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Albergaria aposta em ler e escrever para (trans)formar

“Mão Verde II” com Capicua, António Serginho, Francisca Cortesão e Pedro Geraldes encerra o programa educativo

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Até 9 de março, encontram-se abertas as inscrições para o Encontro “Para Além de Princesas e Dragões: A Biblioteca e a aprendizagem criativa”, que acontece nos dias 17 e 18 de março no Cineteatro Alba e Biblioteca Municipal, em Albergaria-a-Velha.

“Ler e Escrever para Trans(formar)” é o tema desta 9ª edição, que visa promover a leitura e a escrita, através de estratégias inclusivas, transformadoras que fomentem o prazer de ler e escrever.

No dia 17, sexta-feira, após a sessão de abertura, o primeiro painel, às 15h00, abordará os temas “Semana da Leitura: como a promoção da leitura também é didática”, com Andreia Brites; “Como dar lugar aos dragões nos livros álbum”, com Ana Mourato e “Mediação leitora e inclusão”, com Miguel Horta. A moderação estará a cargo de José Saro.

Às 17h00, iniciam as quatro oficinas práticas, no Cineteatro Alba e na Biblioteca Municipal – “Intencionalidade dos desafios de leitura: como integramos as ações únicas em processos de continuidade”, com Andreia Brites; “Ferramentas para mediação leitora em contextos de exclusão”, com Miguel Horta; “Dinâmicas práticas para abordar, e conter, os dragões da literatura para a infância”, com Ana Mourato; e “Uma mão cheia de palavras”, com Isabel Peixeiro.

A finalizar o primeiro dia do encontro, haverá um jantar convívio, seguindo-se uma tertúlia performativa, às 21h00, no Cineteatro Alba com os contadores de histórias Ana Lage e Rodolfo Castro.

No dia 18, sábado, o painel 2 terá início às 10h00, no Cineteatro Alba, com as intervenções “Parar, Escutar e Olhar”, com Ana Pessoa; “Nós Voz Eles”, com Miguel Gouveia; e “Mão Verde”, com Capicua, e moderação de Isabel Nina.

Às 12h00, será apresentado o livro “À Descoberta de Albergaria-a-Velha”, de Maria João Figueiroa Rego e, às 14h00, os participantes podem descobrir algumas das referências do livro, num percurso entre a Biblioteca Municipal e o Cineteatro Alba.

As oficinas, com início às 15h00, são: “Autoficção: escrever para viver (um pouco mais)”, com Ana Pessoa; “Ferramentas para a mediação leitora em contextos de exclusão”, com Miguel Horta; “Uma mão cheia de palavras”, Isabel Peixeiro; e “Uma história através de imagens: de palavras ao acaso à construção de uma narrativa visual”, com Carlo Giovani.

A encerrar o Encontro “Para Além de Princesas e Dragões: A Biblioteca e a aprendizagem criativa”, está o espetáculo “Mão Verde II”, às 18h00, no Cineteatro Alba. Os artistas Capicua, Pedro Geraldes, Francisca Cortesão e António Serginho apresentam o novo disco, convidando “verdes e maduros a dançar como se ninguém estivesse a ver, enquanto aprendem mais sobre as ervas, as borboletas, a fruta da época e tudo o que tem a ver com a natureza”.

Pedro Geraldes e Capicua (Foto: DR)

Durante os dois dias, os participantes podem visitar livremente as exposições  “Rimas Salgadas”, de Miguel Horta, e “Forma Volume – a ilustração para além do plano bidimensional”, de Carlo Giovani, patentes na Biblioteca Municipal.

O Encontro “Para Além de Princesas e Dragões” é promovido pelo Município de Albergaria-a-Velha e pela Rede de Bibliotecas do Concelho, com o apoio da Coordenação Interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares e do Centro de Formação da Associação de Escolas dos Concelhos de Aveiro e de Albergaria-a-Velha.

O evento proporciona uma formação acreditada de 15 horas a docentes de todos os níveis de ensino, apresentando um número limitado de vagas.

As inscrições podem ser realizadas no website do Município de Albergaria-a-Velha.

Foto e imagem: DR.

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Lausanne reuniu vozes da lusofonia em torno da “vida, saúde emocional e empreendedorismo”

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Lausanne recebeu, entre 25 e 27 de setembro, a edição suíça do “Conexão Global”, uma iniciativa que reuniu mulheres, profissionais, empresários, escritores, terapeutas, especialistas e representantes de diferentes áreas em torno da “valorização da vida, saúde emocional, literatura, empreendedorismo e criação de redes internacionais”. Realizado nas instalações da Église du Centre, localizada na Place Chauderon 16, em Lausanne, o encontro integrou a programação associada ao “Setembro Amarelo” e foi acompanhado de perto pela Agência Incomparáveis. A programação principal foi antecedida pelo pré-lançamento da revista “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, no dia 24, no restaurante “Origens”.

