Connect with us

Atualidade

Lisboa: Rouba idosa e agride populares

Publicado

on

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão de Investigação Criminal, no dia 15 de julho, na freguesia do Parque das Nações, procedeu à detenção, em flagrante delito, de um homem, de 38 anos, por ser suspeito da prática do crime de roubo.

O suspeito aproximou-se da vítima, que se encontrava sentada junto ao Rio Tejo, e, com um esticão, apoderou-se de uma mala que tinha, no seu interior, várias centenas de euros, colocando-se em fuga do local.

O mesmo foi perseguido por um grupo de pessoas que assistiu ao ilícito e, ao ser interpelado por estes, agrediu-os para se furtar a ação popular.

Momentos mais tarde, os Polícias socorreram a vítima e, fruto da partilha de informação rápida e clara, foi possível proceder à abordagem do suspeito e à recuperação da totalidade do dinheiro da vítima.

O detido foi presente a 1º Interrogatório Judicial, tendo sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Foto: DR.

Atualidade

Elly Poloni: dos palcos europeus à luta pela saúde e à escrita da própria história

Publicado

on

A carreira nos palcos, a experiência de emigrar e os desafios de saúde estiveram no centro do testemunho de Elly Poloni no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, no passado dia 25 de setembro. No encontro dedicado ao tema “Setembro Amarelo: Conectar é Acolher”, que acolheu uma grande comunidade lusófona nas instalações da Eglise du Centre, esta profissional natural do Brasil participou num formato de talk show e falou sobre os últimos quatro anos da sua vida como paciente oncológica. Residente na Suíça desde 1995, apresentou um percurso que começou nos concursos e na moda em Brasília, passou por 26 anos de dança na Europa e continua nas palestras e na escrita da sua biografia.

Natural de Brasília, capital do maior país da América do Sul, Eliane Leite Silva, conhecida artisticamente como Elly Poloni, é filha de Moisés Martins Silva, pernambucano, e de Divina Rodrigues Leite, goiana de Pirenópolis. Em declarações à Agência Incomparáveis, identifica-se também como esteticista, massagista holística, micropigmentadora e professora de etiqueta. A atividade artística ocupou uma parte da sua vida profissional, através de apresentações em que levou o folclore brasileiro a públicos na Suíça e noutros países europeus.

A relação com o palco começou na escola, num período marcado pela “timidez” e por episódios de “bullying”. Elly recorda que, aos seis anos, foi exposta perante a turma depois de a professora não lhe permitir ir à casa de banho. Seguiram-se comentários de colegas sobre a sua aparência física, que contribuíram para que evitasse participar nas atividades escolares.

Uma professora de artes incentivou-a, mais tarde, a integrar uma apresentação. A experiência permitiu-lhe estar diante de outras pessoas sem sentir o “julgamento que enfrentava no quotidiano”. Depois, num concurso de dança, encontrou numa máscara uma forma de se apresentar com “maior liberdade”.

“Aquela máscara me fez muito forte porque eu me escondi atrás dela”, recordou. Inspirada nos movimentos de rock do pai, venceu o concurso e começou a envolver-se mais nas atividades da escola.

Outro momento ocorreu quando um profissional visitou a escola para selecionar jovens para uma sessão fotográfica. Elly não esperava ser escolhida, mas ficou entre as selecionadas.

“Ele viu algo em mim que eu não enxergava”, contou. Segundo o seu relato, as fotografias alteraram a forma como era vista pelos colegas e contribuíram para uma mudança na sua relação com a própria imagem.

Os concursos abriram caminho ao trabalho como modelo. Começou por vencer uma competição na comunidade onde vivia, ganhou o “Garota Brasil” e ficou em terceiro lugar no “Miss Brasília”. Vieram depois os desfiles e as campanhas publicitárias. Trabalhou também na Manchete, tradicional revista no Brasil, como telefonista, após formação nessa área, e participou em pequenas vinhetas de publicidade. No Rio de Janeiro, concorreu ao “Garota Manchete” e ao “Garota Pantera”, associado a Ricardo Amaral.

