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Atualidade

Lisboa: Detido por roubo violento

Mais ocorrências

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O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, através da Divisão de Investigação Criminal, no dia 2 de dezembro, pelas 01h30, procedeu à detenção de um homem, de 34 anos, por ser suspeito da prática do crime de roubo na forma tentada.

Continua diariamente a ser veiculado, junto da Divisão de Investigação Criminal, que na zona dos Anjos, Intendente e Mouraria, se desenvolve de forma acentuada e degradante o crime de roubo, entre outros particularmente violentos, causando cifras negras, no que a crimes concerne.

A PSP, na prossecução de uma estratégia de combate e prevenção da criminalidade violenta e grave, direcionada para o combate a quem se vem dedicando a crimes contra o património, que gera sentimentos de intranquilidade e insegurança das populações, tem vindo a reforçar os níveis de empenhamento diário, visando neutralizar os agentes perpetradores e reforçar os níveis subjetivos de segurança da população.

Assim, e no decurso de ações proativas, após ter-se tido conhecimento de um roubo, na forma tentada, deslocaram-se ao Largo Conde Pombeiro, em Lisboa, onde se encontrava uma ambulância a prestar auxílio à vítima que tinha graves ferimentos na zona da cabeça e dos braços, informando que, momentos antes, enquanto se deslocava apeado naquela artéria, segurando o seu telemóvel na mão, surgiu o suspeito e, sem que nada o fizesse prever, através da força física, tentou subtrair o seu telemóvel. A vítima agarrou com força no telemóvel e tentou resistir ao agressor, momento no qual o suspeito retirou um objeto metálico, “macaco hidráulico”, do interior de um saco que trazia, e começou a desferir vários golpes nos braços e cabeça da vítima. Após vários minutos a debater-se com o suspeito a vítima caiu no solo, momento no qual este aproveitando-se da situação, desfere-lhe vários impactos com o macaco hidráulico, na zona da cabeça e de seguida enceta fuga, para parte incerta.

O conhecimento intrínseco da área bem como de meliantes que se dedicam à prática desta tipologia de crimes, permitiu aos investigadores num curto período de tempo, a identificação do autor do crime, que ainda se encontrava na posse do objeto utilizado no ilícito. De realçar que a vítima necessitou de ser transportada a uma Unidade Hospitalar, onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica, devido à gravidade dos ferimentos a que foi sujeita por parte do suspeito.

O detido foi presente a Autoridade Judiciária Competente para efeitos de 1º Interrogatório e viu-lhe ser aplicada a medida de coação mais gravosa a prisão preventiva.

Ocorrências

A Divisão de Trânsito, no dia 21 de novembro, deteve um homem, de 47 anos de idade, e recuperou uma viatura furtada.

No âmbito de uma operação rodoviária, os polícias com recurso ao Polícia Automático, conseguiram localizar uma viatura que constava para apreender após o seu furto na zona de Torres Vedras. O condutor foi confrontado com a situação descrita, tentando ludibriar os polícias ao agir como se o veículo fosse da propriedade de familiares, facto negado pelo denunciante.

Após diligências, apurou que o condutor utilizou este e outro veículo furtado, em abastecimentos com fuga e em furto de combustível o que justificava a presença, no interior da viatura, de um jerrican com vestígios de ter sido utilizado em armazenamento de combustível, “pé-de-cabra” e uma caixa com 25 cartuchos de caça calibre 12mm.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

A Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no dia 2 de dezembro, pelas 17h30, deteve um homem de 29 anos por suspeita da prática dos crimes de resistência, ameaças injúrias a Agente de Autoridade. 

Os polícias, de serviço junto a estabelecimento comercial da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, foram abordados por uma passageira que afirmou estar um indivíduo a partir garrafas e atirar trotinetes ao chão, no parque de estacionamento. Após contacto com o suspeito, este, após ignorar a presença dos agentes de autoridade, tomando uma atitude hostil, provocatória e desrespeitosa para com os Polícias, tentando afastar-se do local.