A realização em território helvético teve Ana Poltera, empresária, escritora, mentora e franqueada da “Conexão Global Suíça”, como uma das principais responsáveis pela organização local, em articulação com Rayssa Lucena, CEO da “Conexão Global”. A edição procurou reunir diferentes áreas num mesmo espaço, com palestras, talk shows, testemunhos, apresentações de projetos, literatura, networking e debates relacionados com saúde emocional, violência doméstica, abuso, imigração, identidade, relações pessoais e desenvolvimento de negócios.

A programação foi construída no contexto do “Setembro Amarelo”, campanha de sensibilização para a prevenção do suicídio, e deu espaço a testemunhos pessoais relacionados com momentos de “vulnerabilidade e reconstrução”. Ana Poltera colocou a própria história no centro dessa mensagem ao recordar que, aos 19 anos, atravessou um período em que tentou pôr termo à própria vida.

“Eu, Ana Poltera, aos 19 anos, estava a tentar tirar a minha própria vida. Mas esta Ana trouxe-me até aqui porque ouviu o chamado da vida”, afirmou, relacionando o testemunho pessoal com o conceito que sustenta o projeto “Chamadas para Gerar”. A iniciativa esteve igualmente ligada ao pré-lançamento da revista “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, construída em torno de 52 histórias de mulheres e com participação editorial de Linia Brandt, presente no evento, sendo conhecida também como idealizadora e coordenadora do “Fórum Internacional SABE 2026”, dedicado à Saúde, Autocuidado e Bem-Estar, e CEO do Grupo ELB Network.

Ana Poltera explicou que o conceito de gerar ultrapassa a maternidade e procura abranger diferentes dimensões da vida pessoal e profissional.

“Primeiro, nós geramos a mulher em nós, para que essa mulher possa gerar em todas as áreas da vida. E ‘Chamadas para Gerar’ é a história de 52 mulheres. São 52 mulheres, 52 histórias, 52 chamados”, afirmou.

Ao longo dos três dias, empresárias, lideranças, profissionais da área médica, terapeutas, escritores e responsáveis por projetos sociais lusófonos partilharam o mesmo espaço, numa lógica de “articulação entre conhecimento técnico, experiências pessoais e criação de redes”.

Rayssa Lucena, por sua vez, destacou a criação destas redes como um dos objetivos do projeto.

“Quando um abre a porta para o outro, a força torna-se bem maior, independentemente do sonho que se tem”, afirmou, referindo que a expansão internacional da iniciativa procura permitir que participantes desenvolvam contactos e projetos para além dos respetivos países de residência.

No encerramento, Rayssa Lucena considerou que o resultado da edição suíça deve ser medido também pela experiência proporcionada aos participantes.

“O resultado é vivência. É partilhar a transformação, poder chegar ao outro lado junto com o público que precisa de ser reconhecido, que precisa de ser visto”, disse esta CEO, que acrescentou que o propósito passa por criar condições para o desenvolvimento em diferentes dimensões da vida.

“É engrandecer de forma espiritual, emocional e financeira”, afirmou. Questionada sobre o significado da passagem do “Conexão Global” por Lausanne, resumiu: “É poder de execução, é poder de pertença e eficácia”.

A realização do encontro contou também com o envolvimento de Sidnei Cintra, cantor, pastor da Église du Centre e palestrante na programação. A dimensão social incluiu referências ao “Project Rescue”, liderado por Kátia Medeiros, direcionado para informação e assistência a vítimas de tráfico de pessoas, exploração sexual e laboral e violência física e emocional, além de iniciativas ligadas à violência doméstica e à criação de redes de apoio. Participou igualmente Pauliana Soares, apresentada no encontro como empresária internacional, diplomata civil e mentora, além de franqueada do “Conexão Global em Cancun, Marrocos e Goiánia”.

A literatura ocupou também parte da programação, com livros, autores, experiências editoriais e testemunhos, tendo a participação de Linia Brandt, CEO do Fórum Internacional SABE – Saúde, Autocuidado e Bem-Estar e responsável pela “Suíça Literatura Network”.

Em tom de balanço, Ana Poltera destacou o significado da primeira edição realizada na Suíça francófona.

“A minha emoção é nota mil, porque realmente testei a minha capacidade aqui na Suíça, na Suíça francesa”, afirmou esta responsável, que explicou ainda que a escolha dos participantes resultou do conhecimento prévio das respetivas histórias.

“Eu conheço cada história, cada pessoa. Já conversei com todos eles antes”, disse.

Ana Poltera confirmou também a continuidade do projeto, com uma nova edição do “Conexão Global Suíça” prevista para setembro de 2027.

O encontro de Lausanne terminou com networking entre participantes e com a perspetiva de manutenção das ligações estabelecidas durante os três dias. Entre empresárias, lideranças, profissionais de saúde, escritoras, terapeutas e responsáveis por projetos sociais, a organização procurou transformar a reunião de mulheres e profissionais de diferentes áreas numa plataforma para novos projetos e parcerias.

A frase repetida por Ana Poltera ao longo da programação sintetizou a mensagem escolhida para esta edição: “Conectar também é salvar”.