Foi através de contactos estabelecidos no Rio de Janeiro que surgiu a primeira viagem à Suíça. Elly chegou como turista e ficou temporariamente em casa de uma conhecida ligada à exploração de um restaurante. Nesse período, conheceu o homem com quem viria a casar. Regressou ao Brasil, manteve o contacto por telefone e, posteriormente, instalou-se na Suíça, levando a filha.

A adaptação trouxe dificuldades relacionadas com o “frio, a distância da família e o isolamento em casa”. Elly relata que a participação numa festa latina lhe permitiu conhecer um grupo de dança brasileiro, ao qual se juntou. Os ensaios e as apresentações ajudaram-na a criar relações e a inserir-se no país.

“Comecei a me conectar, a me inserir no mundo aqui na Suíça”, explicou.

A dança passou a integrar a sua vida profissional durante 26 anos. Participou em grupos e escolas de samba, apresentando manifestações da cultura brasileira dentro e fora da Suíça. Foi musa da “Unidos Pelo Samba”, em Lausanne, e recebeu os títulos de “Princesa” e de “Rainha da Corte da Suíça”, no âmbito do “Intercâmbio Cultural Mais Brasil”.

A carreira como modelo incluiu capas das revistas Light, Brasil-Night, Hochzeit e Braut Hochzeit, além de campanhas publicitárias para a Mary’s, ligada ao segmento de vestidos de noiva. Contou ainda com a oportunidade de trabalhar com a estilista e artista plástica Suelli Bomfim.

O percurso nos palcos estendeu-se a produções no Opernhaus Zürich, a Ópera de Zurique, além de participar em montagens como “Macbeth” e “Electra”, acrescentando uma dimensão à carreira que, na nossa entrevista, Elly descreve sobretudo através da “dança, do samba e da divulgação do folclore brasileiro”.

Entre os reconhecimentos, Elly destaca o “Troféu Destaque” recebido em 2018 das mãos de Roberto Miguel Rey Júnior, conhecido como Dr. Rey, cirurgião plástico e apresentador brasileiro. Em 2024, voltou a ser distinguida com o mesmo troféu, desta vez entregue por Rodrigo Faro, famoso apresentador brasileiro. A cerimónia dessa edição realizou-se em abril, no hotel The Dolder Grand, em Zurique.

Em 2022, venceu a premiação “Melhor do Brasil na Europa”, na categoria “Show e Entretenimento”. O prémio foi entregue por Rafael dos Santos, idealizador do evento e diretor da “High Profile Magazine”, e por Luiza Brunet, numa cerimónia no “Gustave Eiffel Lounge”, na Torre Eiffel, em Paris. Elly foi ainda agraciada, em 2023, com a premiação “Força, Seu Nome é Mulher”, movimento de empoderamento e empreendedorismo feminino, fundado por Patrícia Sarinho.

Elly recorda também a coroação por Adele Fátima quando recebeu o título de “Rainha da Corte” do “Intercâmbio Cultural Mais Brasil”, uma iniciativa que associa a Milton Cunha, carnavalesco, cenógrafo, psicólogo, professor universitário e comentarista de carnaval brasileiro, apresentando a coroação como “um dos momentos de reconhecimento do seu trabalho na Europa”.

Saúde como foco, além dos palcos

Em Lausanne, especificamente nas últimas semanas, a sua intervenção centrou-se sobretudo na saúde e no período em que reduziu a presença nos palcos. Elly explica que quis partilhar a experiência oncológica e aquilo que a tem ajudado a enfrentar o tratamento.

“Eu decidi falar sobre a minha saúde porque em quatro anos eu estou passando por desafios de saúde”, afirmou, sublinhando que o objetivo “foi transmitir força a pessoas que atravessam situações semelhantes”.

