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Atualidade

Sintra assinala centenário de José Saramago

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A Câmara Municipal de Sintra assinala o Centenário do escritor, e nobel da literatura, José Saramago com a realização de diversas iniciativas culturais de outubro de 2022 a abril de 2023.

Teatro, bailado, tertúlias, roteiros e animação do livro e da leitura, são algumas das atividades que a autarquia de Sintra preparou para comemorar o centenário do nascimento do escritor português.

Nascido a 16 de novembro de 1922, José Saramago foi Prémio Nobel da Literatura em 1998 e galardoado com o Prémio Camões em 1995, um dos maiores prémios de língua portuguesa. Autor de mais de 40 títulos, o escritor faleceu a 18 de junho de 2010, deixando uma vasta herança literária e um legado que enriquece a cultura portuguesa.

Programação

2022

UM MÊS COM SARAMAGO… Nas Bibliotecas Municipais de Sintra

“À conversa com”

Data a definir, Biblioteca Municipal de Sintra

Uma conversa informal sobre a vida, obra e legado de José Saramago, com Zeferino Coelho, editor das suas obras e Afonso Cabral, vencedor da edição de 2019 do Prémio Literário José Saramago, com o romance Pão de Açúcar e atual Presidente da Fundação Eça de Queirós. A mediação caberá a Miguel Real, ensaísta e escritor.

Leituras em Família – Filmes na Biblioteca

15 outubro, 16h00 | Biblioteca Municipal de Sintra

“A Maior Flor do Mundo”, de José Saramago e do realizador Juan Pablo Etcheverry

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

Narrado pelo próprio José Saramago, este filme de animação tem a banda sonora de Emilio Aragón que pela mesma recebeu o Prémio Amigos da Música de Badalona para a Melhor Música Original. Após visionamento do filme será abordada a importância do respeito pela natureza, com a sugestão para que cada família crie e construa uma flor, com diversos materiais recicláveis.  Essas flores ficarão em exposição na Biblioteca, até 16 de novembro.

Conto/Ateliê – “A Maior Flor do Mundo”, adaptação do conto de José Saramago

16 de outubro a 16 de novembro | Bibliotecas Municipais de Sintra

“A Maior Flor do Mundo”, foi o primeiro livro infantil de José Saramago, publicado originalmente em 2001. Nesta história, o escritor entra no livro e transforma-se a si próprio em personagem, lançando questões importantes até sobre a sua capacidade de escrita. Saramago questiona-se se conseguiria, algum dia, escrever uma história para crianças, recorrendo à simplicidade da linguagem que essa literatura exige.

Após a leitura do conto, abordar-se-ão as questões relativas aos cuidados a dispensar às plantas e animais e ao respeito pela natureza, propondo que os participantes, criem flores com materiais recicláveis, inspirados na história.

Cronologia Biobibliográfica de José Saramago

Cronologia virtual a ser divulgada na Base Bibliográfica (BIBLIONET) e nos espaços das Bibliotecas Municipais de Sintra, com informação sobre a vida e obra do autor, que servirá como guia/orientador para a leitura da sua bibliografia. O resultado será uma linha cronológica com a “capa” das suas obras/livros, imagens do escritor e outras, bem assim como das etapas mais marcantes da sua vida.

Um livro de Saramago…

Uma obra/livro em destaque por semana, nas Bibliotecas Municipais de Sintra.

Leituras de Saramago às escuras…

Os livros serão embrulhados em papel, para surpreenderem os seus leitores, proporcionando um momento de descoberta ou novas possibilidades de leitura.

Bailado “Memorial do Convento”

6 novembro, 16h00 | Centro Cultural Olga Cadaval

Bailado em 3 atos pela Dança em Diálogos, baseado na obra homónima de José Saramago. Histórias outrora relatadas pela escrita intensa, hábil e perturbadora de Saramago, eis que surge uma adaptação multidisciplinar que ilustra a contemporaneidade inesgotável de uma obra única, que aqui se revela pela palavra tornada dança. E assim…Era uma vez o bailado Memorial do Convento.

Apoio Institucional da Fundação José Saramago.

2023

Nuestros Nombres

25 de março, 21h00 | Centro Cultural Olga Cadaval

Obra coreográfica em coprodução com a Companhia Nacional de Bailado e com o apoio da Fundação Saramago, integrando as celebrações oficiais do Centenário de José Saramago

Teatro “Memorial do Convento”

18 a 20 de abril, 11h00 e 15h00 | Centro Cultural Olga Cadaval

Adaptação dramatúrgica, sem alterar as palavras do autor da obra literária, assenta num trabalho de reescrita, seleção dos excertos significativos, criação de diálogos implícitos no texto literário, criação de tempo e espaço dramáticos. Em suma, uma reescrita que traduz uma concentração da narrativa e das personagens e uma condensação do espaço, do tempo e da linguagem literária. Pela Éter Produção Cultural.

Foto: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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