Ígor Lopes

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Português vence em Madrid nos “Premios Latino” pelo segundo ano consecutivo

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O “Nuevo Teatro Alcalá” acolheu a 12.ª edição dos “Premios Latino”, numa noite de celebração que reuniu artistas e profissionais de vários países. Entre as figuras destacadas pela organização estiveram Joaquín Sabina, Jeanette, Amistades Peligrosas e o compositor cubano Meme Solís, juntamente com artistas e projetos provenientes do México, da Argentina e de outros países do espaço ibero-americano.

Atribuído na categoria de “Melhor Canção Pop Dance”, este é o segundo reconhecimento consecutivo de Eddie nos “Premios Latino”. Na edição anterior, o artista tinha sido distinguido por “El Otro Lado de Mí”.

“Este prémio deixa-me muito feliz porque distingue uma canção que mostra um lado mais alegre, rítmico e pop-dance do meu trabalho. ‘No Puedo Vivir Sin Ti’ nasceu de memórias dos anos em que estudei e vivi em Madrid, no início dos anos 2000, dos bares, das ruas e dos lugares que ficaram no meu subconsciente e fazem parte da minha história. Foi gravada em Madrid, lançada como uma canção de verão e teve uma ótima resposta do público, ultrapassando um milhão de visualizações no YouTube. É um registo diferente de outras músicas que tenho feito nos últimos anos, mas faz parte de mim e do meu percurso”, afirmou Eddie.

Homenagens que valorizam o seu percurso

“No Puedo Vivir Sin Ti” integra o álbum “Todo a Su Tiempo” e foi produzida por Eddie, com coprodução de Ernesto Leite.

Este galardão encerra um ano marcado por várias distinções internacionais. Em abril, Eddie foi reconhecido em Madrid pelos “Premios Europa Multicultural”; em maio, em Málaga, pelos “Premios Costa del Sol”; e, em julho, recebeu em Nova Iorque a distinção de “Artista Influente na Música e Cultura Latina” dos “Gran Latino Awards”.

Em agosto, conquistou ainda em Los Angeles a sua segunda vitória consecutiva nos “InterContinental Music Awards”, desta vez com “Sueño” como “Best Latin Song”. O videoclipe, lançado a 27 de março, ultrapassou já a marca dos dois milhões de visualizações no YouTube em apenas seis meses, afirmando-se como “uma das obras mais representativas do artista”.

No passado mês de setembro, Eddie passou também a integrar o “Grand Jury Panel” dos “LIT Music Awards”, promovidos pela “International Awards Associate”.

Ainda em outubro, Eddie marcará presença na “WOMEX”, entre os dias 21 e 25, na “Gran Canaria”, e na “BIME”, de 27 a 30, em Bilbau, dois encontros internacionais de referência para a indústria musical.

Segundo apurámos, entre novembro e dezembro, a sua agenda internacional prosseguirá entre Espanha e Miami, onde continuará a preparação de uma nova produção musical.

Com mais de duas décadas de carreira, Eddie trabalha como produtor musical e cantautor independente entre Portugal, Espanha, a lusofonia e a América Latina. É “Voting Member” da “The Latin Recording Academy” e da “The Recording Academy”.

Ígor Lopes

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UC reforça estatuto entre a elite mundial ao subir ao top 450 do “Times Higher Education World University Rankings”

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A Universidade de Coimbra (UC) reforçou a sua posição entre as melhores instituições de ensino superior (IES) do mundo na mais recente edição do Times Higher Education World University Ranking (THE WUR), que acaba de ser publicada. Obtendo um dos melhores resultados de sempre neste ranking, a UC ascendeu ao top 450 mundial (intervalo 401-450). E consolidou o seu lugar no top 3 nacional, ex aequo com a congénere do Porto e a curta distância da de Lisboa (intervalo 376-400).

É o quarto ano consecutivo em que a UC figura no top 500 do prestigiado ranking do Times Higher Education, que nesta edição (THE WUR 2027) classifica 2297 universidades de todo o mundo. Este desempenho reforça o estatuto da instituição na elite global, após também ter integrado, nos últimos meses, os top 500 do Quacquarelli Symonds World University Rankings (QS WUR) e do Academic Ranking of World Universities (ARWU, conhecido como Ranking de Xangai)

“Este resultado do THE WUR confirma a evolução muito positiva da nossa produção académica e científica nos últimos anos: estamos de forma estável e consolidada no top 500 mundial e no top 3 nacional nos mais prestigiados rankings. Uma performance que nos orgulha e serve de estímulo para continuarmos a melhorar”, afirma o Reitor da UC, Amílcar Falcão.

O THE WUR 2027 avaliou 17 indicadores de desempenho, de cinco grandes pilares: Ensino (Teaching), Ambiente de Investigação (Research Environment), Qualidade da Investigação (Research Quality), Perspetiva Internacional (International Outlook) e Indústria (Industry). A UC conseguiu as mais altas pontuações de que há registo em três dos cinco pilares – Ambiente de Investigação (43,4), Qualidade da Investigação (64,8) e Indústria (83,1) – e a segunda mais alta noutro deles – Ensino (33,2).´

No primeiro lugar do ranking – que inclui instituições de 118 países e territórios (Incluindo 19 IES portuguesas) – ficou a Universidade de Oxford (Reino Unido), pelo 11.º ano consecutivo.

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