No seu testemunho, destacou a “fé, os pensamentos e a atividade física” como dimensões do seu apoio pessoal durante este processo. A participação no encontro permitiu-lhe também ouvir outras histórias. Refere que encontrou inspiração nas intervenções das restantes participantes e na possibilidade de “reunir mulheres com experiências, profissões e origens diferentes”.

A ligação entre mulheres é um dos temas que procura levar às suas intervenções públicas. Elly define a “sororidade” como uma relação de “apoio e de partilha”, que pode continuar mesmo à distância, através da Internet. Agradece à empresária Ana Poltera, organizadora do evento em Lausanne, o convite para integrar o encontro e destaca a possibilidade de “criar relações entre mulheres que procuram desenvolver as suas atividades e os seus projetos”.

Essa perspetiva traduz-se, na sua visão, na disponibilidade para ajudar através de palavras e ações.

“Eu posso estar pronta a ajudar o próximo com uma palavra, com uma ação”, observou. Ao mesmo tempo, diz procurar relações que “contribuam para o crescimento pessoal e para a troca de experiências”.

A vida na Suíça é também abordada a partir da experiência familiar. Elly valoriza a “segurança” que sente no quotidiano e a possibilidade de os filhos “usufruírem de espaços públicos e da natureza”. Ao recordar a comunidade onde cresceu no Brasil, refere dificuldades relacionadas com a “pobreza e a criminalidade”, realçando que “procurou construir para a família uma realidade diferente”.

Agenda preenchida e atuais projetos no velho continente

Entre os próximos compromissos, prevê participar na “Gala Força, Seu Nome é Mulher”, idealizada por Patrícia Sarinho, onde voltará a ser homenageada.

A escrita é a etapa seguinte desse percurso. Elly prepara uma biografia que deverá ser lançada em fevereiro de 2027, e manifesta a intenção de a apresentar no Salão do Livro de Genebra. Segundo apurámos, o livro reunirá “memórias de infância, a experiência no Brasil, a mudança para a Suíça, a carreira artística e os desafios de saúde”.

Ainda durante a nossa entrevista, referiu estar a concluir um tratamento de quimioterapia, mantendo a participação em palestras e a preparação do livro.

“Eu não penso na dor, eu penso só na solução, na saúde”, declarou.

Depois de décadas a apresentar a cultura brasileira nos palcos europeus, procura agora partilhar o seu percurso através da palavra e da escrita.

Uma história de superação e sonhos realizados

Ao recordar a infância, Elly Poloni descreve uma menina que sonhava ser modelo, miss e dançarina, mas cuja timidez era agravada pelo bullying na escola. Em casa, encontrava espaço para se expressar: dançava diante da porta do frigorífico, que usava como espelho, imitava Madonna e criava personagens. As imagens do Carnaval na televisão alimentavam o desejo de, um dia, ocupar também um palco.

A seleção para uma sessão fotográfica, após a visita de um “olheiro” à escola, ajudou-a a mudar a forma como se via. Para ela, os episódios de bullying diminuíram e começou a reconhecer capacidades que antes desvalorizava. A participação em concursos de dança e de beleza, seguida das oportunidades na moda, permitiu-lhe enfrentar a vergonha e construir o percurso que acabaria por levá-la à Europa.

Hoje, Elly associa essa transformação à decisão de “avançar, apesar do medo”. Ao partilhar a sua história, procura transmitir a outras mulheres e jovens a importância de reconhecerem o próprio valor e de não deixarem que o julgamento alheio determine as suas escolhas.

A menina que dançava em casa tornou-se uma artista que encontrou nos palcos, e agora também na palavra, uma forma de se expressar e contar o seu percurso. Certamente, será uma vida que dará um livro, muito em breve.