Deste modo, os polícias, numa outra tentativa de abordagem, explicaram ao suspeito que teria de mudar o seu comportamento, tendo este novamente uma atitude bastante agressiva, não cooperante, injuriando, por diversas vezes, os polícias, tendo sido advertido, por várias vezes, para cessar tal conduta, não acatando a ordem, pelo que lhe foi dada voz de detenção.

O detido foi notificado para comparecer no dia 4 de dezembro de 2023, pelas 10H00, no Tribunal Judicial de Pequena Criminalidade da Comarca de Lisboa.

No dia 30 de novembro, pelas 10h20, deteve uma mulher, de 26, e um homem, de 57 anos, pela prática da atividade de venda ambulante em estação ferroviária do Rossio. Os polícias avistaram os suspeitos a efetuarem a venda ambulante de diversos artigos no átrio da referida estação, sem que tivessem realizado a respetiva comunicação à entidade competente. Assim foram realizados dois autos de contraordenação e apreendidos guarda-chuvas e 95,50 euros em numerário.

A PSP espera que com estas ações, consiga reforçar os índices de segurança dos cidadãos em geral e nos utentes dos transportes públicos da Grande Lisboa em particular.

Foto: DR.

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Açores

Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional

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A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra “Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios”, uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”.

Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”.

Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”.

Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”.

Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”.

A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”.

Ígor Lopes

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Atualidade

Lançado “Guia Completo” para os peregrinos do Caminho da Geira

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Os peregrinos que queiram percorrer o Caminho da Geira e dos Arrieiros podem contar, a partir de agora, com um novo guia, que descreve em pormenor as 10 etapas do percurso que é o principal ponto de partida de Braga com destino a Santiago de Compostela.

O “Caminho da Geira e dos Arrieiros – Guia Completo”, da autoria de Carlos da Barreira, José Manuel Almeida e Gaetano Pucca, descreve o património e apresenta mais de 200 fotografias de monumentos, igrejas, edifícios históricos, pontes, miliários romanos, cascatas e rios.

Além disso, contém “informação prática sobre alojamentos, restaurantes, bares, farmácias e outros serviços para peregrinos, bem como mapas e perfis de elevação de todas as etapas”, explica Carlos da Barreira, destacando que o guia descreve também “a dificuldade de cada etapa e informação útil, como distâncias, desníveis, tipo de terreno, património histórico e natureza”.

O guia, composto por 186 páginas, é apresentado na sexta-feira, 31 de julho, às 19 horas, no Auditório de Caldelas, no concelho de Amares, numa sessão aberta ao público, onde poderá ser adquirido a um preço reduzido. “Agora são publicadas as versões em espanhol e português e esperamos que, antes do final do ano, estejam já disponíveis as versões em inglês e italiano, e talvez mais algum idioma”, refere Carlos da Barreira.

Esta “é uma versão à qual faltam pequenas correções de texto e de paginação, que nos próximos meses será melhorada com as sugestões dos peregrinos, prevendo-se que, no final de outubro, seja apresentada a versão definitiva”.

A obra, já registada, estará disponível online na Amazon (19 euros) e em algumas livrarias físicas especializadas nos Caminhos de Santiago, e as receitas servirão para suportar os custos de uma página na Internet dedicada ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.

No início do “Caminho da Geira e dos Arrieiros – Guia Completo”, o jornalista e peregrino Carlos Ferreira escreve que “a amplitude da riqueza natural e patrimonial do Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros transporta-nos aos tempos ancestrais dos romanos e da construção da Catedral de Santiago de Compostela; percorrendo florestas, bosques e vinhedos, atravessados por rios largos e pequenos ribeiros, onde a nossa presença ainda surpreende os animais no seu ambiente natural”.

Por isso, conclui que “é um itinerário de espiritualidade, descoberta e aventura, que convida os peregrinos a regressarem ao verdadeiro Caminho”.

Este Caminho de Santiago tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela do Homem.

Foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está incluído na lista dos caminhos culturais a homologar este ano pelo Governo da Galiza.

