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Junior Tour: Martim Nunes e Maria Salgado triunfam no Projunior Porto&Matosinhos

Seguem na liderança do ranking do Junior Tour

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Martim Nunes e Maria Salgado conquistaram, este domingo, na Praia de Leça da Palmeira, a vitória no Projunior Porto&Matosinhos, etapa inaugural do regressado circuito Junior Tour, que junta os melhores surfistas juniores portugueses na luta pelos títulos de campeões nacionais Sub-20. Nunes, de 18 anos, e Salgado, de apenas 15, carimbaram o triunfo na etapa que marcou o regresso deste circuito, após um interregno de 7 anos.

Após um sábado marcado por algum nevoeiro, que limitou o decorrer da ação, este domingo, a Praia de Leça da Palmeira proporcionou boas condições para os melhores juniores nacionais darem espetáculo, numa prova que esteve integrada no Porto&Matosinhos Wave Series 2022. Um dia final que ficou marcado por algumas surpresas, com destaque para as eliminações precoces dos cabeças-de-série da prova masculina e feminina, Joaquim Chaves, que tinha feito as melhores performances do dia inaugural, e Gabriela Dinis.

Do lado masculino, depois de ter vencido os dois heats disputados na véspera, Martim Nunes entrou novamente a todo o gás no segundo dia de ação em Leça da Palmeira, vencendo mais um heat na ronda 3 e também na ronda 4. Nas meias-finais man-on-man, somou 14,50 pontos para superar João Roque Pinho, juntando-se, na final, a Francisco Mittermayer, que venceu um duelo dramático frente a Rodrigo Chaves, decidido por apenas 0,50 pontos.

Suportado por cinco triunfo consecutivos, o jovem surfista da Praia Grande voltou a entrar forte e anotou uma onda de 7 pontos que o lançou na disputa. Na parte final, juntou-lhe uma nota de 6,55 pontos, para somar 13,55 pontos, contra apenas 10,15 de Mittermayer, atual 17º colocado do ranking da Liga MEO Surf. Martim conseguiu juntar, assim, um registo 100 por cento vitorioso à vitória na etapa, garantindo, igualmente, a liderança do ranking do Junior Tour.

Martim Nunes (Foto: Tó Mané/Porto&Matosinhos Wave Series)

“Foi um campeonato muito bom, com ondas boas durante os dois dias”, começou por frisar Martim Nunes. “Acho que todos estavam com vontade de surfar e todos os heats tiveram um nível alto. Senti-me bem ao longo do campeonato, fui fazendo bons heats, o que ajudou-me a ganhar ritmo e confiança. Foi um resultado muito bom para trazer motivação para o Pro Junior Europeu, que arranca já para a próxima semana em Marrocos. Nunca tinha competido neste escalão, porque já há sete anos que este circuito não ia para a água. Pelo que foi muito bom vencer uma etapa. Espero continuar neste ritmo nas próximas etapas do Junior Tour, a fazer bons heats e o resto virá por acréscimo”, atirou.

Já do lado feminino, o nevoeiro apenas permitiu realizar um heat na véspera. Disputa que, curiosamente, foi vencida por Maria Salgado, lançando a jovem surfista de Santa Cruz para uma grande performance nas ondas do Porto, ela que, tal como Martim Nunes, venceu todas as baterias em que entrou. Depois de superar a ronda 2, seguiu-se um triunfo sólido frente a Benedita Teixeira nas meias-finais woman-on-woman, com Erica Máximo a vencer a outra meia-final frente a Constância Simões.

Apesar de Erica Máximo, atual número 9 do ranking feminino da Liga MEO Surf, chegar à final num grande momento, Maria Salgado conseguiu gerir melhor a bateria e carimbar um dos triunfos mais importantes da carreira. A jovem surfista do Oeste somou 12,60 pontos, superando os 9,50 da adversária, para sair na liderança do ranking feminino do Junior Tour.

Maria Salgado (Foto: Tó Mané/Porto&Matosinhos Wave Series)

“O campeonato correu-me muito bem”, começou por afirmar Maria Salgado. “Consegui vencer todos os heats em que entrei e estou muito feliz por ter vencido o campeonato. Em relação a este circuito, espero continuar a passar heats e tentar lutar pelo título. O meu objetivo no surf passa por evoluir e tentar divertir-me ao máximo nos campeonatos. A curto prazo gostava também de poder representar a Seleção Nacional no Mundial Júnior que se aproxima”, admitiu.

Martim Nunes e Maria Salgado partem para a próxima etapa na liderança do ranking e muito bem lançados na luta pelos títulos nacionais Sub-20. Depois do Porto e Matosinhos, o Junior Tour segue viagem para as ondas de São Jacinto, em Aveiro, onde se realiza a segunda e penúltima etapa do circuito, a 2 e 3 de julho. A terceira e decisiva etapa acontecerá em novembro, em data e local ainda a definir.

Resultados Projunior Porto&Matosinhos:

Final masculina: Martim Nunes 13,55 vs. Francisco Mittermayer 10,15

Final feminina: Maria Salgado 12,60 vs. Erica Máximo 9,50

Melhor onda masculina: Joaquim Chaves, 9,50 pontos na Ronda 1

Melhor onda feminina: Maria Salgado, 8,75 pontos nas meias-finais

Melhor score masculino: Joaquim Chaves, 17 pontos na Ronda 1

Melhor score feminino: Maria Salgado, 13,75 pontos nas meias-finais

A primeira etapa do Junior TourProjunior Porto&Matosinhos esteve integrada no Porto&Matosinhos Wave Series 2022, iniciativa organizada pela Onda Pura Surf Center, com a colaboração das câmaras municipais do Porto e Matosinhos, bem como da Junta de Freguesia de Matosinhos e Leça da Palmeira, com o apoio técnico da Associação Nacional de Surfistas e da Federação Portuguesa de Surf. O evento conta ainda com os apoios do Turismo do Porto e Norte de Portugal, da Goldenergy, da 58 Surf, da Ramirez, da Vitalis, da Unilabs, do Hospital de Santa Maria – Porto, do Edifício Transparente e da MEO.

Fotos: Tó Mané/Porto&Matosinhos Wave Series.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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