Continuar a ler

Atualidade

Castelo Branco: Implantologia ganha espaço entre pacientes mais jovens e população sénior

Publicado

on

A implantologia tem vindo a assumir um papel crescente na reabilitação oral de pessoas que perderam um ou mais dentes, oferecendo soluções fixas que procuram recuperar mastigação, função e estética, uma questão de saúde que preocupa cidadãos em Portugal, especificamente na Região Centro do país. Em Castelo Branco, por exemplo, Alícia Infante acompanha esta evolução a partir da Clinibeira, onde trabalha há cerca de nove anos. Médica dentista há 11 anos, exerce clínica geral, mas direcionou progressivamente a formação e a prática profissional para cirurgia e implantologia, áreas que considera centrais no acompanhamento de pacientes com diferentes necessidades de reabilitação.

Em entrevista à Agência Incomparáveis, Alícia Infante explicou que a implantologia permite substituir dentes ausentes através de uma solução fixa integrada numa reabilitação protética. Os implantes são colocados no osso maxilar ou mandibular e podem servir de suporte a coroas, pontes ou próteses. Serviços hospitalares especializados do National Health Service britânico descrevem-nos como substitutos de longa duração das raízes dentárias quando são devidamente cuidados, salientando que a manutenção e a higiene continuam a ser necessárias depois do tratamento.

Para Alícia, uma das principais diferenças relativamente às soluções removíveis está no quotidiano do paciente.

“A grande vantagem dos implantes é que funcionam como um dente normal na cavidade oral”, afirmou esta médica dentista, que destaca o conforto de uma prótese fixa, que não necessita de ser retirada e recolocada diariamente, e chama ainda a atenção para a “dimensão funcional e estética do tratamento”.

O custo continua, contudo, a estar entre as questões colocadas pelos pacientes. Alícia reconhece que a implantologia implica um investimento financeiro, mas defende que a análise deve considerar o período de utilização, a manutenção necessária e a possibilidade de proporcionar uma solução fixa. Na sua perspetiva, esse enquadramento permite olhar para o tratamento numa lógica de médio e longo prazo, particularmente quando comparado com determinadas reabilitações removíveis que podem necessitar de adaptação ou substituição com o passar dos anos.

A procura também deixou de estar concentrada apenas nas pessoas mais velhas. Segundo esta profissional, pacientes mais jovens recorrem frequentemente à implantologia quando perdem um único dente, incluindo por razões funcionais e estéticas.

“É muito mais confortável colocar um implante do que uma prótese removível”, explicou, ressalvando que a indicação deve “resultar sempre da avaliação clínica individual”.

Um dos principais obstáculos continua a ser o receio associado à cirurgia. O som dos instrumentos, a ideia de dor, o possível inchaço e o próprio conceito de colocar um implante no osso ainda provocam ansiedade em alguns pacientes. Alícia procura contrariar esses receios através do diagnóstico e do planeamento prévio.

“É muito mais fácil colocar um implante do que retirar um dente”, refere, com base na sua experiência clínica, explicando que “o procedimento é estudado previamente através dos exames necessários e executado de acordo com um protocolo definido para cada caso”.

A recuperação, porém, não é exatamente igual para todas as pessoas. Dor, edema, equimose ou algum sangramento podem ocorrer após a colocação de implantes e variam de paciente para paciente, efeitos que podem surgir após o procedimento e que o acompanhamento deve incluir indicações individualizadas sobre alimentação, higiene e recuperação. Alícia sublinha que cada cirurgia deve ser enquadrada no estado de saúde e nas características clínicas do paciente.

Outro ponto que procura esclarecer é a ideia de que um implante estará garantido para toda a vida.

“Há perda de dentes tal como há perda de implantes. Tudo requer a sua manutenção e o seu cuidado”, afirmou. Por essa razão, a médica dentista considera necessário manter acompanhamento clínico e radiográfico, realizando habitualmente controlo anual nos seus pacientes. A longevidade de uma reabilitação depende de vários fatores e não elimina a necessidade de higiene oral diária e vigilância profissional.

