Atualidade
Comemorações do 24º Aniversário do Comando Regional da PSP dos Açores
Amanhã, a partir das 10h00
A Polícia de Segurança Pública (PSP) assinala amanhã o 24.º aniversário do Comando Regional dos Açores.
Criado em 1999, este Comando é responsável pela segurança da totalidade da área territorial do arquipélago dos Açores – 2 346 Km2 distribuídos por nove ilhas banhadas pelo Oceano Atlântico – bem como dos seus 236 657 cidadãos.
Enquanto referência turística, o arquipélago dos Açores recebe anualmente milhares de turistas e, neste sentido, a PSP acresce à sua missão diária a responsabilidade de zelar também pela segurança destes.
No que diz respeito à criminalidade geral no Comando Regional dos Açores (CRA), em 2022 foram registados menos 259 crimes que em 2021, verificando-se assim uma diminuição de cerca de 2,6%. Quanto à criminalidade grave e violenta, em 2022 foram registados mais 12 crimes do que no período homólogo, o que corresponde a um aumento de 5,5% (dados do Relatório Anual de Segurança Interna).
Em 2022 foram efetuadas mais de 1000 detenções por diversos tipos de crimes, tendo sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva a cerca de 6,4% dos detidos.
Durante o último ano foram ainda realizadas 3811 operações policiais e 1601 operações de fiscalização rodoviária, de que resultaram 15 549 autos de contraordenação. Foram controladas por radar mais de 59 100 viaturas e cerca de 25 292 condutores foram submetidos ao teste de alcoolemia.
No âmbito do Policiamento de Proximidade foram levadas a cabo 311 ações de sensibilização junto da população idosa e 429 contactos individuais de prevenção criminal. As Equipas do Programa Escola Segura realizaram 3742 ações de sensibilização em todos os estabelecimento de ensino das ilhas dos Açores, que contaram com a participação de um total de 2955 alunos.
Em matéria de armas e explosivos foram apreendidas 216 unidades de artigos pirotécnicos, 35 kg de explosivos e 338 munições. Foram apreendidas cerca de 347 armas, quer de forma cautelar, quer decorrentes da entrega voluntária a favor do Estado.
Resumo histórico
O Decreto-Lei nº 151/85, de 09 de maio, fez, pela primeira vez, referência à existência de um Comando Regional nos Açores.
Com a evolução legislativa protagonizada pela Lei nº 5/99, de 27 de janeiro, consolidou-se a criação do Comando Regional dos Açores, cuja orgânica compreendia três Comandos Equiparados, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.
Com a atual Lei Orgânica da Polícia de Segurança Pública, aprovada pela Lei nº 53/2007, de 13 de agosto, extinguiram-se os Comandos Equiparados, dando origem às atuais Divisões Policiais.
Descrição heráldica
ESCUDO – de prata, com um açor estendido e sainte de azul, bicado e lampassado, com um contrachefe ondado de azul e ouro, bordadura de vermelho carregado de nove estrelas de cinco raios a ouro.
CORONEL – representativo da Polícia de Segurança Pública, de ouro.
DIVISA – num listel de branco, ondulado, sotoposta ao escudo, em letras do estilo elzevir: “PELA CONCÓRDIA PUGNAMOS”.
Simbologia
O AÇOR – símbolo da vigilância e da guarda, cujas asas protetoras acolhem as ilhas açorianas.
AS ESTRELAS – representam as nove ilhas que compõem o arquipélago.
O ONDADO – representativo do mar, elemento marcante em tudo o que diz respeito da região não só como seu limite como ainda fonte de riqueza.

A OURO – significa nobreza e fidelidade.
O AZUL – significa justiça e lealdade.
O VERMELHO – significa a ousadia e ânimo.
O CORONEL – é o representativo da Polícia de Segurança Pública constituído por um arco liso com virolas nos bordos superiores e inferiores, encimado por quatro estrelas de seis pontas, das quais três são aparentes e o intervalo entre cada duas estrelas consecutivas é preenchido por um falcão estendido.
A DIVISA – representa o objetivo da Polícia de Segurança Pública, que no desenrolar das suas missões tenta levar todos os portugueses a um ambiente de paz e amizade, de união e de justiça, sem olhar a sacrifícios e dando sempre o melhor do esforço.
Programa
10h00 Receção das Entidades Convidadas no Teatro Faialense
10h25 Chegada da Alta Entidade que preside à cerimónia
10h27 Prestação de Honras Policiais (Guarda de Polícia)
10h30 Sessão Solene do 24º Aniversário:
. Entrada do Estandarte Nacional
. Entoação do Hino Nacional
. Alocuções
. Imposição de Medalhas e Entrega de Diplomas
. Momento Musical
. Retirada do Estandarte Nacional, com prévia Entoação do Hino
. Encerramento da Cerimónia
12h00
12h15
Visita à exposição de meios, na Praça da República
Inauguração da exposição “A Polícia de Segurança Pública nos Açores – Uma perspetiva histórica”, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José Graça.
Foto e imagem: PSP.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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