Até agora, segundo as associações que o promovem, foi percorrido por 8.657 peregrinos (1.364 no ano passado), dos quais 3.596 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos poucos que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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Carla Schmidt: “Queremos fortalecer as relações entre o mercado editorial alemão e os países de língua portuguesa”

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Há três décadas na Alemanha, Carla Schmidt transformou a experiência entre duas culturas numa plataforma de circulação literária. Aos 49 anos, a editora, escritora e estratega de comunicação dirige a JUST. Verlag, editora independente sediada no país europeu, criada com o propósito de aproximar autores, leitores e profissionais de diferentes mercados, com particular atenção à literatura em língua portuguesa.

Natural do Rio de Janeiro, Brasil, Carla Schmidt é formada em Musicologia e Estudos Medievais, possui um MBA em Comunicação Integrada de Marketing e desenvolve, atualmente, investigação nas áreas da liderança feminina, comunicação e burnout, enquanto doutoranda na Edinburgh Business School. Além de dirigir a JUST. Verlag, trabalha como consultora de comunicação através da SPARKS Communication, é palestrante e autora do livro “I DID IT MY WAY”.

A estreia da JUST. Verlag na Feira do Livro de Frankfurt, prevista para outubro deste ano, representa uma nova etapa neste percurso. A editora prepara uma participação coletiva destinada a apresentar obras, promover autores e estabelecer contactos com editoras, agentes literários, tradutores e outros profissionais do setor. Com atividade desenvolvida na Alemanha, em Portugal, na Suíça e no Brasil, Carla Schmidt procura reforçar a ligação entre o mercado editorial alemão e o espaço lusófono, num trabalho que combina publicação, tradução, comunicação e internacionalização. Em entrevista à nossa reportagem, explica a missão da JUST. Verlag, as oportunidades abertas aos escritores e os desafios de fazer chegar a literatura em língua portuguesa a novos públicos.

A JUST. Verlag prepara a sua estreia na Feira do Livro de Frankfurt desde a criação da editora. O que representa este momento para si e para o projeto editorial, e quais são as principais expectativas para esta primeira participação?

A presença da JUST. Verlag na Feira do Livro de Frankfurt representa a concretização de uma visão que existia desde a fundação da editora. Criei a JUST. Verlag com a convicção de que boas histórias merecem ultrapassar fronteiras. Frankfurt é o maior encontro editorial do mundo e, para nós, é muito mais do que uma feira comercial. É um espaço de diálogo internacional, de construção de redes e de criação de oportunidades para os nossos autores. A minha expectativa é apresentar o catálogo da editora ao mercado internacional, estabelecer novas parcerias e mostrar que existe uma literatura de enorme qualidade em língua portuguesa pronta para conquistar novos leitores.

A proposta da JUST. Verlag vai além da exposição de livros, apostando numa estratégia de internacionalização dos autores. Quais são os principais objetivos desta presença coletiva e que oportunidades pretende proporcionar aos participantes?

O nosso objetivo nunca foi apenas colocar livros numa estante. Queremos posicionar os autores internacionalmente. Por isso, desenvolvemos uma participação coletiva que inclui apresentações, networking, encontros profissionais, ações de comunicação, divulgação internacional e oportunidades de contacto com editoras, agentes literários, tradutores e profissionais do setor. Queremos que cada autor regresse da feira não apenas com uma experiência, mas com novas possibilidades para a sua carreira.

Que perfil de autores, editoras ou projetos literários a JUST. Verlag procura reunir na Feira do Livro de Frankfurt 2026? A iniciativa está aberta apenas a escritores já publicados ou também a novos talentos?

A iniciativa é aberta tanto a autores já publicados como a novos talentos. O critério principal não é o número de livros publicados, mas a qualidade da obra e o compromisso do autor com o seu percurso literário. Procuramos escritores que desejem construir uma carreira internacional e que vejam a Feira de Frankfurt como um investimento no seu desenvolvimento profissional.

Muitos autores podem ter interesse em integrar esta iniciativa. Como funciona o processo de inscrição, quais são as modalidades de participação disponíveis e que apoio será prestado aos escritores antes, durante e após a feira?

