Centenário do Nascimento do Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa, com o duplo objetivo de homenagear o filólogo anadiense e de distinguir os alunos das escolas de Anadia com melhor aproveitamento escolar no final do 2º e do 3º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e do ensino profissional.
À semelhança do que aconteceu nos anos anteriores, o Lions Clube da Bairrada voltou a associar-se a este galardão escolar premiando os melhores alunos do 12º ano, na disciplina de Língua Portuguesa, das escolas dos concelhos de Anadia e Oliveira do Bairro, área de abrangência do Clube.
A cerimónia terminou com um momento cultural, protagonizado por Pedro Miguel Santos, acordeonista. Este jovem, natural de Vila Nova de Gaia, frequenta, atualmente, o 3º ano da licenciatura em performance de acordeão, na Universidade de Aveiro.
Premiados:
ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE ANADIA
2º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Dinis Flor Rodrigues
Menções Honrosas: Maria Ferreira de Melo e Matilde Neves de Sá
3º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Anna Shevchenko
Menções Honrosas: Mariana Rodrigues Lopes e Maria Alves Fernandes
Ensino Secundário
1º Prémio: Samuel Henrique Tavares
Menções Honrosas: Joana Cardoso Cruz e Luísa Verdade Loureiro
Ensino Profissional
1º Prémio: Bárbara Manão Ferreira
Menções Honrosas: Inês Margarida Cruz e João Manuel Santos
ESCOLA BÁSICA DE VILARINHO DO BAIRRO
2º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Vasco Costa Conceição
Menções Honrosas: Tiago Mendes Gonçalves e Matilde Pereira Saldanha
3º Ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Leonor Almeida Ferreira
Menções Honrosas: Mara Sofia Blanco e Érica de Sousa Ferreira
COLÉGIO NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
2º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Laura Amado Gomes
Menções Honrosas: Rita Melo Caldeira e Luísa Maria Franco e Abreu
3º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: João Francisco Fontes
Menções Honrosas: Dinis dos Santos Rosa e Afonso Gonçalves do Amaral
Ensino Secundário
1º Prémio: João Rodrigo Patrão
Menções Honrosas: Rita Figueiredo Fernandes e Inês Ferreira Carmo
COLÉGIO SALESIANOS DE MOGOFORES
2º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Francisca Letícia Ferreira
Menções Honrosas: Pedro Afonso de Bastos e Inês Aguiar Ferraz
3º ciclo do Ensino Básico
1º Prémio: Nelson Rocha Ramos
Menções Honrosas: Sara Correia Santiago e Ana Raquel dos Santos
Ensino Secundário
1º Prémio: Inês Marques Cerca
Menções Honrosas: Beatriz Neto Tomé e Diana Vitória da Cunha
ESCOLA PROFISSIONAL DE ANADIA
Ensino Profissional
1º Prémio: Tatiana Henriques Queiroz
Menções Honrosas: Ana Rita Catarino e Mafalda Cunha de Almeida
PRÉMIO “LIONS CLUBE DA BAIRRADA” (Língua Portuguesa – 12º ano)
1º Prémio: João Rodrigo Patrão (Colégio Nossa Senhora da Assunção)
Menções Honrosas: Luísa Verdade Loureiro (Escola Básica e Secundária de Anadia);
Filipa Rodrigues Pato e Carolina Castro Mira (Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro).
Foto: CMA.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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