Tecnologia e conhecimento

As técnicas disponíveis também têm evoluído. Entre os procedimentos utilizados na clínica, Alícia refere situações em que é possível remover dentes, colocar implantes e instalar, no mesmo dia, uma prótese provisória fixa, quando as condições clínicas permitem esse protocolo. A prótese definitiva é colocada posteriormente, depois do período necessário para a integração dos implantes no osso. A possibilidade de recorrer a este tipo de abordagem depende, contudo, da avaliação do caso, do volume e qualidade óssea, da estabilidade obtida e de outros critérios clínicos.

“É tudo muito estudado e planeado”, salienta Alícia Infante, que considera que a evolução do diagnóstico, das técnicas cirúrgicas e dos materiais permite hoje planear tratamentos com maior detalhe. Ainda assim, evita apresentar a implantologia como uma “solução automática” para qualquer perda dentária. O primeiro passo, reforça, continua a ser “perceber as condições da boca, as necessidades do paciente e as alternativas disponíveis”.

A cirurgia oral constitui outra vertente importante do seu trabalho. Alícia tem formação específica na área da cirurgia de sisos inclusos há cerca de dez anos e alerta para outro mito comum: nem todos os dentes do siso têm de ser removidos. A indicação depende da posição, do espaço disponível, da possibilidade de higienização, da existência de dor ou inflamação e da relação com os dentes e estruturas anatómicas próximas.

“Muitas vezes as pessoas chegam ao consultório e dizem que têm quatro sisos e que é para tirar. Se estão numa boa posição, têm espaço e estão bem na cavidade oral, ficam”, disse.

Nos casos em que existem sintomas ou uma posição desfavorável, o diagnóstico radiográfico permite avaliar a necessidade de intervenção. Em situações mais complexas pode ser necessário recorrer a exames tridimensionais para estudar a relação do dente com estruturas nervosas da mandíbula e preparar a cirurgia.

A profissional considera que a informação é decisiva para reduzir o medo associado à extração dos sisos. Dor, inchaço ou desconforto são preocupações frequentes, mas a recuperação depende do grau de complexidade e das características de cada intervenção. Para Alícia, a especialização e o planeamento assumem particular importância nos casos cirúrgicos, sobretudo quando a anatomia exige maior precaução.

A medicina dentária, contudo, não começa na cirurgia nem termina nos implantes. Um dos pontos que Alícia Infante mais sublinha é a necessidade de considerar a boca integrada no estado geral do paciente.

“Eu não olho para as pessoas como uma cavidade oral, com dentes. Olho para a pessoa como um todo e o meu objetivo primordial é o bem-estar da pessoa”, afirmou.

Esta abordagem estende-se à prevenção. A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) de Portugal recomenda consultas regulares mesmo quando não existem sintomas, precisamente para prevenir e identificar problemas numa fase precoce. A entidade indica ainda que os cuidados devem ser adaptados ao perfil de risco de cada pessoa e que a higiene oral diária constitui a base da prevenção.

Entre as recomendações gerais estão a escovagem pelo menos duas vezes por dia com pasta fluoretada e a utilização de fio dentário ou escovilhão nos espaços interdentários. A OMD chama ainda a atenção para a necessidade de acompanhamento profissional, porque algumas doenças da boca podem desenvolver-se antes de apresentarem sintomas facilmente identificáveis pelo próprio paciente.

Na opinião de Alícia, esta dimensão preventiva começa a ser mais valorizada também em Castelo Branco. Natural da região, esta médica dentista acompanha uma população que inclui muitos pacientes mais velhos e pessoas provenientes de localidades próximas. Ao longo dos anos, afirma ter observado maior abertura para técnicas de reabilitação que anteriormente eram menos procuradas.

“As pessoas começam a abrir mais os seus horizontes e a querer também coisas novas”, salientou.

