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48% do total de hóspedes que pernoitam em Viana do Castelo são estrangeiros

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O turismo de Viana do Castelo cresce a um “ritmo considerável”, registando-se uma forte procura do mercado nacional e o crescimento significativo de alguns mercados estrangeiros, mantendo-se Espanha como o principal mercado. De janeiro a agosto de 2023 foi visível o aumento de visitantes e turistas em Viana do Castelo, neste ano marcado pelo elevado número de eventos realizados no âmbito de “Viana do Castelo – Cidade Europeia do Desporto”.

Tal como no período homólogo de 2022, Viana do Castelo manteve a 7ª posição em número total de hóspedes e 6ª nas dormidas, no ranking da região Norte. O concelho registou mais 11% no nº Total de Dormidas (231.362) e mais 22% no nº Total de Hóspedes (125.340), face a 2022. Os dados indicam que 52% do total de Hóspedes são nacionais e 48% são estrangeiros, sendo que 54% do total de Dormidas são de estrangeiros e 46% de nacionais.

Nos primeiros oito meses deste ano, 48% do total de hóspedes que pernoitaram em Viana do Castelo eram estrangeiros, sendo os principais mercados Espanha, Alemanha, França, Estados Unidos da América, Reino Unido, Brasil, Itália, Países Baixos e Suíça.

Os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE) foram apresentados ontem de manhã pelo Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, no 2º Meetup, encontro para profissionais do setor turístico, promovido pelo Município em parceria com a Associação Fórum Turismo, sobre a temática “Viana do Castelo – Um Oásis Entre o Norte e a Galiza”.

Luís Nobre explicou que “a origem dos nossos turistas já não é só Portugal e Espanha, temos muitos outros países de origem, o que nos torna mais fortes em termos turísticos e mais resilientes”. “O nosso turismo deixou também de ser só na Primavera-Verão, começamos a garantir turistas ao longo de todo o ano, com foco em momentos chave”, assegurou.

O autarca explicou que foi registada a maior ocupação nos meses de abril, maio, junho, julho e agosto de 2023, mas, embora com menor taxa de ocupação, em janeiro registou-se 30% de ocupação, em fevereiro mais 17% e em março mais 15% face a período homólogo do ano passado, o que permite verificar um atenuar da sazonalidade turística no Município.

Em termos de Dormidas, Hóspedes, Proveitos Totais e Proveitos de Aposento, comparando com o período homólogo de 2022, todos os meses registaram aumentos, tendo sido os meses mais fortes maio, junho, julho e agosto, embora de janeiro a abril também se registassem consideráveis aumentos.

No período acumulado de janeiro a agosto de 2023, as dormidas cresceram 11% (+6% nos residentes e +16% nos não residentes), a que corresponderam aumentos de 14% nos proveitos totais e 17% nos relativos a aposento relativamente ao período homólogo de 2022 (+48% e +50%, respetivamente, comparando com o mesmo período de 2019).

Comparativamente a 2022, verificou-se em Viana do Castelo um aumento generalizado no número de empresas, sendo o saldo bastante positivo. Verifica-se um aumento anual do investimento da iniciativa privada representando um crescimento da referida oferta e uma maior confiança no destino: +2 novos Agentes de Viagens e Turismo, +7 Agentes de Animação Turística, +2 Empreendimentos Turísticos e +173 Alojamentos Locais, existindo ainda 170 novos restaurantes.

No que toca aos espaços municipais, foi registado um aumento de +26% visitantes no Centro Interpretativo do Caminho Português da Costa, +70% no total de Peregrinos no Caminho Português da Costa, +21% Visitantes no Museu do Traje, +129% visitantes no Museu de Artes Decorativas, +4% Passageiros no Funicular (em apenas 3 meses, pois reabriu em junho 2023), +14% Visitantes no Navio Gil Eannes.

Cerca de uma centena de autocarros de turismo estacionam habitualmente por mês no Centro Cultural e trazem mais de 5.000 visitantes à cidade e centenas de embarcações de recreio fazem escala porto de recreio de Viana, predominantemente, de França, Reino Unido, Holanda e Alemanha. Viana do Castelo tem apostado na diversificação da oferta turística, nomeadamente com a Rede de Turismo Equestre e a Rede Nacional de Turismo Industrial.

No Balanço da Região pelo Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins indicou que, entre janeiro e setembro deste ano, o Norte conquistou o ranking 3, com mais 16,1% de dormidas quando comparado com o período homólogo do ano passado, garantindo 10.388,2 milhões de dormidas. A nível nacional, o país registou um aumento de 11,3%, o que significa que, neste indicador, a região Norte teve um crescimento mais acentuado.

Na segunda parte da sessão, foram apresentados três case studies com a temática “Pólo turístico: O centro depende da perspetiva”, num momento que contou com a presença de Jorge Sobrado, atual Diretor do Museu e Bibliotecas do Porto, sobre a intervenção efetuada em Viseu durante a sua passagem pelo Município; Cesáreo González Pardal, Presidente do Cluster del Turismo de Galicia, que falou em “Como aproveitar os recursos endógenos”; e José Afonso Gonçalves, da Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, cuja apresentação abordou a importância do trabalho em rede para despertar mais e melhor negócio.

