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Sintra apresenta programas direcionados à comunidade educativa

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A Câmara Municipal de Sintra apresentou os programas e iniciativas municipais dirigidas às escolas da rede pública na reunião do Conselho Municipal de Educação de Sintra, realizada esta terça-feira.

A reunião teve lugar no Centro Cultural Olga Cadaval e contou com a presença do presidente da autarquia de Sintra, Basílio Horta, que começou por assinalar que “é impossível falar em educação do presente e do futuro sem que os principais agentes vivam em estabilidade e serenidade e possam dedicar-se na plenitude das suas competências ao ensino, sendo por certo que esse é um trabalho essencial para o nosso país”.

“É na educação e no património cultural que o fundamento da nacionalidade se encontra e deve perdurar, é aquilo que nos distingue de outros países e comunidades, por isso a prioridade desta autarquia em criar projetos e iniciativas que desenvolvam uma educação cada vez mais sólida e enriquecedora”, referiu Basílio Horta”.

Para o presente ano letivo a autarquia preparou um conjunto de programas dirigidos à comunidade educativa na área da prática educativa e das competências socioemocionais, assentes em sete eixos: qualificação e inovação; cidadania e participação; inclusão; ciência, ambiente e sustentabilidade; saúde, desporto e bem-estar; cultura e artes.

O primeiro eixo, qualidade e inovação, tem como objetivo combater o abandono escolar e a saída precoce do sistema educativo, e para realizar esta medida serão tomadas medidas de apoio à diversidade da oferta formativa e divulgação da oferta educativa, através da Mostra de Oferta Educativa do concelho. Ao mesmo tempo a Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, o Centro Qualifica do Município de Sintra, a Escola Segunda Oportunidade e o Curso de Projetos de Excelência de Sintra, são outras iniciativas municipais.

No âmbito da cidadania e participação, as sessões da Assembleia Municipal Jovem estarão de regresso, após a sua interrupção devido à pandemia por COVID-19. Simultaneamente, ao longo do ano será desenvolvido o projeto da Academia de Líderes Ubunto, o Programa de Capacitação das Associações de Estudantes do Ensino Secundário de Sintra, o Programa de Voluntariado Sintra Jovem, o Fórum das Juventudes de Sintra e atividades na rede de equipamentos lúdicos municipais.

No que concerne à inclusão, será dado apoio às práticas educativas com caráter inovador e à implementação de centros de aprendizagem, de forma a criar condições para a concretização de uma escola cada vez mais inclusiva e equitativa. No que diz respeito a esta temática, será ainda dado seguimento aos Projetos Sintra Inclui+ e Sala XS.

Nas áreas da ciência, ambiente e sustentabilidade, as iniciativas Sintra Edugreen Steam, Projeto Eco-Escolas, Sintra Ambiquiz, Kids Dive, Peixes Nativos, Escola da Floresta Bloom, Forest Flow e Mãos na Serra, continuarão a ser desenvolvidas junto da comunidade escolar. Já o Programa Cientista regressa a Sintra e será desenvolvido em cinco estabelecimentos de ensino da rede pública do concelho, ao mesmo tempo que será concedido apoio à promoção das ciências experimentais e educação aeroespacial.

Dentro das iniciativas relativas à saúde, desporto e bem-estar, além do apoio da autarquia ao desporto escolar, será dado seguimento ao Projeto Sintra Cresce Saudável, com formação de professores e desenvolvido as iniciativas “Aprende os 3C’s – Salva uma Vida”, “O Teu Clube vai à Tua Escola”, “Super Quinas”, o Programa de Desenvolvimento da Natação e o Plano Municipal de Promoção da Utilização da Bicicleta.

O último eixo diz respeito à cultura e artes, no qual a autarquia de Sintra tem apostado numa oferta pedagógica alargada, com a realização de diversas atividades gratuitas nas suas Bibliotecas e Museus Municipais, que visam a valorização do livro, da leitura e do património.

Adicionalmente, serão levadas a cabo outras iniciativas ao longo deste ano letivo, nomeadamente “O Museu Mora Aqui e Agora e o Futuro Que Lá Mora”, “D. Fernando vai à Escola”, Reino de Natal 2023, Orquestras Escolares de Sintra, animação do livro e da leitura, “SIgn On! Concurso de Talentos de Canto”, e ainda o desenvolvimento de atividades relativas ao cinema e à produção teatrais.

O Conselho Municipal de Educação de Sintra é um órgão consultivo, que tem como objetivo promover, a nível municipal, a participação de várias entidades representativas da comunidade educativa, em questões de âmbito da política educativa de Sintra.

Foto: CMS.

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CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica

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A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.

No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.

Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.

Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.

As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.

“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.

O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.

De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.

Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.

Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.

Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.

A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.

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Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal

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O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.

A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.

Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.

O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.

“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.

Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.

Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.

Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.

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Açores

Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional

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A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra “Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios”, uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”.

Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”.

Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”.

Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”.

Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”.

A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”.

Ígor Lopes

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