Atualidade
Barcelos: PSD saúda Câmara pelo acordo alcançado com a Águas de Barcelos
Sociais-Democratas criticam PS pelo voto contra
Em comunicado enviado às redações, o PSD Barcelos saúda o executivo da Câmara Municipal de Barcelos, liderado por Mário Constantino, pelo acordo alcançado com a empresa Águas de Barcelos, acordo que “livra a Câmara de pagar mais de 200 milhões de indemnização”, conforme afirma, sublinhando que a coligação PSD, BTF e CDS, que lidera o Município, “cumpre mais uma promessa”.
Segundo o PSD, “trata-se de um acordo que coloca um ponto final num problema que dura desde que o Partido Socialista (PS) venceu as eleições em 2009, com a promessa de baixar o custo da água em 50%, promessa essa que, afinal, nunca concretizou e, após diversas condenações, ainda viu ser confirmada a sentença, pelo Tribunal Constitucional, em 172 milhões de euros, mais juros, o que, atualmente, já soma mais de 200 milhões de indemnização. O PSD, integrado na coligação “Barcelos Mais Futuro”, prometeu solucionar o problema…e já o fez!”
Virando baterias para o maior partido da oposição, o Partido Socialista (PS), que liderou a Câmara entre 2009 e 2021, o PSD critica os socialistas por terem votado contra este acordo na reunião de câmara, “demonstrando que, afinal, tal como aconteceu durante 12 anos, também, agora, pretenderia manter a Câmara, e os Barcelenses, sob a ameaça de uma execução de sentença, que levaria o Município à estagnação financeira e acarretaria imensos problemas para o nosso Concelho”.
O PSD Barcelos considera esta atitude do PS “incompreensível, irresponsável, demagógica e populista, indo ao arrepio do bom-senso”, elencando, de seguida, que “o PS teve a hipótese de fazer um reequilíbrio financeiro em 2010…e não quis, optando pela via judicial; teve o resgaste da concessão aprovado em 2015…e não o levou por diante; teve um acordo para sanar o problema em 2017…e não o concretizou; e agora vota contra o novo acordo sem propor qualquer alternativa!”, questionando: “mas, afinal, o é que o PS pretende? Que a Concessionária execute a sentença e o Município fique na falência e sob assistência financeira, perdendo praticamente todos os bens, sem poder investir um cêntimo nas próximas décadas? Onde está o sentido de responsabilidade do PS? Onde para o sentido de Estado de um partido que governou a Câmara nos últimos três mandatos? O que mais parece, é que o Partido Socialista não desejava que se fizesse acordo para poder atirar a culpa dos seus erros aos outros!”
Os Sociais-Democratas sublinham que, “perante a situação herdada, o PSD, integrando a maioria da Coligação “Barcelos Mais Futuro”, deixou de lado as lamentações e desculpas do passado. Em vez de tentar arranjar culpados, arregaçou as mangas, iniciou negociações e alcançou este acordo”, deixando novo rol de questões direcionadas aos socialistas: “porque vota o PS contra um acordo que põe fim à dívida de mais de 200 milhões, da sua inteira responsabilidade? Porque vota o PS contra um acordo que coloca a Concessionária a investir mais 32 milhões de euros em redes de água e sobretudo de saneamento? Porque vota o PS contra um acordo positivo, não só para a Câmara Municipal, como para os barcelenses, porque atenua o impacto da subida de preços, para apenas 3 euros por mês para uma família média? Porque vota o PS contra um acordo tão importante, que garante ligações de ramais de água e saneamento gratuitas, sendo esse custo suportado pela Concessionária? Porque vota o PS contra um acordo que livra a Câmara Municipal de uma dívida de mais 200 de milhões de euros, tendo como contrapartida o pagamento de apenas 18 milhões e o prolongamento da concessão por um período de 20 anos?”, concluindo, “face ao exposto, e colocadas estas questões, o PSD Barcelos condena a posição irresponsável do PS e saúda a aprovação deste acordo”.
Para o PSD, e em jeito de conclusão, “Barcelos e os barcelenses vão voltar a ter, finalmente, e após 13 anos, investimento nas redes de água e saneamento. Este sim, um grande anseio das populações, pois dele necessitam e merecem!”
Foto: DR.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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