O seu percurso profissional começou com a formação inicial no Instituto Universitário Egas Moniz, no Monte de Caparica, seguindo-se formação na área dos sisos inclusos em Lisboa e vários ciclos de aperfeiçoamento em implantologia realizados em diferentes pontos do país, incluindo Porto, Braga, Leiria e Viseu. Nos últimos dez anos, Alícia Infante tem prosseguido formação relacionada com técnicas cirúrgicas e reabilitação implanto-suportada.

Na Clinibeira, liderada por Sofia Lourenço, esse percurso traduz-se numa atuação que procura conjugar “diagnóstico, cirurgia, reabilitação, manutenção e prevenção”.

Para ela, a decisão de avançar para um implante “não deve começar pelo medo do procedimento nem apenas pela questão estética”, mas por uma “avaliação clínica capaz de determinar aquilo que cada pessoa efetivamente necessita”.

A mensagem que deixa aos pacientes passa, por isso, pela procura de informação antes de adiar um problema dentário. A evolução das técnicas ampliou as possibilidades de tratamento, mas não substituiu os princípios que continuam na base da medicina dentária: diagnóstico, planeamento individual, higiene, acompanhamento e prevenção. É nesse equilíbrio entre tecnologia e cuidado continuado que Alícia Infante enquadra atualmente a implantologia e a cirurgia oral que pratica em Castelo Branco.

Continuar a ler

Atualidade

IRONMAN Portugal-Cascais regressa a 17 de outubro com provas de longa distância e inscrições esgotadas

Publicado

on

Cascais recebe, no próximo dia 17 de outubro, mais uma edição do IRONMAN Portugal-Cascais e do IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais, duas provas que voltam a colocar o concelho no circuito internacional do triatlo. Ambas as competições contam com inscrições esgotadas e terão partida e chegada na Baía de Cascais, num percurso que atravessa também zonas dos concelhos de Oeiras e Lisboa.

No IRONMAN, os atletas enfrentam 3,8 quilómetros de natação, 180 quilómetros de ciclismo e 42,2 quilómetros de corrida, completando a distância de uma maratona. Já o IRONMAN 70.3 inclui 1,9 quilómetros de natação, 90 quilómetros de ciclismo e 21,1 quilómetros de corrida. As duas provas exigem preparação física e resistência, reunindo participantes nacionais e estrangeiros.

A edição de 2026 insere-se numa programação mais ampla, que decorre entre 14 e 18 de outubro. O primeiro momento acontece no dia 14, com a Night Run, uma corrida noturna de cinco quilómetros na Marina de Cascais, aberta à participação da população a partir dos 16 anos. No dia 15 realiza-se a Parada das Nações, enquanto a cerimónia de entrega de prémios está marcada para 18 de outubro.

O evento volta a associar competição desportiva, turismo e projeção internacional do território. A presença de atletas, equipas técnicas, familiares e visitantes deverá voltar a criar movimento em diferentes zonas do concelho, particularmente na Baía de Cascais e nas áreas atravessadas pelos percursos de ciclismo e corrida.

A passagem dos atletas por Cascais, Oeiras e Lisboa permite ainda integrar no percurso diferentes paisagens urbanas e costeiras, numa prova que combina mar, estrada e corrida num dos formatos mais exigentes do triatlo internacional.

A realização do IRONMAN terá igualmente impacto na mobilidade. Estão previstos condicionamentos de trânsito entre 15 e 18 de outubro, com maior incidência no dia das provas. As alterações abrangem diferentes zonas do concelho e poderão afetar acessos rodoviários e transportes públicos municipais.

As autoridades locais recomendam, por isso, que residentes, visitantes e condutores consultem previamente as informações relativas aos cortes, desvios e alterações temporárias previstas para os dias do evento.

Com inscrições esgotadas nas duas principais provas, Cascais prepara-se para voltar a receber atletas de diferentes nacionalidades num programa que se estende por cinco dias. O ponto alto será a 17 de outubro, quando milhares de participantes enfrentarão os percursos de natação, ciclismo e corrida com a Baía de Cascais como cenário de partida e chegada.

Continuar a ler

Mais lidas