Foto: CMVC.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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Intensify World participa em Projeto YouthForDemocracy

Projeto promove capacitação juvenil em ambiente, tecnologia e democracia através de intercâmbio europeu

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O projeto YouthForDemocracy, oficialmente designado ProjetoYouth4Democracy: #Act4Climate – Empowering Young (ID 2024-3-BG01-KA210-YOU-000280031), é desenvolvido através de uma parceria europeia que reúne quatro organizações: Paralel-Silistra (Bulgária), United Vision Ry (Finlândia), Intensify World (Portugal) e Associazione Scienze Naturali Unite aps (Itália). A iniciativa tem como missão fortalecer a participação cívica e o compromisso ambiental dos jovens europeus, ao mesmo tempo que promove competências digitais e tecnológicas essenciais para o futuro.

A associação portuguesa Intensify World lidera a implementação das atividades em Portugal, resultado direto do intercâmbio internacional onde os jovens participantes receberam formação e capacitação nas áreas do meio ambiente, tecnologia e digitalização, bem como democracia. Estas aprendizagens estão agora a ser aplicadas no contexto nacional através de um conjunto de iniciativas previstas entre dezembro de 2025 e março de 2026.

Em Portugal, serão dinamizadas diversas ações dirigidas à comunidade escolar. Entre elas destacam-se workshops educativos focados na reciclagem e na gestão sustentável de resíduos, combinando conteúdos teóricos, exercícios práticos e ferramentas digitais de avaliação para reforçar a consciência ambiental dos estudantes. Paralelamente, uma campanha de limpeza ambiental mobilizará jovens para recolher e separar resíduos dentro e fora das escolas, incentivando o voluntariado e promovendo diálogo com as direções escolares sobre melhorias estruturais, como a instalação de ecopontos e práticas contínuas de sustentabilidade.

No âmbito da educação para a cidadania, será realizada uma sessão de simulação democrática que incluirá uma apresentação sobre o funcionamento das eleições, uma votação fictícia e a construção colaborativa do “candidato ideal”, promovendo o pensamento crítico, o debate e a compreensão ativa dos processos democráticos. Para garantir a continuidade do envolvimento juvenil, será ainda criado um clube extracurricular dedicado à participação cívica e ambiental, com forte componente tecnológica e digital, incluindo a criação de conteúdos e gestão de redes sociais orientadas para a promoção da democracia e da ação climática.

Com estas iniciativas, o YouthForDemocracy procura transformar a formação internacional recebida pelos jovens em impacto real nas comunidades portuguesas, reforçando competências ambientais, digitais e democráticas. A Intensify World reafirma, assim, o seu compromisso com a educação não formal, o empoderamento juvenil e a construção de uma sociedade mais informada, sustentável e participativa.

Projeto apoiado por:

Intensify World participates in YouthForDemocracy project


Initiative promotes youth empowerment in environment, technology and democracy through European exchange

The YouthForDemocracy project, officially titled ProjectYouth4Democracy: #Act4Climate – Empowering Young (ID 2024-3-BG01-KA210-YOU-000280031), is being developed through a European partnership bringing together four organisations: Paralel-Silistra (Bulgaria), United Vision Ry (Finland), Intensify World (Portugal) and Associazione Scienze Naturali Unite aps (Italy). The initiative aims to strengthen civic participation and environmental commitment among young Europeans, while also promoting essential digital and technological skills for the future.

The Portuguese association Intensify World is leading the implementation of activities in Portugal, following the international exchange in which participating young people received training and capacity-building in the areas of environment, technology and digitalisation, as well as democracy. This learning is now being applied at national level through a set of initiatives planned between December 2025 and March 2026.

In Portugal, several activities aimed at the school community will be carried out. Among them are educational workshops focused on recycling and sustainable waste management, combining theoretical content, practical exercises and digital assessment tools to strengthen students’ environmental awareness. In parallel, an environmental cleanup campaign will mobilise young people to collect and sort waste inside and outside schools, encouraging volunteering and promoting dialogue with school leaderships on structural improvements such as the installation of recycling stations and ongoing sustainability practices.

In the field of citizenship education, a democratic simulation session will be organised, including a presentation on how elections work, a mock vote and the collaborative creation of an “ideal candidate”, promoting critical thinking, debate and active understanding of democratic processes. To ensure continued youth engagement, an extracurricular club dedicated to civic and environmental participation will also be created, with a strong technological and digital component, including content creation and social media management focused on promoting democracy and climate action.

Through these initiatives, YouthForDemocracy seeks to transform the international training received by young people into real impact across Portuguese communities, strengthening environmental, digital and democratic skills. Intensify World thus reaffirms its commitment to non-formal education, youth empowerment and the building of a more informed, sustainable and participatory society.

Project supported by:

Foto e imagens: DR.

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