Os interessados podem candidatar-se diretamente junto da JUST. Verlag, em: https://www.just-verlag.de/

Existem diferentes modalidades de participação, desde a presença do livro no stand até programas mais completos, que incluem sessões de autógrafos, apresentações, apoio de comunicação, divulgação nas redes sociais e acompanhamento durante todo o processo. O nosso trabalho começa muito antes da feira e continua depois dela, porque acreditamos que a internacionalização não acontece em cinco dias, mas através de uma estratégia consistente. Mais informações podem ser solicitadas por e-mail: info@just-verlag.de

A JUST. Verlag tem vindo a afirmar-se no mercado editorial alemão, mas também com um olhar no público lusófono. Que missão orienta a editora e de que forma pretende contribuir para a projeção internacional da literatura em língua portuguesa e de autores de outras nacionalidades? Há traduções para outras línguas na editora?

A missão da JUST. Verlag é construir pontes entre culturas através da literatura. Publicamos obras de diferentes nacionalidades e acreditamos que uma boa história pode emocionar qualquer leitor, independentemente da sua língua. Sim. Trabalhamos com traduções, sobretudo entre português, alemão e inglês, e pretendemos expandir este trabalho para outras línguas nos próximos anos. O nosso objetivo é tornar autores internacionalmente visíveis e facilitar o diálogo entre diferentes mercados editoriais.

Entre as iniciativas previstas destaca-se o JUST. Literary Award. Qual é a importância deste prémio para a valorização dos autores e que impacto espera que tenha na promoção das obras e no reconhecimento dos seus participantes?

O JUST. Literary Award nasceu para reconhecer a qualidade literária, independentemente do tamanho da editora ou da notoriedade do autor. Queremos criar um espaço onde as obras sejam avaliadas pelo seu mérito e onde novos talentos possam ganhar visibilidade. Esperamos que o prémio contribua para aumentar a projeção internacional dos participantes e incentive ainda mais a circulação de obras entre diferentes países.

A Feira do Livro de Frankfurt é considerada o maior encontro mundial da indústria editorial. O que espera que esta edição de 2026 represente para a JUST. Verlag, para os autores participantes e para o fortalecimento das ligações entre os mercados editoriais internacionais?

Espero que esta edição marque o início de uma presença duradoura da JUST. Verlag em Frankfurt. Queremos fortalecer as relações entre o mercado editorial alemão e os países de língua portuguesa, aproximar autores, editoras e profissionais e mostrar que a literatura continua a ser uma das formas mais poderosas de criar pontes entre culturas.

Em que locais tem atuado com a editora e como escritora?

Ao longo dos últimos, anos participei em projetos editoriais e literários na Alemanha, Portugal, Suíça e Brasil. A JUST. Verlag tem vindo a marcar presença em diferentes eventos internacionais e, em 2026, participará, entre outros, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na Feira do Livro de Frankfurt, no Salon du Livre de Colmar e Genebra, e em diversos encontros literários na Alemanha. Como autora, tenho apresentado o livro “I DID IT MY WAY” em diferentes cidades europeias e brasileiras.

Como é viver na Alemanha?

Viver na Alemanha ensinou-me o valor da organização, da disciplina e do planeamento. Ao mesmo tempo, nunca perdi as minhas raízes brasileiras. Hoje, sinto que pertenço aos dois países. Essa combinação entre a objetividade alemã e a criatividade brasileira influencia profundamente a minha forma de trabalhar e também a identidade da JUST. Verlag.

Como avalia o campo literário no país?

A Alemanha possui um dos mercados editoriais mais estruturados do mundo, com enorme respeito pelos livros, pelas livrarias independentes e pelos eventos literários. Ao mesmo tempo, existe espaço para novas vozes e para literatura internacional. Vejo um crescente interesse por autores que apresentam diferentes perspetivas culturais, e acredito que a literatura em língua portuguesa tem muito a oferecer aos leitores alemães.

Por fim, quem é Carla Schmidt?

Carla Schmidt é editora, escritora e estratega de comunicação. Sou brasileira radicada na Alemanha há três décadas, fundei a JUST. Verlag com a missão de aproximar culturas através da literatura. Atuo também como consultora de comunicação internacional, palestrante e autora. O meu trabalho centra-se na internacionalização de autores, na valorização da diversidade cultural e na construção de pontes entre os mercados editoriais europeu e lusófono.

Ígor Lopes

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